Está rolando uma imaginária lista de secretários do futuro governo de Flávio Dino no WhatsApp. Até recebi com o pedido para que eu publicasse. Ora bolas!!! Não irei publicar uma lista oficiosa.
Mas as pessoas estão loucas, feitos pinto do lixo, com essa lista, coisa leva muitos ao devaneio e especulações sem fundamento.
O que posso dizer sobre esse assunto:
Em minha opinião, é a política partidária, que disputa os cargos como se todos pudessem assumir determinadas posições estratégicas dentro de um organograma complexo, que na sua maioria é mais técnico que político. Talvez aí estejam os erros do gestor que foi eleito pelo povo para administrar.
Vejo movimentações e mudanças em todos os governos, seja ele o federal, o estadual e os municipais… Procuro não me atrever muito a escrever sobre esse assunto, visto que o eleito tem o direito de montar sua equipe. Todavia, vejo erros gritantes em algumas escolhas, visto que os nomeados não possuem capacidade técnicas para gerir determinadas pastas que requer um conhecimento acima das expectativas do escolhido.
Por outro lado, o gestor eleito tem que se submeter a determinadas nomeações, haja vista que as alianças e as articulações políticas levam o gestor a cometer erros de escolha, que com certeza comprometerão o desempenho que se espera.
Para um gestor é difícil contrariar interesses para fazer o que é certo. Entram sempre os caciques políticos e seus escolhidos, deixando, com isso, o gestor num mato sem cachorro. Mesmo que ele tenha toda a habilidade política para fazer movimentações em busca de melhorar o desempenho de seu governo, ele termina cobrindo um santo e descobrindo outro.
Na administração pública é muito difícil, podemos dizer que é impossível, prevalecer uma harmonia e, assim, impor a razão e não o erro na montagem de uma equipe de trabalho.
Fazer um governo técnico, hoje no Brasil, é completamente fora de propósito e sensatez, uma vez que o próprio eleitor cobra um governo político com benefícios.
É certo afirmar que o modelo político brasileiro é tratar equivocadamente a política como uma profissão e a coisa pública como propriedade privada. Para dar fim nisso, seriam necessário que fossem excluídos no organograma das gestões públicas os milhares de cargos comissionados. Com certeza os governantes ficariam livres de favorecer aliados com cargos na administração pública.
Portanto, vale ressaltar que ficar pensando muito em montar sua equipe não contrariando interesses, esquecendo, com isso, de nomear as pessoas certas para os lugares certos, pode trazer vários transtornos, jogando contra o seu próprio projeto político. Afinal, o jogo futuro depende, e muito, da avaliação do presente.
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