Imagens obtidas por VEJA mostram as viagens, a parceria e a intimidade entre o filho do presidente e Roberta Luchsinger
A lobista Roberta Luchsinger estava em casa, na noite de 27 agosto, quando seu celular começou a tocar insistentemente. Eram ministros do governo, amigos, jornalistas e pessoas próximas ao presidente da republica.
Naquele instante, ela não atendeu ninguém. Estava atônita, sem saber o que fazer, surpreendida com o que Lula havia acabado de declarar em uma sabatina no Jornal Nacional, da TV Globo.
O petista havia sido perguntado sobre suas relações com a lobista. A resposta foi incisiva: “Eu não conheço essa moça, nunca vi essa moça na minha vida, nunca conversei com essa moça, ela nunca esteve próxima de mim”. E arrematou: “É uma pilantra!”.
Segundo suspeitas da Polícia Federal, Roberta atuava em sociedade com Fábio Luís da Silva, primogênito do presidente, na caça a negócios dentro do governo federal.
A primeira reação da lobista às palavras do presidente foi soltar um palavrão. Na sequência, chorou.
Depois de algumas horas, ainda bastante alterada, atendeu o telefonema de um dos filhos de Lula que se solidarizou com ela e se disse surpreso com as declarações do pai.
Luchsinger desabafou: “Se eu pudesse escolher uma palavra para definir o que o presidente fez, diria que ele foi covarde. Além de mentir, foi machista, misógino e canalha”.
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