
Rabobank projeta queda na produção nacional e redução de até 6% na oferta interna, enquanto a retenção de fêmeas para recomposição dos rebanhos deve pressionar os preços, especialmente no segundo semestre de 2027
A carne bovina deve continuar cara no Brasil em 2027, com menor oferta de animais para abate e expectativa de novas altas no preço do boi gordo, segundo relatório do Rabobank divulgado em novembro.
A produção nacional deve cair de 11,3 milhões de toneladas em 2026 para cerca de 11 milhões no próximo ano.
No mercado interno, a redução pode chegar a 6%, deixando apenas 6,5 milhões de toneladas disponíveis ao consumidor.
O movimento ocorre enquanto pecuaristas seguram fêmeas para recompor os rebanhos depois de um período de abates elevados. Em outubro, a arroba do boi gordo chegou a R$ 380, alta de 4% em um mês, segundo o Cepea.
O Rabobank prevê pressão maior sobre os preços no segundo semestre, com menor disponibilidade de animais jovens.
A tendência é favorecer o consumo de proteínas mais baratas: a produção interna de carne suína deve crescer 2,5%, para 4,4 milhões de toneladas, e a de frango, 2%, para 10,8 milhões.
As exportações de carne bovina podem alcançar 4,5 milhões de toneladas, sustentadas pela demanda externa.
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