
Não me parece que tais divergências, cada vez mais comuns, possam ser explicadas apenas por “variações metodológicas”, pois transbordam em muito possíveis margens de erro. O TSE, que se arvora defensor do processo eleitoral contra a ingerência militar, deixa correr o vale-tudo das pesquisas, a maioria encomendada por bancos e partidos. O Ministério Público é silente.
No Congresso Nacional, nenhum alma foi capaz até agora de sugerir a convocação de diretores e técnicos desses institutos para explicarem seus resultados em audiência pública. Muito menos se cogita uma CPI.
Pesquisas eleitorais e de opinião devem seguir métodos científicos, garantindo que a amostra de entrevistados seja representativa da população como um todo, minimizando possíveis vieses e distorções. Elas têm poder de influenciar o voto, uma vez que são necessariamente reproduzidas em larga escala pela imprensa e pautam o debate político e até as estratégias de campanha.
Sem accountability, correm o risco do descrédito e acabam por semear a dúvida num eleitorado já farto de manipulações. Contudo, servirão de combustível à retórica populista dos maus perdedores.
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[…] “Uma canalhice anunciada que gera perspectivas mentirosas!!! O vale-tudo das pesquisas …” matéria publicada hoje (07) aqui, onde disse: […]