É preciso reconhecer!!! Famílias maranhenses saem do Bolsa Família com aumento da renda e políticas públicas do Estado

Publicado em   03/jun/2026
por  Caio Hostilio

O aumento de renda das famílias maranhenses é um dos fatores que contribuíram para que mais de 190 mil famílias saíssem do Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026. Os dados foram informados nesta semana pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e revelam que cada vez mais famílias estão superando a pobreza e deixando o programa social. Entre os motivos estão a renda acima do limite da Regra de Proteção do programa e o encerramento do prazo limite do benefício.

Somente em maio deste ano, mais de 8,3 mil famílias maranhenses deixaram o Bolsa Família. São Luís foi o município com maior número de desligamentos no período, com 976 famílias, seguido por Timon (308), Imperatriz (245), São José de Ribamar (217), Codó (178), Paço do Lumiar (174), Pinheiro (143), Balsas (125), Caxias (117), Esperantinópolis (116), entre muitas outras.

O impulso para o aumento de renda e superação da pobreza no Maranhão conta também com ações do Governo do Estado. O secretário adjunto de Estado de Desenvolvimento Social, Luiz Borralho, lembrou que a gestão estadual desenvolve um conjunto de ações para garantir a autonomia das famílias mais carentes. O amplo trabalho envolve vários órgãos, especialmente a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedes).

“Não é simplesmente um trabalho de transferência de renda. Temos também os programas de inclusão socioprodutiva que acontecem pela Sedes, como o ‘Formando e Cozinhando’, ‘Padaria Artesanal’, ‘Mais Renda’, ‘Minha Renda’, que auxiliam nessa jornada. Paralelo a isso, temos um conjunto de ações que vão fazer com que essas formações garantam a autonomia dessas famílias”, frisou.

Outra importante iniciativa destacada pelo secretário-adjunto Luiz Borralho foi o lançamento do Programa Maranhão Livre da Fome, no início do ano passado. A iniciativa complementa a renda de famílias maranhenses que mesmo recebendo o Bolsa Família continuavam abaixo da linha da pobreza. Além disso, o programa estadual capacita essas famílias a partir de parceria com o Senai, com foco prioritária nas mulheres que são responsáveis pelo sustento da família.

“O combate à vulnerabilidade, nunca foi enfrentado no estado do Maranhão da forma como o governo vem fazendo hoje, sobre o olhar de três eixos prioritários: a transferência de renda conduzida pela bolsa complementar que o Maranhão Livre da Fome faz com 74 mil famílias [ativas no programa]; o eixo de saúde; e o eixo da inclusão socioprodutiva. Estamos garantindo a oportunidade de formação para a entrada no mercado de trabalho, seja pela porta do emprego ou pelo empreendedorismo”, comentou.

Esse grande avanço com o Maranhão Livre da Fome conta com a colaboração de várias pastas. Capitaneado pela Sedes, o programa teve seu desenvolvimento articulado pela Secretaria de Estado de Monitoramento de Ações Governamentais (Semag). O titular da Semag, Alberto Bastos, informou que as conquistas atuais são fruto de vários investimentos cujo objetivo é dar condições para que os mais vulneráveis consigam prover o sustento da família com dignidade e superando a ajuda estatal.

“Já temos outros números positivos, como por exemplo, 2,7 milhões de pessoas que estão ocupadas, a maior marca da série histórica. Temos a renda nominal das famílias que aumentou de R$ 800 para R$ 1.200, um aumento superior a 50%. O número de empresas que aumentou de 50 mil para 65 mil. Então, é perceptível que há um movimento da melhoria da economia do nosso estado. Isso se deve aos muitos programas de governo, incluindo o Maranhão Livre da Fome, que promove capacitação em massa, principalmente para a população de baixa renda”, observou.

Oportunidade de emprego é fator de mudança

Um dos dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome sobre a saída de famílias do Bolsa Família foi um cruzamento de informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) com o Cadastro Único. Os números revelam que 80% das vagas de emprego com carteira assinada geradas no primeiro trimestre deste ano foram ocupadas por inscritos no CadÚnico.

Nesse sentido, o subsecretário de Estado do Trabalho e Economia Solidária do Maranhão, Ricardo Gonçalves, lembrou que a gestão estadual tem expandido as ações das agências do Sistema Nacional de Emprego (SINE). Atualmente, o Maranhão conta com agências do SINE em 19 municípios e no ano passado a Região Metropolitana de São Luís ganhou a Casa do Trabalhador, que reúne um grande grupo de serviços direcionados ao trabalhador maranhense, especialmente para a geração de empregos.

“Na sexta-feira, fizemos um mutirão para a intermediação de mão de obra com o ‘Se Joga Trabalhador’, em que colocamos 22 empresas no SINE, em São Luís, na Cohab, e intermediamos 300 vagas de serviço, de emprego formal, com empresas como a Fribal, Mateus, Frigol, Assaí, dentre outras. Então, nós temos chamado as empresas para que venham para dentro do SINE para essa intermediação de mão de obra”, relatou.

O subsecretário Ricardo Gonçalves ressaltou ainda que nos últimos anos houve uma implementação no processo de capacitação das pessoas que buscam trabalho no Maranhão. A gestão estadual passou a dialogar com a Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) e a investir na qualificação direcionada a demandas-chave do mercado de trabalho local.

“Passamos a ofertar capacitação profissional em TI, na área de informática; cursos na área de empreendedorismo, como culinária regional, passamos a ofertar, num setor muito vulnerável de São Luís, capacitação para catadores de resíduos sólidos, com oficina de fabricação de vassouras PET. Só no ano passado, doamos 40 fábricas de vassoura para 37 cooperativas que hoje fabricam e vendem estas vassouras. Como exemplo, temos as fábricas em Itapecuru-Mirim e Miranda”, pontuou.

O representante da Estado do Trabalho e Economia Solidária também destacou outras ações da gestão estadual e que incluem várias pastas como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Procaf), que é coordenado no Maranhão pela Secretaria de Estado da Agricultura Familiar. No ano passado, teve um investimento de mais de R$ 8 milhões do Governo do Estado impactando positivamente a vida de milhares de famílias que são beneficiadas com o programa

Exemplo para toda a vida

Mais do que números, os investimentos em ações e programas de base social estão mudando para melhor a vida de milhões de pessoas. Vera Lúcia Santos Gomes é uma das maranhenses a deixar de receber o Bolsa Família por conta do aumento da renda familiar. Com as ações sociais, ela conseguiu emprego na área de serviços gerais e hoje consegue sustentar a família.

“O programa Bolsa Família acolhe muitas famílias. Eu já fui beneficiária e foi uma ajuda muito grande enquanto recebia. Na minha casa moram quatro pessoas. Eu estava desempregada, fazia faxina, lavava roupa para os outros, então foi muito útil na minha vida. As famílias são muito carentes. Hoje eu trabalho e recebo um salário-mínimo. Eu acredito que é uma ajuda muito boa e vejo que hoje os governos ajudam muito as famílias carentes”, relatou.

Outro exemplo de superação do programa de transferência de renda é Jeremias Ferreira, que deixou o Bolsa Família em maio. Desempregado por vários anos, o programa federal era a principal fonte de renda para prover o sustento da família, mas com a melhora na economia maranhense e abertura de mais vagas de trabalho, ele conseguiu ser empregado como vigilante por uma empresa de segurança privada.

“O Bolsa Família me ajudou muito, por muito tempo. Eu também fazia uns bicos por fora, mas a minha renda certa era o Bolsa Família. Eu estava à procura de um emprego para melhorar mais a minha renda, o conforto da minha família. Então surgiu a vaga de emprego e com essa oportunidade eu deixei o programa. Mas me ajudou muito o Bolsa Família”, comentou.

  Publicado em: Política

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