Muita coragem!!! Nigeriano comemora ao chegar ao RJ escondido em leme de navio

Publicado em   10/out/2015
por  Caio Hostilio

Nigerianos no leme do navio!!! Atravessar o Oceano nessas condições... Imagina as ondas...

Nigerianos no leme do navio!!! Atravessar o Oceano nessas condições… Imagina as ondas…

Estivador que viu homens filmou diálogo em inglês: ‘Pediam água e comida’. Dupla ainda não pediu refúgio e deve ser repatriada, diz Polícia Federal.

G1

Condição desumana

Condição desumana

O primeiro contato dos dois nigerianos que chegaram ao Rio dentro do leme do navio panamenho Corsair foi com o estivador Carlos Alberto de Jesus Soares, que estava trabalhando na manhã de sexta-feira (8), no porto do Rio.

Ao ver a situação, Soares tentou conversar com os dois homens para saber de onde eles vinham. De longe, eles iniciaram um diálogo em inglês. Um dos homens mexia os braços comemorando a chegada ao Brasil (veja no vídeo acima).

Em seguida, a preocupação de Soares foi acionar a Guarda Portuária, responsável por fazer a abordagem ao navio e acionar a Polícia Federal que foi até o local. Segundo o estivador, ao chegar no porto os nigerianos estavam muito abatidos, com sede e com fome. “Eles pediam água e comida por gestos”, disse.

Soares contou ainda que ficou muito abalado com a situação. “Não podia fazer muita coisa por eles. Espero que eles consigam ajuda. Os estivadores estão muito solidários com essa situação”, disse.

Segundo a Companhia Docas do Rio, os nigerianos estavam escondidos no leme do navio, que vinha de Lagos, na Nigéria e estava vazio.

O navio estava fundeado perto da Ilha Rasa, na Baía de Guanabara, quando houve a abordagem dos guardas. Segundo a companhia, esse é o primeiro caso no ano de viajantes clandestinos em navios que chegam à cidade.

Imagens e fotos registradas por Soares mostram que eles estavam sentados no leme. A previsão é que eles tenham viajado por cerca de uma semana em uma área que fica na  parte de baixo do equipamento, local considerado perigoso. Após o ocorrido, o navio começou a ser abastecido no porto com carga de ferro gusa, informou a Docas.

Repatriados
Na sede da Polícia Federal, na Praça Mauá, os homens afirmaram ser nigerianos e disseram não ter sofrido maus tratos durante a viagem já que entraram como clandestinos no navio. Eles contaram ainda que ficaram alguns dias sem se alimentar porque não queriam ser descobertos.

  Publicado em: Governo

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