Primeiramente, não poderia deixar de dizer que os transportes consistem em uma das hipóteses de uso do solo mais avassaladoras, sendo reservado para a circulação cada vez mais espaço, em função especialmente do intenso uso de veículos automotores. Percebe-se que as vias de circulação das cidades mais antigas já não comportam o volume do tráfego, achando-se estreitas para mobilidade e escassas de espaços para estacionamento.
O trânsito de São Luís, por exemplo, precisa urgentemente de replanejamento e retraçado do desenho urbano a partir de suas disposições físicas de ruas e prédios, a fim de estar em condições de enfrentar a utilização dos veículos.
Nesse contexto, pode-se entender sistema de transporte como o conjunto de meios e atividades usados para conduzir pessoas, isso com alternativas viáveis para transportar uma grande quantidade de gente ao mesmo tempo, isso com qualidade e bem-estar dos usuários. Assim sendo, o sistema de transporte urbano consistirá no conjunto de meios de praticidade e modernidade do transporte coletivo, isso no perímetro urbano, metropolitano e suburbano.
Foi nesse contexto de preocupação e percepção das necessidades
urgentes, que o secretário de Estado de Infraestrutura, Max Barros, em companhia do secretário de Desenvolvimento Social, e de técnicos e engenheiros da Infraestrutura, participou, nesta sexta-feira (11), de palestra sobre a implantação de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) apresentada por representante da empresa Bom Sinal – fabricante nacional de trens movidos a biodiesel.
A reunião teve como objetivo ampliar as discussões em torno da adoção, na Região Metropolitana de São Luís, de um sistema de transporte mais rápido, menos poluente e capaz de ajudar na redução do gargalo em que se tornou o trânsito em toda a Ilha.
Segundo Max Barros, a implantação de um sistema moderno para a capital e entorno metropolitano é uma determinação da governadora Roseana Sarney (PMDB). “A realização deste encontro atende a uma das preocupações do Governo do Estado, que é encontrar soluções viáveis e modernas para o trânsito da Região Metropolitana e o transporte de massa é uma das saídas mais viáveis para a diminuição dos gargalos hoje existentes”, explicou.
O palestrante mostrou a importância desse tipo de transporte, cuja economia e, principalmente, a diminuição considerada de gazes tóxicos despejadas no meio-ambiente pela quantidade de ônibus que circulam hoje. Segundo Florenzano (palestrante), o VLT tem como principal vantagem a capacidade de transporte de passageiros. Um único veículo, com dois carros, equivale a cinco ônibus articulados, dez ônibus convencionais, ou mesmo 65 vans. “O VLT é bem sucedido em várias cidades ao redor do mundo e o modelo brasileiro é mais barato e mais eficiente até mesmo que o modelo europeu, por uma razão: ele pode se adaptar a qualquer modelo urbano. Ou seja, não é a cidade que tem que se adaptar para receber o VLT, é o nosso veículo que se adapta ao estilo da cidade”, ressaltou Florenzano.
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