Três momentos que chamaram a atenção

Publicado em   05/abr/2011
por  Caio Hostilio

O de dor: O que dizemos nos momentos de sofrimento? Que atitude tomamos quando alguém passa por uma grande dor? Quais palavras proferimos nessas situações? Cabe a mim dizer aos familiares do Dr. Jackson Lago que confie na presença incondicional do Senhor em qualquer circunstância e experimente o Socorro Divino! Confie, pois a sua esperança precisa estar no Senhor, somente n’Ele!

O de comoção: Num momento de grande comoção, o povo esperava o carro do Corpo de Bombeiros passar pelas avenidas e ruas de São Luís conduzindo o corpo do ex-governador Jackson Lago.

 

 

O de respeito: A urna funerária com o corpo do ex-governador Jackson Lago é guardado por cadetes da Polícia Militar.

  Publicado em: Governo

Notícias

Publicado em   05/abr/2011
por  Caio Hostilio

Assim como TJ/MA, STF ver greve sem justificativa

Tal como a decisão do TJ/MA, o STF indefere recuso do Sinproesemma, definindo que a greve é ilegal. O STF se baseou nos mesmos argumentos do TJ/Ma, ou seja, a greve foi deflagrada no início da negociação com o governo; não houve comunicado prévio de 48 horas; e não foi observado o percentual mínimo de trabalhadores em atividade considerada essencial. Na verdade, esta greve sempre teve como objetivo o cunho político partidário e não político trabalhista. Greve de cunho político partidário sempre deixa rastros de irregularidades. Ao tomar conhecimento da decisão do STF, a secretária de Estado de Educação, Olga Simão, reafirmou que o governo mantém aberto o canal de diálogo para negociação com a categoria, e espera o retorno mais breve possível à normalidade das aulas da rede estadual de ensino. Uma demonstração dessa disposição, segundo a secretária, foi o fato de a Seduc ter participado de reuniões com o Sindicato e ter se comprometido a implantar neste ano o Estatuto do Educador, contemplando, inclusive, revisão salarial da categoria.

SES investe mais de R$ 1,2 milhão por mês em atendimento oncológico 

A SES mantém, com recursos próprios, dois serviços de atendimento oncológico nos hospitais Tarquínio Lopes (Geral), em São Luís, e São Rafael, em Imperatriz.  Nessas unidades de saúde são investidos mensalmente pelo estado R$ 1.201.848,19, totalizando 14.422.178,28 por ano, para garantir assistência aos pacientes portadores de câncer no Maranhão. Na manutenção do serviço oncológico do Hospital Geral são gastos a cada mês R$ 572.012,28. A unidade fez 41.745 consultas e procedimentos ambulatoriais, 742 internações (médicas e cirúrgicas) e 5.237 aplicações de quimioterapia. No Hospital São Rafael, o custo mensal do atendimento oncológico é de R$ 629.835,91. Lá são 120 internações mês, quatro mil procedimentos ambulatoriais e 300 atendimentos de alta complexidade (quimioterapia, ressonância magnética, cintilografia e tomografia computadorizada). Quanto a responsabilidade com Hospital Aldenora Belo é da Prefeitura de São Luís, que tem a gestão plena da saúde no município e recebe o teto de alta complexidade do SUS para manter o atendimento oncológico na capital.

Postado a pedido dos moradores

Nobre jornalista,

“Segue em anexo, fotos de um lixão localizado à Rua São Pedro, no bairro Vassoral/Itapiracó (a 50 metros da ma 202). Não apenas o mau cheiro incomoda quem passa pelo local, como sua localização que fica nas margens do rio paciência. No local são despejados dejetos de bairros como Parque Vitória, Cohatrac, Maioba e outros. Tal desrespeito com o meio ambiente nos motivou a tomamos iniciativa de lhe enviar essas imagens, na esperança que o Ministério Público, Secretaria de Meio Ambiente, Prefeitura de São José de Ribamar e/ou quem mais de direito possa tomar as providencias que o caso requer”, dos moradores.   

 

 

Presidente do TJMA presta solidariedade à família do ex-governador Jackson Lago‏

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, desembargador Jamil de Miranda Gedeon Neto, solidariza-se com os familiares do ex-governador do Estado, Jackson Kepler Lago, ao tempo em que expressa o reconhecimento do mérito desse notável homem público, que em sua trajetória de médico e liderança política soube conduzir-se com denodo, abnegação e dignidade, deixando na história do Maranhão o seu intransferível legado.

TCE: 11 prefeituras não prestam conta

Segundo o blog de Décio Sá, o TCE registrou recorde histórico de comparecimento dos gestores públicos na entrega das prestações de contas deste ano. Dos 217 prefeitos maranhenses, 206 entregaram suas contas ao TCE até ontem (4)l, último dia do prazo, o que representa um percentual de 95% de comparecimento. Entre os presidentes de câmaras municipais, o índice foi de 83%, ou seja, 182 câmaras municipais. Cento e quinze órgãos estaduais entregaram suas contas ao tribunal, um percentual de 82%. Os prefeitos que deixaram de entregar suas contas até as 18h desta segunda-feira foram: Ludmila Almeida Silva Miranda (Brejo de Areia), Francisco Xavier Silva Neto (Cajapió), Juarez Alves Lima (Icatu), Francisco Emiliano Ribeiro de Mendes (João Lisboa), Aluízio Coelho Duarte (Lagoa do Mato), Gildásio Ângelo da Silva (Poção de Pedras), Vanderlúcio Simão Ribeiro (São Pedro de Água Branca), Jerry Adriany Rodrigues Nascimento (São Roberto), Vagno Pereira (Serrano do Maranhão), Marcony da Silva dos Santos (Sucupira do Norte)  e Domingos Sávio Fonseca Silva (Turilândia).

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Ato democrático e humanista: Sarney requer voto de pesar pela morte de Jackson Lago

Publicado em   05/abr/2011
por  Caio Hostilio

O presidente do Senado, José Sarney, apresentou nesta terça-feira (5), em Plenário, voto de pesar pela morte do ex-governador do Maranhão Jackson Lago, falecido no último dia 5, em São Paulo.

Sarney destacou o caráter, a coerência e o idealismo com que Jackson Lago exerceu os vários cargos que ocupou na vida pública, ressaltando que ele foi um bom exemplo de homem público e chefe de família, que teve a gratidão do Maranhão pelos serviços prestados ao estado.

Citando expressão em latim, Sarney disse que “a morte impõe a condição de que reconheçamos apenas as coisas boas”, declarando ainda que Jackson Lago, seu adversário político durante toda a vida, foi um homem respeitável, coerente na defesa daquilo que ele achava correto, atuando de forma leal nas lutas políticas no Maranhão.

– Perdemos um homem de grande expressão política no Maranhão – afirmou Sarney.

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Reflexão: Crítica sobre o destino de um nome

Publicado em   05/abr/2011
por  Caio Hostilio

Inocente aquele que pensa que o grupo de oposição do Maranhão já não está articulando um nome que possa substituir o ex-governador Jackson Lago, que ainda está sendo velado. A política é movida pela hipocrisia e, principalmente, pela falta de humanismo.

Alguns confundem muito “oposição” com “esquerda”. Qualquer partido com a mesma ideologia de um partido que esteja no poder pode ser oposição – sempre uma oposição movida por um líder -, enquanto que um partido de “esquerda” faz oposição as concepções econômicas, políticas e sociais. 

Em minha concepção, a melhor definição de “política” é: Maneira hábil de agir, astúcia, ardil, artifício, esperteza.

Essa sem dúvida é a que melhor caracteriza a política em nossa época. Aliás, o termo “politiqueiro”, definido nos dicionários como “aquele que em política se utiliza de processos menos corretos”, e também “indivíduo intrigante, mexeriqueiro”, mostra bem claro no que se transformou a política atual.

Por isso, não me espanta aqueles que estão nesse momento no velório do ex-governador Jackson Lago agindo nos bastidores e nas conversas de pé de ouvido para articular nomes possíveis que o substitua.

O regime político de hoje é considerado como democrático. Contudo, a maioria dos políticos que se dizem democrático não leva conta, porém, uma circunstância muito simples: a profunda decadência espiritual da quase totalidade da humanidade. Esses políticos aproveitam qualquer oportunidade para tirar vantagens, nunca de obrigações.

Com isso, observa-se que os políticos e a mídia preferem se omitir da verdade e partem para as perguntas/respostas da hipocrisia: “Como contar o que não pode ser contado?” O certo é que não há o que não possa ser contado, porque a engenhosidade humana e a força da metáfora não têm limite. Como preservar a incompreensibilidade do que é incompreensível?

Os aventureiros de plantão e seus auxiliares já estão trabalhando, agora é só aguardar qual será o primeiro a se manifestar…

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Afinal, por que o velório de Jackson Lago será na sede PDT?

Publicado em   05/abr/2011
por  Caio Hostilio

Antes de entrar propriamente dito no assunto, queiro deixar claro que respeito o desejo do morto e o cumprimento dos familiares.

Em minha opinião, o homem público, seja ele artista, político,  esportista, deixam de ter vontade própria sobre muitas coisas, pois pertencem ao povo e deve está com o povo mesmo em sua morte. Apesar de muitos não merecerem, porém entendo que o velório de Jackson Lago tinha que ser na Assembléia Legislativa, pois ali o povo poderia participar.

Acho que a escolha de Jackson Lago está relacionada  as mágoas e os ressentimentos que obteve durante sua vida política, principalmente nas últimas eleições que disputou.

Essa é a minha opinião sincera sobre essa escolha, mesmo que muitos achem uma atitude hipócrita. Jackson Lago era um homem melancólico, com determinações objetivas e conservadoras, cuja personalidade tinha como característica peculiar o silêncio e a amizade fraterna com o seu pequeno grupo de confiança, que se restringia ao PDT.

Jackson Lago, por outro lado, parecia não gostar muito de velórios, pois no do seu grande amigo Mauro Bezerra, no plenário do antigo prédio da Assembléia Legislativa, na Rua do Egito, mostrou uma compunção aquela solenidade fúnebre.

Alguns, ao lerem isto, devem pensar que Jackson Lago não era um homem de perdoar e saber virar a página. Tudo indica que isso fazia parte de sua personalidade e não titubeou em se preservar mesmo depois de morto. Para ele, não se deve dar a chance para que os hipócritas tirem proveito de sua morte.

Deve ter pensando: “Meu velório na sede PDT restringirá a entrada daqueles que se diziam meus amigos e aliados sem nunca terem sido, coisa que eles não conhecem. Não quero ter raiva no meu velório vendo essas pessoas me apreciando morto”.

Para os seus aliados, ele deve ter pensado: “Agora não me enganam. Vejo-os bem. Que ridícula e nojosa comédia desfrutar com a minha morte, se tenho a lucidez necessária para ver o desenrolar de hipocrisia que a velhacaria humana põe em jogo em volta do meu cadáver! Como há lágrimas mentirosas, pragas em tom de orações, insultos murmurados com maneiras dolentes e merencórias! Há fundas alegrias dissimuladas em tristezas. E eu a ver tudo, sem poder dar-lhes dois pontapés!”

Contudo, acho que o velório de Jackson Lago deveria ser na Assembléia Legislativa, onde o povo, os políticos, os jornalistas, os familiares, os amigos e os correligionários, hipócritas ou não, pudessem participar de sua despedida com mais espaço.

  Publicado em: Governo

Pedido respeitado

Publicado em   05/abr/2011
por  Caio Hostilio

Jackson Lago, segundo os seus familiares afirmaram, pediu que quando morresse, seu corpo fosse velado no Diretório Estadual do PDT, na Rua dos Afogados. Os familiares atenderam ao pedido. Tanto a governadora Roseana Sarney quanto o presidente da Assembléia Legislativa colocaram a disposição o Palácio dos Leões e a Assembléia Legislativa respectivamente para o velório, visto que Jackson Lago foi ex-governador e ex-deputado estadual.

O corpo do ex-governador Jackson Lago deve chegar a São Luís nesta terça-feira às 14h45, vindo de São Paulo.

Como seu pedido foi atendido por seus familiares, o corpo deixará de ser velado no Palácio dos Leões ou na Assembléia Legislativa, porém o cortejo fúnebre será digno de ex-governadores, visto que sairá do aeroporto num carro do Corpo de Bombeiros, que seguirá pela Avenida Gurajajaras, COHAB, Anil, Avenida dos Franceses, Alemanha, Avenida Luís Rocha, Camboa, Praça Maria Aragão, Refesa, Rua 7 de Setembro até chegar na sede do PDT, na Rua dos Afogados. Na chegada a rua, a urna funerária com o corpo do ex-governador será conduzida pelos cadetes da Polícia Militar até a sede do PDT.

Pelas informações colhidas, o enterro deverá acontecer às 10h de quarta-feira, no cemitério Parque da Saudade, no Vinhais.

  Publicado em: Governo

Vale publicar!!!

Publicado em   05/abr/2011
por  Caio Hostilio

Do blog de Edison Vidigal

Antes que questionem o porquê de eu está publicando um artigo de Edison Vidigal nesse espaço, dou minha justificativa: Primeiramente, o artigo está muito bem feito e, por isso, devo dar os parabéns ao autor. Mas o que me levou a publicá-lo, depois de já ter comentado no blog do Vidigal, foi o penúltimo parágrafo, que se encaixa exatamente no que eu disse no meu poste “Uma breve biografia de Jackson Lago”. Por outro lado, esse penúltimo parágrafo retrata o desabafo do Igor Lago em um artigo.  

Jackson

Só há tempo para o viver. Entre o nascer e o morrer só o tempo para o viver. Nascer é chegar ao mundo, abrir-se para a vida e seguir o destino pela estrada que, um dia, terá fim. Ou nunca terá fim.

Para muitos, a estrada tem fim. A viagem acaba com a chegada da morte. Nascer não é inevitável. Morrer para muitos é inevitável. Há aqueles para quem a estrada nunca acaba porque apesar da morte, prosseguem.

Prosseguem no exemplo, nos ideais de luta, não a luta pelo mal aos outros, mas a luta buscando o bem dos outros.

O Jackson se inscreve agora entre aqueles para quem a estrada da vida não acabou. Aqueles que sobrevivem à própria morte.

O Jackson médico, trabalhou seu oficio curando doentes, ajudando a salvar vidas, espantando as lamurias que a morte leva às casas dos enfermos.

O Jackson professor soube inspirar seguidores, disseminando o que aprendeu em técnicas, erudição, experiência e conhecimentos.

O Jackson político, que administrou a Capital por três vezes, sempre bem avaliado, era querido pela população porque fazia da política não a arte do possível como muitos ainda entre nós a praticam no mal sentido, achando que esse possível se encerra na possibilidade das coisas sempre para eles, a favor deles, do patrimônio político e também do patrimônio pessoal deles.

O Jackson político fincava sua ação em princípios rígidos, dos quais ninguém o arredava. Não concebia a vida política fora dos parâmetros republicanos e democráticos.

Homem público, no exemplo que o Jackson buscava intensamente transmitir, não podia ter outros compromissos que não os fossem, primeiramente, com o coletivo. Era assim, beirando muitas vezes a um remansoso romantismo, o seu jeito de gerenciar a coisa publica.

Antes da morte física de agora ha pouco, o Jackson já havia sofrido uma tentativa de morte política quando lhe arrebataram covardemente, ainda no primeiro biênio, o mandato de Governador eleito pela maioria do Povo do Maranhão.

Depois, nas eleições seguintes, ele novamente concorrendo para se submeter a um novo julgamento, querendo tirar a prova dos nove, foi vitima de novo atentado com a bazófia da inelegibilidade que lhe inventaram e que a morosidade judicial ajudou a prosperar.

O Jackson não era inelegível coisa nenhuma. Eu me esguelava garantindo isso nos comícios, na campanha inteira, ao lado dele.

Quando a Justiça eleitoral, em sua fama de que tarda, mas não falha, mas falhando porque tardia, disse que não havia mesmo inelegibilidade nenhuma contra o Jackson, a tendência forte que antes lhe era favorável já se contaminara pela mentira espalhada pela má fé e, assim, lhe esvaziavam os apoios.

E assim, derrotado, covardemente derrotado, logo no primeiro turno, o Jackson gladiador da resistência republicana e democrática no Maranhão foi a nocaute.

O que lhe causou, enfim, a morte física não foi o câncer que já o acompanhava e com o qual convivia em alguma harmonia há algum tempo. Nem a pneumonia se aproveitando da sua baixa resistência decorrente da quimioterapia.

O que o abateu mesmo foi a depressão profunda em que mergulhou decepcionado com os falsos e envergonhado por ter dedicado todo o tempo em que passou palmilhando a estrada na luta pelos outros e vendo a vitoria definitiva quase chegando ter confiado em uns tantos em quem não valeu a pena confiar.

Como naquele verso de Fernando Pessoa, estou hoje perplexo como quem pensou, achou e esqueceu…

  Publicado em: Governo

Notas de pesares

Publicado em   04/abr/2011
por  Caio Hostilio

Nota de pesar

Jackson Lago destacou-se, pela dedicação e competência, como homem público e também como médico e professor de medicina. Começou sua carreira política na década de 60, participando ativamente do movimento de resistência à ditadura. Ao lado de Leonel Brizola, ajudou a fundar o PDT, em 1979, e tornou-se dirigente do partido. Eleito para a prefeitura de São Luís em três oportunidades, chegou a ser apontado, em uma pesquisa nacional de opinião, como o melhor prefeito do país. No momento de sua perda, envio meu abraço solidário a seus parentes, amigos e correligionários.

Dilma Rousseff, Presidenta da República Federativa do Brasil

Nota de pesar

É com profundo pesar que recebi a notícia do falecimento do ex-governador Jackson Lago, ocorrido na tarde de hoje, em São Paulo, onde estava lutando contra o câncer. A sua partida deixa um vácuo na política do nosso estado. Neste triste e doloroso momento quero externar o meu mais profundo sentimento a sua esposa Dra. Clay Lago, filhos, netos e amigos de Jackson Lago e rogar a Deus que lhes dê conforto para enfrentar esta perda irreparável.

Descanse em paz.

Washington Luiz Oliveira e Família

Nota de pesar

O Brasil – e o Maranhão, em particular – perde um dos seus mais emblemáticos e combativos líderes políticos. Defensor da liberdade, da justiça social e dos direitos humanos, Jackson Lago foi, sobretudo, um homem de bem, leal e de honestidade inatacável. Prefeito de São Luís por três mandatos e legítimo Governador do Maranhão por dois anos, por vontade da maioria, deixou a sua marca de homem público dedicado às causas do povo, à saúde dos mais humildes e à educação transformadora. Médico de formação humanística, Jackson Lago tem a sua trajetória de vida identificada pelo engajamento político, marchando sempre ao lado da verdade e da ética. Foi um homem de muitas lutas e jamais se deixou abater pelas adversidades da vida, mesmo nos momentos mais difíceis. São Luís está consternada porque perde também um cidadão de respeito, dedicado à família e ao trabalho. Jackson Lago deixa como legado a coragem de lutar sempre por um Maranhão livre, mais justo e independente.

JOÃO CASTELO RIBEIRO GONÇALVES

Prefeito de São Luís

Nota de pesar

O Partido dos Trabalhadores, em nome de seus dirigentes, filiados e militantes, lamenta profundamente o falecimento do ex-governador Jackson Lago, ocorrido em São Paulo na tarde desta segunda-feira, após lutar incansavelmente contra o câncer. Médico dedicado que sempre acreditou no Maranhão, Jackson se destacou na vida pública, ao longo dos anos como Prefeito de São Luís e Governador do Maranhão, mandatos que exerceu, sempre buscando a melhoria da qualidade de vida dos maranhenses, conquistando assim o respeito e a admiração da militância petista. Neste momento de luto, o PT no Maranhão manifesta sua solidariedade à esposa Dra. Clay Lago, filhos, netos e amigos de Jackson Lago.

São Luis, 04 de abril de 2011.

Raimundo Monteiro

Presidente Estadual do Partido dos Trabalhadores.

  Publicado em: Governo

Uma breve Biografia de Jackson Lago

Publicado em   04/abr/2011
por  Caio Hostilio

Jackson Kléper Lago, nasceu em Pedreiras-Ma, em 01/11/1934, e faleceu em São Paulo, no dia 04/04/2011, aos 76 anos. Era médico e político filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Como médico, Jackson Lago foi ligado ao sindicato dos médicos, além de ter sido o pioneiro na realização de cirúrgia torácica no sistema de saúde pública do Maranhão. Também lecionou na Faculdade de Medicina do Estado.

Como político, Jackson Lago ingressou na década 60, tempo em que participou de protestos contra a ditadura militar. Em 1979, ao lado de Leonel Brizola, ajudou a fundar o Diretório do PDT, partido que ficou até a sua morte.

Jackson Lago foi deputado estadual 1975/1979. Foi escolhido pelo ex-governador Epitácio Cafeteira para assumir a Secretaria de Saúde, ficando na pasta de 1987 a 1988, saíndo para disputar pela primeira vez a Prefeitura de São Luís. Venceu e governou a capital de 1989 a 1992, elegendo sua sucessora Conceição Andrade (PSB), voltando a governar São Luís pela segunda vez: 1997 a 2000. A terceira vez – de 2001 a 2002 -, Jackson Lago foi eleito com o apoio da então governadora Roseana Sarney. Jackson Lago renunciou este último mantado para disputar o governo do Estado.

Em 2002, Jackson Lago disputou o governo do Estado com o ex-governador José Reinaldo. Aquele pleito tinha tudo para dar outro ressultado, mas as manobras políticas, tanto da oposição quanto do governo, fragilizou a eleição de Jackson Lago.

Nas eleições de 2006, Jackson Lago se aliou ao ex-todo poderoso do grupo Sarney, José Reinaldo, para vencer as eleições de Roseana Sarney, que em todas as pesquisas apontava sua vitória no primeiro turno. Jackson Lago tinha 20% do eleitorado e seu grupo não titubeou em aceitar as estratégias do então governador José Reinaldo para eleger o seu sucessor e o maior número possível de parlamentares federais e estaduais.

A estratégia de fazer o maior número de convênios espúrios com entidades fantasmas foi colocada em prática por José Reinaldo, mas o tiro saiu pela culatra… A candidatura de Jackson Lago foi cassada pelo TSE.

Com resquisios do governo José Reinaldo, o ex-governador Jackson Lago, com apenas cinco meses de governo, em maio de 2007, teve seu nome envolvido na Operação Navalha da Polícia Federal. Outro fator que mexeu com a honestidade de Jackson Lago, foi o escândalo da falência e sucateamento da Coliseu. As pessoas mais íntimas do ex-governador dizem que ele nunca participou de qualquer dessas falcatruas, mas sim as pessoas que o bajulavam, que aproveitavam a capacidade de Jackson Lago em confiar em seus assessores para aprontar.

Em 2010, Lago se candidatou novamente ao cargo de governador do Maranhão e perdeu. Sua candidatura ficou em dúvida até o ultimo instante por conta do TSE deferir sua candidatura pela Lei da Ficha Limpa, mesmo o TRE-Ma ter deferido por unanimidade sua candidatura. Essa indecisão foi aproveitada por aqueles que se diziam aliados de oposição, ou seja, o grupo liderado por José Reinaldo/Flávio Dino, que espalharam por todo o Estado que Jackson Lago não poderia assumir caso ganhasse, pois seria cassado novamente. O próprio Flávio Dino alardeava isso em suas propagandas eleitorais na TV e no Rádio.

Lago era casado com a também médica Maria Clay Moreira Lago, com quem tem três filhos.

Jackson faleceu aos 76 anos, hoje, 4 de abril de 2011, vítima de complicações respiratórias, no Hospital do Coração, em São Paulo. Ele lutava contra um câncer de próstata desde 2004.

  Publicado em: Governo

Governadora se solidariza com família de Jackson Lago

Publicado em   04/abr/2011
por  Caio Hostilio

A governadora Roseana Sarney conversou, por telefone, com Igor Lago, filho de Jackson Kepler Lago, logo após saber do falecimento do ex-prefeito de São Luís e ex-governador do Maranhão, no fim da tarde desta segunda-feira (4). Além de transmitir os sentimentos de pesar, a governadora colocou à disposição da família Lago toda a estrutura do governo, incluindo o Palácio Henrique de La Rocque para as cerimônias fúnebres. Igor Lago agradeceu o gesto, mas declarou ser desejo de seu pai que o velório fosse realizado na sede do Partido Democrático Trabalhista (PDT), legenda que ajudou a fundar em São Luís. Ainda assim, Roseana colocou à disposição a guarda de honra militar e um carro de bombeiros.

A governadora decretou luto oficial de três dias no Estado. Em nota, lamentou a morte do político. “O Maranhão perdeu uma figura expressiva do seu mundo político que nos deixará um vazio. Solidarizo-me com sua mulher, seus filhos e demais familiares, ao tempo em que decreto luto oficial de 3 dias pelo seu falecimento”, assinalou.

NOTA DE PESAR

Recebi com muito pesar a notícia da morte do ex-governador e do ex-prefeito de São Luís, Jackson Kleper Lago. Destacado político, Jackson Lago prestou relevantes serviços ao Estado. Foi um homem de grande coerência quando lutou pelas suas ideias. Fomos adversários nas últimas eleições, mas nunca inimigos e por ele sempre tive um profundo respeito. O Maranhão perdeu uma figura expressiva do seu mundo político que nos deixará um vazio. Solidarizo-me com sua mulher, seus filhos e demais familiares, ao tempo em que decreto luto oficial de 3 dias pelo seu falecimento. A ele e à sua memória prestaremos todas as reverências e o nosso maior respeito.

ROSEANA SARNEY

Governadora do Maranhão

  Publicado em: Governo

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