César Pires: Assopra o governo com muita capacidade e termina o ridicularizando, jogando a classe política na vala comum!!!

Publicado em   02/out/2013
por  Caio Hostilio

cesarpiressssHoje (02) de outubro de 2013, o discurso do deputado César Pires ficará marcado por ter acontecido em dois atos. Sendo que o primeiro ato, ele agiu de forma democrática e argumentos plausíveis para defender as ações do governo dentro dos princípios comuns de um estado republicano de direito, enquanto que o segundo ato partiu para ridicularizar toda a classe política!!!

Primeiro ato

Sua resposta aos deputados Marcelo Tavares e Rubens Júnior sobre a atuação de Jones Braga à frente do Inmeq.

Segundo César Pires, a oposição alega que os cargos elencados aqui são cargos políticos eleitoreiros. “Ora, vamos começar pelo próprio Mercadante, que é o ministro hoje da Educação e que, segundo informações, deputada Cleide, é o braço direito da Dilma, e esquerdo, ele é político, senador. Se observarmos o Dr. Flávio Dino, da Embratur, é político, candidato. Se observarmos o Dr. Luís Fernando, ele é técnico, político e candidato. Se observarmos na Educação o Dr. Pedro, ele é técnico, político e candidato. Ministro da Cultura, Gastão Vieira, técnico e candidato. O Victor Mendes aqui é técnico, político e candidato. Seria tudo eleitoreiro então neste país, seria proibitivo, doravante, alguém por se aventurar a ser político e limitar os seus destinos, limitar as suas ações de não poder mais exercer cargo público algum. Às vezes eu me pergunto que muitos aqui, quando torcem, deputado Magno, quando se unem a um candidato, vivem a esperança de um dia ele chegar ao Poder, pode ter certeza de que sonham na esteira desse raciocínio de poderem também exercer algum cargo público. Quantos ex-prefeitos nós temos aqui que um dia não colocaram um vereador para ser secretário. Quantos vereadores não vieram ingressar as fileiras de um poder público municipal alquilado por uma secretaria? Os ministérios todos no Brasil são divididos em partes por questões políticas, o vosso PSB agora mesmo declinou porque não queria de forma legitima, mas demonstrou claramente que ela estava naquele governo da Dilma por ordem política também e movimentado pelo sistema político. Portanto, eu não vejo aberração nenhuma, nenhuma afronta a legislação, nem um dissabor técnico por parte de qualquer ser humano que exerça cargo público em colocar nos seus quadros pessoas políticas. Os nossos gabinetes são testemunha viva disto que vive empanturrado de ex-prefeitos, ex-vereadores, presidentes de Câmaras, vereadores, todos nós temos isso nos nossos gabinetes, quem se aventuraria aqui a dizer que não tem nada, no nosso gabinete, deputado Hélio Soares”, disse César Pires.

A explanação do deputado César Pires foi perfeita, sem hipocrisia e politiquices.

Em um aparte, o deputado Manoel Ribeiro reforçou o que dissera o líder do governo: “Na Prefeitura de São Luis, não vamos nem lá em Brasília, vamos ficar bem aqui na Prefeitura de São Luis. O prefeito Edivaldo Filho ou Junior, eu não sei se é filho ou Junior. Mas sei que é filho do Edivaldo velho. Quem são os assessores dele? São indicados por quem? Por mim não é, não tem nem graça V. Exa não indicou ninguém, mais é o senhor Flávio Dino é o senhor Roberto Rocha, é políticos. Tinha um filósofo na antiguidade que já dizia; ‘quem não gosta de política é governado pelos políticos’, então está aí a resposta que o próprio sistema diz, quem não está em cargos público e político? Eu queria que me apontasse.”

Segundo Ato

O assunto tratado nesse segundo ato jamais era para ser debatido de uma tribuna de uma Casa Legislativa, haja vista que mostra a imundície dos bastidores políticos, cujos partidos viram bolsas de apostas e suas ações extrapolam todas as expectativas… O certo que todos foram parar na vala comum… Pena que os políticos ainda pensem assim e que fazem de tudo para não lagar o osso!!! O povo não merece isso…

As palavras do deputado César Pires:

“Mas, eu queria aqui também deputado Arnaldo Melo, senhores líderes, está findando a questão das filiações partidárias o que eu espero do governo também agora é um tipo de cobrança, é o governo do Estado e quem está liderando o sentimento de coordenação política não vire as costas para os aliados, que não dê um apaniguamento a alguns, que não protejam alguns e que liberem os outros a própria sorte, é preciso que o governo do Estado. É preciso que a governadora como líder política do nosso grupo político comece a fazer um programa de coordenação dos Blocos aliados, dos Partidos aliados que não deixe cada um tomar a revelia os seus sentimentos, que iniba a mudança de uns e libere outras pessoas para fazer o que eu bem querer em processo de proteção. É preciso que o governo nesse momento tenha a compreensão exata do que significa estar aqui numa Assembleia, limitando-se a defendê-lo sempre e agora sequer sentam conosco com os partidos políticos todos, com os deputados pertencentes com mandato e deixa a própria sorte em determinado momento. É preciso que unam em torno dessa causa, senão aqui dentro mesmo também alguém vai fazer corpo mole em relação aos candidatos novos, não pode continuar dessa forma, cada um de nós aqui tem um sentimento incubado, tendo discussões nos gabinetes, tem as discussões nos almoços, tem a discussão ali no fundo do plenário, mas, às vezes, não tem coragem de vir colocar essa situação aqui. A minha condição de líder de governo não me inibe de defender o meu futuro político, de guardar as minhas reservas eleitorais para poder ser candidato e que não nos jogue às vezes como o DEM, o PMDB se assim quiser ou em outros partidos a concorrer de forma desleal com alguns candidatos que estão mais aquinhoados muito mais do que outros e aí levar a própria sorte aqueles que de igual modo, de igual monta e com igual sacrifício tem defendido o governo aqui é preciso que se olhe para isso não sou contra nenhum partido ter mais que o outro, o que não pode é misturar desiguais para poder tentar tirar proveito disso. O meu cargo político pertence ao governo, mas a minha sorte política, o meu destino político pertence a mim, e eu que tenho que dizer o que é melhor para mim, independentemente, do governo estar olhando o candidato quem quer seja e nós deputados temos que nos olhar os nossos caminhos para poder defender a todos nós mesmos, é preciso que as lideranças, que os presidentes dos nossos partidos, como alguns partidos políticos menores que vendem as vagas aqui por dinheiros absurdos, que ficam cobrando de deputados emendas, dinheiro para poder colocar deputado isso é preciso acabar aqui dentro, é preciso que se investigue esse comportamento e que não se dê guarita a esse tipo de dizer, e é o próprio governo, os próprios partidos maiores que tem que se unir para defender aqui. O que não é certo é se ganhar emendas iguais por uma quantidade de voto maior e outros que não se defendem, se escondam da defesa do governo ganhando na mesma quantidade e ser acobertado por pessoas de dentro do governo para fazer candidatura do senhor ‘A’, ou do senhor ‘B’. É preciso que se discuta isso de forma igual, de forma equânime com a mesma igualdade, não é preciso se fugir, se esconder da discussão não, porque eu não tenho visto isso, e mais quero dizer isso aqui essa insatisfação que eu estou tendo agora aqui é insatisfação de muitos que não tem coragem, às vezes, eu não quero me precipitar, mas é preciso que se diga isso, é preciso que nesse momento se alerte essa situação, é candidato saindo de grandes partidos, se escondendo, vendendo emendas futuras, vendendo cargos futuros para poder ganhar eleição política em relação a isso, nós não podemos nos ajoelhar diante da própria sorte. Queremos o bem do governo? Queremos, mas será que não quer mais o bem de você mesmo ou de qualquer um candidato? É preciso que se pense e se repense esse comportamento aqui dentro e da própria Casa, do próprio partido político, partido debaixo do braço em gabinete de deputado, vendendo vaga para poder fazer isso, não está certo esse comportamento, é por isso que o achincalhamento vem depois, as mudanças num dia de partido, quando entra aqui mudam de partido para poder receber as benesses do poder, perto da eleição retornam, porque não aquinhoaram votos e não tiveram musculatura para suportar a dor política. “Silencia-se essa Casa mais uma vez porque tem o que dizer o contrário, porque essa é a verdade dos fatos.”

Dão nojo os nossos representantes!!! O que o poder não faz com o homem… Ai está o motivo pelos quais a maioria esmagadora dos manifestantes por esse país afora não acredita nos políticos e sequer nos partidos políticos!!!

Como desabafo, deixo as últimas palavras do deputado Marcelo Tavares:

“…Tinha que ser aqui desse jeito, não era? Não isso que nós tínhamos que terminar? Não era dessa maneira? Se tiver convênio, se tiver dinheiro, se tiver partido, está tudo bom. Agora, bico seco nada. É corpo mole para o candidato do Governo, olha lá! A Base do Governo dizendo que se tiver bico seco, corpo mole para o candidato da Governadora. Minha gente, aonde nós chegamos! Parlamento do Maranhão, Tribuna Sagrada, em todos os cantos do mundo é assim, Governadora, bico seco corpo mole. Deputados, isso é uma vergonha! Vergonha!”

  Publicado em: Governo

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