Um adendo a matéria: Décio Sá era meu amigo. Muitos assuntos de sua vida familiar ele compartilhava comigo, como a compra de sua casa no Parque Shalon, a gravidez de Silvana logo após o exame e sua preocupação em trocar seu carro por um que não fosse tal caro, pois não poderia ultrapassar o seu orçamento com a vinda do seu filho.
Disseram ser uma mansão de R$ 500 mil e ele teria pagado à vista tal empreendimento. Isso é uma mentira canalha. Essa casa custou R$ 380 mil, sendo que Décio vendeu sua antiga casa na Rua do Aririzal por R$ 190 mil e deu mais R$ 10 mil em dinheiro de entrada nessa casa atual, financiando R$ 180 mil na CEF. O inventário dele será aberto e constam como bens deixados apenas essa Casa financiada e o seu carro, um Fox, no valor atual de R$ 22 mil, para esposa e filha.
O tal seguro que alardearam que ele teria deixado para Silvana ser milhões não passa de R$ 20 mil.
A quitação da casa junto a CEF, motivada pela morte de Décio, motivará um custo entre R$20 a R$ 25 mil.
Alguns boatos dizem que Décio tinha em casa, num cofre, R$ 850 mil e em sua conta R$ 150 mil… Cadê esse dinheiro? Com a Silvana, viúva de Décio não está, ficou com quem? Os boatos são canalhas e covardes… Na casa de Décio Sá nunca teve cofre nenhum, sequer um dequeles de louça em forma de porquinho.
Sei apenas que Silvana vem passando por momentos difíceis e gostaria muito de saber onde foi parar esse dinheiro… Que grávida vem buscando emprego, pois precisa pagar a escola da filha e comprar o enxoval do Lucas, que nascerá em novembro.
Diante dos fatos, sempre disse a ele uma frase que aprendi nas lutas pela redemocratização desse país: “proletário é proletário e burguês e burguês… Hoje podemos dizer: Cada um em seu quadrado!!!
Enquanto o vagabundo covarde que matou Décio Sá posa de posptar, a viúva do jornalista tenta vencer a burocracia – mesmo aos cinco meses de gravidez – para conseguir a pensão que lhe garanta seguir a vida.
Jhonatan de Souza é exibi Dio em rede nacional – algumas vezes preocupado com a gola da camisa ou com o melhor ângulo para aparecer em frente às câmeras – enquanto Silvana Sá pena para sobreviver após a morte do marido.
E ninguém procura por ela.
E ninguém procura saber como é a vida pós-Décio Sá – que, aliás, daria uma excelente reportagem.
E alguns vagabundos, tão nojentos quanto o assassino e seus mandantes – alguns até do mesmo ambiente de trabalho de Décio Sá, responsáveis pela disseminação da canalhice – insistem em plantar boatos tentando denegrir a imagem da vítima.
Canalhas, jornalistas ou não, fazem contas nas contas de Décio Sá.
Já disseram que havia R$ 800 mil, R$ 1 milhão e até R$ 1,5 milhão nas contas do jornalista, que a viúva sequer teve acesso, quase três meses após sua morte.
Só canalhas podem disseminar informações como esta – mas disseminaram, no seu próprio ambiente de trabalho.
A viúva de Décio Sá espera o dia em que poderá seguir em paz, com a filha Maíra e o futuro rebento Lucas, pelo menos com a garantia do que lhe é devido legalmente pelo governo.
Por que aqueles que prometeram “mundos e fundos” em frente ao caixão de Décio, já não aparecem e sequer atendem telefones.
Enquanto isso, o bandido e seus mandantes estão aí, protegidos pela lei, com comida, dormida e segurança garantida – com direito a aparições midiáticas que ele mesmo escolhe.
É a hipocrisia que permeia a sociedade do espetáculo.
E fazem a carreira de canalhas, que vivem da puxação de saco como garantia do emprego.
E que precisam ser retirantes para conseguir um lugar ao sol…
Publicado em: Governo























