Brasil atrai carros de luxo ”populares”
Dos pequenos aos grandes modelos, o segmento de carros premium está se ‘popularizando’ no Brasil. Marcas de luxo lançam versões de entrada, mais baratas que as disponíveis no País, para ampliar o público-alvo, principalmente entre consumidores que estão ascendendo de classe social. A próxima novidade nessa categoria é a chegada, em maio, do Mini One, compacto da BMW que vai custar R$ 70 mil, R$ 10 mil a menos que o Cooper 1.6, o mais barato à venda hoje. A Mercedes-Benz, dona da marca Smart, fabricante do único minicarro à venda no Brasil, oferece versão mais despojada por R$ 49,9 mil, chamada de Coupé MHD. No segmento dos pequenos luxuosos, o Volkswagen New Beetle, que custa entre R$ 61 mil e R$ 75 mil, vendeu 4.176 unidades em 2009 e 2010. A Volkswagen faz evento para apresentar o novo Beetle. O Fiat 500 (entre R$ 59,3 mil e R$ 65,5 mil), somou vendas de 2.093 unidades desde outubro de 2009, sendo 189 este ano. Quanto aos modelos maiores, a estratégia de trazer produtos mais em conta. A BMW iniciou a importação do X1. Vendido a R$ 119 mil, é o mais barato de uma família de quatro utilitários-esportivos. A Audi lançou este mês o A1, por R$ 89,9 mil. Antes, o mais em conta era o A3, por R$ 110 mil. A Mercedes-Benz começou a importar da Alemanha a versão de entrada do sedã Classe C, a 180, por R$ 112,9 mil. Nessa categoria, o mais barato era o C200 (R$ 175 mil). A Toyota está trazendo do Japão o utilitário-esportivo RAV 4 com tração só nas rodas dianteiras, por R$ 92,5 mil. O modelo com tração nas quatro rodas custa R$ 107 mil. A coreana Kia também passou a importar o utilitário Sportage com tração 4×2 por R$ 83,9 mil, em paralelo à versão 4×4 (R$ 103,4 mil). Em abril, a Volkswagen lançou o sedã mexicano Jetta com motor 2.0 flex por R$ 65,7 mil e deixou de trazer o modelo 2.5, que custava R$ 79,8 mil.
Enquanto isso… Brasil pode receber fábrica da BMW
O mercado de veículos premium e de alto luxo, todos importados, cresceu 50% no ano passado, enquanto as vendas totais de automóveis e comerciais leves no País apresentaram alta de 10,6% na comparação com 2009. Foram mais de 38 mil unidades, sem incluir modelos top trazidos pelas montadoras locais. A participação do segmento é pequena diante dos 3,3 milhões de automóveis e comerciais leves vendidos em 2010. Mas os números absolutos de vendas crescem em ritmo mais acelerado do que o do mercado total. O fenômeno se repete também em outros países, o que leva a consultoria (PwC) PricewaterhouseCoopers a prever um gargalo na produção de modelos premium nos próximos anos. Na Alemanha, país que concentra as principais marcas do segmento – Audi, Mercedes-Benz, Porsche e Volvo -, as fábricas operam com 93% da capacidade instalada e devem produzir pouco mais de 3 milhões de veículos da categoria luxo este ano, segundo a PwC. A direção mundial da BMW estuda ter uma fábrica na América do Sul e o Brasil, maior mercado da região, está entre os cotados. ‘A decisão deve ser anunciada nos próximos meses e o Brasil é fortíssimo candidato’, diz o presidente da BMW no País, Henning Dornbusch.
Essa é difícil de acreditar: Vagas já são oferecidas até durante a missa
A escassez de profissionais para atender à forte demanda da economia exigiu mudanças radicais na política de contratação das empresas. Além de reduzir os requisitos, elas também têm de inovar para atrair os candidatos. Algumas apostam nas redes sociais. Outras preferem um trabalho mais psicológico para convencer os candidatos. É o caso da Masb, do setor imobiliário, que destacou um profissional para vender a imagem da companhia aos candidatos. ‘Temos de mostrar as vantagens de trabalhar na empresa’, diz a gerente de Recursos Humanos, Mariangela Tolentino. A Randon, que fabrica produtos para o setor de transportes, aposta em carros de som para anunciar vagas em filas de ônibus e locais com grande aglomeração. Outra tática é fazer os convites nas missas. ‘A medida tem dado um retorno fantástico’, diz o gerente executivo de Recursos Humanos, Vanderlei Novello.
Pais registram denúncia de bullying em cartório
Há seis meses, pais passaram a registrar em cartório ofensas sofridas pelos filhos vítimas de cyberbullying. O documento é usado para provar agressões virtuais em processos movidos contra autores mesmo que as mensagens venham a ser retiradas das redes sociais. No 26.º Cartório de Notas da Praça João Mendes, no centro da capital paulista, foram registrados sete desses documentos nesse período. Chamados de atas notariais, são uma escritura pública que retrata fatos do cotidiano. Todos os casos relatados envolviam jovens em idade escolar e colegas do mesmo colégio. O mesmo vem ocorrendo nos demais registros de notas da cidade. ‘Como a procura é crescente elaboramos até um manual para o setor seguir a metodologia’, explica o tabelião substituto Felipe Leonardo Rodrigues. ‘A ata dá fé pública. É um retrato jurídico de que aquele fato realmente existiu e serve como força probatória em ações judiciais’, explica. Uma cópia tirada da internet funciona como indício e não como prova em um processo. E pode ser contestada pela defesa do acusado, que muitas vezes alega que o material foi montado. ‘Consegue-se assim inverter o ônus da prova. Quem acusa depois é que vai ter de provar que a cópia não foi adulterada’, afirma o tabelião.
Publicado em: Governo











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