Mensagens apreendidas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro indicariam que o banqueiro providenciou uma garrafa rara de Macallan 1945, avaliada em cerca de R$ 500 mil, para presentear Lula.
Mensagens apreendidas pela Polícia Federal no celular do banqueiro Daniel Vorcaro colocam Lula no centro de um episódio envolvendo um presente de luxo estimado em cerca de R$ 500 mil: uma rara garrafa de Macallan 1945, justamente do ano de nascimento do presidente.
Segundo as mensagens, Vorcaro teria determinado a busca internacional pela bebida para presentear Lula e, após encontrar a garrafa por mais de € 80 mil, autorizado imediatamente a compra e o envio de Dubai ao Brasil.
O episódio ganha contornos ainda mais delicados diante de outros diálogos revelados pela investigação, nos quais o advogado de Vorcaro, Walfrido Warde, relata encontros com Lula e transmite ao banqueiro a expectativa de que o Planalto poderia ajudá-lo em seus interesses relacionados ao Banco Master.
O próprio Vorcaro teria sido recebido por Lula em uma reunião fora da agenda oficial, em dezembro de 2024, enquanto buscava apoio para capitalizar o banco.
Posteriormente, Warde informou que Lula havia agradecido novamente pelo uísque.
O caso levanta questionamentos sobre a relação entre poder público, lobby empresarial e presentes de altíssimo valor, especialmente porque as regras éticas aplicáveis a agentes públicos impõem limites para esse tipo de situação.
O episódio envolvendo Lula agora coloca sob os holofotes um presente de aproximadamente meio milhão de reais e uma série de contatos com um banqueiro que posteriormente seria preso e teria seu banco liquidado.
Questionado recentemente sobre a garrafa, Lula afirmou que, se recebeu o uísque, “já bebeu”, mas a questão que permanece é muito maior do que a bebida: quem ofereceu, por quê, em que contexto e qual era a expectativa por trás de um presente tão extravagante destinado ao presidente da República.
Publicado em: Política



