Carta aberta aos alunos da UFMA

Publicado em   13/jun/2011
por  Caio Hostilio

Depois de quase 100 comentários, em sua maioria me atacando, sobre o post: “Afinal, que tipo de médico a UFMA está formando?”, não poderia de tecer o que penso a todos os alunos da UFMA sobre a universidade brasileira e seus agravantes.

A Universidade, como importante patrimônio social, se caracteriza pela sua necessária dimensão de universalidade na produção e transmissão da experiência cultural e científica da sociedade. Ela é, essencialmente, um elemento constitutivo de qualquer processo estratégico e de construção de uma identidade social. Neste sentido, a Universidade é uma instituição social de interesse público, independentemente do regime jurídico a que se encontra submetida e da propriedade do patrimônio material a que se vincula.

Esta dimensão pública das instituições de ensino superior se efetiva simultaneamente pela sua capacidade de representação social, cultural, intelectual e científica. E a condição básica para o desenvolvimento desta representatividade é a capacidade de assegurar uma produção de conhecimento inovador e crítico, que exige respeito à diversidade e ao pluralismo. Desta forma, não lhe cabe apenas preencher uma função de reprodução de estruturas, relações e valores, mas acolher os mais diversos elementos que possam constituir questionamentos críticos, indispensáveis para configurá-la como um dos fatores dinâmicos na evolução histórica da sociedade.

Assim entendida, a Universidade pode também contribuir para a adequação das estruturas do Estado às aspirações democráticas em curso na vida política, nacional e internacional, e, em especial, ser elemento ativo de intervenção democrática na vida da sociedade brasileira. Para realizar tais tarefas permanecem ainda atuais os desafios de democratização e autonomia da estrutura universitária, para garantir o desempenho da Universidade enquanto instituição estratégica da sociedade. A ela caberá a clarificação dos diversos projetos e viabilizar soluções para a complexidade dramática de uma sociedade que é caracterizada por elevados índices de concentração de renda, de baixos salários e de fome.

Vale ressaltar que as condições para a produção acadêmica na rede particular, salvo raras exceções, é incompatível com as exigências de qualidade acadêmica. Está prejudicada por elevadas cargas didático-curriculares; alta rotatividade de disciplinas assumidas pelo docente a cada ano ou semestre letivo e por uma absurda relação aluno/professor, ficando absolutamente clara a inadequação de critérios de mercado e lucratividade. A ausência de projetos de pesquisa, a precariedade das instalações materiais, sobretudo bibliotecas e laboratórios e a elevada jornada de trabalho dos docentes inviabilizam a qualificação e o aperfeiçoamento e implicam em um ensino massificado, pouco criativo e de baixa qualidade.

No que se refere à relação aluno/professor este quadro vem se instalando também na área pública, face à política do governo de sequer repor as vagas existentes, geradas, nos últimos anos por desligamento de docentes dos quadros, sendo substituídos por professores que não possuem didática para transmitir o conhecimento que possui.

A carência de recursos nas universidades e a aviltante diminuição dos salários geram atualmente um processo acelerado de privatização da Universidade Pública por dentro dela mesma. Em seu interior e ao redor, montam-se estruturas privatizantes, mediadas por Fundações de Apoio, criadas associativamente como empreendimentos privados com o objetivo de “suprir” as deficiências de recursos públicos e uma suposta agilidade na gestão de recursos. Como as fundações criadas pela UFMA.

Em conseqüência, cria-se um clima favorável à desagregação do ambiente acadêmico, favorecendo o individualismo, o empresariamento de docentes e pesquisadores, transformando-os prioritariamente em gerentes do ensino, da pesquisa e da extensão.

Qualquer proposta para a Universidade Brasileira que seja centrada apenas na reforma gerencial não pode ser identificada como um projeto de reestruturação da universidade. É absolutamente imprescindível repensar a Universidade, mas isto tem que passar necessariamente por um processo amplo que, democraticamente, defina modificações nas suas estruturas de organização e poder, no desempenho de suas funções básicas como ensino, pesquisa e extensão, do seu papel social, vale dizer, de sua interação com o conjunto da sociedade.

Só faz sentido falar em autonomia universitária se ela obedecer ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão e estiver aliada, de forma indissolúvel, ao processo de democratização interna das Instituições de Ensino Superior. A dotação orçamentária global, conforme proposta pelo movimento docente, importante passo para a autonomia de gestão, financeira e patrimonial das Instituições e a plena participação da comunidade universitária na elaboração, fiscalização e execução do orçamento.

Autonomia para a Universidade significa também autonomia didático-científica. O conjunto da Universidade tem que ter condições de discutir e elaborar democraticamente políticas de ensino, pesquisa e extensão. A subordinação da Universidade às políticas governamentais tem se constituído numa “camisa de força” e num entrave à autonomia universitária. Se a Universidade não elabora um projeto científico-cultural com e para a sociedade, correrá, permanentemente, o risco de se subordinar a determinados projetos ou modismos de grupos ou setores dominantes da sociedade. Nesse sentido veja o caso do hospital Dutra.

É preciso fazer a avaliação da Universidade. Mas quem de fato tem um projeto de avaliação? Reduzir a avaliação a um mero constatar quantitativo de carências sem debater as questões reais que deram origem a elas é uma mistificação. Reduzir a avaliação ao debate da distribuição de recursos é uma fraude que permitirá às instituições que já têm recursos e pessoal altamente qualificado ampliarem a diferença em relação àquelas que não os possuem. Por fim, reduzir a avaliação da Universidade a um exame de final de curso é uma farsa.

É preciso que a comunidade universitária tenha dinamismo próprio para cobrar as deficiências das instituições de ensino superior. Seja na prática cotidiana, seja na elaboração de propostas concretas que possam levar a Universidade, enquanto instituição social de interesse público, a desenvolver o seu papel na sociedade brasileira.

A definição desta política institucional é urgente para que seja possível reverter o quadro atual no qual se vem procurando adequar a Universidade, ao padrão de acumulação capitalista consagrado pelas classes dominantes, com base em um modelo econômico internacionalizado, concentrador e excludente. A modernização conservadora imposta às Instituições de Ensino Superior consagrou a racionalidade empresarial e a tecnocracia como valores absolutos.

O trabalho docente (ensino, pesquisa e extensão) precisa ser avaliado sistematicamente, a partir de critérios definidos de forma pública e democrática, não só para se defender da tutela estatal e da influência do capital, mas também de qualquer esquema de privilégios corporativos da categoria.

A qualidade da Universidade concretiza o seu sentido e atinge a sua finalidade quando o produto do fazer acadêmico se torna acessível à sociedade, contribuindo para o seu aperfeiçoamento e melhoria da qualidade de vida da população. Para que isso seja possível defendemos a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão preceito que, aliás, veio a constar do texto constitucional, a partir de uma luta política do Movimento Docente.

A qualidade do ensino não pode ser pretendida abstratamente, sem que haja as necessárias condições materiais a um bom funcionamento da universidade. O ensino superior de boa qualidade está ligado indissoluvelmente à pesquisa, à extensão e à atividade crítica e criativa. Não cabe ao professor a reprodução estática, pura e simples do conhecimento. Cabe a ele, isso sim, o estudo e elaboração do conhecimento de forma dinâmica e viva, de maneira tal que lhe seja permitida a atualização e avanço na sua área de trabalho.

Diante do exposto, observe se seu curso está seguindo esses parâmetros e faça uma reflexão sobre o assunto.

  Publicado em: Governo

Ataque sem justificativa plausível!!!

Publicado em   12/jun/2011
por  Caio Hostilio

Diante do post “Afinal, que tipo de médico a UFMA está formando?”, do dia 07/06, que coincidiu com os seguintes comentários:

65 Responses to Afinal, que tipo de médico a UFMA está formando?

Hakuna Matata says:

junho 7, 2011 at 13:12 (Edit)

Por coincidencia ou nao, uma amiga nossa (Aluna do curso de Direito da UNDB), faleceu ontem por erro medico. ela ficou internada 3 dias no hospital sao domingos, sendo diagnosticado “infeccao intestinal”. A mesma teve alta, e no dia seguinte da alta, veio a falecer. Motivo: O quadro de apendicite que estava nela, piorou, estourou sendo que a infeccao ficou generalziada e infelizmente ontem ela veio a obito. Uma pena!!!

Responder

admin says:

junho 7, 2011 at 14:02 (Edit)

É o que venho mostrando e espero que pessoas acadêmicas como você e outros possam cobrar uma educação de qualidade, principalmente no que tange a moral e a ética de uma profissão, além da indissociabilidade em ensino, pesquisa e extensão. Fico triste pela morte de uma jovem.

Responder

Emilio Bandeira Lima says:

junho 7, 2011 at 21:25 (Edit)

Ótimo post. Aproveito para contar duas pequenas histórias médicas que aconteceu com meu filho.PRIMEIRO.

Mês sim, mês não, meu filho vinha as pressas do interior para a capital para tratar de uma garganta inflamada, renite, o ouvido estourado a ponta de sair secreção…, febre de 40º. Tratamento era simples : antibiótico receitado pelo melhor “otorrinolaringolista do maranhão”, daqueles que não aceitam plano de saúde, a consulta é um salário mínimo, atende no renascença e é professor universitário.

No final da consulta dizia: cobro caro porque os médicos do maranhão não gostam de estudar, eles não sabem nada; e se gabava que anualmente viajava para congressos internacionais de medicina.

Todo mundo dizia esse médico é o “melhor do maranhão”; “teu filho tá em boas mãos”. Mas nada do meu filho melhorar, até que ele chegou a conclusão que o tratamento era retirar as amigdalas do meu filho. cirurgia particular, plano de saúde e nada pra ele era a mesma coisa. de pronto concordei (o cara era o melhor médico do maranhão); minha mãe receosa (e religiosa, fez promessa pra tudo que é santo) e não deixou o bomzão operar.
Um belo dia. minha esposa notou que meu filho estava com um soluço constante. Levado a uma gastro. ela na primeira consulta perguntou:

– teu filho não tem problema com garganta inflamada e ouvido estourado.
– sim, tem. o médico bonzão até ia operá-lo, retirar as amigdalas.

A médica olhou pra mim. e disse:

– o problema do teu filho é refluxo. a partir de hoje, siga esta dieta.
resultado. meu filho nunca mais teve uma garganta inflamada.

O SEGUNDO CASO.

Através de uma ultrasom, a médica encontrou uma “mancha” no fígado do meu filho e logo disse: vai pra são paulo que é grave. Nesta mesma época, um outro dermatologista (bomzão tambem) viu umas feridas na boca do meu filho e foi logo dizendo: isso é pênfigo (popular fogo selvagem), tome logo este corticóide.

Meu mundo desapareceu. meu filho com pênfigo e com uma manha no fígado que a médica disse que era grave e mandando ir pra são paulo.

Fui a sao paulo. a mancha no fígado era na verdade uma pequena lesão em razão de um tratamento que ele tinha feito anteriormete e que os médicos daqui deveriam ter feito o acompanhamento da função hepática para evitar exatamente uma lesão no fígado; e o pênfigo, na verdade era de causa emocional (em razão de ser filho único e superprotegido pela mão).

Os médicos infelizmente não posso dizer os nomes, mas são todos médicos de ponta em suas especialidades médicas (dermatologista e otorrinolaringolista) , professores universitários, com clínicas em prédios de luxo em são luís.

Responder

admin says:

junho 7, 2011 at 22:01 (Edit)

Na verdade, esses “médicos” são como mecânicos de automóvel, ou seja, começam buscando um simples problemas por substituições de peças mais caras e depois chegam a origem do problema, que na verdade é uma troca apenas de um fio elétrico.

Os demais comentários vindos de pessoas ligadas ao reitor da UFMA são apenas para me atacar da forma mais esdrúxula e agressiva possível, levando-me a responder a altura.

Para sensibilizar esses ataques e leve a maior reflexão, seria providencial que todos esses que fizeram esses ataques fossem a missa de sétimo dia, hoje, da aluna de direito que faleceu por não saberem diagnosticar uma simples apendicite.

Obs.: não fiz nenhuma correção gramatical nos comentários, exatamente para deixar da forma que os comentaristas escreveram.

  Publicado em: Governo

A Justiça brasileira não é confiável!!!

Publicado em   12/jun/2011
por  Caio Hostilio

É certo afirmar que a maioria esmagadora dos brasileiros não confia, como já mostrou várias pesquisas realizadas, inclusive uma da OAB no ano de 2010.

O problema da morosidade do Poder Judiciário vem se agravando com o passar dos anos. Além de afetar a população, que busca uma prestação jurisdicional eficiente e eficaz, também provoca conseqüências negativas na economia nacional.

A lentidão do trâmite processual e a demora na execução das sentenças proferidas pelas instâncias inferiores espantam os investidores. Diversos prejuízos são notados, dentre eles, a diminuição de investimentos, restrição ao crédito e o aumento de custo das operações de crédito.

Com a intenção de contabilizar em números o tamanho do dano causado pela morosidade da Justiça brasileira na economia, um cálculo com o objetivo de aferir o quanto o setor econômico do país perde com esse problema, chegou-se a conclusão, segundo analistas, um prejuízo de US$ 10 bilhões por ano. Isso mesmo, US$ 10 bilhões!!! 

Segundo estudiosos, essa estimativa ainda é conservadora, vez que acreditam que a perda econômica em decorrência da lentidão na solução dos conflitos e da insegurança jurídica pode ser ainda maior.

O certo é que o Judiciário é um poder dispendioso e que não trás benefício algum a sociedade, visto que ele consegue superar os outros dois poderes na corrupção, haja vista que ele além de corrupto é o maior responsável pela impunidade, através de troca de favore$.

Agora vejo na revista IstoÉ o escândalo envolvendo o desembargador Jaime Ferreira de Araújo por assédio sexual contra a candidata Sheila Silva Cunha. Diante dessa denúncia veio-me a lembrança de uma Ação Popular que ingressei na 1ª Vara da Fazenda Pública, quando o juiz era o Dr. Jaime Ferreira de Araújo. O mais impressionante é que ficou mais que comprovado à época pela Revista Veja, através do repórter Policarpo Júnior, que foi em todas as localidades e verificou “in loco” a inexistência dos povoados e qualquer indício de abertura ou reforma de mais de 400 estradas vicinais.

Na época o juiz criou uma comissão para que fizesse o levantamento e após poucos dias o resultado chegou afirmando a existência de todas as estradas, mesmo não existindo os povoados. O certo é que de denunciador de uma das maiores improbidades já vista nesse estado (mais de 400 estradas vicinais que nunca foram abertas), praticamente virei réu.

Segundo denúncia, por não ter aceitado as cantadas indecorosas do magistrado, Sheila s, acabou reprovada injustamente. Diante disso, como poderia classificar a minha situação de denunciante a praticamente réu de um desvio de milhões dos cofres do Estado?

Outro caso que me chama muito a atenção na confiabilidade do judiciário foi a liminar, concedida pelo desembargador Paulo Velten, pela manutenção de Bia Aroso à frente da Prefeitura de Paço de Lumiar.  

Então quer dizer que os custos usados pelo Ministério Público e pelos juízes que compõem o Projeto “Pauta Zero” não serviram pra nada? Que o dinheiro do contribuinte pode descer pelo ralo sem que tenha uma justificativa plausível? Em minha opinião o nobre desembargador simplesmente considerou as investigações do Ministério Público e a decisão do “Pauta Zero” como incompetentes!!! Essa é a única justificativa… Incompetência por cassar um matando de uma pessoa “idônea e correta com a coisa pública”!!!

 Falam muito em reforma política, tributária e os escambau… Mas para que essas possam ser reformadas e aplicadas dentro dos ditames a serem seguidos, é preciso primeiro que o Judiciário passe por uma profunda reforma, principalmente em seus princípios de escolhas dos magistrados.

  Publicado em: Governo

O tecnocrata e o social!!!

Publicado em   11/jun/2011
por  Caio Hostilio

Ninguém discorda de que é preciso muito trabalho para levar o estado ao crescimento que se espera. É importante, porém, é válido ressaltar que se administra com o estabelecimento de prioridades e, sobretudo, com muita sensatez política, para que o povo não pague pelo que não deve, pois ele não pode simplesmente ficar excluído, ou seja, virando uma vítima da desumanidade dos tecnocratas.

Como a economia tem prioridade absoluta sobre a política social, o povo continuará a pagar um elevadíssimo preço pela insensibilidade dos tecnocratas. E o custo pesado para a consolidação da democracia.

Os tecnocratas são insensíveis, não interessa se são crianças ou velhos que estejam desamparados, o seu foco de trabalho é o de economizar o máximo, mesmo que sejam recursos mínimos para o bem-estar de homens e mulheres, com mais de 90 anos, que já deram sua vida por esse país. Com isso, merece o respeito de viver seus momentos finais com dignidade.

Para o tecnocrata, o IDH é apenas um índice que não determina o crescimento econômico de um Estado, pois em sua cachola estão sempre os grandes investimentos, as arrecadações e um bom programa orçamentário que dê viabilidade de infraestrutura e logística para a atração de investidores.

As questões sociais para os tecnocratas são coisas secundárias, que não melhora em nada as divisas de um Estado, seu pensamento é altamente neoliberal, cujo pilar é trabalhar apenas com 1/3 da população e que o resto se exploda.

Portanto, os governantes, que são políticos e precisam levar o bem-estar a todos os seus governados, precisam intervir e mostrar a seus tecnocratas que as questões sociais são importantes para o povo que ele (governante) governa, principalmente quanto os recursos é mínimos diante do orçamento do Estado.

Que o governo não deixe desamparado 29 idosos com mais de 90 anos, apenas por capricho e zelo excessivo numa economia sem justificativa plausível e, principalmente, desumana.

  Publicado em: Governo

Por que a impunidade é crônica no Brasil?

Publicado em   11/jun/2011
por  Caio Hostilio

Não é novidade que no Brasil a impunidade é uma questão muito debatida em protestos, porém nunca resolvida. Muitos fazem crítica a este erro inaceitável do poder público, mas parece que estamos longe de alcançarmos o direito de vermos punidos aqueles que assolam a sociedade.

Várias organizações já criticaram duramente os atos impunes na justiça brasileira. Contudo, essas criticas entram por um ouvido e sai por outro, com isso a corrupção de indices altíssimos, porém as consequecias aos transgressores são insignificantes.

No Brasil há muita impunidade em decorrência da morocidade da Justiça e as vezes sua benevolência. Existe muita corrupção no Judiciário, fator que facilita ao transgressor ter alguma carta na manga que possa levar um magistrado ao banco dos réus. Portanto, a troca de favores contamina quem deveria impor os ditames das leis, cujo teor dar aberturas para que esses magistrados encontrem saídas para ivrar o transgressor.

Na verdade, a Justiça brasileira se faz de cega até demais, cega e surda! Parece que ninguém é punido. A punição deviria começar pelo judiciário, onde a venda de liminar enriquece magistrados  e seus cupinchas e o transgressor ainda desdenha do contribuinte, fazendo sinal de positivo, como se quisesse dizer: “Eu tenho força no judiciário”.

Isso é resultado de uma política aberta a atos viciosos que contemplam a fidalguia e aflige aos pobres. Todavia o problema vai além disso, porque concerne a corrupção e a ameaça aos homens dotados da lei, concerne vícios e interesses econômicos (entendendo-lhe como uma associação direta entre dinheiro e corrupção).

Enfim, há diversas medidas que podem ser tomadas; porém o problema é muito maior do que imaginamos, uma vez que o poder Judiciário sabem do vício e conversam e dialogam entre si como se tivessem os mais altos títulos nobiliárquicos e, assim sendo, decidem sozinhos o que é certo e errado se tratando da inconsistente justiça brasileira.

Então, viva a corrupção, pois ela é amparada pela impunidade!!!

  Publicado em: Governo

Músicas para relaxar, lembrar dos tempos românticos… A eterna saudade!!!

Publicado em   11/jun/2011
por  Caio Hostilio

  Publicado em: Governo

Notícias boas

Publicado em   11/jun/2011
por  Caio Hostilio

Roseana defende proposta única de Reforma Tributária para o NE

A governadora Roseana Sarney declarou apoio, nesta sexta-feira (10), durante o Fórum de Governadores do Nordeste, em Fortaleza, à proposta única de Reforma Tributária para a região a ser apresentada ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, na próxima terça-feira (14), em Brasília. O encontro reuniu os nove chefes de Executivo dos estados nordestinos, no Palácio da Abolição, sede do governo cearense. Roseana Sarney discutiu todos os pontos da pauta do Fórum com os governadores Jacques Wagner (Bahia), Marcelo Déda (Sergipe), Wilson Martins (Piauí), Ricardo Coutinho (Paraíba), Eduardo Campos (Pernambuco), Teotonio Vilela (Alagoas) e Rosalba Cialirni (Rio Grande do Norte). “Esse fórum é importante, pois aqui tratamos de assuntos comuns aos estados, portanto, de interesse de toda a região, na busca de soluções conjuntas”, destacou Roseana Sarney,

Presidente do Senado participa da celebração dos 146 anos da Batalha do Riachuelo

O presidente do Senado, José Sarney, participou com a presidente Dilma Rousseff da cerimônia de comemoração do 146º aniversário da Batalha Naval do Riachuelo – data magna da Marinha. Durante o evento, no Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília, foi realizada a imposição das condecorações da Ordem do Mérito Naval.

Nota à imprensa

A Presidenta Dilma Rousseff convidou hoje a ex-senadora Ideli Salvatti para
assumir a chefia da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da
República. O ministro Luiz Sérgio será o novo titular do Ministério da Pesca
e Aquicultura. A presidenta dará posse aos ministros em suas novas funções
na próxima segunda-feira, 13/6.

Robson Caetano confirma presença no “Olympic Day”

O ex-atleta e medalhista olímpico Robson Caetano estará em São Luís, a partir da próxima quarta-feira (15). Na capital maranhense, ele participará do “Olympic Day”, ação que será promovida pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), em parceria com a Secretaria de Esporte e Lazer (Sedel), entre os dias 14 e 16. O objetivo do evento é difundir os ideais olímpicos, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e saudável, bem como consolidar o esporte, a cultura e a educação. Embaixador do esporte, Robson Caetano, confirmou presença no evento esportivo. Os interessados em participar do “Olympic Day” podem se inscrever na Secretaria de Esporte e Lazer (Sedel), localizada na Avenida Travessa Guaxenduba, nº 100, Outeiro da Cruz, em São Luís. Outras informações podem ser obtidas pelos telefones (98) 2109-2027, 2109-2011 ou 2109-2000.

Antonio Pereira luta por benefícios de saúde pública para 23 municípios

O deputado Antonio Pereira (DEM) protocolou duas indicações na Mesa Diretora da Assembléia, encaminhadas à governadora Roseana Sarney (PMDB) e ao secretário da Saúde, Ricardo Murad, pedindo benefícios no setor de saúde pública para milhares de pessoas residentes em 23 municípios das regiões Tocantina e Central do Estado do Maranhão.  Para Antonio Pereira, o programa “Rede Cegonha” e a UPA proporcionarão meios adequados para atendimento com maior amplitude nas especialidades nas áreas da medicina, evitando o incômodo e perigoso deslocamento de pessoas enfermas para outras cidades, em busca de atendimento médico especializado.

  Publicado em: Governo

As mulheres maranhenses embelezam o Rio de Janeiro!!!

Publicado em   10/jun/2011
por  Caio Hostilio

Primeiramente gostaria de dizer que não gosto muito de ser fotografado, pois não sou fotogênico, porém não poderia deixar de pedir ao meu amigo Handson Chagas que fizesse essas duas fotos, pois assim poderia mostrar o quanto as mulheres maranhenses embelezam a cidade Maravilhosa.

Esta moça que aparece na foto ao meu lado é nascida em Imperatriz/Ma e está morando no Rio a pouco tempo, onde  trabalha no barracão da Beija-Flor como recepcionista e é moradora de Nilópolis. Ela chama a atenção por sua beleza, simpatia e carisma. Todos reparam sua beleza e ficam a admirá-la. Um dos diretores da Beija-Flor disse-me que já esteve em São Luís e ficou admirado com a beleza das maranhenses. Ele também achou uma dançarina do Boi Barrica uma das mulheres mais lindas que já vira. “Ela tem um corpo fenomenal, os cabelos louros encaracolados e os olhos verdes. É uma deusa”, disse ele.

Em minha opinião, a mulher maranhense é lida.  

Há uma leveza nesse belo. Uma brejeirice. Um toque de arte final em sua criação.

Elas levitam pelas ruas, avenidas e praças. Enfeitam escolas. Ornam as festas. Esbanjam-se pelas passarelas do cotidiano.

Que sorrisos iluminados. Andar faceiro, lépido, em quase sublimação. Quem ganha é o Rio de Janeiro, que também tem mulheres de belezas inigualáveis. São belas!!! Por isso, pedi ao Handson que me fotografasse ao lado da majestosa Selminha Sorriso, que transcende o charme, a malícia, o rebolado faceiro da mulher carioca. Gostaria de ser seu mestre sala por um único desfile e, assim, poder compartilhar de sua beleza e elegância.

As cariocas ocultam, senão um mínimo vento as faria voar. Pássaras. Delicadas avezinhas. Doces criaturas em plenitude.

Rostos perfeitos, desenhados detalhadamente. Ávidas de ser, estar, existir, realçar tudo em volta.

As mulheres maranhenses e cariocas: Meninas-moças. Mulheres em flor. Suavidade. Suave idade.

Louvemos a beleza das mulheres maranhenses. A todas, indistintamente, uma declaração de amor e admiração. Sem vocês que graça teria o Maranhão? O Rio de Janeiro sabe aproveitar!!!!

Deixo agora uma frase de Fernando Pessoa para identificar o verdadeiro sentido do “belo”: “O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.”

  Publicado em: Governo

Quanta falta de vergonha!!! A impunidade se sobrepõe…

Publicado em   10/jun/2011
por  Caio Hostilio

O jornalista Décio Sá classificou essa foto de Biaman Prado como foto-fofoca, eu classifico como foto-imoral e antiética. Que falta de moralidade e ética com a coisa pública!!!

Se a regra da lei é fraca e as leis não são aplicadas ou aplicadas de forma errada, para promover os interesses de pessoas ou de grupos econômicos ou políticos, criam condições para a corrupção. Se alguém usa o poder da imunidade do estado como um refúgio para não responder às exigências legais, elas caem na impunidade o que dificulta os processos que garantem a igualdade para todos os cidadãos.  Não pode haver paz, segurança, governança e democracia onde não há verdade.

É preciso punir os corruptos de uma vez por todas. Precisamos exigir que a Justiça fosse eficiente e, assim, por fim ao combustível da corrupção, a impunidade. O que a sociedade Por que a impunidade só favorece a burguesia? Seria coincidência ou devemos acreditar que as leis não atingem as pessoas ligadas à justiça?

É preciso que os agentes públicos, principalmente aqueles que integram o Poder Judiciário, tenham consciência da importância das suas decisões sobre a formação da opinião pública. Isto vem se agravando, porque hoje, claramente, está na cabeça da população inteira que a justiça só ampara os ricos e poderosos.

  Publicado em: Governo

A ética na política e a política sem ética!!!

Publicado em   10/jun/2011
por  Caio Hostilio

Acabo de assistir e escutar um dos debates mais enfáticos sobre apoio político com ética em sua essência. O debate foi entre os senadores Pedro Simon (PMDB-RS), Cristovam Buarque (PDT-DF) e a senadora Ana Amélia (PP-RS). Mostraram que o apoio a um governo não precisa de interesses pessoais, mas sim de apoio as ações que melhorem de fato a governabilidade e as perspectivas do bem-estar do povo brasileiro.

Um debate de alto nível é o que se espera dos representantes do povo, coisa difícil, pois esse tipo de debate podemos ainda assistir apenas no Senado Federal. Os senadores independentes de partidos e posições elogiaram as atitudes da Presidenta Dilma e as ações dos ex-presidentes da República Fernando Collor e Itamar Franco, nas discussões nas comissões e no plenário.

Com isso questionei: “Até que ponto a política é compatível com a ética? A política pode ser eficiente se incorporar a ética? Não seria puro moralismo exigir que a política considere os valores éticos?”. Vi isso hoje nesse debate entre esses três senadores. Como seria bom que os políticos assistissem como se faz política com é ética e numa essência de reconhecimento!!!

Quando se trata da relação entre ética e política não há respostas fáceis. Há mesmo quem considere que esta é uma falsa questão, em outras palavras, que ética e política são como a água e o vinho: não se misturam. Quem pensa assim, adota uma postura que nega qualquer vínculo da política com a moral: os fins justificam os meios.

O ‘realismo político’, ou seja, a busca de resultados a qualquer preço, subtrai os atos políticos à qualquer avaliação moral, entendendo esta como restrita à vida privada, dissociando o indivíduo do coletivo.

Esta concepção sobre a relação ética e política desconsidera que a moral também é um fator social e como tal não pode se restringir ao santuário da consciência dos indivíduos. Em outras palavras, embora a moral se manifeste pelo comportamento do indivíduo, ela expressa uma exigência da sociedade.

A política nega ou afirma certa moral e que, em última instância, a política também é avaliada pelo comportamento e entendimento moral das pessoas. Aliás, se a política almeja legitimidade não pode, entre outros fatores, dispensar o consenso dos cidadãos — o que pressupõe o apelo à moral.

O moralismo abstrato concentra a atenção na esfera da vida privada, do político. Portanto, aprisiona a política à moral intimista e subjetiva deste. Ao centrar a atenção na esfera individual, o falso moralista julga o governante tão-somente como inimigo e seus vícios o leva a buscar algo para enfatizar seu pensamento de ódio, cujo resultado é sempre maléfico ao coletivo, haja vista que não têm alternativas ou projetos que possam modificar o que por ventura possa surgir.  

De um lado o ‘realismo político’; de outro, o moralismo absoluto. Nem tanto mar, nem tanto terra. A política e a moral, embora expressem esferas de ação e de comportamento humano específicas e distintas, são igualmente importantes para a ação humana no sentido da transformação social.

Política e moral são formas de comportamento que não se identificam (a primeira enfatiza o coletivo; a segunda o indivíduo). Nem a política pode absorver a moral, nem esta pode ser reduzida à política. Embora sejam esferas diferentes, há a necessidade de uma relação mútua que não anule as características particulares de cada uma. Portanto, nem a renúncia à política em nome da moral; nem a exclusão absoluta da política.

Mas, ainda fica a pergunta inicial: é possível a ética na política? Deixo a resposta aos leitores.

  Publicado em: Governo

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