A Câmara de Vereadores de São Luís agiu antidemocraticamente…

Publicado em   07/ago/2013
por  Caio Hostilio

Sem vandalismo!!!

Sem vandalismo!!!

A atitude dos “representantes do povo” na Câmara de Vereadores de São Luís mostrou que eles não estão preparados para aceitar o questionamento crítico e buscar o debate com argumentos democráticos.

Os manifestantes têm dos os direitos

Suspensão da Sessão foi um ato antidemocrático...

Suspensão da Sessão foi um ato antidemocrático…

assegurados – desde que não pratiquem o vandalismo e o desrespeito ao patrimônio público -, de se manifestar, coisa que ficou bem visível nas cenas que mostram vereadores desequilibrados e sem condições psicológicas para aceitar o contraditório e as reivindicações que precisam ser atendidas pelos que se dizem representantes do povo.

Suspender a Sessão porque um manifestante, da galeria, apresentava cartazes que não coadunavam com a linha de pensamento “arcaico” dos vereadores, mostrou que a Câmara de Vereadores de São Luís é uma casa que está bem longe de ser democrática.

O uso da força, para expulsar os manifestantes da Câmara de Vereadores, culminou no esfaqueamento de um jovem.

O certo é que os manifestantes sofreram do poder de autoridade, quando os parlamentares deveriam mensurar que não passam de empregados do povo e para o povo!!!

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Holanda Junior: está na hora de deixar de brincar de fazer saúde pública!!!

Publicado em   07/ago/2013
por  Caio Hostilio

O prefeito de fato Flávio Dino e o de direito Holandinha

O prefeito de fato Flávio Dino e o de direito Holandinha

Prefeito Edivaldo Holanda Junior, Vossa Excelência tem por obrigação respeitar os ludovicenses, haja vista que você é empregado do povo e para o povo.

A situação no Socorrão I já é caso para que os Direitos Humanos tomasse as providências cabíveis, visto que o desrespeito a vida humana e, principalmente, na preservação dos conceitos democráticos, além do trato escravista adotado pelo atual diretor daquela unidade.

Sabe-se que os Direitos Humanos só luta pelos “maus tratos” aos presidiários, mesmo que esses tenham mandando para o Socorrão I diversas pessoas baleadas e esfaqueadas, que ainda tem que sofrer o martírio dos maus tratos nos corredores da morte dessa unidade hospitalar, rezando para que a morte chegue logo.

O relato recebido por mim via facebook, de uma enfermeira (que não irei identificar), mostra claramente o tratamento dispensado naquela unidade de saúde e a brincadeira de fazer saúde pública.

As palavras relacionadas a vida particular do diretor do Socorrão I cobrir todas, haja vista que não é de interesse da coletividade a vida pessoal de ninguém, mas as que estão relacionadas aos serviços prestados seguem abaixo, para que Vossa Excelência, Edivaldo Holanda Junior, mensure e possa ver que não se trata de manter alguém por meros caprichos políticos, mas que é preciso respeitar os seres humanos!!!

socorrão

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Como falei em 2011: A oposição ficou órfã de um líder!!!

Publicado em   07/ago/2013
por  Caio Hostilio

dinoze3Alguma coisa mudou das gestões de Jackson Lago para as atuais gestões em São Luís? Não!!! Contudo, observa-se que os ludovicenses confiavam em Jackson Lago, mesmo com suas gestões de regular a ruim, quando passou o bastão para Tadeu Palácio.

Jackson Lago sabia que não era o candidato preferido de José Reinaldo em 2006, porém o que lhe deu a passagem para o segundo turno foi sua capacidade de liderança no campo das oposições.

É nítido que a “oposição” do Maranhão é esfacelada depois da morte do Dr. Jackson Lago. Engana-se que pense que Flávio Dino substituiu Jackson Lago… Flávio Dino não tem apoio de vários seguimentos das oposições, além de trazer para o seu lado figuras viciadas da dita oligarquia, que agora fecham os olhos para o passado e querem posar de oposicionistas ferrenhos… Mas cadê os seguidores de Jackson Lago nessa luta? Sumiram todos!!!

Para recordar o que disse em 06 de abril de 2011, “A oposição está órfã de líder”, leia o texto abaixo e mensure se o digo não é verdade!!!

jackbiografia1Com a morte de Jackson Lago a oposição maranhense fica órfã de líder.

A oposição maranhense sempre teve Jackson Lago como maior líder, cujo alcance nunca foi sequer ameaçado ou que aparecesse outra figura com o seu histórico.

Com certeza a oposição começará a encontrar dificuldades na sua administração no que se refere à representação política. O desfalque é considerável. Pra completar, seus principais aliados não conseguiram se reeleger ou eleger.

Flávio Dino, apesar de ser um homem de perspectivas eleitorais, mesmo iniciando muito tarde na política, está sem comando e não é aceito por vários seguimentos da oposição. Como prova disso foi sua atitude nas eleições de 2010, cujo principal foco foi o de atacar a candidatura do líder Jackson Lago.

Falam do prefeito de Porto Franco, Deoclides Macedo. Esse seria um bom líder, mas lhe faltam visibilidade e aceitação por parte da maioria esmagadora da oposição.

A liderança de José Reinaldo – ex-sarneysista por mais de 40 anos – mantém apenas sua liderança forçada no PSB, partido dos Tavares. Jamais terá cacife para substituir politicamente e ideologicamente Jackson Lago.

Domingos Dutra, por sua vez, sempre manteve sua postura antisarney, contudo não tem capacidade de aglutinação e posição de liderança.

Os novatos, tais como Rubens Junior, o próprio Flávio Dino e outros que se intitulam oposicionistas, sempre viveram nababescamente à custa da tal oligarquia. Com isso, não possuem histórico que possa levá-los a substituir Jackson Lago.

Jackson Lago tinha um grupo fechado e todos o tinham como um oposicionista histórico e pedetista convicto.

Durante as últimas duas décadas, Jackson Lago exerceu reconhecida liderança política em São Luís, onde governou por três vezes e fez seus sucessores. Isso lhe deu força política e liderança nas oposições.

Independente de governo ou oposição, Jackson Lago deixará uma lacuna muito grande na política maranhense, principalmente para a oposição, que ficou órfã de seu líder.

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Esse papo é antigo!!! “Quem está no poder envelheceu. O novo somos nós”, diz Aécio Neves

Publicado em   07/ago/2013
por  Caio Hostilio

Será que o senador Aécio Neves viu outra manifestação? Só pode, haja vista que a maioria esmagadora dos manifestantes não acredita em partidos políticos. Por outro lado, o senador estaria esquecendo-se das privatizações malucas efetuadas pelos tucanos e, principalmente, o escândalo dos trens do metrô de São Paulo, cujo mentor intelectual da máfia é o PSDB? Ora bolas!!! O maior exemplo de “Novo e Mudança”, isso com o rabo bem sujo, é a atual gestão de São Luís!!

Com informações do Paulo de Tarso   

20130806220514981261aNa primeira reunião do diretório nacional após as manifestações de ruas em junho, o PSDB tenta aproveitar o vácuo de credibilidade na classe política e emplacar o discurso de que o partido é a alternativa ao modelo implantado pelo PT. “Quem está no poder envelheceu, o novo somos nós”, disse o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), na presença dos presidentes dos 27 diretórios estaduais, reunidos ontem em Brasília. “O PSDB é a principal opção ao que está aí. O PT fez muito mal ao país”, continuou.
Aécio ressaltou que apresentar concorrentes para disputar o Planalto é fácil, o desafio é ter uma campanha com propostas para apresentar à população. “Estou com o couro duro, pronto para a pancadaria”, assegurou. Na entrevista que concedeu logo após a reunião do diretório, ele reafirmou a disposição para o embate. “Não vou generalizar, mas setores do PT estão dispostos a tudo para continuar no poder”, acrescentou.

O senador tucano lembrou as manifestações que tomaram conta do país em junho, e que continuam deixando alguns governadores, como Sérgio Cabral (PMDB-RJ) e Geraldo Alckmin (PSDB-SP), em situação desconfortável. “Ao que parece, algumas pessoas no Palácio do Planalto não entenderam o recado das ruas. As pessoas querem mais qualidade no gasto público, mais transparência, mais ética na política”, reforçou.

Mas desde quando o PSDB tem moral para cobrar isso de alguém?

Aparece cada figura nesse país querendo dá uma de salvador da pátria!!!

  Publicado em: Governo

Holanda faz vistas grossas para o desserviço da SMTT

Publicado em   07/ago/2013
por  Caio Hostilio

Fabiola_AguiarConversando com um defensor da gestão pífia de Edivaldo Holanda Junior, Ele disse-me que a SMTT está trabalhando sim, que bastava ver os carros que foram comprados…

Realmente foram comprados veículos para a SMTT, porém é preciso dizer com qual objetivo. Pelo visto para transportar os agentes de transito com seus talonários de multas e, com isso, voltar com todos preenchidos, ou seja, cumprir a meta de multas aplicadas.

Mas o que esses carros poderiam ajudar na mobilidade urbana, no transporte coletivo e no controle do transito? Nada!!!

Por acaso esses veículos servirão para transportar as pessoas que andam pelas calçadas esburacadas e para os deficientes físicos? Não!!!

Seria possível que esses veículos substituiriam os ônibus (latas velhas) que trafegam pelas vias esburacadas de São Luís, dando, com isso, maior conforto para o usuário? Também Não!!!

Então é para controlar o transito de São Luís? Com certeza não!!! O uso desses veículos é para que os agentes de transito cumpram suas metas de multa… Sabem quantos veículos desses são vistos na Avenida Litorânea nos finais de semana? Acho que todos!!! Se apenas o pára-choque ficar sobre uma faixa amarela, o proprietário quando chega ver de imediato, no seu pára-brisa uma multa.

Educação no transito? Isso não existe… Os agentes são treinados para multar!!!

  Publicado em: Governo

Mídia Ninja: “É preciso oxigenar a velha mídia”

Publicado em   07/ago/2013
por  Caio Hostilio

Idealizadores de grupo que transmite ao vivo manifestações de rua dizem tomar lado em defesa da democracia, criticam “falsa imparcialidade” de veículos tradicionais e cobram participação social

Congresso em Foco

torturra_capile“A gente faz jornalismo sim e acho até curioso as pessoas questionarem”. Foi com essa explicação que o jornalista Bruno Torturra, em entrevista ao programa da TV Cultura, Roda Viva, na noite de ontem (segunda-feira, 5), iniciou o debate sobre o que é e o que pretende o grupo Mídia Ninja – sigla para Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação -, famoso após transmitir ao vivo pela internet diversas manifestações, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Torturra e o produtor cultural Pablo Capilé, idealizadores do grupo, enfrentaram a bancada de seis jornalistas para explicar o que pensam, como se sustentam, a quem são ligados e quais são os planos para o futuro do coletivo. De acordo com os “ninjas”, o jornalismo praticado pelo grupo é feito com ativismo, ao contrário da imprensa tradicional, que, segundo eles, é parcial e ainda não entendeu a lógica da internet. “A nova objetividade [da imprensa] vem da transparência clara do que pensa e como a informação é produzida. A grande mídia nem sempre é transparente. Nós somos transparentes até nos nossos erros. Não editamos nada, é tudo em tempo real”, disse Torturra. E qual a receita para ser um mídia ninja? Capilé resumiu: “Disposição, um celular na mão e um recarregador de bateria”.

Participaram do programa como entrevistadores Suzana Singer, ombudsman da Folha de S. Paulo, Alberto Dines, editor do site e do programa Observatório da Imprensa, Eugênio Bucci, colunista do jornal  O Estado de S. Paulo e da revista Época, Wilson Moherdaui, diretor da revista Telecom, e Caio Túlio Costa, professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e consultor de mídia digital. O programa foi conduzido por Mário Sergio Conti e contou com a participação fixa do cartunista Paulo Caruso.

Confira o programa:

O que é o Mídia Ninja, o que faz e como se mantém

Torturra: É uma rede de jornalismo independente que já começou há muito mais tempo do que as pessoas imaginam, fruto de um processo muito mais longo de conexão de coletivos culturais no país inteiro ao longo de dez anos. A gente faz jornalismo, sim, e eu acho até curioso haver uma dúvida se o que a gente faz é ou não jornalismo. Acho que dá para discutir que tipo de jornalismo a gente faz, dá para discutir a qualidade e a relevância dele, mas acho que o fato de ser um grupo organizar como um veículo, de ter uma dedicação diária e de transmitir informação da maneira mais crua, mais honesta, da maneira mais abrangente possível dentro das nossas limitações, acredito que é jornalismo sim.

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  Publicado em: Governo

Vamos as verdades da auditória do MS no Socorrão I…

Publicado em   07/ago/2013
por  Caio Hostilio

Prefeito-Edivaldo-Holanda-Júnior-e-o-diretor-do-Socorrão-I-Yglésio-MoysesO diretor do Socorrão I disse que a unidade que dirige – conforme auditoria do Ministério da Saúde -, obteve grandes melhorias, coisa que duvidei em matéria, pedindo que o diretor mostrasse o relatório, como não poderia trazer à tona as verdades, então eu mostro o resultado (parte importantes) do relatório de auditória do Ministério da Saúde, que mostra o quanto querem enganar o povo!!!

Primeiramente, vamos mostrar as fotos que constam do relatório do Ministério da Saúde… Vejam a saúde pública oferecida pela Prefeitura de São Luís- O “Novo e a Mudança”

socorrão IsocorrãoMS/SGEP/Departamento Nacional de Auditoria do SUS

Auditoria Nº 13029

Relatório

Unidade: HOSPITAL MUNICIPAL DJALMA MARQUES SOCORRAO I – Programa de Urgência/Emergência Município: SAO LUIS-MA 1/26

SNA – Sistema Nacional de Auditoria do SUS

MS/SGEP/Departamento Nacional de Auditoria do SUS

Relatório

Entidade Responsável: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAUDE DE SAO LUIS

CPF/CNPJ: 05760293000129

Município: SAO LUIS-MA

Fase(s):

Tipo Início Término

Analítica 25/03/2013 05/04/2013

Analítica 25/03/2013 05/04/2013

Analítica 25/03/2013 05/04/2013

Execução – In loco 07/04/2013 20/04/2013

Relatório 22/04/2013 10/05/2013

Relatório 22/04/2013 10/05/2013

Relatório 22/04/2013 10/05/2013

Unidade Visitada: HOSPITAL MUNICIPAL DJALMA MARQUES SOCORRAO I

CPF/CNPJ: 07008865000143

Programa: Programa de Urgência/Emergência

Município: SAO LUIS-MA

Demandante: Ministério Público Estadual Forma: Direta

Objeto: MAC|Lim.Fin|TETO MUNICIPAL MÉDIA E ALTA COMPLEX. AMBULAT. E HOSPITALAR

II – IDENTIFICAÇÃO DOS DIRIGENTES

YGLESIO LUCIANO MOYSES SILVA DE SOUZA

Cargo: DIRETOR GERAL

Exercício: Desde 07/01/2013

DULCIMAR OLIVEIRA MACIEL

Cargo: DIRETORA TÉCNICA

Exercício: Desde 02/01/2013

LUIS MARCELO VIEIRA ROSA

Cargo: DIRETOR ADMINISTRATIVO FINANCEIRO

Exercício: Desde 04/01/2013

VINICIUS JOSE DA SILVA NINA

Cargo: SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SAÚDE

Exercício: Desde 02/01/2013

Relatório

Conselho Regional de Medicina e Sindicato dos Médicos do Maranhão, que versam sobre o descaso no atendimento de saúde prestado aos pacientes, colocando em risco a vida e dignidade dos pacientes e a integridade física e laboral dos profissionais de saúde.O período de abrangência programado para a ação foi o exercício de 2012, entretanto, a equipe selecionou para análise por amostragem a documentação de atendimento como as AIHs/Prontuários correspondentes aos meses de janeiro e fevereiro de 2013, objetivando alcançar maior proximidade com o período da verificação in loco.

FASE OPERATIVA

-apresentação da equipe à Diretoria do Hospital Municipal Djalma Marques para explanação dos trabalhos, em

08/04/2013, às 9h00min;

-visita às instalações do Hospital Municipal Djalma Marques nos serviços de Acolhimento, Urgência/Emergência, Pequenas Cirurgias, Unidade de Internação, Unidade de Terapia Intensiva, Centro Cirúrgico, Centro de Material e Esterilização, Radiologia, Tomografia Computadorizada, Ultrassonografia, Laboratório de Análises Clínicas, Farmácia

Hospitalar, Nutrição e Dietética, Lavanderia, de 09 a 11/04/2013;

-entrevista com pacientes internados em macas, em 11/04/2013, das 14h00 min às 6:00h00min;

-entrevista com o Diretor Geral, Diretor Técnico e Chefe Geral de Enfermagem, em 11/04/2013, 15h30min;

-análise da documentação de atendimentos de AIHs/prontuários referentes ao período de janeiro a março/2013.

V – CONSTATAÇÕES

Tópico: ATENDIMENTO PRESTADO

Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: 253861

SubGrupo: Assistência Hospitalar/Ambulatorial

Item: Acesso/Atendimento à Demanda

Constatação: O Hospital Municipal Djalma Marques – Socorrão I está habilitado para atendimento em Urgência e Emergência Tipo II e recebe clientela por demanda espontânea e referenciada.

Evidência: O Hospital Municipal Djalma Marques – Socorrão I está habilitado para atendimento em Urgência e Emergência Tipo II e recebe clientela por demanda espontânea e referenciada.

SISAUD/SUS Criado em:05/07/2013 Página: 4/26 Auditoria Nº 13029

4/26 Acesso 482321

Atividade homologada e encerrada em: 05/07/2013 por: Isa Maria Bezerra de Queiroz

Acessado em: 07/08/2013 03:14:10

Evidência: O Hospital Municipal Djalma Marques – Socorrão I é uma autarquia da Prefeitura Municipal de São Luís e está qualificado como Hospital Geral com Atendimento às Urgências e Emergências de Tipo II. Recebe recursos do Ministério da Saúde, conforme previsto na Portaria GM/MS nº 2.395, de 11/10/2011 como incentivo de custeio mensal no valor de R$ 100.000,00 para viabilizar a qualificação da assistência nas Portas de Entrada e R$ 87.000,00 para a qualificação de 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva. Esses recursos são repassados do Fundo Nacional de Saúde ao Fundo Municipal de Saúde de São Luís, conforme verificado nos repasses feitos pelo Fundo Nacional de Saúde para o município. Em entrevista com a equipe de auditoria o Diretor Geral do Hospital informou que o município repassa todos esses recursos para uma conta específica do hospital, assim como os recursos resultantes de toda a produção SIA e SIH aprovada.

Fonte da Evidência: Termo de Declaração do Diretor Geral do Hospital, de 11/04/2013 e Extrato do Fundo Nacional de Saúde.

Conformidade: Conforme

Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: 254874

SubGrupo: Assistência Hospitalar/Ambulatorial

Item: Recursos Humanos

Constatação: O número de anestesistas disponíveis não é suficiente para dar cobertura às cirurgias realizadas, com consequente execução de atos anestésicos simultâneos em pacientes distintos.

Fonte da Evidência: Visita Hospitalar no período de 09 a 11/04/2013 e Termo de Declaração do Diretor Geral.

Conformidade: Não Conforme

Justificativa: YGLÉSIO LUCIANO MOYSÉS SILVA DE SOUZA, DIRETOR GERAL DO HOSPITAL MUNICIPAL

DJALMA MARQUES- Embora o Contrato Nª 23/2011/HMDM, de 01/05/2011, celebrado com o Serviço de Anestesiologia de Urgência do Maranhão – SAUM, CNPJ 05.830.727/0001-10, com Termo Aditivo ao

Contrato vigente até 01/05/2012 não defina o quantitativo de anestesistas a ser disponibilizado para os serviços neste hospital, a cobrança de 02 (dois) profissionais por plantão sempre existiu, bem como a alegação por parte da Contratada, de haver número insuficiente de especialistas na área, para cobrir a demanda na capital. Em virtude do Contrato estar finalizado e a licitação para contratação de nova empresa ter tido o 1º pregão deserto, no momento aguardamos nova licitação, que deverá acontecer nos próximos dias, visando a qualidade da assistência e o cumprimento da Resolução Nº 1802 do Conselho Federal de Medicina, de 20/12/2006.

Análise da Justificativa: Nas justificativas apresentadas o notificado confirma o constatado pela equipe de auditoria e informa que a solução do poblema está na dependência de licitação de empresa para prestação de serviços de anestesia.

O último contrato teve vigência até 01/05/2012 e desde então o hospial não apresentou solução para a falta de anestesistas.

Acatamento da Justificativa: Não

SNA – Sistema Nacional de Auditoria do SUS

MS/SGEP/Departamento Nacional de Auditoria do SUS

Relatório

… para os pacientes em sala própria denominada “Sala de Prescrição“, cujas medicações/orientações são padronizadas e impressas, cabendo ao médico apontar o que será usado no paciente (Plano Terapêutico), não constando nos prontuários os relatos justificando a inclusão ou suspensão de algum medicamento ou procedimento.

Fonte da Evidência: Prontuários referentes ao mês de janeiro/2013.

Conformidade: Não Conforme

Justificativa: YGLÉSIO LUCIANO MOYSÉS SILVA DE SOUZA, DIRETOR GERAL DO HOSPITAL MUNICIPAL

DJALMA MARQUES

A diretoria deste hospital não tem poupado esforços no sentido de melhorar o registro das informações nos prontuários. O profissional médico é o mais relutante, alegando falta de tempo, pelo número excessivo de pacientes. Muitos ainda não entenderam a importância do prontuário não só para o paciente, como para quem o assiste, para a instituição de saúde, para o ensino, para a pesquisa e para a defesa legal, sem contar que para serem cobrados, procedimentos e exames devem estar devidamente informados, assinados e carimbados. Ressaltamos que estamos em fase de implantação do prontuário eletrônico de pacientes. Em anexo, cópia do Memo. Circ. nº 009/2013 GDT/HMDM, de 03/05/2013.

Análise da Justificativa: A justificativa apresentada confirma as não conformidades encontradas pela equipe de auditoria. Ressaltamos que o prontuário eletrônico diminui o fluxo de papel e facilita o acesso pela equipe assistencial, entretanto, as informações contidas nele estão na dependência dos registros dos profissionais.

Acatamento da Justificativa: Não

Responsável: DULCIMAR OLIVEIRA MACIEL CPF: 444.641.343-00

YGLESIO LUCIANO MOYSES SILVA DE SOUZA CPF: 832.461.003-06

Recomendação: Cumprir o art. 1º e 5º da Resolução CFM nº 1638, de 09 de agosto de 2002, que tratam das informações obrigatórias que devem constar no prontuário do paciente.

Item: Documentação/Prontuários

Constatação: Os espelhos das AIHs e laudos de solicitação de internação são anexados aos prontuários.

Evidência: Nos 46 prontuários analisados de pacientes que estiveram internados em janeiro de 2013 nas clínicas cirúrgicas adulto, cirúrgica pediátrica, cardiológica, médica, neurológica, neurocirúrgica e UTI, verificamos que todos estavam com o espelho da AIH e Laudo de Solicitação de Internação autorizados pelo gestor local, anexados ao prontuário, em conformidade com o Manual Técnico Operacional do Sistema de Informação

Hospitalar e Ambulatorial, versão 2012.

Fonte da Evidência: AIHs/Prontuários referentes a janeiro de 2013.

Conformidade: Conforme

Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: 256366

SubGrupo: Assistência Hospitalar/Ambulatorial

Item: Acesso/Atendimento à Demanda

Constatação: O Hospital possui portas de entrada diferenciadas para receber os pacientes de acordo com a gravidade do caso.

Evidência: Durante a visita hospitalar verificamos que o hospital possui duas portas de entrada e faz classificação de risco, em conformidade com o capítulo III, item 2.4.7 da Portaria GM/MS nº 2048, de 05 de novembro de 2002: uma para receber os pacientes mais graves, geralmente vítimas de traumas, que chegam trazidos de ambulância ou veículos particulares e são levados diretamente para a sala vermelha para estabilização que é feita por um médico exclusivo desse setor. A outra porta de entrada é por onde são recebidos os pacientes menos graves e onde é feita a classificação de risco para posterior atendimento pelos médicos, que também são específicos dessa área. O tempo de espera para atendimento desses pacientes menos graves, entre o horário de chegada nesse setor, classificação de risco e o atendimento médico é de aproximadamente 30 a 40 minutos.

Fonte da Evidência: Visita Hospitalar no período de 09 a 11/04/2013.

Conformidade: Conforme

Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: 256367

SubGrupo: Assistência Hospitalar/Ambulatorial

Item: Normas/Rotinas/Protocolos/Comissões Internas

Constatação: As Portas de Entrada do Hospital não estão adequadas aos critérios estabelecidos para sua qualificação como Hospital Geral em Atendimento de Urgência e Emergência Tipo II.

SNA – Sistema Nacional de Auditoria do SUS

MS/SGEP/Departamento Nacional de Auditoria do SUS

Relatório

Evidência: Em visita ao setor de entrada das emergências do hospital verificamos que os critérios estabelecidos nos itens I e II do artigo 10 da Portaria GM/MS nº 2.395, de 11/10/2011 não são cumpridos:

-o acolhimento não orienta os pacientes quanto ao serviço de referência para atendimento, ou acompanhamento quando o caso clínico do paciente não está compatível com o perfil do hospital. O profissional que fazia a classificação de risco, no momento da nossa visita, se limitou a informar ao paciente que estava sendo atendido, que o caso dele não era para ser tratado naquele hospital, não orientando para qual estabelecimento de saúde deveria se dirigir para receber o atendimento;

-a classificação de risco, apesar de realizada, perde a sua finalidade em função do excesso de pacientes e falta de vagas. Encontramos no mesmo ambiente pacientes graves até mesmo entubados, com pacientes não graves e até pacientes que estão apenas em observação.

Fonte da Evidência: Visita Hospitalar no período de 09 a 11/04/2013.

Conformidade: Não Conforme

Justificativa: YGLÉSIO LUCIANO MOYSÉS SILVA DE SOUZA, DIRETOR GERAL DO HOSPITAL MUNICIPAL

DJALMA MARQUES

A partir de março/2013, a Classificação de Risco deste hospital passou a ser implementada, com a capacitação dos enfermeiros recém admitidos, com a utilização de material informativo para a clientela e com a readequação da recepção. O encaminhamento de pacientes com quadro clínico não compatível com o perfil do hospital é sempre muito difícil, por não termos a garantia de que serão realmente atendidos em outro serviço, à exceção do Serviço de Pronto Atendimento – SPA/HMDM, que funciona em prédio próximo. Os portadores de patologias crônicas que não conseguem vagas para internação em outras unidades, acabam superlotando o Eixo Vermelho, as enfermarias e os nossos corredores, motivo pelo qual são encontrados em um mesmo ambiente, pacientes graves e até os que precisam apenas de observação.

Em anexo, cópia do impresso para encaminhamento utilizado pela Classificação de Risco.

Análise da Justificativa: As informações apresentadas não justificam o não cumprimento dos critérios estabelecidos para as Portas de Entrada de Hospitais Gerais habilitados para Atendimento em Urgência e Emergência Tipo II.

Acatamento da Justificativa: Não

Responsável: DULCIMAR OLIVEIRA MACIEL CPF: 444.641.343-00

YGLESIO LUCIANO MOYSES SILVA DE SOUZA CPF: 832.461.003-06

Recomendação: Cumprir os critérios estabelecidos nos itens I e II do artigo 10 da Portaria GM/MS nº 2.395, de

11/10/2011: As Portas de Entrada Hospitalares de Urgência serão consideradas qualificadas ao se adequarem aos seguintes critérios:

I – estabelecimento e adoção de protocolos de classificação de risco, protocolos clínico-assistenciais e de procedimentos administrativos no hospital;

II – implantação de processo de Acolhimento com Classificação de Risco, em ambiente específico, identificando o paciente segundo o grau de sofrimento ou de agravos à saúde e de risco de morte, priorizando-se aqueles que necessitem de tratamento imediato.

Destinatários da Recomendação: HOSPITAL MUN DJALMA MARQUES CNPJ: 07.008.865/0001-43

Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: 258589

SubGrupo: Assistência Hospitalar

Item: Acesso/Atendimento à Demanda

Constatação: Falta de leitos de retaguarda para internação de pacientes que apresentam quadro clínico incompatível com o perfil do estabelecimento hospitalar.

Evidência: Em visita aos setores do hospital verificamos que todos os leitos da UTI estavam ocupados, assim como os leitos das enfermarias cadastrados. Tanto as enfermarias, quanto as salas vermelha e amarela encontravam-se com pacientes graves internados, em número acima da capacidade instalada. Evidenciamos ainda 71 pacientes internados em macas nos corredores, vide foto 09, anexo 01; um paciente em uso de medicação endovenosa sentado em uma escadaria no corredor, vide foto 11, anexo 01; 20 pacientes internados na sala de observação, sendo 05 em macas; 03 pacientes internados em uma das salas de administração de medicação e 01 paciente em coma internado em uma das salas do centro cirúrgico.

Misturam-se pacientes graves e não graves pacientes em pré-operatório e pós-operatório, pacientes com doenças infecciosas e contagiosas como tuberculose, AIDS e sepsis, com pacientes não infectados, pacientes crônicos com pacientes em observação. O mau cheiro está em todos os ambientes em função dos pés diabéticos em necrose. Misturam-se homens e mulheres no mesmo ambiente. Não há privacidade para os curativos e higiene pessoal. O ambiente não propicia um exame clínico satisfatório. Há risco iminente de disseminação de infecção, risco de troca de medicamentos pela enfermagem, risco de troca de exames, risco para a saúde e integridade física dos profissionais de saúde. O desconforto para os pacientes e acompanhantes é imensurável, principalmente para aqueles que estão nas macas nos corredores de circulação, onde também transitam visitantes e trabalhadores do hospital.

Fonte da Evidência: Visita Hospitalar no período de 09 a 11/04/2013.

Conformidade: Não Conforme

HOSPITAL MUNICIPAL DJALMA MARQUES

Em relação aos medicamentos citados como comprados por pacientes, o Marevam 5mg já se encontra em estoque, quanto ao Clexane 60 mg, não constava na lista de padronizados pela Assistência Farmacêutica/SEMUS, que está sendo atualizada, devendo incluí-lo. Em anexo, cópia do Memo. Nº 075/13 da Divisão de Farmácia/HMDM.

As roupas hospitalares (lap cirúrgico, roupa privativa e lençol) estão sendo adquiridas através de processo licitatório (Nº 534/13).

O bebedouro que é utilizado por pacientes e acompanhantes (Tombo 9104) foi encaminhado para manutenção corretiva.

Análise da Justificativa: A manifestação confirma a existência da desconformidade, demonstrando a intenção de adotar providências para corrigi-la, entretanto a mesma permanece.

Acatamento da Justificativa: Não

Evidência: Na visita aos setores do hospital ficaram constatadas não conformidades que contrariam os parâmetros estabelecidos na RDC/ANVISA nº 50, de 21 de fevereiro de 2002 e alterações contidas na RDC/ANVISA nº

307, de 14 de novembro de 2002 e RDC/ANVISA nº 189, de 18 de julho de 2003, conforme descrito a seguir:

– inexistência de dimensões adequadas, higienização e conservação nos espaços disponibilizados para a assistência à saúde como: enfermarias, sala de observação, salas de exames/curativos;

– portas, paredes, pisos e ralos estão quebrados, vide fotos 5 e 10, anexo 01;

– a distância entre os leitos nas enfermarias é menor que um metro.

– os postos de enfermagem possuem menos de 6m² e as salas de exames/curativos menos de 7,5 m² vide foto 7, anexo 01;

– os ambientes não estão climatizados e os pacientes necessitam levar seus ventiladores;

– os banheiros disponíveis, além de péssimas condições de conservação e limpeza, servem aos pacientes e acompanhantes e, os pacientes internados nos corredores que também utilizam os banheiros das enfermarias, independentemente do sexo, vide fotos 6 e 12, anexo 01;

– das sete salas de cirurgias do centro cirúrgico duas estavam desativadas por insuficiência de equipamentos e pessoal e uma estava com paciente internado usando o respirador da cirurgia;

– as torneiras do lavabo para escovação não são apropriadas isto é, não têm os 22 cm necessários para manuseio por cotovelo ou dispositivo com pedal para o uso seguro. As portas das salas de cirurgia estão quebradas;

– a sala de recuperação do centro cirúrgico encontrava-se com o aparelho de ar condicionado sem funcionar por falta de manutenção;

– vários equipamentos hospitalares, inclusive para manutenção da vida como bomba de infusão, monitores cardíacos e carro de parada cardiorrespiratória estavam sem funcionar por falta de manutenção.

Fonte da Evidência: Visita Hospitalar no período de 09 a 11/04/2013.

Conformidade: Não Conforme

Recomendação: Adequar os ambientes internos do hospital e garantir a manutenção e aquisição dos equipamentos hospitalares necessários ao atendimento dos pacientes, em conformidade com o definido na Parte II,

Item 3 da RDC/ANVISA nº 307, de 14 de novembro de 2002 e RDC/ANVISA nº 189, de 18 de julho de 2003, que tratam do dimensionamento, quantificação e instalações dos ambientes hospitalares.

Constatação: Na Central de Esterilização de Materiais o quantitativo de autoclaves disponíveis é insuficiente para a demanda.

Evidência: Na Central de Esterilização de Materiais o processo de limpeza, lavagem e desinfecção dos materiais é pelo método manual, em tanques, sendo utilizados detergentes neutros e enzimáticos, não havendo a lavadora termodesinfectadora e/ou as ultrassônicas. Esses equipamentos garantem um padrão de limpeza qualificado e diminuem a exposição dos profissionais aos riscos ocupacionais, geralmente decorrentes de acidentes com materiais perfuro cortantes.

A área de esterilização está equipada com três autoclaves de grande porte, entretanto, uma se encontra sem funcionar há mais de um ano, caracterizando inexistência de manutenção e quantitativo de autoclaves insuficiente para atendimento da demanda.

Evidência: Na visita realizada no Serviço de Nutrição e Dietética evidenciamos na área da cozinha pias, paredes e piso não higienizados e os azulejos das paredes que acoplam as torneiras, danificados. Não há organização e protocolos para higienização adequada.

Os locais de apoio para as vasilhas utilizadas para servir as refeições dos funcionários e acompanhantes apresentavam-se danificados. Inexistência de área própria para preparo de alimentos e corte de carnes, para recepção lavagem e guarda de louças, bandejas, panelas, talheres e de carrinhos, vide fotos 1, 2, 3 e 4, anexo 01;

Todas as atividades são desenvolvidas em ambiente único, em desacordo com definido no item 2 do anexo da Resolução-RDC nº 216, de 15/09/2004 e no Capítulo 3-Dimensionamento, Quantificações e Instalações Prediais dos Ambientes Parte II; Capítulo 5-Condições Ambientais de Conforto, 6- Condições Ambientais de Controle de Infecção, Parte II da RDC nº 50/2002.

Fonte da Evidência: Visita Hospitalar no período de 09 a 11/04/2013.

Conformidade: Não Conforme

Constatação: O hospital possui aparelhos de RX sem funcionar por falta de manutenção.

Evidência: Na visita ao setor de radiologia verificamos a existência de dois aparelhos de Raios X fixos, sendo um de 500 mA e outro de 300 mA e 02 aparelhos móveis de 100 mA. O aparelho de Raios X fixo de 300 mA e o aparelho de Raios X móvel, que normalmente atende a UTI não estão funcionando. Localizamos esse aparelho parado em um dos corredores de circulação, vide foto 8, anexo 01.

De acordo com o Diretor Geral do hospital, o serviço de radiologia é terceirizado para o provimento de insumos, manutenção e profissionais radiologistas, entretanto, o contrato de prestação de serviços expirou a vigência desde outubro de 2012 e não foi celebrado um novo contrato.

Fonte da Evidência: Visita Hospitalar no período de 09 a 11/04/2013 e Termo de Declaração do Diretor do Hospital.

Conformidade: Não Conforme

Evidência: Durante a visita ao setor de radiologia verificamos que os funcionários do setor não estavam fazendo uso do Dosímetro, em desacordo com a letra b, item 3.47, Capítulo 3 da Portaria Federal SVS n° 453, de 01 de junho de 1998, que estabelece todo indivíduo que trabalha com raios-x diagnósticos deve usar, durante sua jornada de trabalho e enquanto permanecer em área controlada, dosímetro individual de leitura indireta, trocado mensalmente. De acordo com responsável pelo setor, o dispositivo está em falta há dois meses.

Fonte da Evidência: Visita Hospitalar no período de 09 a 11/04/2013.

Conformidade: Não Conforme

Constatação: Na lavanderia hospitalar constatou-se o não funcionamento do equipamento calandra e inexistência de Equipamento de Proteção Individual-EPI para os trabalhadores.

Evidência: O Serviço de Lavanderia é próprio, mecanizado, localizado no andar térreo do prédio, sendo constituído de área suja e área limpa.

Na área suja onde ocorre o recebimento e lavagem da roupa, não há banheiro com vestiário para barreira física, balança para processo de pesagem e luvas de borracha para os funcionários, que estavam utilizando luvas de procedimentos. Área provida de carro plástico para transporte da roupa, três tanques, lavatório sem a torneira apropriada (comando que dispense o contato das mãos no fechamento da água), duas lavadoras, ambas, com duas portas de acesso para cada área (suja e limpa), reservatório de água fria e quente, extintor de incêndio.

Na área limpa evidenciamos duas centrífugas, três secadoras de grande porte e uma calandra, esta sem funcionar, por falta de manutenção (faltando a capa de proteção do rolo). A separação e dobragem da roupa assim como, o armazenamento são realizadas em ambiente único, na mesma área onde ocorre a secagem.

Depois de dobradas as roupas são guardadas em sacos plásticos e armazenadas em prateleiras localizadas no mesmo ambiente.

As não conformidades contrariam os parâmetros estabelecidos na RDC/ANVISA nº. 50, de 21/02/2002.

Ficou evidenciado que o quantitativo de roupas processadas e armazenadas para distribuição era reduzido, considerando a demanda de atendimento do estabelecimento hospitalar.

Fonte da Evidência: Visita Hospitalar no período de 09 a 11/04/2013.

Conformidade: Não Conforme

  Publicado em: Governo

Notícias

Publicado em   06/ago/2013
por  Caio Hostilio

Campanha alerta para o respeito a faixa de pedestres

_Foto-1Durante os dois primeiros dias de ação da campanha educativa do Detran-MA “No trânsito, todo mundo é pedestre da Semana do Pedestre,  educadores constataram que a maioria dos condutores não usam o cinto de segurança e  não respeitam a travessia do pedestre na faixa. Esta é a principal reclamação de quem precisa utilizar a faixa, como é o caso da babá Maria José Peixoto, que sempre leva as crianças que toma conta para a escola. “Os motoristas só param quando tem uma fiscalização ou algo que os obrigue a parar na faixa. Muitos deles até estacionam em cima da faixa e não respeitam o momento do pedestre passar”, enfatizou Maria José. A ação desta terça-feira (6) ocorreu nas faixas de pedestres, em frente à Escola Crescimento, e também em frente ao Centro Educacional Montessoriano Reino Infantil, ambas localizadas no bairro Renascença. O mascote do Detran-MA o boneco Sinalito esteve presente na ação junto com educadores do trânsito que distribuíram panfletos na forma de ventarolas para motoristas e pedestres, marcadores de texto para os alunos, sacolas de lixocar para os motoristas referentes à postura que o pedestre deve ter na travessia da faixa, os cuidados ao andar na calçada e na travessia onde não há faixa de pedestre. A Companhia de Policiamento Rodoviário Independente da Policia Militar do Maranhão e agentes de trânsito da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte também estiveram no local apoiando a ação. Nesta quarta- feira (7), pela manhã a partir das 7h, a ação ocorrerá em frente ao Sistema Educacional Master no bairro Filipinho e a tarde, a partir das 12h, na Escola General Artur Carvalho, no bairro de Fátima.

Prefeitura promove Semana Municipal do Aleitamento Materno

FOTO SAUDE II 028A Prefeitura de São José de Ribamar, através da Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS), está promovendo a Semana Municipal de Aleitamento Materno, iniciativa que visa mostrar, através da mobilização dos profissionais da área, a importância do aleitamento materno para a saúde de mulheres e crianças do município.  As atividades tiveram início nesta última segunda-feira (05) com a realização de palestras educativas na Praça das Mães, localizada ao lado da Maternidade Municipal, na Sede de São José de Ribamar. “Nosso objetivo é repassar as mães e a família ribamarense em geral informações sobre a importância do aleitamento materno. Essa é a determinação do prefeito Gil Cutrim“, afirmou o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Valente, que proferiu a palestra.  A Semana tem como tema “Tão Importante quanto Amamentar seu bebê é ter alguém que escute você”. As atividades terão continuidade nesta terça-feira (06), na Praça da Vila Flamengo, na região das Vilas de Ribamar. Na quarta-feira (07), a programação será desenvolvida na Escola Municipal Liceu Ribamarense II, no Parque Jair. Na quinta-feira (08), será a vez dos moradores de Bom Jardim e Jussatuba, localidades situadas na zona rural da cidade. A programação educativa tem início sempre no período da tarde, a partir das 16h.

SINE IMPERATRIZ RETORNA AS ATIVIDADES

SINE ImperatrizEm solenidade realizada ontem (5), a Prefeitura de Imperatriz reabriu oficialmente a unidade municipal do Sistema Nacional de Emprego (SINE), criada por meio de convênio com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A primeira fase, de apenas dois anos, encerrou em novembro de 2012. De acordo com o diretor executivo do Sine Municipal, Arnaldo Júnior, o prefeito Sebastião Madeira, com apoio do deputado federal Weverton Rocha (PDT-MA), conseguiu celebrar novo convênio com o Ministério do Trabalho e Emprego. Ele explicou que devido à burocracia o órgão passou mais de seis meses fechado, mas que agora com a celebração de novo convênio o funcionamento do órgão será por um período de até cinco anos. “O deputado Weverton Rocha não mediu esforços para agilizar o processo de tramitação que reativou o funcionamento da unidade municipal do Sine em Imperatriz”, disse ele, que também relata a preocupação dos vereadores Fidelis Uchôa, Esmeradhson de Pinho e Marco Aurélio, que frequentemente solicitam informações sobre a reabertura do Sine Municipal. Arnaldo Júnior lembra que o objetivo do órgão é prestar serviços à comunidade que, atualmente, somente são oferecidos pelo Sine estadual e na Gerência Regional do Trabalho (GRT), tais como intermediar vagas de trabalho com mão-de-obra disponível no mercado, solicitação do seguro desemprego e, em breve, emissão da carteira de trabalho, em parceria com a Gerência Regional do Trabalho.

Hamilton Miranda destaca ações do deputado Chiquinho Escórcio em Imperatriz

vereadorO presidente da Câmara Municipal de Imperatriz, Hamilton Miranda de Andrade (PSD), subiu nessa terça-feira (6) a tribuna “Freitas Filho” para destacar ações do deputado federal Francisco Escórcio (PMDB-MA) em benefício do povo de Imperatriz e da região Tocantina. Ele destacou a instalação da superintendência do Banco do Brasil, em Imperatriz; a sala de imprensa jornalista Manoel Cecílio, na 10ª Delegacia Regional de Imperatriz (DRI) e recursos para compra de equipamentos da saúde pública de Imperatriz. “Gostaria que todos os deputados federais [e estaduais] fossem mais atuantes, assim como é o nosso deputado Chiquinho Escórcio”, reconhece. Também enfatizou o empenho do parlamentar que conseguiu, em parceria com uma fábrica de celulose, a doação de uma viatura de combate a incêndio ao 3º Grupamento de Bombeiros Militar, sediado em Imperatriz (3º GBM). Miranda assinala que esse tipo de iniciativa do deputado Chiquinho Escórcio contribui para melhoria da qualidade de vida da população de Imperatriz, bem como de vários municípios maranhenses. O presidente da Câmara de Vereadores assegurou que com o empenho do deputado Chiquinho Escórcio e do senador José Sarney será realizada a duplicação da travessia urbana de Imperatriz. “Essa obra vai sair porque tem a mão forte do presidente Sarney”, frisa. Hamilton Miranda classificou como um grande “calote eleitoral” aplicado por um deputado federal, que chegou a divulgar a maquete da duplicação, mas o projeto não saiu do papel. “O deputado Chiquinho Escórcio é determinado e corajoso, pois tem passado o recesso parlamentar [e até seu aniversário] na cidade de Imperatriz”, reitera.

  Publicado em: Governo

O inverso do Socorrão I!!! Equipe de cirurgiões do Hospital Geral participa de treinamento com simulador a laser

Publicado em   06/ago/2013
por  Caio Hostilio

Li no relato acima, que a médica usou um ambu para manter a respiração de um paciente grave no Socorrão I e até pacientes sendo operados – em cirurgias de tórax abertos -, nos corredores infectados… Imagino o índice de infecção hospitalar naquela unidade!!! Uma coisa é certa, esse desrespeito com a vida humana não é por falta de recursos, mas sim pelos os seus desvios!!!

Foto 1 - Treinamento no HTLA equipe de cirurgiões urológicos do Hospital Tarquínio Lopes Filho (Hospital Geral) foi submetida, na tarde desta terça-feira (6), a treinamento para aprender a operar o simulador a laser Green Ligth. O aparelho é usado no tratamento cirúrgico da hiperplasia prostática (também conhecida como aumento da próstata), uma doença benigna, mas que necessita de intervenção cirúrgica.

O Green Light é uma técnica com laser utilizada para se operar hiperplasia prostática praticamente sem complicações nem efeitos colaterais. Com a técnica quase não há sangramento e o paciente não precisa ficar internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Trata-se de um procedimento moderno, com aplicação de laser, o que permite a eletrovaporização da próstata.

As vantagens do uso do aparelho em comparação com a cirurgia mais convencional, a de Ressecção Transuretal da Próstata (RTUP), são inúmeras. “A principal é o tempo de permanência do paciente no hospital. Enquanto na cirurgia convencional o paciente fica entre cinco e sete dias internado, se o procedimento for feito com o laser este tempo cai para um dia”, diz o urologista Lúcio Paiva, do Hospital Tarquínio Lopes Filho.

Além destes benefícios, a intervenção cirúrgica por meio do uso do Geenligth proporciona alívio duradouro dos sintomas, melhora do fluxo urinário, rápido retorno às atividades normais e tem menos efeitos colaterais se comparado à RTUP.

De acordo com o diretor do Hospital Tarquínio Lopes Filho, Luiz Alfredo Guterres, a unidade de saúde está fazendo um estudo de viabilidade sobre a permanência do aparelho na casa. “Vamos fazer um levantamento de custo benefício no hospital para então decidirmos se o aparelho fica no hospital”, disse o médico.

Luiz Alfredo Guterres diz que de acordo com o último levantamento feito pelo hospital, existem cerca de 100 pacientes na fila de espera para serem submetidos à cirurgia de hiperplasia prostática. “É claro que com o possível uso do aparelho teremos ganhos, pois reduziremos drasticamente o tempo de internação no pós-operatório, liberando vagas”, salientou o diretor.

Doença

A hiperplasia prostática é o crescimento do tecido da próstata. As células desse tecido aumentam de tamanho e acabam impedindo a passagem da urina pela uretra. Esse crescimento faz com que os homens tenham dificuldade para urinar – acordando várias vezes à noite –, sangramento e infecção urinária.

O problema nada tem a ver com câncer, já que há casos de câncer em próstata normal, pequena. A doença pode ter origem no DNA e na alimentação (excesso de hormônios no frango, por exemplo). A prevenção deve ser feita a partir dos 40/45 anos, com consultas anuais ao urologista. Também é recomendável manter atividade física, boa hidratação e alimentação saudável.

  Publicado em: Governo

Não poderia deixar de publicar essa matéria e perguntar: Cadê os R$ 350 milhões?

Publicado em   06/ago/2013
por  Caio Hostilio

flávio dinoEdivaldo-190x300-150x150O relato de uma médica, publicado no blog do jornalista Gilberto Leda, mostra uma realidade que os ludovicenses nunca quiseram enxergar, pois sempre se deixaram levar pelos discursos politiqueiros canalhas e safados, como que os prefeitos de São Luís não fossem os responsáveis por essa humilhação relatada. É preciso saber que a saúde de São Luís é municipalizada e tem por obrigação cumprir com suas prerrogativas junto ao Ministério da Saúde. A médica tem razão quando diz que São Luís só oferece dos hospitais sucateados, sendo o Socorrão I, uma doação da Cruz Vermelha, e o Socorrão II uma compra de um hospital médio do ex-deputado Remi Trinta. Com isso, vale perguntar: nesses sete meses de governo Holanda Junior, São Luis recebeu do Ministério da Saúde – fundo a fundo – mais de R$ 350 milhões, isso sem contar com os 15% que a Prefeitura tem que aplicar de toda sua receita na saúde. Depois vem ainda o diretor do Socorrão I dizer que os auditores do Ministério da Saúde afirmaram que essa unidade hospitalar melhorou acentuadamente… Quanta patacoada!!!

Matéria do blog de Gilberto Leda:

Médica relata cenário “de filme de guerra” após plantão no Socorrão I

O relato da médica:

socorrãoSão 12:55. Estou apreensiva. É meu primeiro plantão no Socorrão I. São só 6h, digo para mim mesma. Só 6h. É uma espécie de mantra que repito a cada instante como se isso fizesse o tempo passar mais rápido e tornar seis horas menos do que parece ser. Na entrada encontro um colega de outro hospital; ele me ensina um caminho por dentro da parte administrativa para chegar ao centro cirúrgico. Fico aliviada, não vou ter que passar pelos corredores abarrotados de gente. O que os olhos não vêem…

Subo alguns lances de escada que vão dar exatamente nos corredores que tanto quero evitar. E lá me deparo com um paciente deitado em uma maca encostada na parede onde há um papel escrito com letras maiúsculas MACA 12. Olho para o lado e existe uma fileira delas; macas que viraram leitos fixos. Mas não há gritos, nem choro, nem reclamações. Todos estão resignados com a situação. Eu não.

Enfim chego ao meu setor, o centro cirúrgico(CC). Uma amiga me recebe e me leva até o repouso médico onde, enquanto troco de roupa, ouço o relato detalhado da atual situação. Ela está lá desde as 7h. Só uma cirurgia até agora; uma neuro, grave. Todas as outras 04 salas estão ocupadas com pacientes graves que foram operados na noite anterior. Todos entubados, respirando por aparelhos, pacientes de UTI, mas não tem vaga.

Lá fora, um jovem com apendicite aguda espera para ser operado. Faz-se então uma seleção e o paciente menos grave é retirado da sala de cirurgia e levado para o que seria a sala de recuperação pós anestésica (SRPA). Hoje é um misto de SRPA e enfermaria pois, como não há leitos no hospital, os pacientes ficam por lá até receberem alta ou morrerem. E a SRPA, que segundo o regulamento da ANVISA deveria ser uma área de acesso restrito com uso de roupas próprias, gorro e máscara, é aberta ao público no horário de visitas às enfermarias.

A sala cirúrgica desocupada é rapidamente arrumada para a apendicectomia. O paciente é colocado na mesa mas ainda não será agora que vamos tratar seu problema. Na hora da anestesia uma colega entra na sala e diz: “Não faz! Tem que tirar da sala porque tá subindo uma paciente grave! Parece que tá rebaixada, vai precisar entubar!” Respiro. OK. Mas não temos como retirar o paciente da sala porque a única maca que tinha foi levada às pressas para trazer a paciente grave. E o paciente da apendicite, apesar de ter entrado andando, agora mal consegue sentar porque está sedado. É preciso reverter o efeito do sedativo e ele é levado de cadeira de rodas para um leito improvisado na SRPA/enfermaria.

A paciente chega junto com um dos cirurgiões que está fazendo massagem cardíaca porque ela está sem pulso. Ela é prontamente entubada, monitorizada e ressuscitada mas seu estado é grave. Ela foi operada há dois dias. Parece-me que tinha um ferimento por arma branca na perna. Foi encaminhada para a UTI do Hospital Universitário (Dutra) após a cirurgia mas 48h depois ainda não haviam feito sua transferência e ela estava entre a vida e a morte. Precisa de infusão contínua de drogas vasoativas para manter a pressão em níveis mínimos necessários à vida mas sou avisada de que temos bombas de infusão mas não temos equipos para as mesmas. OK. Não tem problema. Vamos colocar no soro mesmo. A paciente se mantém grave. Alguém grita: “Entrou um esfaqueado!” e outro responde:”Mas como? Não tem sala para operar!”

Corro para ver o paciente. Ele tem um curatico no peito à esquerda e aparentemente não respira. Pego no seu pescoço e punho, não tem pulso. Tiro o curativo e vejo um corte de mais ou menos 3cm bem em cima do coração. “Chama o cirurgião! Rápido! Oxigênio! Material de entubação! Monitor! Rápido!” O paciente está tamponado. A facada foi no coração e o sangue que “vazou” impede o coração de bater e o pulmão de respirar. Não tem sala. Tudo é improvisado ali mesmo. No corredor. Tudo muito rápido. Ninguém está ali para brincadeiras. Em segundos o paciente é entubado, anestesiado e seu tórax é aberto expondo o coração que tem duas lesões e já voltou a bater.

O sangue jorra do seu peito e tudo se tinge de vermelho vivo. Ele já está sendo transfundido. Me impressiona o fato de que em meio ao caos, tudo funcione perfeitamente. Muita gente está ajudando. São 5 médicos, 2 enfermeiras, várias técnicas de enfermagem, maqueiros e até o pessoal da limpeza. Tivemos que tirar o monitor de um dos pacientes operados à noite que estava na sala próxima e trocá-lo por um incompleto porque não havia mais nenhum. Não tem foco nem aspirador, mas ninguém reclama. Estão todos empenhados em fazer o possível para salvá-lo. O sangramento diminuiu consideravelmente mas seu ferimento foi gravíssimo. Ele perdeu muito sangue. Estou ventilando o paciente à mão com um ambu e um cilindro de oxigênio porque estamos no corredor e não temos respiradores disponíveis. Meu braço dói mas não posso parar, o coração está sendo suturado.

Me sinto em um filme de guerra. Na verdade, em um hospital de campanha, em plena guerra. Só que não. Não estamos em guerra. Não existe nenhuma justificativa para essa situação. A população de São Luís já chegou a 1 milhão de habitantes mas ninguém, nenhum dos nossos governantes, se importou em aumentar o número de hospitais públicos. São os mesmos hospitais de 10 anos atrás. A única coisa que aumentou em todos foi o número de macas. São dezenas delas espalhadas por todos os corredores e salas. Todas lotadas, o tempo todo.

Conseguiram um leito com respirador na SRPA e a paciente que havia parado há pouco e continuava bem ruim foi levada para lá enquanto esperava sua transferência para o Dutra. A sala é rapidamente preparada, desta vez para receber o “esfaqueado” que ainda tem o tórax aberto e o coração exposto. Na sala, enquanto o tórax é fechado ele para e é ressuscitado mais duas vezes. A cirurgia termina e seu estado é crítico. Está fazendo arritmia cardíaca. Vai ficar na sala porque não tem vaga na UTI. Mas é bem provável que ele não resista.

Um paciente é deixado na porta do centro cirúrgico. Ele está inconsciente e respirando muito mal. Ninguém sabe dizer do que se trata. NÃO TEM SALA. Não vejo nenhum ferimento aparente e ele usa fralda, o que pode significar que já está há algum tempo no hospital. Preciso de oxigênio, monitor, material de entubação, sala. Ausculto seu pulmão, está em edema agudo. Estamos no corredor. Ouço alguém falar “Por que trouxeram para cá? Não é cirúrgico! Não tem sala!”. Algumas pessoas não se importam. Já se acostumaram com isso. Eu não. É meu primeiro dia e eu me sinto na guerra. Entro na primeira sala que vejo. O paciente que está na mesa é um jovem que sofreu um acidente e fez uma neurocirurgia pela manhã. Está grave mas estável. Não tem vaga na UTI p ele que respira por aparelho e está sedado. Coloco o outro paciente no canto da sala e enquanto não arranjam um monitor, divido o do jovem acidentado com ele. Começo a tratar seu edema de pulmão na esperança de que não seja preciso entubá-lo porque ainda não temos respirador para ele. Mas ele não melhora.

A essa altura, a equipe do SAMU já chegou para transportar a paciente até a UTI do Dutra mas já não há mais esperanças. Ela não resiste e morre ali mesmo. Tinha 35 anos.

Seu leito, após ser desocupado, é preparado para receber o paciente dispnéico. Acabo de descobrir que ele tem um tumor cerebral que está causando hipertensão intracraniana. Precisa ser operado mas não tem a vávula necessária para a cirurgia. Nem sala. Ele é entubado ali mesmo, ao lado do paciente da neuro. Uma colega comenta, com um riso nervoso, que em 20 anos de medicina nunca tinha visto dois pacientes ocuparem a mesma sala de cirurgia. Eu entendo. É porque ela nunca esteve na guerra. Nem eu.

Na outra sala, o paciente da facada acaba de fazer mais uma parada cardíaca. Dessa vez, sem volta. Acho que tem 40 anos. Os outros pacientes resistem bravamente. São 4. Todos precisam de UTI. Três deles fizeram neurocirurgia, um está com tétano. Todos em respiradores, sem ter para onde ir.

Lá fora, além do “rapaz da apendicite”, um eviscerado espera uma sala para ser operado. Meu mantra virou fumaça. Em menos de 6h muita coisa aconteceu. Minha cabeça está a mil. Penso tanto que não consigo nem falar. Penso nos políticos que governam nossa cidade e uma revolta sobe das minhas entranhas e fica entalada na garganta. Eles deviam estar aqui. Eles deviam ver isso. Mas eles não se importam. Simples assim. Nunca nenhum deles se importou. Só se interessam por supostas obras e melhorias quando é para desviar o dinheiro para encher seus bolsos. Me disseram que foram comprados vários aparelhos e monitores de última geração mas que, por algum motivo burocrático, não foram entregues. Ninguém se importa. Precisamos de mais leitos(não macas!), mais UTIs, mais dignidade para a população. São Luís não tem hospitais públicos. Tem depósitos de doentes. Eles são jogados lá, feito lixo e nenhum desses bandidos de colarinho branco se importa com isso.

No meio de todo esse descaso, porém, ainda florescem espíritos nobres. Nessas 6h que ali passei, pude ver o empenho e a dedicação de profissionais que não medem esforços para ajudar o próximo. Técnicos, enfermeiras, médicos, maqueiros, funcionários. Bravos soldados no campo de batalha, lutando uma guerra que nunca tem fim.

São 18:50, está terminando meu turno. Ainda estou atordoada. Preocupo-me com o paciente do edema de pulmão. Será que vão cuidar dele? Mas ele está estável. Tento me acalmar. O colega chega às 19h para o turno da noite. Faço um resumo da situação e desejo-lhe um bom plantão. Na porta do CC algumas pessoas conversam com uma técnica de enfermagem: _A barriga dele tá aberta! Ele não vai aguentar! Vai morrer! Tem que operar!

_ Estamos arrumando sala para ele, senhora.

Acho que estão falando do eviscerado. Meu coração se aperta. Peço para agilizarem e vejo o maqueiro sair com uma maca. Na antessala do CC vejo um paciente sentado em cadeira com um curativo no abdômen que ele segura com as duas mãos enquanto geme baixinho. Será que é ele?, penso. Mas está sentado! Nesse estado! Não pode ser… Não tem maca, lembrei. Faço uma oração silenciosa para que tudo fique bem com ele.

Vou para casa com meu tênis sujo de sangue e meus ombros caídos com o peso da luta. Não sou a mesma que entrou seis horas antes. Ninguém é, depois de voltar de uma guerra.

  Publicado em: Governo

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