Após entrevista polemica, o afastado Wilson Witzel, terminou gerando reações entre deputados estaduais, que aprovaram seu impeachment há duas semanas. Além de críticas ao uso do Palácio Laranjeiras durante o afastamento, será protocolado hoje na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) um requerimento para votação em urgência de um projeto de lei que transformaria a residência oficial do governador do estado em um centro cultural.
O projeto proíbe a utilização do Palácio Laranjeiras como residência oficial, e determina que o imóvel seja transferido para a gestão da Secretaria estadual de Cultura. Autor do requerimento e do projeto, que foi apresentado no mês de junho após as primeiras operações sobre desvios na Saúde, o deputado Anderson Moraes (PSL) afirmou que o objetivo da proposta é “fazer o governador cumprir pelo menos uma promessa de campanha”, em referência ao fato de Witzel ter dito, durante as eleições, que continuaria morando em sua casa, no Grajaú:
Moraes disse que já está articulando apoio ao projeto entre os parlamentares. No final de semana, após a publicação da matéria, o deputado Renan Ferreirinha (PSB) questionou o uso do palácio:
— Witzel está afastado do cargo de governador e não vem trabalhando efetivamente para o estado. Então, por que ainda usa o Palácio Laranjeiras? Por que ainda se esbalda na mordomia paga com dinheiro público?
O deputado Chicão Bulhões (Novo) se manifestou por uma rede social: “Às custas do pagador de impostos, Witzel continua no Palácio, dando entrevista, comendo, bebendo, fumando um charutão cubano e se fazendo de vítima”.
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