A repercussão sobre a suposta utilização de pacientes internados no Hospital Macrorregional de Caxias para gravações de vídeos políticos ganhou um novo capítulo nesta semana. Após a divulgação do caso envolvendo a equipe ligada à deputada Cláudia Coutinho, a filha de uma paciente resolveu se pronunciar publicamente através das redes sociais.
No comentário, que rapidamente começou a repercutir entre internautas, ela fez questão de agradecer o atendimento prestado pelos profissionais da unidade, mas criticou duramente a tentativa de gravar vídeos políticos dentro do hospital logo após a cirurgia de sua mãe.
“Hospital público não é palanque eleitoral”, escreveu.
A jovem destacou que médicos, enfermeiros e funcionários realizaram um trabalho exemplar e reforçou que o hospital é mantido com recursos públicos, pagos pela própria população. Segundo ela, o momento de fragilidade vivido pela família não deveria ter sido transformado em material político.
Ainda de acordo com o relato, mesmo após a recusa da paciente em participar da gravação, houve insistência para que o vídeo fosse feito. A situação gerou indignação nas redes sociais e abriu um debate sobre ética, exposição de pessoas vulneráveis e os limites da atuação política dentro de ambientes hospitalares.
Nos comentários da publicação, diversos internautas manifestaram apoio à família e criticaram a utilização de pacientes internados em conteúdos políticos. Um dos comentários destacou que pessoas hospitalizadas merecem “respeito, privacidade e cuidado”, principalmente em um momento delicado de recuperação.
O caso continua repercutindo em Caxias e levanta discussões sobre até onde pode ir a promoção política dentro de órgãos públicos de saúde.
Publicado em: Política



