Magno Bacelar faz defesa de Ricardo Murad na AL
O deputado Magno Bacelar (PV) usou a tribuna da Assembleia Legislativa nesta quinta-feira para prestar esclarecimentos a respeito do contrato que o secretário de Estado da Saúde, Ricardo Murad, teria assinado com a empresa Iosa (Indústria de Óleo do Maranhão), de propriedade do seu irmão Emílio Murad. O contrato é de aluguel de um imóvel onde estavam sendo guardados equipamentos dos hospitais e das UPAs que estão sendo construídos pelo Governo do Estado.
Magno Bacelar leu um contrato de locação de um imóvel feito pela Secretaria de Estado do Planejamento, assinado pelo então gestor daquela pasta, Simão Cirineu Dias, com o mesmo locatário, Emílio Murad, e com a ex-primeira-dama Alexandra Tavares, a interveniente ocupante. “Não sou contra o contrato, porque o mesmo foi firmado com a finalidade de atender ao Programa Saúde na Escola”, disse o parlamentar, destacando que o contrato do aluguel do prédio, no valor equivalente a R$ 200 mil, foi firmado em 2004.
O deputado do PV ressaltou ainda que o contrato de aluguel daquele imóvel foi assinado pelo ex-secretário estadual de Saúde, José Márcio Leite. “Portanto, reafirmo que esse contrato não foi feito por Ricardo Murad, mas pelo ex-secretário de Saúde, doutor José Marcio. Então, na condição de vice-líder do Governo, quero também dar uma demonstração da nossa responsabilidade, do nosso compromisso em defendê-lo e dizer que o doutor Ricardo Murad não envolve os seus familiares na gestão da sua administração”, afirmou Magno Bacelar.
O parlamentar salientou ainda que conversou com o ex-secretário José Marcio Leite, que agora é subsecretário de Saúde, e ele explicou as razões que o levaram a fazer aquele contrato. José Márcio disse que havia a necessidade porque todo o almoxarifado da Secretaria de Saúde estava totalmente ocupado. Agora, disse Magno Bacelar, um dos grandes problemas é saber aonde serão colocados os equipamentos, tendo em vista que Ricardo Murad mandou rescindir o contrato.
ROBERTO COSTA ATRIBUI GREVE DOS PROFESSORES Á FLAVIO DINO
O deputado Roberto Costa (PMDB) voltou á tribuna nesta quinta-feira (14), trazendo novas criticas e denuncias ao movimento grevista do Sindicato dos Professores.
O parlamentar abordou amplamente a atitude agressiva do Sindicato, que por não terem conseguido retirarem os alunos das salas de aula, foram fazer protesto para fechar a BR – 135.
“Isso não faz nenhum sentido, como eles [sindicato] não conseguiram impedir que os professores voltassem para a sala de aula, partiram para uma atitude sem lógica, de fechar a BR – 135”, disse Roberto Costa.
Informou ainda, que visitou nesta manhã as escolas do Liceu e Cintra, para averiguar o andamento das aulas e constatou o pleno funcionamento das escolas.
Após conceder um aparte ao deputado Bira do Pindaré que questionou a decisão do Supremo Tribunal Federal, Roberto Costa respondeu que por mais que o STF e Tribunal de Justiça do Maranhão tenham julgado o embargo que determinou ilegalidade da greve, mas mesmo assim, o sindicato insiste em mantém a greve por ser política partidária.
E fez severa denuncias sobre a participação do candidato derrotado nas eleições para governador, Flavio Dino (PC do B).
“A greve não é dos professores é da ala do sindicato ligada ao Flavio Dino. O que o candidato derrotado quer é antecipar as eleições de 2014”, denunciou Roberto Costa.
De acordo com o deputado se a greve continuar os estudantes serão prejudicados nas avaliações da Prova Brasil e no cancelamento de mais de 25 mil famílias cadastradas na Bolsa Família.
“Se isso acontecer toda responsabilidade será creditada á Flavio Dino”, afirmou o deputado.
Os deputados oposicionistas Rubens Junior (PC do B), Marcelo Tavares(PSB) e Bira do Pindaré (PT), saíram em defesa de Flavio Dino e classificaram a acusação de Roberto Costa como piada.
Mas logo em seguida Roberto Costa rebateu. “Piada, são os senhores defenderem essa greve. Vocês nunca subiram aqui nessa tribuna para defenderem os professores nos governos que vocês faziam parte”, rebateu Roberto Costa.
E acusou o deputado Rubens Junior (PC do B), de ter um de seus assessores no movimento grevista.
“O que queremos nobres deputados e que vocês intercedam junto á Flavio Dino, para que os “companheiros” do sindicato deixem os estudantes estudarem”, declarou Roberto Costa.
E finalizou solicitando aos deputados que façam uma visita ás escolas para acompanharem o funcionamento das escolas que já voltarem as suas atividades.
“A greve acabou e eles ainda não entenderam, insistem agora, partir para o vandalismo e isso não podemos aceitar”, finalizou Roberto Costa.
Publicado em: Governo