Volto a afirmar o que disse num artigo postado abaixo “Por que o governo não volta a tabelar o preço dos combustíveis no Brasil?”
Simplesmente virou bagunça desde que o governo deixou de tabelar os preços dos combustíveis. O certo é que o álcool é o bode expiatório para que os derivados do petróleo subam assustadoramente.
Praticamente não existe mais diferença alguma da gasolina, diesel e do álcool, deixando, com isso, o consumidor encurralado pelo cartel existente no Brasil e, principalmente, em São Luís, onde esse cartel quer elevar o preço da gasolina para R$ 3,50. Com certeza o diesel e o álcool acompanharam esse abuso econômico.
Como explicar esse aumento abusivo do litro dos combustíveis? O álcool não era a alternativa? Como podem explicar sua subida de acordo com os produtos do petróleo? Isso é safadeza!!! Não tem justificativa que possa convencer os consumidores.
Impressionante são os empresários acharem que o lucro deles é de apenas 20%, quando o ideal seria de 30%. Convenhamos que esteja havendo artimanhas da Petrobras, das distribuidoras e dos donos de postos de combustíveis!!!
Por outro lado, o governo fez todo mundo comprar carro flex para então aumentar o preço do álcool e equipará-lo com o da gasolina. Isso é um absurdo, visto que o álcool não compensa mais.
Os empresários dizem que não tem o que fazer diante do aumento do preço do álcool, visto que os usineiros controlam o mercado.
Preocupado com a arrancada dos preços e com um possível retorno da inflação, o governo decidiu reduzir um dos impostos incidentes sobre o preço da gasolina. A medida entra em vigor na sexta-feira. A intenção da equipe econômica é anular o impacto da redução do percentual de álcool anidro no litro de gasolina, de 25% para 20%, que já vigora desde segunda-feira, 1º de fevereiro, e que tenderia a aumentar mais o preço da gasolina nos próximos dias.
Sem a medida, a tendência seria de que os preços do derivado do petróleo subissem, pelo menos, R$ 0,10 por litro. Por isso, técnicos do Ministério da Fazenda trabalhavam, desde o fim do ano passado, em uma fórmula que permitisse ao governo reduzir parte dos tributos incidentes sobre o combustível de modo que não houvesse perda significativa de receitas por parte do governo.
A engenharia proposta por esses técnicos, e que foi anunciada na noite de ontem pelo ministro Guido Mantega (Fazenda), visa uma redução de R$ 0,8 por litro de gasolina da Contribuição de Intervenção sobre o Domínio Econômico (Cide) e de R$ 0,2/litro do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Com isso, o governo conseguiria praticamente anular o aumento de R$ 0,10 que as distribuidoras começariam a repassar aos donos de postos com a redução da mistura de álcool anidro na gasolina.
O que mais indigna é o próprio governo dizer que o álcool na entressafra termina determinando o preço dos produtos do petróleo. Não posso crer nisso, pois possuo carro desde 1977, quando não havia carro a álcool, somente a gasolina e o seu preço não alterava, pois era tabelado até o governo de José Sarney. Com Collor, veio à abertura e o preço dos combustíveis nunca mais parou de subir e se tornar o mais caro entre todos os países mundiais, isso possuindo uma reserva de petróleo bem substancial, coisa que não havia antes e o preço controlado pelo governo dos combustíveis não subia.
Que o governo volte a tabelar e controlar os preços dos combustíveis, caso contrário poderemos acreditar que o governo está conivente com o cartel!!!!
Publicado em: Governo



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