Por UOL
O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) volta a se reunir nesta semana para definir o novo patamar da taxa básica de juros. A decisão a ser anunciada na quarta-feira (4) será a primeira após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O cenário alterou o humor do mercado financeiro e pode interferir na trajetória de cortes seguidos da Selic.
O que você precisa saber
Banco Central define amanhã o patamar dos juros. Na primeira etapa da reunião do Copom, que ocorre nesta terça, os diretores da autoridade monetária realizam apresentações técnicas sobre as perspectivas da economia e o comportamento do mercado financeiro. Tais indicadores podem influenciar a definição dos juros.
Definição oficial da Selic será divulgada amanhã (4). Antes da decisão, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, e os outros oito integrantes do Copom voltam a analisar as projeções macroeconômicas. A decisão será divulgada por volta das 18h30, após o fechamento do mercado financeiro.
Contratos de opções indicam manutenção da Selic. As negociações na B3, empresa que administra a Bolsa brasileira, indicam probabilidade implícita de 63,1% de manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano. Antes majoritária, a queda de 0,25 ponto percentual, para 13,5% ao ano, agora é aposta de 28% do mercado.
Reeleição de Lula pode influenciar a decisão. “A nossa cabeça mudou”, afirma Felipe Rodrigo de Oliveira, economista-chefe da MAG Investimentos, ao comentar a mudança de cenário. A avaliação é partilhada com a posição dos analistas que abandonaram as apostas de continuidade da trajetória de cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual, que derrubaram os juros básicos de 15% para 13,75% ao ano.Política fiscal preocupa
Incertezas fiscais interferem nas projeções. As oscilações apresentadas nesta semana refletem as incertezas a respeito da política fiscal a ser adotada pelo novo mandato de Lula. “Há uma mudança significativa no cenário, sobretudo no que diz respeito à percepção de risco fiscal e consequentemente sobre a inflação projetada para os próximos anos”, sinaliza Yihao Lin, economista da Genial Investimentos.
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Publicado em: Política



