Postado por Caio Hostilio em 25/jul/2011 - 9 Comentários

O ser humano é regido por seu ego e pelo super-ego, muitos sabem tirar proveitos salutar desse foco da personalidade humana, enquanto outros se deixam levar pelos males que esse instinto para trazer, como o egoísmo, quem pode tudo sou “eu”, quem tem o poder sou “eu”, tem que ser com “eu” quero, só faz se “eu” deixar etc. Isso serviu de muitos estudos para Freud, que buscou pesquisas fundamentas nos dois extremos.
Aqui no Maranhão seria um local bem interessante para essa pesquisa, pois existem os dois extremos: aquele que com humildade sabe tirar proveito do ego e do outro lado, aquele que extrapola no super-ego.
Vejamos: O prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, é um homem que sabe tirar proveito desse instinto do ser humano. Ele faz o seu trabalho como prefeito e não titubeia em deixar com que o governo do Estado e o Federal façam as obras que são necessárias para o bem-estar da coletividade. Sua postura humilde está levando Imperatriz ao desenvolvimento e o crescimento que a população espera de um gestor público. Não se deixando levar pela vaidade e o egoísmo.
Na outra ponta está o prefeito de São Luís, João Castelo, que não faz e não deixa os outros fazerem para o bem da coletividade. O seu super-ego o colocou como que só ele fosse o maioral, o homem das obras faraônicas… Isso o fez ser vaidoso e egoísta, não se preocupando com a coletividade, mas sim com a perda do seu perdestal de areia, construindo quando do seu governo estadual, que vem se ruindo nessa sua gestão à frente da Prefeitura de São Luís.
Aproveitando essa fragilidade de Castelo, seus “amigos” fazem a festa, pois querem que não se perca o discurso da terra arrasada… Esse é um assunto para outro post.
Na verdade, Castelo deveria está feliz com obras do governo estadual e saber tirar proveitos delas, assim como Sebastião Madeira fez, pois dirá sempre que com sua política institucional levou grandes obras para Imperatriz, depois de muita luta para conseguir esses convênios. “Eu não sou o pai da criança, mas fiz o parto e sou o padrinho”.
Aqui fica minha sugestão ao prefeito Castelo: Saiba gerir para o bem do povo, isso independente de quem seja o pai da criança… Aprenda a fazer o parto e lutar para ser o padrinho… O super-ego muitas vezes é um atrapalho e pode transformar tudo que foi feito anteriormente em esquecimento, visto que para a humanidade fica sempre na sua mente os péssimos momentos….
Postado por Caio Hostilio em 25/jul/2011 - Sem Comentários
A falsificação de medicamentos e produtos médicos no Brasil transformou-se em problema de saúde pública, com status de crime organizado e cada vez mais infiltrada nas estruturas do Estado.
Muitos brasileiros que, no lugar da cura, encontraram a dor e, em muitos casos, a morte. Os produtos de mentira chegam e entenda como atuam as organizações criminosas que conseguem até mesmo abastecer o Sistema de Saúde com drogas e equipamentos falsificados.
Não é tarefa fácil para qualquer consumidor diferenciar um produto autêntico de um falsificado.
É importante observar as caixas do medicamento e o preço. No Paraguai, o Viagra é vendido por US$ 6 enquanto no Brasil o custo é de cerca de R$ 100, o consumidor tem que estar atento ao selo da Pfizer que, no original, lhe permite a raspagem para verificação do lote.
Cialis
Todo medicamento vendido no varejo contém a ‘raspadinha’, espaço com tinta reativa localizado em uma das laterais da embalagem. Quando raspada com objeto metálico, ela revela a palavra ‘qualidade’ e a logomarca da empresa fabricante. Nos falsificados, a “raspadinha” não funciona. O logotipo do laborátorio também é diferenciado nas cartelas originais. Tem brilho.
Fique atento!!!
Postado por Caio Hostilio em 24/jul/2011 - 4 Comentários
As revistas paulistanas estão se julgando acima da presidenta Dilma. Se levar a sério todas as denúncias dessas revistas famigeradas, que sempre estiveram a serviço do PSDB, não vai ficar um ministro no cargo.
Se baseando na denúncia da revista Veja, o líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (do Paraná), vai protocolar amanhã (25), na Comissão Representativa do Congresso Nacional, requerimento de convocação do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, para falar sobre a denúncia de um suposto esquema de cobrança de propina na Agência Nacional do Petróleo (ANP). O líder do governo na Casa, Cândido Vaccareza (PT-SP), classificou como “esquisita” a apresentação do requerimento durante o recesso parlamentar.
Segundo a edição da revista Época desta semana, dois assessores da ANP foram filmados supostamente cobrando propina para acelerar e facilitar a tramitação de processos para registro de empresas. O líder do PPS também quer que o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, preste esclarecimentos sobre o assunto, além do afastamento imediato dos acusados.
“É a forma mais isenta para fazer uma investigação séria de mais um episódio do governo do PT”, disse Bueno. “A denúncia é gravíssima, já que há imagens de pessoas da ANP envolvidas e falando em seu nome, como se ali fosse um grande balcão de negócios para enriquecimento de alguns.”
De acordo com Vaccarezza, não há motivo para que a Comissão Representativa seja acionada. “Acho esquisita a posição do deputado, porque a Comissão Representativa serve para responder na ausência do Congresso em situações emergenciais. Como a Casa voltará a se reunir no dia 2 de agosto, não há razão para protocolar o pedido agora”, disse o líder do governo à Agência Brasil. Ainda segundo ele, a comissão correta para protocolar o requerimento é de Fiscalização e Controle. Isso, assinalou, só pode se feito após o fim do recesso.
No entanto, Vaccarezza ressaltou que a posição do governo é a de investigar todo o desvio de conduta ética. “O governo não vai acobertar conduta ilícita”.
Depois de ser protocolado, o requerimento será encaminhados ao presidente da Comissão Representativa do Congresso Nacional, o senador José Sarney (PMDB-AP). O Regimento Comum do Congresso não estabelece prazo para que seja marcada uma reunião com os oito senadores e 17 deputados que integram o colegiado, caso o pedido do PPS venha a ser aceito.
Durante o recesso, o PPS e os demais partidos de oposição não têm condições de realizar sessão extraordinário da Comissão Representativa do Congresso Nacional, sem apoio da base aliada. Isso porque é necessária a presença de pelo menos três senadores e seis deputados da comissão. Hoje, a oposição tem apenas três deputados e dois senadores – entre eles, não há representantes do PPS – na comissão.
Como a comissão funciona apenas no recesso, o requerimento precisa ser analisado e votado até a próxima sexta-feira (29). Isso, entretanto, só ocorrerá se os governistas aceitarem.
Apenas uma pergunta básica: O ministro está na filmagem, ou tem alguma prova na sua participação na negociação ilícita? Caso não exista, do que serviria essa convocação? Isso deixa de ser fiscalização para se tornar politicalha. Nesse caso, o que rege na administração pública e a abertura de um inquérito administrativo. O deputado do PPS se estive realmente preocupado com a coisa pública, exigiria do ministro que fosse aberto esse inquérito administrativo e não a sua convocação, visto que o ministro responderá exatamente que o Ministério já abriu investigação.
Postado por Caio Hostilio em 24/jul/2011 - 41 Comentários
Para gerir uma administração eficiente, o gestor público tem que se basear nos princípios que dão as idéias centrais de um sistema, ao qual dão segue um sentido lógico, harmonioso, racional, permitindo a compreensão de seu modo de organizar-se. A enunciação dos princípios de um sistema tem a utilidade de ajudar o ato de conhecimento do sistema orçamentário, que ordena suas ações que tragam de fato o bem-estar da coletividade.
É inegável que os princípios determinam o alcance e sentido das ações concretas a qualidade de vida dos ludovicenses está sem rumo e desordenada, com isso, o povo não ver as promessas asseguradas por Castelo em 2008. Na verdade, ficou o dito pelo não dito, e com certeza ele pedirá mais quatro anos para colocar tudo em prática. Isso fica por conta do eleitor!!!.
Temos visto que o governo Castelo está arraigado à burocracia, gerando um mau gasto com os recursos que arrecada e tem grande dificuldade para solucionar os problemas relativos à eficiência e eficácia das suas ações em benefício do cidadão-contribuinte, pois a prática indica que as forças negativas são superiores às forças propulsoras da modernidade.
Saliente-se que as secretarias não são geridas por seus titulares, ficando centralizado no Prefeito João Castelo e de sua filha, a deputada Gardeninha Castelo. Ambos precisam se conscientizar que no exercício do poder não há qualquer direito subjetivo, mas sim o dever de atuar conforme a competência de cada um de seus auxiliares. Caso contrário se torna uma gestão caolha, como a que estamos vendo.
Castelo e sua equipe devem administrar e agir em conformidade com o ordenamento, com moral administrativo e com o princípio da boa administração pública.
Portanto, acorda Castelo… Ainda há tempo para trabalhar em prol do povo.
Postado por Caio Hostilio em 24/jul/2011 - 4 Comentários
A cor da pele ou a raça é determinante no cotidiano das pessoas, principalmente quando o assunto é trabalho. Essa é a percepção dos brasileiros apontada por pesquisada divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ambiente do trabalho, o reconhecimento que existe discriminação é bem maior. Foi o que admitiram 71% dos entrevistados, total maior do que aqueles que consideram que a cor da pele faz diferença no convívio social (65%) e na relação com a polícia e o sistema judiciário (68,3%).
O DF apresentou o segundo menor percentual de pessoas que se declaram brancas (29%), frente à média geral de 49% e atrás do Amazonas, com apenas 16,2%. No DF, 41,1% consideram-se negros, pardos ou pretos, conforme a classificação apresentada pelo IBGE na entrevista — percentual maior do que a média geral do levantamento, de 22,7% e dos 24,7% verificados em São Paulo. Segundo o IBGE, 9,14% das pessoas das seis unidades pesquisadas disseram ser negras ou pretas.
De acordo com o levantamento, as mulheres foram as que mais reconheceram a existência da discriminação racial: 66,8% delas frente a 60,2% dos homens. Ao se verificar as faixas de idade, constata-se que a cor da pele conta mais entre as pessoas de 15 a 39 anos, na média geral.
Postado por Caio Hostilio em 24/jul/2011 - 4 Comentários
Século XIX. Nessa época surgiram novas concepções a respeito do homem e da vida em sociedade e os estudos da Biologia, Psicologia e Sociologia estavam em alta.
Os naturalistas começaram a analisar o comportamento humano e social, apontando saídas e soluções.
Aqui no Brasil, os escritores naturalistas ocuparam-se, principalmente, com os temas mais obscuros da alma humana (patológicos) e, por causa disso, outros fatos importantes da nossa história como a Abolição da Escravatura e a República foram deixados de lado.
O Naturalismo surgiu na França, em 1870, com a publicação da obra “Germinal” de Émile Zola. O livro fala das péssimas condições de vida dos trabalhadores das minas de carvão na França do século XIX.
O naturalismo é uma ramificação do Realismo e uma das suas principais características é a retratação da sociedade de uma forma bem objetiva.
Os naturalistas abordam a existência humana de forma materialista. O homem é encarado como produto biológico passando a agir de acordo com seus instintos, chegando a ser comparado com os animais irracionais.
Segundo o Naturalismo, o homem é desprovido do livre-arbítrio, ou seja, o homem é uma máquina guiada por vários fatores: leis físicas e químicas, hereditariedade e meio social, além de estar sempre à mercê de forças que nem sempre consegue controlar. Para os naturalistas, o homem é um brinquedo nas mãos do destino e deve ser estudado cientificamente.
A principal característica do Naturalismo é o cientificismo exagerado que transformou o homem e a sociedade em objetos de experiências.
Descrições minuciosas e linguagem simples
Preferência por temas como miséria, adultério, crimes, problemas sociais, taras sexuais e etc. A exploração de temas patológicos traduz a vontade de analisar todas as podridões sociais e humanas sem se preocupar com a reação do público.
Ao analisar os problemas sociais, o naturalista mostra uma vontade de reformar a sociedade, ou seja, denunciar estes problemas, era uma forma de tentar reformar a sociedade.
Conduto, vale perguntar: Os naturalistas foram discriminados pela sociedade, caso tenham sido levados a sério, com certeza as taras sexuais, a pedofilia e outras doenças psíquicas não teriam tomado conta da sociedade de hoje. Com certeza eles não foram hipócritas…
Postado por Caio Hostilio em 24/jul/2011 - 1 Comentário
Em minha opinião, a maioria esmagadora dos seres humanos está longe de saber lidar com o poder e a fama, visto que os primeiros sentidos que aparecem são: o egoísmo, o materialismo, os preconceitos, a arrogância, a prepotência e, principalmente, achar que está acima do bem e do mal.
Essas pessoas ligam de tal forma aos prazeres da carne, que se julgam imortal, deixando de lado o senso da razão. Com tempo vem a angustia, a melancolia, o desespero de que chegou ao topo e que não passará do posto alcançado. A derrocada vem a cavalo, e a tendência e desatino espiritual, que levam a morte.
Agora, surge mais uma vítima dessa vontade de superar os limites de um simples mortal. A Winehouse foi encontrada morta em sua residência em Londres. Assim como ela já vários que chegaram ao apogeu morreram, isso no mundo artístico como no poder. A história está repleta dessas personagens. Contudo, eles não serão os últimos, visto que isso é uma prática do ser humano… Querer ser mais que Deus!!!
Não subestime os limites dados aos seres humanos!!! Não se deve achar como o detentor da fama e do poder eternamente!!!
Para que serve o poder? Qual é o motivo que leva as pessoas a procurarem-no? Porque existem pessoas que chegam até ao assassínio para conseguirem o poder? Que fascínio tem? O ser humano não consegue chegar ao um denominador comum, com isso continua sua sina: a fama e poder!!!
O ser humano jamais pode esquecer que a teórica da sabedoria é o conhecimento, e a prática acertada do conhecimento é sabedoria. Isto quer dizer que o ser humano que deseja viver sabiamente precisa “entender” que fazer o bem faz parte do seu próprio bem-estar? Não! Precisa de mais. Entender não é estender a mão. Entender é teoria. Estender é a prática. A sabedoria junta ambas de uma maneira admirável.
Por isso, a fama e o poder são coisas que só devem ser alcançadas pelos sábios e numa por aquele que se julga acima do bem e do mal. A está mais uma vítima desse desatino humano.
Postado por Caio Hostilio em 23/jul/2011 - 4 Comentários
Está do jeito que o diabo gosta. O presidente do CREA, Raimundo Portelada, quer colocar empecilhos e até exige dos órgãos fiscalizadores que sejam duros com a liberação para construção de uma via que é para o benefício da coletividade.
A intenção é a de dificultar e, assim, retardar uma obra necessária para São Luís e o bem-estar de seus moradores. Sua missão é dizer que o Governo do Estado transgrediu a lei e ostensivamente faltado com burrocracias que não traz nada que possa paralisar uma obra dessa magnitude.
Só o uso da politicalha dos espíritos de porco para não ver que a necessidade de uma obra dessas é para o bem comum, deixando as picuinhas políticas para o palanque. Não se pode conceber um gestor público, nesse caso, o prefeito Castelo ir contra o próprio povo que o elegeu.
Por outro lado, torcer contra o desenvolvimento e arrumar condições covardes para o discurso de terra arrasada é algo repugnante, que vai contra todo e qualquer de alguém preocupado com o bem-estar e a qualidade de vida da coletividade. É preciso ter espírito superior, ter amor ao próximo e respeitar tudo aquilo que melhora a vida de seu semelhante.
Com tanta pantomima, fica fácil entender a atitude de Portelada que, não só se vangloria do seu ato (além de incitar os outros órgãos a não deixar que a obra inicie), como anuncia debochadamente que irá esperar os documentos (bestiais).
O certo é que o Maranhão estar cheio de espíritos de porco, que não fazem nada e não deixam os outros fazerem. Maus espíritos gostam mesmo e da terra arrasada, pois assim conseguem manter seus intentos maquiavélicos e covarde contra os benefícios que a coletividade tanto precisa.
Que os maranhenses passem a orar e pedir que se livrem desses maus espíritos, caso contrário continuará vivendo numa terra arrasada!!!
Postado por Caio Hostilio em 23/jul/2011 - 95 Comentários
O Ministério da Justiça liberou totalmente o acesso ao Arquivo Nacional para doze representantes de perseguidos políticos e familiares de mortos e desaparecidos durante o regime militar, que, segundo o governo, procuram identificar torturadores e assassinos da ditadura. A decisão consta da Portaria 1.668, de 20 de julho de 2011, do ministro José Eduardo Cardozo, publicada no Diário Oficial da última quinta-feira, 21.
Nesta sexta-feira, 22,, beneficiados pela decisão reuniram-se em Brasília para discutir uma estratégia para o trabalho de pesquisa. Um deles, Ivan Seixas, explicou que os pesquisadores, todos ex-ativistas do período ou parentes de atingidos pelo período autoritário, foram escolhidos por terem muita informação acumulada.
‘São pessoas que já têm domínio do assunto’, explicou ele, ex-preso político e filho de Joaquim Alencar de Seixas, que integrava o grupo de luta armada Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT), morto em 1971 sob tortura do DOI-Codi de São Paulo.
O pedido de acesso foi feito há cerca de um mês pela Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, entidade civil, ao ministro. O trabalho poderá começar na próxima semana e não poderá sofrer nenhuma restrição do Estado. A medida reafirma e detalha outra portaria, de abril, que definia que os parentes das vítimas teriam acesso ao Arquivo Nacional, especialmente a registros do Sistema Nacional de Informação e Contrainformação (Sisni), que coordenava a repressão na ditadura. No atual governo, o Arquivo passou da Casa Civil para o Ministério da Justiça.
A menção à caça aos agentes do Estado responsáveis pelas torturas, desaparecimentos e homicídios cometidos pelo regime militar na repressão à oposição é explícita na portaria. Para embasar a decisão, o texto considera que ‘os requerentes representam grupos de perseguidos políticos do regime militar, bem como familiares de mortos e desaparecidos por agentes do Estado, que buscam identificar registros documentais que sirvam como elementos de prova e informação para subsidiar a defesa de direitos e que viabilizem a identificação de agentes públicos que tenham sido mandantes ou autores de atos lesivos aos direitos humanos’. Há expectativa de, nos documentos, haver informações sobre os desaparecidos políticos, 383, segundo a Comissão.
Postado por Caio Hostilio em 23/jul/2011 - 9 Comentários
Primeiramente, gostaria de iniciar com essa citação de Rui Barbosa: “Nenhum homem livre será detido ou aprisionado, ou privado de seus direitos ou bens, ou declarado fora da lei, ou exilado, ou despojado, de algum modo, de sua condição; nem procederemos com força contra ele, ou mandaremos outros fazê-lo, a não ser mediante o legítimo julgamento de seus iguais e de acordo com a lei da terra”.
Não poderia deixar de me dirigir a V. Exas. para expressar toda minha magoa e chateação com o adjetivo usado para sentenciar minha condenação num processo criminal, cujo teor trata-se de cunho jornalístico. Não estou indo contra o mérito, visto que sentença jurídica é para ser cumprida. Contudo não posso concordar com adjetivo utilizado pelo meritíssimo juiz para me condenar. Simplesmente, fui da taxado de nocivo a sociedade.
Tudo leva a crer que o Meritíssimo Juiz desconhece a etimologia da palavra nociva, que segundo os dicionários é a mesma coisa de danoso, fatal, funesto, grave, infesto, lesivo, maligno, maléfico, mau, perigoso, pernicioso, peçonhento, tóxico.
Em minha opinião, o Meritíssimo Juiz quis me atacar ao me comparar com todos esses adjetivos, pois não é justo atingir a moral de um cidadão cumpridor de suas obrigações, trabalhador e chefe de família.
Para me taxar de nocivo a sociedade, o Meritíssimo teria que provar que sou ao menos um ladrão de galinha, coisa que nunca pratiquei. Uma matéria jornalista, usando a terceira pessoa, jamais afirmando e com o sentido de chamar a atenção dos órgãos fiscalizadores, não dá o direito de um magistrado chamar alguém de nocivo a sociedade. A não ser que ele agiu pela parcialidade, coisa que prefiro não acreditar.
Vale ressaltar que toda instituição humana, as penas criminais podem ter objetivos declarados e objetivos latentes. Declarados são os objetivos formalmente aceitos e explicitados para uma dada instituição. Já os objetivos latentes são aqueles que, embora não se mencione (ou mesmo se os negue) são os efetivamente alcançados pela lógica subjacente à instituição.
Seria também necessário, alertar a Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão de 1789 difundiu as liberdades individuais que alicerçam o Estado de Direito, como a legalidade e os direitos à livre expressão e informação, respectivamente:
Posteriormente, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, documento elaborado em 1948 e assinado, hoje, por cerca de 200 países, do Ocidente e do Oriente, voltou a reafirmar a liberdade de expressão e de comunicação como direitos humanos inalienáveis: Art. 19. Todo o homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios, independentemente de fronteiras.
Os direitos humanos foram incorporados também aos textos da maioria das Constituições modernas. Assim, o artigo 5º e outros, da Constituição Federal de 1988, asseguram a todos, direitos e garantias fundamentais. O princípio da legalidade está previsto no inciso II do art. 5º, e a liberdade de expressão, de imprensa e o direito à informação, estipulados nos incisos II, IV, V, IX e XIV do mesmo artigo 5º e o artigo 220 da CF/88:
Nessa perspectiva, a liberdade de expressão (compreendida amplamente como o direito à comunicação de pensamentos, ideias, informações e críticas através ou não da imprensa) possui uma dimensão subjetiva (como direito individual fundamentado em última análise no direito à livre construção da personalidade) e uma dimensão objetiva ou institucional (enquanto instrumento indispensável à democracia com núcleo na liberdade de imprensa). É o que preceitua Paulo Gustavo Gonet Branco:
“”(…) A plenitude da formação da personalidade depende de que se disponha de meios para conhecer a realidade e as suas interpretações, e isso como pressuposto mesmo para que se possa participar de debates e para que se tomem decisões relevantes. O argumento humanista, assim, acentua a liberdade de expressão como corolário da dignidade humana. O argumento democrático acentua que “o autogoverno postula um discurso político protegido das interferências do poder”. A liberdade de expressão é, então, enaltecida como instrumento para o funcionamento e preservação do sistema democrático (o pluralismo de opiniões é vital para a formação de vontade livre)””
Com relação à permissão para o exercício do jornalismo, o STF compreendeu igualmente inconstitucional qualquer regulação estatal de exigências de qualificação profissional, interpretando o inciso XIII do artigo 5º da CF no sentido de vedar a imposição da educação formal daquele que atua na área.
O Plenário do STF, na ADPF 130, declarou não recepcionada pela Constituição Federal de 1988 a Lei 5.250/1967 (Lei de Imprensa) em sua integralidade, legislação esta que servia no período da ditadura para cercear a livre circulação das ideias, censurando e perseguindo jornalistas, artistas ou opositores políticos.
Diante do exposto, solicito de V. Exas, que julguem, mas que passem a observar as palavras utilizadas em suas sentenças, haja vista que fui agredido moralmente e, principalmente, na minha honra de cidadão cumpridor de suas obrigações. Caso fosse respeitado o direito a todos os cidadãos, numa democracia de direito, com certeza caberia aí um processo de difamação. Pena que os poderes são constituídos de prerrogativas que amparam esse tipo de atitude.