Obra estruturante só anos depois!!! Roseana fez a via Expressa e agora Brandão dá início Avenida Metropolitana… Pela Prefeitura, foi Jackson Lago com a Av São Luís Rei de França

Publicado em   04/jan/2024
por  Caio Hostilio

Então, observa-se que São Luís vai depender sempre daqueles poucos que fazem algo estruturante pela cidade histórica.

Como pode esperar tanto tempo por uma obra estruturante que trará melhores condições de ir e vir dos ludovicenses. Roseana inaugurou a Via Expressa no seu último ano de governo e de lá para cá nada, nadica de nada, de um obra estruturante em São Luís. Roseana foi quem mais fez por São Luís: Viadutos, Avenidas, duplicações: Guajajaras e da BR 135 até a Estiva com iluminação – em parceria com o governo federal; a revitalização do Centro Histórico, asfaltamento de bairros, principalmente os do Centro, deu início as obras da estrada do Araçagy, que transformaram a numa bagunça etc.  E vem agora, Brandão dando continuidade a esse cuidado com São Luís.

É importante ressaltar, que a última obra estruturante feita pela Prefeitura de São Luís foi a Avenida São Luís Rei de França, no Turu, obra do saudoso prefeito Jackson Lago.

Enfim a Avenida anunciada para a Grande Ilha vai passar por São Luís, São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar. Com extensão total de 9,4 quilômetros, a via será construída pelo Governo do Maranhão em parceria com o Governo Federal, por meio do Ministério das Cidades.

Confira abaixo:

 

  Publicado em: Política

São Luís sequer aparece!!! Ranking de ciclovias e ciclofaixas nas capitais brasileiras

Publicado em   03/jan/2024
por  Caio Hostilio

Primeiramente para que não haja dúvidas sobre o que é ciclovias e ciclofaxias, que na verdade é uma enganação para determinar um espaço para as bicicletas, vamos mostrar as diferenças: Apesar da confusão que muitas pessoas fazem, há uma diferença entre os dois termos. As ciclovias determinam espaços segregados para o fluxo de bicicletas. Ao adotar uma separação física como blocos de concreto, grades ou, até mesmo, as distanciando da pista de automóveis. Sendo assim, elas isolam os ciclistas, os protegendo, e são utilizadas principalmente em locais de tráfego mais intenso. Já as ciclofaixas determinam um espaço para o ciclista na pista de rolamento a partir de faixas pintadas no chão, que podem incluir, ao invés de uma separação física, sinalizações no asfalto como “olho de gato” ou “tartarugas” para limitar o espaço de uso das bicicletas. 

SÃO LUÍS SEQUER APARECE COM QUILOMENTROS SUFICIENTE PARA ENTRAR RANKING COM MAIS CICLOFAXIAS… QUANTA TRISTEZA!!! MEXEM, REMEXEM E NADA!!! JÁ MEXERAM TANTO NA AVENIDA DOS HOLANDENSES E SEQUER LEMBRARAM E PROJETAR UMA CICLOFAIXA… INCOMPETÊNCIA TOTAL!!! 

Agora vamos ao que interessa:

As capitais com mais ciclovias e ciclofaixas e suas respectivas quilometragens são:

  1. São Paulo (699,2km)
  2. Brasília  (527,23km)
  3. Rio de Janeiro (450 km)
  4. Fortaleza (411 km)
  5. Salvador (308,59 km)
  6. Curitiba (252,1 km)
  7. Recife (169 km)
  8. Florianópolis (121,56 km)
  9. Belém (116,5 km)
  10. Rio Branco (110 km)

Caramba!!! Até Rio Branco aparece!!!

No entanto, se buscamos por aquelas que mais distribuem a infraestrutura de forma proporcional com sua população, o ranking se altera. Neste caso, ficaria assim:

  1. Rio Branco (26,22 km/100 mil habitantes)
  2. Florianópolis (23,53 km/100 mil habitantes)
  3. Vitória (18,94 km/100 mil habitantes)
  4. Brasília (17,04 km/100 mil habitantes)
  5. Palmas (15,64 km/100 mil habitantes)
  6. Fortaleza (15,20 km/100 mil habitantes)
  7. Curitiba (12,84 km/100 mil habitantes)
  8. Aracaju (12,79 km/100 mil habitantes)
  9. Salvador (10,64 km/100 mil habitantes)
  10. Campo Grande (10,26 km/100 mil habitantes)

Hei prefeito e São Luís e candidatos nessas eleições de 2024, mudem essa péssima realidade… Trabalhem em prol dos ludovicenses, isso com obras estruturantes e não paliativas, além de arborizar as vias e cuidar de fato do grandioso acerto patrimonial da humanidade…

  Publicado em: Política

São Luís: Entra prefeito sai prefeito e a cidade continua desnuda de infrastrutura adequada e de verde…

Publicado em   03/jan/2024
por  Caio Hostilio

Esse blog já escreveu sobre isso centenas de vezes e sequer chamou a atenção dos prefeitos e muito menos de todos que concorreram à Prefeitura da “Bela” São Luís, porém muito, mais muito mesmo, mal cuidada.

As intervenções são sempre paliativas, sem que tenham algo estruturante, com aquilo necessário para o bem-estar dos ludovicenses, tais como: calçadas adequadas para todos, ciclovias concretas e não com pinturas idiotas por vias, que não livram o ciclistas de um trágico acidente como esse acontecido hoje na Avenida dos Holandeses. Ruas e Avenidas sem arborização, deixando uma cidade desnuda de verde.

As intervenções na engenharia de trânsito são precárias e sem qualquer alternativa para facilitar o descongestionamento…

Que o ludovicense passe a cobrar de fato aquilo que é necessário para uma cidade com 1 milhão de habitantes…

Que os prefeitos e candidatos não se limitem a dizer que asfaltarão ruas, isso sem preparo algum e sequer com escoamento de água pluvial… E que os ludovicenses não se contentem com tão pouco…

É inconcebível ver ainda bairros centenários com esgoto a céu aberto, como vemos até hoje no João Paulo e no Monte Castelo… sequer falarei de bairros como Vinhais e outros.

Não se pode aceitar as praias estarem poluídas…

Não se pode aceitar ciclistas serem vítimas por falta de ciclovias e sem condições dignas de ir e vir ao trabalho… Todos sabem das condições financeiras da maioria dos ludovicenses,  que utiliza a bicicleta com o seu meio de transporte, principalmente por falta de alternativa.

Que o ludovicense seja questionador e crítico de tudo aquilo que falta em São Luís, principalmente o respeito pelo acervo patrimonial do centro.

É lamentável tudo isso!!!

  Publicado em: Política

Ex-ator da Globo trabalha vendendo cerveja como ambulante; VEJA VÍDEO

Publicado em   03/jan/2024
por  Caio Hostilio

O ator, que participou de Malhação e outras novelas da Globo, utiliza as redes sociais para mostrar o trabalho como ambulante

Após passar por Malhação e diversas novelas da Globo e da Record, Daniel Erthal, de 41 anos, viralizou nas redes sociais após mostrar o seu trabalho como ambulante. O ator tem um empreendimento e vende cerveja pelas ruas de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Nas redes sociais, o artista aproveita para publicar diversos momentos de seu trabalho, como fez na última segunda-feira (1º/1). “É sobre empreender, botar a cara. Aqui não tem vítima, tem herói”, escreveu ele, em um vídeo em que aparece vendendo bebida no Réveillon. “Vendemos bem. Fiquei até às 6h da manhã vendendo”, completou. Confira a gravação aqui.

Daniel Erthal atuou em novelas da Globo como Malhação, Belíssima, Eterna Magia e Rocky Story. Ainda no canal, ele esteve na disputa do Dança dos Famosos, em 2006. Ele ainda passou pela Record e esteve em folhetins como Bela, a Feia, Rebelde, Milagres de Jesus, entre outras.

  Publicado em: Política

Turistas dançam funk em caminhão dos Bombeiros durante incêndio e atrapalham ocorrência; VEJA VÍDEO

Publicado em   03/jan/2024
por  Caio Hostilio

Turistas e moradores de Peruíbe, no litoral sul de São Paulo, que comemoravam a virada do ano, na madrugada do dia 1º, subiram em um caminhão do Corpo de Bombeiros que estava a caminho de uma ocorrência de incêndio. De acordo com a corporação, o incidente ocorreu por volta das 2h50 e resultou em um deslocamento mais lento até o local da ocorrência.

Em vídeos feitos por testemunhas, é possível ver ao menos 10 pessoas em cima do veículo ou penduradas. Elas dançam ao som de um funk que diz: “Fogo na frente, fogo no bumbum”.

 Em nota, o Corpo de Bombeiros lamentou o ocorrido, chamando a postura das pessoas que subiram no caminhão de “desrespeitosa e arriscada”.
“Lamentavelmente, alguns indivíduos agiram de forma desrespeitosa e arriscada, subindo na parte superior da viatura Auto Bomba. Tal comportamento não só colocou essas pessoas em risco, mas também interferiu nas atividades dos profissionais que se dirigiam para prestar um serviço essencial à comunidade”, diz o Corpo de Bombeiros.
A ocorrência era de incêndio em uma motocicleta na Avenida Governador Mário Covas Júnior, que se estende por toda a praia de Peruíbe. Os bombeiros não informaram o que teria provocado o fogo.

Metrópoles

  Publicado em: Política

Comissão de Orçamento da Câmara de São Luís recebe 72 emendas ao Orçamento de 2024

Publicado em   03/jan/2024
por  Caio Hostilio

O prazo para apresentação de sugestões ao texto original do projeto foi encerrado no dia 15 de dezembro.

Comissão de Orçamento da Câmara se reuniu para analisar as emendas à LOA / Junior Penha

A Comissão de Orçamento, Finanças, Planejamento e Patrimônio Municipal (COFPPM), da Câmara Municipal de São Luís (CMSL) encerrou no dia 15 deste mês o prazo para a apresentação das emendas parlamentares ao Projeto de Lei nº 220/2023, que dispõe sobre a Lei Orçamentária Anual (LOA), para o exercício de 2024.

Os vereadores ludovicenses apresentaram 72 emendas ao projeto. Os números, no entanto, poderão diminuir drasticamente até a próxima sexta-feira (29), quando a matéria deve ir à plenário, conforme previsão da própria Mesa Diretora.

Elaborada pelo Poder Executivo Municipal, a previsão de receita líquida da LOA para a execução de políticas públicas do próximo ano é de R$ 4,7 bilhões, sendo que R$ 3,3 bilhões são transferências correntes; R$ 1,2 bilhões são receitas de impostos e taxas e R$ 53,8 milhões são operações de créditos.

Os parlamentares tiveram um prazo estabelecido pelo cronograma de tramitação para o encaminhamento de suas emendas para a Comissão de Orçamento. Agora, estas serão devidamente examinadas pelos membros que compõem o grupo de trabalho e pelo relator, vereador Marquinhos (PSC).

O prazo para o recebimento das emendas ficou aberto entre os dias 11 e 15 de dezembro. Assim, o projeto e as emendas aceitas (na forma de um substitutivo-geral) serão votadas pela Comissão. Concluída esta etapa, o projeto e as emendas acatadas serão submetidos à análise do Plenário. A proposta deveria ser votada pelo Legislativo no último dia 20, mas foi adiada devido a empasses na tramitação.

Impasse na tramitação

Em entrevista a uma emissora de rádio local, o presidente da Comissão de Orçamento e Planejamento da Casa, vereador Raimundo Penha (PDT), afirmou que a falta de diálogo do prefeito Eduardo Braide (PSD) com o Legislativo e ações na Justiça travam a tramitação da Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício financeiro de 2024.

De acordo com Penha, parte da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada em outubro pela Casa, com emendas modificativas, foi suspensa liminarmente pela Justiça, depois de o prefeito ter ingressado com a ação.

“Trata-se de uma situação inédita. Parte da LDO foi suspensa na Justiça. O prefeito ingressou na Justiça contra algumas emendas modificativas dos parlamentares. Nós sabemos que o efeito das liminares é temporário, ou seja, o próprio relator no tribunal pode voltar atrás”, frisou.

Insegurança jurídica

O parlamentar afirmou que esse é o primeiro impasse e explicou que, se a LOA for aprovada com base na LDO – que está parcialmente suspensa -, não há certeza quanto a sua efetivação integral para o exercício financeiro, ocasionando uma espécie de insegurança jurídica.

“Nós temos hoje uma insegurança jurídica, temos hoje dispositivos que foram aprovados e estão suspensos temporariamente. E nós sabemos que a votação do orçamento é com base na LDO. E hoje se nós votarmos esse orçamento, com alguma parte da lei suspensa, e amanhã essa liminar cair, a gente fica em dúvida se deveríamos repetir essa votação. Esse é um ponto que a nossa Procuradoria está acompanhando e orientando a comissão. Por isso também que há demora, porque nós temos que compatibilizar a votação do orçamento com a LDO, que está com uma parte suspensa”, completou.

Quem apresentou emendas?

Ao texto original, enviado pelo Poder Executivo, foram protocoladas 72 emendas, mas nem todas devem ser acatadas integralmente pelos vereadores durante a apreciação da matéria em plenário.

De acordo com as informações, os vereadores que apresentaram sugestões à LDO foram: Álvaro Pires (PSDB), com 16 emendas; Chico Carvalho (Solidariedade) e Antônio Garcez (Agir), apresentaram 11 cada um; Coletivo Nós (PT) e Fatima Araújo (PCdoB), com 08 emendas; Ribeiro Neto (Cidadania), com 5; Raimundo Penha e Pavão Filho (ambos do PDT), com 4; Umbelino Júnior (PSDB) apresentou 3 emendas; e Andrey Monteiro (Republicanos) e Concita Pinto (PCdoB), com apresentaram 01 cada um.

  Publicado em: Política

Para um reflexão atual!!! Faculdade de Direito: O que aconteceu?

Publicado em   02/jan/2024
por  Caio Hostilio

Este artigo “Faculdade de Direto: O que aconteceu?” esse blog fez para uma revista espanhola em 2011 e veja se algo mudou de lá para cá?

Para reflexão de magistrados, juristas, advogados, professores e alunos do curso de direito

Falar sobre o curso de Direito, sem antes comentar a história da Faculdade de Direito no Brasil, é deixar de lado uma trajetória rica e, principalmente, de sua importância na vida social, política e econônica dos brasileiros nesses quase dois séculos de existência.

Direito pode ser considerado como a ciência mãe das ciências sociais, que foi institucionalizado no Brasil através do projeto de 31 de agosto de 1826. Quem teve esse privilégio em receber as primeiras Faculdades de Direito foram as cidades de São Paulo e Olinda/PE. O Império escolheu essas duas cidades por suas situações geográficas, pois assim atenderia o Sul e o Norte do país.

Vale ressaltar que a história do Direito no Brasil é muito rica, com passado na essência do “belo”, mas, cá pra nós, eu tenho minhas dúvidas se existem muitos motivos para comemorações no presente… Principalmente no que tange seu descaso com as universidades brasileiras e, principalmente, com o fraco rendimento do curso, que perdeu o bonde da história, cujas dificuldades vão da redação de uma simples petição inicial ao comportamento num tribunal do júri.

Voltando ao passado, pode-se dizer longínquo, Direito sempre teve personalidades importantíssimas, em vários aspectos. Tanto na atuação política e social brasileira, quanto na vida literária do País (podemos citar, por exemplo, Castro Alves, Capistrano de Abreu, Silvio Romero, Tobias Barreto, Joaquim Nabuco, entre muitos outros).

Hoje, as faculdades de Direito não vemos mais os tempos áureo da mãe das ciências sociais. Na atualidade, os professores acham que não há necessidade de fazer uma pós-graduação em Metodologia do Ensino Superior por achar que são conhecedores da matéria. Só que esquecem que podem ser conhecedores da matéria pra ele e não para transmitir, pois desconhece por completo métodos didáticos. Aí está um dos porquês que os formandos estão saindo das faculdades sem nenhuma expressão política, social e literária, beirando a nulidade alienada.

É certo afirmar que as faculdades cada dia mais voltam seus estudos para uma função mercadológica, em detrimento do ensino, da pesquisa e da extensão, dos debates com critérios questionadores e críticos.

Foi-se o tempo…

Antes um jovem, no início do curso de Direito, perplexo com o impacto de ingressar na universidade, vislumbrava com sua aprovação para um curso promissor para o seu futuro.

Assim as informações neste escrito poderão contribuir para motivar os estudantes no sentido de um maior compromisso e empenho para com o Curso que escolheram.

Não nos parece que o Curso de Direito esgote seu significado nas possibilidades profissionais que ofereça, além de seu resgate como a ciência mãe das ciências sociais.

Creio que quem faça com interesse o Curso de Direito sempre se beneficiará destes estudos. Principalmente se a formação recebida não tiver apenas caráter técnico. Se o estudante de Direito alarga, como convém, seu horizonte de buscas, sua curiosidade intelectual, estudando não apenas as matérias jurídicas, mas outras também (Filosofia, Sociologia, História, Antropologia, por exemplo), o Curso de Direito contribuirá significativamente para um alargamento mental e até mesmo poderá proporcionar um salto existencial.

É licito buscar “um lugar ao sol”. Mas nunca nos esqueçamos de nosso compromisso com a comunidade, a coletividade, nosso país e a própria transformação do mundo.

O estudante de Direito não deve se contentar com o curso jurídico, que, no Brasil, é extremamente precário. Não basta que se tenha a compreensão da ciência jurídica. Se você quer ser advogado, é preciso que veja também como o Direito opera na realidade, isto é, como a fórmula reage quando ela se converte numa realidade palpável. Também é preciso saber se expressar, por isso a literatura é indispensável.

É preciso empenho, dedicação. Quando perguntavam a Rui Barbosa o que era preciso para ser como ele, respondia: “Estudem como eu estudei”. É preciso muito estudo, mas também uma boa formação de história, economia, sociologia, ou seja, conhecimentos gerais.

Os advogados chegaram ao apogeu nos anos 30, pois foram caracterizados por uma grande efervescência, tanto no plano econômico/social como no da cultura.  Essa explosão se constituiu num “eixo catalisador: um eixo em torno do qual girou, de certo modo a cultura brasileira, catalisando elementos dispersos para dispô-los numa configuração nova”.  Foi um marco, no sentido de estabelecer uma unidade em termos culturais, tecendo no âmbito da nação, uma trama que reunia os acontecimentos regionais.

Nessa década os advogados encontraram outra forma privilegiada de expressão do pensamento e do saber produzidos. Os debates até então, expressavam uma preocupação em torno da centralização do poder, crises das sociedades modernas, papel das elites e das massas, além da tentativa de desvendar o passado nacional, discutir o papel dos partidos com a defesa da sociedade anterior a 30, numa postura autoritária e conservadora. Os advogados afastaram os obstáculos ao pleno florescimento da sociedade brasileira autêntica, principalmente com Anísio Teixeira da educação.

Enquanto Ciência, o Direito propõe uma forma de interpretação da realidade por meio de uma linguagem própria, qual seja, a normativa. O objeto científico da Ciência do Direito é a norma jurídica. Dela são extraídos preceitos que evocam padrões de conduta, consagram princípios, estabelecem valores e fixam dogmas que engendram o fenômeno jurídico.

O fenômeno jurídico depende das relações sociais para o seu surgimento. Com o intuito de demonstrar a certeza dessa afirmação, a doutrina se vale da ilustração literária. Essa alusão busca ilustrar a idéia de que a relação social (intersubjetiva) é pressuposto necessário para a ocorrência dos diversos fenômenos sociais, tais como a religião, a etiqueta, a política, a moral, o direito, entre outros.

De fato, o Direito pertence ao campo das Ciências Sociais, visto que o fenômeno jurídico requer o elemento humano como condição sem a qual não ocorrem os eventos que lhe interessam.

As denominadas Ciências Físicas/Naturais estudam eventos científicos cuja fenomenologia resulta de fatores que independem da presença humana para a sua manifestação (ciências ônticas). Das Ciências Físicas e Naturais surgem “leis” de conteúdo exato, mensuráveis objetivamente, neutras quanto ao elemento humano, porque indiferentes à ação cultural. Os eventos ocorrem espontaneamente, sendo fruto de uma aptidão intrínseca da coisa estudada.

Diante disso, as Universidades perderam o sentido real, visto que as ciências sociais e humanas se afastaram da direção desses campos. A conseqüência é a falácia do ensino superior, principalmente na indissociabilidade em ensino, pesquisa e extensão.

Esse não é o ambiente no qual florescem os ramos das Ciências Sociais. O fenômeno social, cientificamente estudado, é alvo de intensa subjetividade humana que atribui ao evento examinado um juízo de valor. Por isso, as Ciências Sociais são consideradas ciências deônticas, porque delas surgem “leis” que refletem a percepção humana sobre o fato social investigado. A intelectilidade e a volitilidade humana são fatores indispensáveis para a formação do contexto dos fatos sociais, porque funcionam como elementos de condicionamento dos eventos. No âmbito das Ciências Sociais a fenomenologia tem na cultura um fator subjetivo marcante quanto à avaliação, conclusão e determinação dos fatos que lhe dão conteúdo.

Particularizando a percepção jurídica dos fatos sociais, a forma pela qual o Direito interpreta a realidade é a normativa. Ou seja, se determinado evento social apresenta relevância jurídica, é possível expressá-lo sob a forma de norma (regra de conduta, regra de competência, regra de organização, regra principiológica, etc.).

Tomemos como exemplo a evolução da relação social que vai do namoro ao casamento, passando pelo noivado. Neste caso, verifica-se que o que muda substancialmente entre o casal é a densidade das responsabilidades sociais que vão sendo assumidas com o amadurecimento da convivência mútua. O namoro e o noivado, enquanto fatos sociais em si mesmo analisados, dispensam, a princípio, a presença das regras de Direito.

Nestes estágios, relação se constitui, mantém-se e extingue-se a revelia das normas de Direito. O mesmo não acontece com a união estável e com o casamento. Como conseqüência, a figura da fidelidade conjugal é diferentemente enxergada em cada uma dessas formas de relação social. Mais do que compromisso moral, a fidelidade é, especialmente no casamento, cláusula contratual fundamental da relação jurídica, comportando efeitos jurídicos bastante complicados para aquele que a inobserva.

Para evidenciar a natureza autônoma do conhecimento jurídico em relação aos demais campos do conhecimento humano, tomemos a situação do cônjuge traído pela infidelidade do indigno consorte. Ao se dirigir a um psicólogo, a um clérigo e a um advogado, conta-lhes, basicamente, a mesma história, ou seja, a traição. Todavia, ao psicólogo interessa analisar o fato sob ótica própria; ao religioso interessa enxergar o fato sob a ótica dos cânones religiosos, intitulando a falta infracional como pecado; já ao profissional do direito interessa a verificação da ocorrência sob o ponto de vista contratual.

Assim, conclui-se que o Direito é, de fato, uma expressão de natureza científica, considerando a sua peculiar forma de enxergar a realidade. Corroboram essa conclusão os exemplos que se seguem:

O Direito na Literatura:

Foram vários os advogados que seguiram a literatura. Como não podemos relacionar todos, cito um dos grandes nomes do “Estilo Romântico”, José de Alencar. Ele afirmara que o curso de direito lhe deu muita inspiração, pois se discutia tudo: Política, Arte, Filosofia, Direito e, sobretudo, Literatura. Era o tempo do Romantismo, novo estilo artístico importado da França. Esse estilo apresentava, em linhas gerais, as seguintes características: exaltação da Natureza, patriotismo, idealização do amor e da mulher, subjetivismo, predomínio da imaginação sobre a razão. O Romantismo se tornando um estilo de vida. Seus seguidores, em sua maioria, eram os acadêmicos de Direito.

O Direito da Política:

O baluarte foi Rui Barbosa. Advogado, jornalista, escritor, jurisconsulto e político, foi um dos brasileiros de maior projeção em seu tempo. Como advogado e homem público foi e é exemplo para as gerações posteriores. Sócio-fundador da Academia Brasileira de Letras, Rui Barbosa sucedeu a Machado de Assis na presidência da casa.

O Direito na Educação:

Falar sobre um educador de tamanha importância não é, deveras, uma tarefa simples, mas por demais complicada. Nesta breve tentativa de resgatar uma parte da história educacional brasileira, não se pode deixar de falar do advogado Anísio Teixeira, que revolucionou a educação brasileira, principalmente em seus princípios essenciais: A importância da gratuidade do ensino e de uma educação para todos.

O Direito no jornalismo e na música:

Vinicius de Moraes foi muito mais que nosso ‘Poetinha‘, apelido carinhosamente atribuído a ele. Marcus Vinicius da Cruz de Melo Moraes foi compositor, intérprete, escritor, jornalista, advogado, diplomata. Uma pessoa que viveu a vida ao máximo, passou uma metade dela viajando, a outra amando (teve nove casamentos).

Na vida jurídica:

Ruy Barbosa, Pontes de Miranda, Miguel Reale, Clovis Beviláqua, Nelson Hungria, Hely Lopes Meirelles, Vicente Rao, José Frederico Marques, José Carlos Moreira Alves, Sobral Pinto e hoje o Ministro do STF Carlos Ayres Britto. Sergipano de Propriá, Ayres Britto pode ser denominado como jurista e poeta.

Antonio Sérgio de Moraes Pitombo define bem o que é o curso direito: “A sua relação com os livros não é limitada ao mundo do Direito. Pitombo avalia que há obras e autores essenciais, não necessariamente jurídicos, para que o advogado consiga convencer por meio da argumentação, como os sermões de Padre Antonio Vieira, importante defensor dos direitos humanos dos povos indígenas, no século XVII, e Nova Floresta, do padre Manuel Bernardes. Pitombo também costuma iniciar suas petições com frases de autores como Camões e Fernando Pessoa que ilustram o caso e chamam a atenção do juiz”.

Com se pode ver, o curso de Direito em sua essência representa com maestria das ciências sociais, pois para ser um excelente advogado é necessário o poder da palavra escrita, pois as petições iniciais dão a compreensão e a decisão de um processo. O poder da palavra articulada, pois precisa ter um bom poder persuasão, para isso precisa de conhecimentos na arte cênica, na filosofia e na pedagógica. Para maior conhecimento, o advogado tem que saber rebuscar as ciências do positivismo que são muito usadas atualmente nos júris, que são a sociologia, a antropologia, a psicológica e o jornalismo.

Abaixo os 52 comentários para Faculdade de Direito: O que aconteceu?

  1.  Bruna Caroline disse:

    Eu acho muito legal Direito , minha faculdade preferida e a que eu vou fazer
    eu acho um pouco dificil mais eu vou tentar .

  2.  Randi Bunyard disse:

    Good notions will use these soon.

  3. Now I’ve seen that 60 Mins show one can’t help but bet Lance is going down.

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    After watching that 60 Minutes Program you have to reckon Lance Armstrong is kaput.

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  50. […] de entrar propriamente no assunto gostaria muito que os leitores lessem primeiramente a matéria “Faculdade de Direito: O que aconteceu?”, editada no dia 10 de maio de 2011, após a Educaedu-Brasil ter me solicitado que fizesse um […]

  51. […] Brasil, sugiro que leiam a matéria que fiz, em 10 de maio de 2011, para uma revista estrangeira: Faculdade de Direito: O que aconteceu?, onde emito um relato do curso de Direito no Brasil, cuja reflexão serviu para magistrados, […]

  Publicado em: Política

Tão evidente!!! Dallagnol: ‘Há uma vingança do sistema contra Bolsonaro e os bolsonaristas’

Publicado em   02/jan/2024
por  Caio Hostilio

Dallagnol também disse que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se sente com “com carta branca para fazer o que quiser” após ter sido beneficiado pelo STF pela anulação das condenações por corrupção e lavagem de dinheiro.

“Quando eu olho para o governo Lula eu vejo um governo que está cumprindo os desmandos que já prometia que realizaria. Era claro para todo mundo que o eventual governo Lula seria o governo de uma pessoa que foi condenada em três instâncias por corrupção e foi livrada, foi descondenada sem jamais ter sido absolvida pelo Supremo Tribunal Federal. E se ele chegou a ser condenado em três instâncias por corrupção e em mais de um processo ele foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, e ainda assim foi eleito, essa pessoa, chegando à cadeira de presidente, se sente com uma espécie de carta branca para fazer o que quiser. Afinal de contas, mesmo com tudo o que fez e desfez foi eleito presidente”, disse Dallagnol.

“Vemos hoje o STF funcionando num modo vingança em relação a pessoas que são consideradas adversárias do governo, adversárias do Supremo Tribunal Federal. Nós temos vários problemas no Supremo, precisamos conter esses abusos”, declarou o ex-procurador da Lava Jato.
Por Gazeta do Brasil

  Publicado em: Política

Sancionada a Lei que constitui o protocolo “Não é Não” em que a jovem deputada Amanda Gentil coautora

Publicado em   02/jan/2024
por  Caio Hostilio

Num ato em que suas bandeiras são bem avaliadas em Brasília, Amanda Gentil ganha nesse início de Ano sua lei se sancionada, cuja legislação protege mulheres vítimas de assédio ou violência em casas noturnas, boates, casas de shows e outros estabelecimentos com venda de bebidas alcoólicas.

  Publicado em: Política

Dinheiro a rodo!!! Eleições 2024: Fundão será de R$ 4,9 bilhões, 145% maior que em 2020

Publicado em   02/jan/2024
por  Caio Hostilio

O valor do fundo eleitoral, mais conhecido como Fundão, para as eleições municipais deste ano foi sancionado por Lula, dentro da LDO de 2024

Imagem colorida de uma pessoa exercendo o voto em Urna eletrônica eleições

O Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido popularmente como fundo eleitoral ou Fundão, será de R$ 4,9 bilhões nas eleições municipais de 2024. O montante é 145% maior que o do último pleito municipal, quando chegou a R$ 2 bilhões.

“As despesas relativas ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha observarão o limite máximo correspondente ao valor autorizado para essas despesas no exercício de 2022”, diz o texto da lei. Portanto, a quantia será a mesma das últimas eleições gerais, recorde desde que o fundo foi instituído.

Para compor os R$ 4,9 bilhões, as emendas de bancadas estaduais impositivas foram reduzidas de R$ 12,5 bilhões para R$ 8,5 bilhões.

Caso o valor fosse corrigido pela inflação, ele ficaria R$ 2,7 bilhões em 2024. Durante o debate no Congresso, a maior parte dos partidos apoiou o aumento da quantia. O Novo foi o único a propor um corte para R$ 900 milhões.

Fundão para eleições saem do Tesouro Nacional

Os recursos do Fundo Eleitoral saem do caixa do Tesouro Nacional. Os partidos políticos e candidatos devem utilizar o montante exclusivamente para financiar as campanhas eleitorais, e as legendas devem prestar contas do uso desses valores à Justiça Eleitoral. Caso uma parte da quantia não seja utilizada, as siglas deverão devolvê-la para a conta do Tesouro.

  Publicado em: Política

Contatos

hostiliocaio@hotmail.com

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