Uma salsicha estragada no STF e quem paga o pato é o contribuinte e ainda afugenta investidores!!!

Publicado em   14/out/2020
por  Caio Hostilio

O pagador de impostos brasileiro está arcando com a caçada policial a André do Rap. É o custo direto da insegurança jurídica. O indireto é a dificuldade de obter investimentos. O capitalista olha o país e se pergunta por que colocar dinheiro num lugar em que ministro do Supremo solta traficante internacional, e traficante ligado a organização criminosa tentacular, com base numa lei pensada por gente interessada apenas em salvar a própria pele.

Vamos deixar, contudo, o capitalista dubitativo pensando a respeito do assunto e focar no que interessa mais imediatamente. Diante da grita justa e geral, Luiz Fux resolveu levar a plenário a tal lei, o singelo parágrafo único do artigo 316, para que o Supremo Tribunal Federal chegue a uma jurisprudência que possa balizar a sua aplicação. A maioria provavelmente votará por uma interpretação menos literal sobre a necessidade de um juiz revisar a cada noventa dias uma prisão preventiva decretada por ele — e a minoria “garantista” deverá continuar a votar como sempre votou, porque ninguém manda em mim, está ouvindo?

Deem uma espiadela no que se passou na fábrica de salsichas, ministros, existe gravação. Porque todo o trololó em torno do parágrafo único do artigo 316 servirá apenas para legitimar uma salsicha estragada, como se ela fosse realização de mestres salsicheiros de primeira linha e não de ajudantes de cozinha de segunda categoria. A execução dessa salsicha deveria ser sumária. Jeito tem, o STF sempre encontra um. O que não tem jeito é a tentativa de capturar André do Rap. Custa caro e ainda custa a acreditar.

  Publicado em: Política

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