Hei Flávio Dino esqueça qualquer aliança com Eduardo Campos!!!

Publicado em   10/out/2013
por  Caio Hostilio

flavio dino e seus cupinchasSe contente, talvez com o PDT… Eduardo Campos seguirá as exigências de Marina e não aceita ninguém da tua turma, como José Reinaldo, Humberto Coutinho, Tema, Zé Arlindo, Rubens Pereira, Zezé Macedo, Cleide Coutinho, Bira do Pindaré,  Othelino Neto etc… O camarada entrou na onda da Marina e não quer aliança com ficha suja de jeito algum!!! Eliziane se deu bem!!!

Veja a entrevista concedida ao Josias de Sousa:

A entrada de Marina Silva no PSB começa a produzir efeitos. As opiniões de Eduardo Campos ainda não se transformaram em ideias. Mas o governador pernambucano revela-se um outro homem. Parece ter decidido que quem ele foi até sábado não estava à altura do desafio brasileiro.

Em entrevista ao blog, Marina deixou claro que não admite alianças partidárias a qualquer preço. Foi ao ponto: “Se for para ganhar para continuar refém da velha República, para governar tendo que distribuir pedaços do Estado, preso em uma lógica que não coloca em primeiro lugar os interesses estratégicos do país, então, não precisa ganhar. Isso já tem quem está fazendo.”

Em conversa com a rádio Jovem Pan, Eduardo Campos foi instado a comentar a opinião de sua nova parceira. Vale a pena ouvi-lo: “Eu estou inteiramente de acordo com Marina. Nós não podemos ficar na lógica tradicional da busca pelo tempo de televisão. Não adianta ter tempo de televisão e não ter o que dizer. É melhor ter um tempo pequeno e ter boas ideias com legitimidade do que ter um tempo muito grande cheio de contradições.”

Antes de ser fisgado pela Rede de Marina, Eduardo Campos não era senão um personagem contraditório tentando pescar nas águas turvas do mercado partidário algumas siglas que pudessem potencializar o seu tempo de propaganda. Esteve com Roberto Jefferson, do PTB. Conversou com Gilberto Kassab, do PSD. Num encontro com Carlos Lupi, do PDT, chegou mesmo a acenar com a hipótese de entregar à legenda a posição de vice.

“Com certeza, o partido de Kassab não”, refugou Marina. “Não vejo como falar de nova política com o que foi feito com o PDT no plano nacional. As denúncias de corrupção estão aí sendo investigadas”, ela tomou distância. “Uma coisa era o Eduardo, com todas as dificuldades, […] viabilizando sua candidatura. Outra coisa foi o movimento que ele fez na direção de buscar aprofundar em primeiro lugar o compromisso programático. Isso com certeza é o grande desafio que está colocado para o PSB.”

O novo Eduardo Campos concorda 110%: “Nós vivemos uma outra realidade. Antes, um conjunto de partidos que tinha afinidade disputava em várias posições. Agora, com essa aliança [com a Rede de Marina], é um novo quadro em que é possível apresentar um programa independentemente de ter quatro ou cinco minutos de televisão.”

Marina acha que a proximidade com a Rede oferece ao PSB a possibilidade viver um processo de “depuração”, de “fazer o seu próprio realinhamento histórico.” Há sete meses, após reunir-se um par de vezes com Ronaldo Caiado (DEM-GO), Eduardo Campos firmou com o agrodeputado uma parceria. Em março, voou para Goiânia. Foi filiar no PSB Vanderlan Cardoso, ex-prefeito da cidade goiana de Senador Canedo.

Amigo de Vanderlan, Caiado foi recepcionar Eduardo Campos no aeroporto.  Discursou no ato de filiação de Vanderlan. Foi o primeiro deputado federal de fora do PSB a se associar publicamente ao projeto presidencial do governador pernambucano. Ficou entendido que Caiado e Vanderlan montariam em Goiás um palanque para Campos. A aversão de Marina a Caiado dissolveu todos os compromissos.

“Ronaldo Caído é um deputado do DEM, tem um partido político”, deu meia-volta o novo Eduardo Campos. “Ele tem um debate na cena de Goiás depois de tudo que houve na política do Estado, num fórum de oposição. Ele quer superar o PMDB […]. Mas não há nenhuma aliança formal, nenhum envolvimento da direção nacional da Rede ou do PSB no quadro de Goiás.”

A “depuração” de que fala Marina inclui Paulo Bornhausen e Heráclito Fortes, dois egressos do DEM que acabam se filiar no PSB. No caso de Bornhausen, a filiação foi prestigiada pelo próprio Eduardo Campos, que fez questão de voar até Santa Catarina para entregar ao neossocialista a presidência do PSB no Estado.

Sobre Heráclito e Bornhausen, o Eduardo Campos inaugurado no último sábado ainda não se manifestou. Mas a companhia de Marina logo, logo vai livrar o PSB do seu surto de amnésia. Mais um pouco e a legenda acaba se lembrando de que, pelo menos na certidão de nascimento, é uma agremiação socialista.

  Publicado em: Governo

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