O que poderia falar para amenizar a minha dor diante da morte brutal de Luiz Alfredo…

Publicado em   09/nov/2014
por  Caio Hostilio

luizalfredodentroBusquei escrever algo que pudesse resgatar a minha esperança nos meus semelhantes, haja vista que me tornei um contumaz crítico da minha própria espécie, cuja definição sempre estará voltada a hipocrisia, o ódio, o rancor, a inveja, o falso moralismo.

Volto a ter certeza mais do que nunca que somos realmente tão hipócritas que temos a capacidade de nos tornarmos amigos de nossas próprias presas…

Portanto, volto a republicar o artigo “A irracionalidade continua acima da racionalidade para os seres humanos…”, postado no dia 26 de maio de 2012.

Passei a me questionar o porquê dos seres humanos serem ligados tanto às coisas materiais e menospreza as que são verdadeiramente importantes? Pensei… Pensei e cheguei à conclusão que na ânsia de ter, o homem esquece-se de ser e se não é, nunca será!!!

Com a onda crescente da criminalidade, voltei a questionar: O homem é de fato racional? Por incrível que pareça, voltei a perceber que somente o homem mata a si mesmo e o seu semelhante por motivos banais.

O certo é que volto a afirmar que o ser humano tem a capacidade de imitar tudo que não presta e gostar de tudo que é proibido. O mundo atual, a relação entre as pessoas, nos faz questionar o porquê de tanto conflito, especialmente quando isso de alguma forma nos afeta.

E olhando mais de perto, vemos que os problemas são sempre os mesmos. Fazendo uma reflexão, perceberemos que quando chegamos ao mundo, os problemas já existiam; apenas vivenciados por outros que viveram antes de nós; as mesmas questões, repassadas de geração em geração, como uma herança genética, se podemos admitir que exista uma genética social capaz de se reciclar ao longo do tempo.

A irracionalidade do homem o leva a destruição de patrimônios públicos e muitas outras selvagerias que comete. O certo é que o próprio homem vem sofrendo horrores com a incapacidade de muitos de seus semelhantes não conseguirem fazer o bem e seguir uma conduta condizente com a tão arrogada racionalidade de sua espécie.

O mais interessante é que essa relação irracional do homem contra seu semelhante tem sido marcada por uma razão-e-proporção absurda e contraditória. Ao invés de “civilizado”, os homem recrudesceu os maus instintos de seus semelhantes, tanto individual como coletivamente.

Com isso, a selvageria continua e o crescimento da criminalidade, das corrupções, do jogo pelo poder e a briga pelo capital fácil, nos leva a fazer uma reflexão profunda.

Na verdade, uma combinação de expansionismo urbano representou para um câncer em metástase da criminalidade e da selvageria generalizada. Por outro lado, o homem passou a ter acesso mais fácil às informações, principalmente os televisivos. Com isso, os imitadores da prática brutal irracional seguem o mesmo caminho, coisa que nem mesmo os mais ferozes animais carnívoros da fauna terráquea são capazes de manifestar.

É irônico ver que uma espécie dita racional, o homem, em seu modo mais “civilizado” precisar de grades e aparatos para não cometer os atos mais bestiais e irracionais possíveis contra o próprio semelhante.

A racionalidade até acata que o ser humano mate seu semelhante apenas por legítima defesa, mas isso em última estância…

  Publicado em: Governo

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