O fim da greve saiu depois que os comandantes Prisco e Sampaio viram que tinham que bater o martelo com o que foi oferecido pelo governo…

Publicado em   02/dez/2011
por  Caio Hostilio

Estive até agora na Assembléia esperando se a proposta do governo seria acatada ou não. Os represente dos grevistas que estiveram na mesa de negociação com o secretário João Alberto, ficaram reunidos até agora pouco, numa sala reservada, na Assembléia Legislativa, com os verdadeiros comandantes da greve, o soldado-general Prisco e o soldado-general Sampaio… Que bateram o martelo… A greve acabou!!!

Numa conversa com o coronel Pinheiro Filho, ele disse-me que o grande erro foi o de criar uma expectativa em torno de um salário impossível de ser oferecido por qualquer governo. “Criou-se uma utopia de um salário R$ 3.500,00 para soldados, isso foi condicionado erradamente na cabeça dos militares, quando o certo era que os coronéis fossem a governadora e apenas pedissem a equiparação dos policiais militares ao dos policiais civis. Com certeza não teríamos essa insubordinação”, falou Pinheiro Filho.

O coronel deixou claro que o aumento se fazia necessário e que isso tinha sido discutido entre os coronéis desde fevereiro, mas que não levaram a proposta para a governadora. Para ele, a PM terá que resgatar sua conduta e será preciso que se imponha o respeito e a ordem dentro das prerrogativas militares.  

Oficiais superiores (majores e tenentes-coronéis) acham que a Polícia Militar diante de tudo isso que aconteceu perdeu sua postura hierárquica e que tem que passar por uma renovação, caso contrário a caserna ficará eternamente num mal-estar.

O governo propôs um salário-base de R$ 2.240,00 para 2012, R$ 2.396,80 em 2013, e R$ 2.564,06 para 2014. Além do aumento do auxilio alimentação de R$ 250,00 para R$ 300,00 a partir de agosto de 2012.

João Alberto deixou claro que assinaria o acordo assim que terminasse a greve e que sentaria novamente para discutir as outras exigências. Para ele tudo que estiver ao alcance do governo poderá ser debatido e acordado, mas quanto a processos que somente o Congresso Nacional pode anistiar, o governo não pode interferir…

João Alberto disse, ainda, que esse aumento a partir de 2012 terá um reflexo de R$ 56 milhões no Orçamento do Estado.

O Coronel do Exército, Medeiros Filhos, informou que se os grevistas acatarem a proposta do governo e retornarem aos seus quartéis, ele comunicará ao comandante da 10º Região que não haverá mais a necessidade do Exército continuar nas ruas maranhenses que, por conseqüência, informará a Presidenta Dilma, que determinará a data da retirada das tropas federais.

O advogado Dourado, que representa a classe no Maranhão, sempre defendeu a tese de que somente com representantes maranhenses, o governo chegaria a um acordo pacifico… Sua tese estava correta.

 

 

Quanto à participação da OAB nas negociações foi de grande importância, visto que serviu de mediadora e buscou sempre o consenso e que existisse de fato uma negociação e não somente imposições.

E assim termina uma parte dessa história…

  Publicado em: Governo

6 comentários para O fim da greve saiu depois que os comandantes Prisco e Sampaio viram que tinham que bater o martelo com o que foi oferecido pelo governo…

  1. Antonio Lima disse:

    Professor, a lição que fica de todo esse imbróglio é que a Governadora precisa escolher melhor seus auxiliares. Nada disso teria acontecido se tivesse à frente das forças de segurança alguém com a mínima capacidade de liderar, gerenciar e acima de tudo agir com sensibilidade, saber ouvir os seus subordinados e levar as reivindicações para o governo de forma organizada.
    Antes tarde do que nunca…, valeu Governadora, General Medeiros Filhos, Presidente da OAB-ma, e especialmente ao Senador João Alberto, que mais um vez deu prova da sua capacidade de liderança politica junto às forças de segurança do Estado.

    • Caio Hostilio disse:

      Não!!! Ledo engano seu!!! Leia o artigo que fiz sobre o saldo da grave…

      • Antonio Lima disse:

        “Ledo engano…” meu, Professor? Você quer dizer que tudo esse desfecho chegaria ao fim, com ou sem a intermediação daquela pessoas, que tão bem souberam dialogar e apresentar uma proposta minimamente satisfatória, que mesmo não sendo o que defendia as categorias foi aceita e todo esse incomodo chegou onde todos nós gostaríamos que chegasse, que foi a suspensão da paralisação.
        Professor, o maior problema do Governo de Roseana é exatamente esse: falta de critérios na escolha dos seus auxiliares, colocando diante de pastas importantes pessoas que não reúnem as mínimas condições para gerenciar, e exemplo não nos falta, basta vê o que ocorre na Secretaria de Educação, onde nada funciona de maneirara adequado. Se a Governadora tivesse uns cinco secretários da estirpe de Ricardo, Max, João o seu Governo não estaria passando por todo esse vexame e esse desgaste desnecessário. E não adiante dizer que isto é fruta de uma intriga da oposição com você tenta de todas a formas nos fazer vê as coisas por esse prisma desfocado.
        Com “secretário” do tipo desse que a Governadora colocou à frente da Secretaria de segurança ela não precisa de adversários para denegrir a sua gestão.
        É fato, e contra fatos não há argumentos que se sustente.

        • Caio Hostilio disse:

          ´Respeito sua opinião e seus questionamentos críticos, mas o que de fato ocorreu foi o uso dos militares como massa de manobra para as politicalha hipocritas… Primeiramente, queriam impor um aumento de 30% somente para persuadir os grevistas com algo fora de proposito, queriam que houve derramamento de sangue, queriam tocar o terror na população de que não havia segurança no Estado… Tudo foi por água abaixo e nenhum deles participou das negociações com o governo… Simplesmente suas intenções cairam por terra… Essa é a verdade dos fatos… Quem saiu desmoralizada dessa greve foi a Assembléia Legislativa, os coronéis da PM e os politiqueiros hipocritas da oposição…

          • Antonio Lima disse:

            Professor, eu concordo plenamente com as sua posição quanto ao poder legislativo, que na pessoa do seu presidente preferiu fechar as portas da “casa do povo” no momento que mais a população, os grevistas e o governo precisou.
            A Governadora não precisa fazer muita coisa para calar a boca de uma meia dúzia que só pensa em fazer a política do quanto pior melhor, no entanto ela precisa tomar um pouco mais de cuidado na escolha dos seus auxiliares, pois os últimos acontecimentos tem demonstrados que muitos não reúnem condições para ocupar os cargos que ocupam, e por serem despreparados permitem que fatos lamentáveis como o que acaba de ocorrer coloque a Governadora em situação vexatória, obrigando-a lançar mão de um expediente que atenta contra a imagem do seu Governo.

          • Caio Hostilio disse:

            Primeiramente do governo do Maranhão. Relamente tem muita gente despreparada, mas o erro partiu do Legislativo e dos coronéis… Do Legislativo por excesso e dos coronéis por omissão.

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