Tinha que ter imundície!!! Sindicato é suspeito de “vender” dados dos servidores ao Solidariedade

Publicado em   04/out/2013
por  Caio Hostilio

 Dirigente do Sindilegis é apresentado como “representante” do Solidariedade. Entidade é acusada de ter vazado os dados de filiados para favorecer a legenda do deputado Paulinho da Força

João Valadares

20131004081231804800eO presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis), Nilton Paixão, apontado por uma ala do PDT como um dos responsáveis pelo vazamento de dados dos filiados para preenchimento de fichas falsas de apoio ao partido Solidariedade, tem laços estreitos com a sigla formalizada na semana passada. Em vídeo gravado durante evento do PSB em Brasília, a mestre de cerimônia do encontro chama Nilton Paixão para compor a mesa e o classifica como “representante do Solidariedade”.

Levantamento realizado no Cartório Eleitoral da 14ª Zona, na Asa Norte, apontou que, dos 589 nomes registrados como apoiadores, 525 são de servidores da Câmara, do Senado ou do TCU. Muitos deles são filiados ao Sindilegis e afirmam que não assinaram ficha alguma. Na edição de ontem, o Correio denunciou que até um servidor do Senado morto em 2006 aparece como apoiador.

A relação de proximidade entre Nilton Paixão e o deputado federal Paulinho da Força (ex-PDT-SP), fundador do Solidariedade, é conhecida no meio sindical. Em 22 de abril deste ano, Nilton foi eleito secretário-geral da Força Sindical no Distrito Federal, conforme comprova o site da entidade. No início de 2011, o Sindilegis chegou a se filiar à Força Sindical. Logo em seguida, após pressão de alguns integrantes que não teriam sido avisados, o ato foi desfeito.

Na tarde de ontem, novos servidores do Congresso filiados ao Sindilegis foram pegos de surpresa ao perceber que estavam entre os apoiadores do Solidariedade. O editor da Rádio Senado Antônio Carlos Lopes Buriti disse que vai acionar a Justiça. “Estou profundamente indignado. Trata-se de um ato invasivo, constrangedor e criminoso. Isso é uma fraude. Dados privados foram utilizados sem consentimento para a criação de um partido. Eu sou filiado ao PSol e serei candidato a deputado distrital nas próximas eleições. Como fica a minha situação? O cartório eleitoral aceitou essa fraude”, desabafa.
A servidora do TCU Aldair Pereira Costa da Cunha também descobriu ontem que havia “assinado” a ficha partidária da nova agremiação, chancelada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na semana passada. “Estou perplexa. Meu nome consta na lista dos apoiadores. Em momento algum, assinei ou passei procuração para alguém. Enviei um e-mail ao Sindilegis solicitando esclarecimento sobre o fato”, afirmou.

  Publicado em: Governo

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