Como Lulinha foi de monitor de zoológico a lobista milionário

Publicado em   18/ago/2026
por  Caio Hostilio

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha: o filho que quase não fala (e sempre se safa)

Em 2002, um ano antes de o pai tomar posse como presidente da República, Fábio Luís Lula da Silva ganhava R$ 600 por mês como monitor no Zoológico de São Paulo. Lulinha não cuidava dos bichos, mas explicava para os visitantes o que o elefante come, por que o pescoço da girafa é grande, como a onça se camufla na mata. Até então, sua vida era marcada apenas pelos bichos e pela discrição, sem sinal de qualquer vocação para os negócios.

Hoje, aos 51 anos, o filho mais velho de Lula voltou a ser investigado pela Polícia Federal. Fábio já esteve na mira da Lava Jato por causa de suas empresas e agora reaparece numa história que envolve uma lobista, viagens internacionais bancadas por terceiros e gente com acesso direto ao presidente.

O salto do zoológico para o mundo do dinheiro e do poder em pouco mais de 20 anos já seria, por si só, um percurso digno de atenção. Mas há outro detalhe interessante nessa trajetória: Fábio Luís, que nunca deu uma entrevista de verdade, talvez seja a figura mais citada e menos ouvida da era lulista.

Quem fala por Lulinha são sempre os outros (a mãe, os amigos, os advogados, o próprio pai). A blindagem, ao que tudo indica, começa justamente aí: fazendo com que ele próprio apareça o mínimo possível.

“Fachada necessária”

Lulinha nasceu em São Bernardo do Campo, em março de 1975 — um mês antes de o pai assumir a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos. Quando Lula foi preso pela primeira vez, em 1980, enquanto liderava uma greve de 41 dias no ABC, ele tinha apenas cinco anos.

Foi nessa fase que Fábio fez a amizade mais duradoura de sua vida: com Fernando e Kalil Bittar, filhos de Jacó Bittar, “companheiro de luta” de Lula. Décadas depois, os três se tornariam sócios e, mais tarde, apareceriam em investigações criminais.

Biograficamente falando, Lulinha quase não existe antes dos 30 anos. Sabe-se apenas da infância num ambiente de política e sindicalismo, da formação em Biologia pela Unip (Universidade Paulista) e de algum interesse por videogames e internet. Isso mudaria a partir de 2003.

Naquele ano, os irmãos Bittar, que já tinham experiência em publicidade, convidaram Fábio para fundar uma companhia de entretenimento, a Gamecorp. Em 2005, a Telemar (futura Oi) investiu R$ 5 milhões no negócio — graças, é claro, ao talento incomum de Lulinha, que por acaso era filho do presidente da República.

Pouco depois chegou um novo sócio: Jonas Suassuna, dono também de metade de um hoje famoso sítio em Atibaia, “atribuído” a Lula. Segundo a Polícia Federal, as empresas de Suassuna receberam R$ 66,4 milhões da Oi entre 2004 e 2016.

Quem descreveu como esse dinheiro circulava foi Marco Aurélio Vitale, ex-diretor comercial do grupo de Suassuna. Segundo ele, essas empresas “conseguiam um tratamento que não existia dentro da operadora”. Em resumo, os projetos eram aprovados diretamente pela presidência da Oi, sem análise comercial.

“O importante era a entrada de dinheiro”, disse Vitale, completando que a sociedade com Fábio funcionava como “uma fachada necessária para que todos realizassem seus negócios através da ligação familiar”.

Pedido de prisão

O cerco à Gamecorp se apertou no fim de 2019, quando a Lava Jato deflagrou a Operação Mapa da Mina, que investigou R$ 132 milhões repassados pela Oi e pela Vivo às empresas ligadas a Lulinha e seus sócios. A Polícia Federal chegou a pedir a prisão de Fábio Luís, mas a Justiça negou o pedido.

Em seguida, os sócios começaram a deixar o negócio. Jonas Suassuna saiu em fevereiro de 2020. Em maio do mesmo ano, Fábio e os irmãos Bittar venderam os 70% que ainda detinham na Gamecorp, então rebatizada de G4 Entretenimento.

As investigações, porém, não terminaram com a venda da empresa. Em janeiro de 2022, a Justiça Federal em São Paulo determinou o arquivamento do caso após o STF questionar a atuação de Sergio Moro no processo e considerar que a 13ª Vara Federal de Curitiba não era a instância competente para julgá-lo.

As provas obtidas a partir das quebras de sigilo e das buscas foram anuladas, e o Ministério Público Federal concluiu que não havia elementos válidos para sustentar uma denúncia. Não houve condenação.

Modéstia calculada

O episódio da venda da participação de Lulinha na Gamecorp ainda guarda um elemento “histórico”: uma carta que ele escreveu para os funcionários e pode ser considerada o registro mais próximo de Fábio “falando por si”.

O texto, no entanto, não tem nada de muito revelador. Na verdade, parece mais o relato de um sobrevivente de uma expedição ao Himalaia. “Lembro desses últimos 15 anos como se tivesse feito uma longa escalada, em um terreno muito íngreme, sempre contra o vento e as tempestades”, diz Fábio no comunicado.

Lulinha também se coloca como injustiçado: “Não conheço um negócio que tenha sido tão vasculhado, por tanto tempo”. E exagera no tratamento que recebeu da imprensa (“Apesar do massacre, nunca conseguiram demonstrar qualquer irregularidade”).

Ele termina a carta num tom de modéstia calculada, lembrando que, mesmo depois de 16 anos à frente de uma empresa de tecnologia e entretenimento, ainda é um biólogo. “Meu lado biólogo manda eu seguir à risca as recomendações”, escreveu, referindo-se às regras sanitárias durante a pandemia de Covid-19.

Zanin e o Prerrô

Nas últimas duas décadas, Fábio também construiu uma rede no mundo jurídico. Um dos primeiros advogados de peso a defendê-lo foi Cristiano Zanin, que atuou no caso da Gamecorp e num episódio envolvendo boatos nas redes sociais. Quatro anos depois, Zanin assumiria a defesa de Lula na Lava Jato e, em 2023, chegaria ao STF.

Mas quem realmente está no centro dessa operação é Marco Aurélio de Carvalho, fundador do grupo de advogados de esquerda Prerrogativas (ou apenas Prerrô), amigo pessoal de Lula e que desde 2023 é sempre cotado para o cargo de Ministro da Justiça. Um dos principais críticos da Lava Jato, Carvalho coordena uma espécie de blindagem jurídico-política de Lulinha — falando publicamente em nome dele e, muitas vezes, escrevendo artigos para a imprensa em sua defesa.

Nos autos, porém, o atual advogado é Guilherme Suguimori, escolhido após uma articulação de Marco Aurélio de Carvalho. Formado pela USP, Suguimori tem um perfil considerado “discreto”, que pode ajudar a família presidencial a controlar a exposição das encrencas do filho.

Não é timidez

Fora dos negócios e dos processos, Fábio sempre manteve uma vida cuidadosamente reservada. Casado com Renata Moreira e pai de dois filhos, ele morou, até 2012, num apartamento alugado no Jardins, região nobre da capital paulista. Segundo apurações da época, a mensalidade de R$ 12 mil era bancada por uma empresa ligada a Jonas Suassuna.

Depois, Lulinha se mudou para um condomínio de alta classe em Moema. O imóvel foi comprado por Suassuna por R$ 3 milhões e passou por uma reforma de R$ 1,6 milhão.

Em meados do ano passado, a família se transferiu para Madri, na Espanha. De acordo com um amigo antigo da família, o advogado Aroldo Camilo Filho, Lulinha decidiu se mudar para evitar a “perseguição brutal” contra ele e para proteger os filhos, que eram “humilhados na escola diariamente”.

Segundo outra figura próxima de Fábio, o cacique petista Washington Quaquá, a nova vida na Espanha tem sido marcada por “condições espartanas” e “precárias”. “Ele não é um cara rico”, garante o vice-presidente nacional do partido e prefeito de Maricá (RJ).

Questionado sobre o suposto temperamento, digamos, retraído, de Fábio nos últimos 20 anos, Camilo Filho acabou entregando o jogo. “Ele tem uma assessoria jurídica que o orientou a não se manifestar”, disse o advogado ao canal do jornalista Luis Nassif do YouTube. Não se trata, portanto, de timidez, mas de estratégia.

Sonegação fiscal

A discrição de Lulinha também marca sua relação com os outros membros da família — ele tem dois irmãos biológicos (Sandro Luís e Luís Cláudio), um adotivo (Marcos Cláudio, filho do primeiro casamento de Marisa) e uma meia-irmã (Lurian, filha de Lula com Miriam Cordeiro).

No entanto, entre 2016 e 2017, essa discrição foi interrompida por uma investigação da Justiça Federal sobre os negócios de três dos irmãos. Fábio, Marcos Cláudio e Sandro Luís eram sócios em diferentes empresas, e as autoridades passaram a investigar se essas companhias haviam feito repasses financeiros “sem causa” entre si, em um suposto esquema de sonegação fiscal.

O inquérito acabou arquivado em 2021 por falta de provas, depois que evidências obtidas na Lava Jato foram anuladas. Ainda assim, o caso mostra que a trajetória “empreendedora” de Lulinha não ficou só na Gamecorp.

Outro momento de exposição familiar ocorreu em 2016, quando um áudio de uma conversa de Fábio com a mãe, Marisa Letícia, foi interceptado pela Lava Jato e acabou vazado. Na gravação, Lulinha reclama da pressão sobre a família e Marisa reage irritada aos protestos contra Lula e os filhos, chamando os manifestantes de “coxinhas”.

O registro serve como uma amostra da relação entre os dois. O filho procura a mãe para desabafar e Marisa, como tantos outros personagens que cercam Fábio, parece estar ali também para blindá-lo.

“Melhores amigas para sempre”

Depois de alguns anos longe dos holofotes, Fábio voltou ao noticiário neste ano por causa de uma figura, no mínimo, peculiar: Roberta Luchsinger, lobista e amiga íntima de Lulinha e de sua mulher, Renata.

A relação é tão próxima que as duas chegaram a fazer tatuagens iguais, com a inscrição “BFF” (sigla em inglês para “melhores amigas para sempre”). Mas essa proximidade também foi motivo de confusão nos tribunais.

Em uma ação movida por uma ex-empregada de Roberta, os advogados se referiram a Lulinha ora como amigo, ora como marido da empresária. A petição ainda dizia que os dois haviam se mudado juntos para a Espanha.

O erro pode parecer banal, mas revela um detalhe intrigante: Fábio realmente frequentava a casa de Roberta em Brasília e, segundo áudios divulgados pela defesa da empregada, ele chegou a dormir no “quarto das crianças”.

Roberta, Marcola e o Careca

Já a Polícia Federal suspeita que essa amizade também tem um lado menos desinteressado. Roberta pagava despesas de Lulinha em Brasília e bancava viagens internacionais. Além disso, foi ela quem o apresentou a Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como um dos operadores do esquema de fraudes em aposentadorias.

A partir de Roberta, a investigação chegou a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o “Marcola”, chefe do gabinete pessoal de Lula até o último mês de julho. A PF identificou repasses de Roberta para ele. Marcola afirma que se tratava de um empréstimo já quitado.

Enfim, foi essa conexão — Lulinha, Roberta, o “Careca do INSS” e o homem responsável por controlar o acesso ao presidente — que colocou novamente o filho de Lula na mira da Polícia Federal.

Mais de vinte anos depois de deixar o zoológico, Fábio Luís continua sendo o filho que quase não fala (e sempre se safa). Ao contrário do pai, que fala até demais, Lulinha parece ter escolhido outro caminho para se proteger: silêncio, relações e proximidade.

A reportagem da Gazeta do Povo procurou o advogado de Lulinha, Guilherme Suguimori, para solicitar uma entrevista, mas não obteve retorno até a conclusão deste texto.
Por Gazeta do Povo

  Publicado em: Política

Todos enrolados!!! Lulinha orientou Roberta Luchsinger a emitir nota para cobrar empresário alvo da PF

Publicado em   18/ago/2026
por  Caio Hostilio

Filho de Lula, Lulinha orientava lobista e participava de reuniões junto ao núcleo duro do Palácio do Planalto

Mensagens em posse da Polícia Federal e obtidas com exclusividade pela coluna revelam que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, orientou a lobista Roberta Luchsinger a emitir uma nota fiscal para cobrar do empresário Cleber Ribas, dono da 3Structure It Ltda. O empresário ganhou mais de R$ 80 milhões em contratos com o governo federal, especialmente durante o governo Lula.

Cleber Ribas é investigado pela PF no mesmo inquérito que apura corrupção e tráfico de influência envolvendo o filho do presidente da República. Conforme revelou a coluna, o empresário pagou pelo menos R$ 150 mil a Roberta Luchsinger para “prospecção de clientes”.

As mensagens revelam que a relação entre Lulinha e Roberta Luchsinger vai além de uma simples amizade. O filho do presidente não somente sabia da atuação e dos interesses da lobista, como também a orientava e participava de reuniões junto ao núcleo duro do gabinete do presidente Lula.

No dia 24 de julho de 2023, Lulinha solicita a Roberta que ela convide Carlos Eduardo Gabas, ex-ministro da Previdência, para se dirigir à Praia do Forte, na Bahia. “Aqui todo mundo”, diz o filho do presidente. “Pronto, já falei com Fernando, com contador, com governador, com secretários, com todo mundo”, responde a lobista. Em seguida, Lulinha orienta a amiga a emitir uma nota fiscal para Cleber Ribas. “Emite a NF pro Cleber”, diz. “Já fiz”, responde Roberta. “Boaaaaa”, comemora Lulinha.

O relatório da Polícia Federal narra ainda que, dias depois, Cleber Ribas solicitou a Roberta uma reunião com Lulinha, em 31/5/2023. Em seguida, ele informa que Rodrigo Assumpção assumiu como novo presidente da Dataprev.

Os inquéritos contra Lulinha foram autorizados pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e Flávio Dino e investigam, entre outros pontos, a relação do filho do presidente com empresários e sua suposta atuação em órgãos do governo federal.

Em uma outra conversa revelada nesta segunda-feira (17/8) pela coluna, Roberta afirma que ela e Lulinha trabalham em um nível diferenciado e diz que o futuro deles é a Suíça. Na mesma ocasião, o filho do presidente da República menciona reuniões com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, então chefe de gabinete de Lula, e Swedenberger Barbosa, conhecido como Berger, que ocupava a Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde.

Conversa entre Lulinha e Roberta Luchsinger revela que filho do presidente participava de reuniões com núcleo duro de Lula

Marcola era um dos principais assessores de Lula, despachava na antessala do presidente e mantinha interlocução com integrantes do governo. Berger, por sua vez, foi quem abriu as portas do Ministério da Saúde para o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, vulgo Careca do INSS, que enviou repasses que somam R$ 1,5 milhão a Roberta Luchsinger. Em uma das transferências, o Careca afirmou a um interlocutor que o dinheiro era para “o filho do rapaz”.

 

Roberta Luchsinger, segundo a PF, pagava contas e dava presentes a Marcola. Mensagens obtidas pela coluna mostram que ela discutiu com o então assessor a compra de um par de solitários e um colar de diamantes. Segundo interlocutores da defesa de Marcola, as joias custaram R$ 9,2 mil e integravam um empréstimo de R$ 249 mil feito pelo ex-assessor com Roberta, posteriormente pago com juros e correção.

Roberta encaminha a Marcola colar e par de solitários de diamantes

Em nota, a defesa de Lulinha informou que não irá comentar ou validar “fragmentos de informações sigilosas indevidamente divulgadas fora de seu contexto original, de origem e integridade não verificadas e cuja seleção descontextualizada pode ser manipulada para construir narrativas distorcidas da realidade.”

“Caso estejamos diante de mais um lamentável episódio de violação do dever de sigilo funcional – crime previsto no art. 325 do Código Penal –, o recorte seletivo e a divulgação parcial revelam um abandono de qualquer pretensão de imparcialidade e obediência às leis, deixando de lado a verdade ou o interesse público para buscar, por meio da exposição midiática, efeitos que a via processual legítima e adequada não permitiria”, informaram os advogados Guilherme Suguimori e Marco Aurélio de Carvalho.

 

“A defesa reafirma sua confiança nas instâncias formais e adequadas de apuração dos fatos e se manifestará nos autos em momento adequado, somente após o acesso pleno aos dados obtidos pelas quebras de sigilo”, prosseguiram.

Procurada, a defesa de Cleber Ribas afirmou que não tem “como comentar supostas mensagens extraídas de arquivos aos quais não teve acesso integral, muito menos eventuais conversas mantidas por terceiros, sem a participação de Cleber Ribas”. “O que a defesa pode afirmar é que Fábio Luís Lula da Silva mantinha uma relação estritamente pessoal com Cleber Ribas, decorrente da amizade entre ambos, sem qualquer vínculo profissional ou comercial”, destacou.

A defesa de Cleber Ribas reiterou que “os contratos celebrados pela 3Structure com o governo federal foram firmados na mais absoluta transparência, depois dos procedimentos administrativos previstos em lei e sem o favorecimento de quem quer que seja”.

Procurado, o advogado Roberto Podval, que assumiu a defesa de Roberta Luchsinger, informou que não vai comentar, em razão do sigilo do inquérito.

Pagamento de R$ 150 mil

O pagamento feito pela 3Structure It à empresa de Roberta já havia sido identificado pela Polícia Federal. Segundo Cleber Ribas, a contratação da RL Consultoria ocorreu para a prestação de serviços de assessoria voltados à prospecção de clientes e à identificação de oportunidades de negócios no setor de tecnologia.

A defesa do empresário afirma que a operação foi legítima, regularmente escriturada, contabilizada, tributada e documentada. Também sustenta que a contratação da consultoria não teve relação com os contratos da 3Structure It com o governo federal.

A 3 Structure It, criada em 2019 e sediada em Florianópolis, fechou seis contratos com o governo federal que somam R$ 85,7 milhões. Ao menos cinco foram celebrados após processos licitatórios.

 

O maior contrato foi firmado com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Em 2023, a pasta contratou a 3Structure It para fornecer uma solução destinada à sustentação do ambiente analítico de dados do ministério. O valor acumulado ultrapassa R$ 42 milhões.

Outro contrato foi firmado com a Telebras. A amiga de Lulinha mantinha influência na estatal, segundo mensagens analisadas pela coluna.

Relação de Lulinha e amiga lobista com o Careca do INSS

Roberta Luchsinger e Lulinha também aparecem nas investigações sobre a atuação de Antunes para tentar viabilizar negócios com o governo federal. O Careca do INSS buscava emplacar um contrato milionário para a compra de cannabis medicinal pelo Ministério da Saúde, iniciativa que acabou interrompida justamente pela deflagração da Operação Sem Desconto, que mira a chamada Farra do INSS.

Por Metrópoles

  Publicado em: Política

Caxias: Gentil Neto levando conforto aos pacientes dos CAPS…

Publicado em   18/ago/2026
por  Caio Hostilio

Consciente dos serviços essenciais dos CAPS em Caxias, o prefeito Gentil Neto levou melhores condições de acomodação dos pacientes, com um mobiliário mais confortável e adequado ao serviço que oferece antendimento especializado em saúde mental.
Para Gentil Neto, os CAPS devem funcionar de portas abertas e sem exigência de encaminhamento médico para acolher pessoas em sofrimento psíquico ou dependência química, mas é preciso dar condições dignas de atendimento aos que nos procuram, afirmou Gentil Neto.  Contudo, que os pacientes tenham condições

“Hoje foi dia de acompanhar de perto a entrega dos novos mobiliários para o CAPS III!

Mais estrutura, mais conforto e melhores condições para acolher quem precisa. Essa conquista é fruto da parceria entre a Prefeitura de Caxias e a UniFacema, fortalecendo cada vez mais a nossa rede de saúde.

Seguimos trabalhando para cuidar das pessoas e construir uma saúde pública cada vez mais humanizada!”, afirmou Gentil Neto.

  Publicado em: Política

Em caminhada histórica na Rua Grande, Orleans Brandão mobiliza multidão e reforça propostas para São Luís

Publicado em   18/ago/2026
por  Caio Hostilio

Milhares de pessoas ocuparam a tradicional Rua Grande, em São Luís, na tarde desta segunda-feira (17), durante uma caminhada liderada por Orleans Brandão, candidato ao Governo do Maranhão pelo MDB. Ao lado do candidato a vice-governador Edivaldo Holanda Júnior, Orleans percorreu o trecho entre a Praça João Lisboa, onde ocorreu a concentração, e a Praça Deodoro.

Durante o percurso, Orleans entrou em lojas, conversou com comerciantes e cumprimentou pedestres e trabalhadores. A mobilização reuniu apoiadores de diferentes regiões da capital e contou com a presença do senador Weverton Rocha, além de prefeitos, candidatos a deputados estaduais e federais, vereadores e lideranças políticas e comunitárias de várias regiões do estado.

Na Praça Deodoro, Orleans agradeceu a participação popular e destacou o crescimento de sua campanha no Maranhão. “Estou muito feliz com o carinho que estou recebendo em todo o estado, por estar andando pelo Maranhão e conversando com as pessoas. Tenho a certeza de que o povo abraçou esse projeto”, afirmou.

Ao falar sobre a parceria com Edivaldo Holanda Júnior, Orleans ressaltou a experiência administrativa do candidato a vice-governador e defendeu a retomada de um trabalho estruturado na capital e na Região Metropolitana.

“O Edivaldo não era o prefeito do TikTok, mas era o prefeito das realizações. Quero que ele seja meu coordenador não apenas de campanha, mas também de trabalho aqui em São Luís e em toda a região, para que a gente volte a fazer aquele trabalho que ele realizou à frente da prefeitura”, declarou.

Edivaldo também manifestou confiança na capacidade administrativa de Orleans e ressaltou o conhecimento do candidato sobre a realidade dos municípios maranhenses. “Orleans conhece de perto os problemas dos municípios e ajudou na solução de muitos deles. Hoje, ele tem a oportunidade de colocar seu nome à disposição do povo para governar o Maranhão”, frisou.

Ao final do ato, Orleans apontou a geração de emprego e renda e a ampliação das oportunidades como prioridades de uma eventual gestão. O candidato também defendeu a continuidade das ações realizadas no estado e o fortalecimento das políticas públicas direcionadas a São Luís.

“Estou pedindo, com muita humildade, uma oportunidade para continuarmos esse trabalho, seguirmos avançando e fazermos o governo das oportunidades, da geração de emprego e renda”, concluiu.

  Publicado em: Política

Orleans Brandão inicia campanha com adesivaços, multidões nas ruas e forte adesão popular

Publicado em   17/ago/2026
por  Caio Hostilio

O primeiro dia da campanha oficial de Orleans Brandão (MDB) ao Governo do Maranhão foi marcado por grandes mobilizações desde os primeiros minutos do domingo (16). Adesivaços, grandes caminhadas e forte participação popular deram o tom do novo momento da campanha eleitoral do emedebista.

Neste domingo (16), milhares de pessoas ocuparam as ruas em diferentes pontos do estado para manifestar apoio a Orleans Brandão e aos demais candidatos da coligação “Avanço por Todo Maranhão”, demonstrando entusiasmo e confiança no projeto político liderado pelo emedebista.

Logo nos primeiros minutos do dia, um grande adesivaço atraiu apoiadores interessados em adesivar carros, motos e outros veículos com o material da campanha.

O ponto alto da programação ocorreu em São Mateus, onde um grande arrastão com mais de 15 mil participantes marcou o lançamento oficial das candidaturas de Orleans e Edivaldo. Ao som dos jingles da campanha e com bandeiras nas mãos, a multidão percorreu toda a extensão da Avenida Pequi até a Praça Zé do Tancredo, transformando o ato em uma das maiores mobilizações políticas já realizadas no município.

Antes do ato de lançamento oficial, Orleans também esteve em Igarapé Grande, onde participou de um arrastão pelas ruas da cidade, acompanhado pelo ex-prefeito e candidato a deputado federal Erlanio Xavier e por uma multidão de apoiadores. Ainda no município, ele se reuniu com outras lideranças políticas locais, entre elas o ex-prefeito Breado e Paraibinha.

Na sequência, ele esteve em Joselândia. Na cidade, encontrou-se com o prefeito Raimundo Zuca durante a celebração do aniversário do gestor, que, na ocasião, reiterou seu apoio à candidatura de Orleans Brandão. Em seguida, o emedebista reuniu-se com o ex-prefeito Biné e Aroldo Garimpeiro, importantes lideranças do município, que também reforçaram a aliança política com o emedebista.

“Começamos esta campanha da melhor forma: ao lado do povo, ouvindo as pessoas e recebendo esse carinho que nos dá ainda mais força para seguir trabalhando. Vamos percorrer todo o Maranhão, levando nossas propostas e mostrando que temos disposição, experiência e compromisso para fazer o estado continuar avançando”, afirmou Orleans Brandão.

Em todas as mobilizações, Orleans recebeu manifestações espontâneas de apoio de moradores, comerciantes, jovens, trabalhadores e famílias inteiras. Além de acompanhar as caminhadas, muitos participantes abriram as portas de suas casas, foram às calçadas e registraram a passagem do candidato pelas ruas.

O envolvimento registrado já no primeiro dia mostra a capacidade de mobilização da coligação e o crescimento da candidatura de Orleans Brandão em todo o Estado. A estratégia para as próximas semanas será intensificar as agendas de rua, ampliar o diálogo direto com a população e apresentar propostas voltadas às principais necessidades dos municípios.

  Publicado em: Política

Nota de defesa do governador Carlos Brandão…

Publicado em   17/ago/2026
por  Caio Hostilio

Na verdade, o Brasil vive um momento Sui generis, cujo STF faz estripulias para deixar de lado a Constituição Federal. Atualmente, não se sabe o quê não é permitido ao STF e quem de fato pode fazê-lo parar e passar a respeitar apenas suas prerrogativas.

Esses processos contra o ex-aliado do ministro Flávio Dino, que foi por duas vezes o seu vice-governador, e por conta de um ruptura de aliança com os agora dinistas, traz uma dúvida tremenda, exatamente por não saber se esses processos são de cunho político, já que seguem em sigilo de judicial, cujos advogados não têm acesso.

Soltam a conta gota alguns pedaços que dizem que foram averiguados pela PF, mas cadê o direito da ampla defesa?

A prisão domiciliar do ex-delegado da PT, Raimundo Cutrim, e o afastamento do Presidente do TCE/MA causam espécie, pois nenhum deles sabem os verdadeiros motivos que os levaram a essas ordenações . Sequer seus advogados sabem, pois não tem acesso aos processos.

A cada investida, fica evidente que o foco é o de afastar o governador Carlos Brandão e, com isso, jogar o governo do Estado ao vice-governador Felipe Camarão, que não deixar de declarar que é aliado do ministro Flávio Dino.

É como esse blog já se expressou: O STF jamais se declarar impedido ou quiçá tomar todo e qualquer processo de outra instância judicial, além de ministros não se declararem impedidos, mesmo sabendo de suas ligações umbilical com os inquéritos.

  Publicado em: Política

Assistam ao vídeo!!! Neto Evangelista expõe a covardia da Prefeitura de São Luís com os pequenos empreendedores no Filipinho

Publicado em   17/ago/2026
por  Caio Hostilio

O deputado Neto Evangelista está correto em denunciar essa covardia contra uma pequena empreendedora, que tinha um pequeno negócio no bairro Filipinho, mais precisamente, na Avenida São Marçal.

A empreendedora tira o seu sustento e de sua família desse pequeno negócio, cujo empreendedores já estão ali há mais de 30 anos.

O exagero praticado contra essa mãe de família é de uma covardia tremenda…

Vale ressaltar, que muitos trabalhadores em São Luís não têm emprego, exatamente pela falta de atração de investimentos e, principalmente, a geração de emprego e renda.

Esse debate deve ser na sociedade, haja vista que a falta de emprego ou condições para o pequeno empreendedorismo gera insegurança e o aumento da criminalidade.

Sabe-se, ainda, que o poder precisa fiscalizar e cobrar condições dignas de atendimento, porém sem truculência, arbitrariedade, maldade e covardia.

Que a Prefeitura de São Luís não gera mais prejuízos para essa pequena empreendedora.

  Publicado em: Política

Agradecimento!!! Afilhado político, Felipe Camarão, diz que Dino “será presidente da República”… Precisa conhecer muito o sentimento do Sudeste, Sul e Centro-Oeste!!!?

Publicado em   17/ago/2026
por  Caio Hostilio

Candidato do PT ao governo do Maranhão, Felipe Camarão afirmou que Flávio Dino “será presidente da República, se Deus quiser”

Candidato do PT ao governo do Maranhão e autodeclarado afilhado político de Flávio Dino, Felipe Camarão disse sonhar em ver o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) chegar à Presidência da República.

Em uma entrevista dada a um podcast em julho, Camarão enumerou os cargos políticos ocupados pelo ministro — que já foi deputado, governador e senador — e projetou um novo posto para o padrinho político.

“Foi juiz federal, deputado federal, presidente da Embratur, governador por duas vezes, senador, ministro da Justiça, ministro do Supremo e será presidente da República, se Deus quiser”, afirmou Camarão ao Bambaê Podcast.

O petista classificou Dino como “uma das mentes mais brilhantes e geniais” do país e “o maior governador” da história do Maranhão. Camarão também atribuiu ao ministro do STF sua própria trajetória na política.

“Tudo que eu sei na política, eu devo ao Flávio. Tudo que eu sou na política, eu devo ao Flávio. Foi o homem que me deu oportunidade de percorrer tudo e de contar todas essas histórias que eu estou te contando. Além de ser uma inspiração, é um grande professor”, declarou.

A proximidade entre os dois já havia ficado evidente em maio de 2025. Durante uma aula magna do curso de direito do Centro Universitário UNDB, em São Luís, Dino tratou Camarão como possível candidato ao governo estadual e, em tom descontraído, chegou a sugerir a professora Teresa Helena Barros para a vice da chapa.

“É um prazer te ver, Felipe. Em nome dessa amizade, quero te dar uma sugestão: coloque a Teresa como vice-governadora, que essa chapa vai ficar imbatível, porque essa mulher é popular”, afirmou Dino na ocasião.

 

Na época em que Dino foi indicado pelo presidente Lula ao STF, em 2023, opositores do ministro investiram no discurso de que ele usaria a Corte como trampolim para concorrer ao Palácio do Planalto no futuro.

Dino, entretanto, deu uma série de entrevistas à época negando qualquer intenção de retornar à política. Ao jornal O Globo, por exemplo, afirmou que “jamais” voltaria à política, caso virasse ministro do Supremo.

Racha no Maranhão

As declarações de Camarão ocorrem em meio à disputa que colocou em campos opostos o grupo político de Dino e o atual governador do Maranhão, Carlos Brandão (sem partido).

Ex-vice de Dino, Brandão assumiu o governo maranhense em 2022, quando o então governador deixou o cargo para disputar o Senado. Dino venceu a disputa, mas renunciou ao mandato de senador para virar ministro do STF.

Pelo acordo político firmado naquele período, Camarão seria o candidato do grupo à sucessão estadual em 2026. Brandão, porém, decidiu lançar o sobrinho Orleans Brandão (MDB) ao Palácio dos Leões.

O rompimento dividiu a antiga base de Dino no estado. Enquanto o grupo ligado ao ministro do Supremo trabalha pela eleição de Felipe Camarão ao governo, Brandão apoia o sobrinho.

A disputa também provocou uma divisão na base de Lula no Maranhão. Lideranças do PT no estado temem que o racha beneficie Eduardo Braide, candidato ao governo do Maranhão pelo PSD.

Camarão tem reforçado publicamente sua ligação com o ex-governador. Seu programa de governo menciona Dino 16 vezes e toma como referência políticas implementadas durante as duas gestões do atual ministro do STF no Maranhão.

Por Metrópoles

  Publicado em: Política

Orleans Brandão une maiores lideranças políticas de Joselândia em torno de seu projeto de governo

Publicado em   17/ago/2026
por  Caio Hostilio

O candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão (MDB), esteve em Joselândia, onde se reuniu com lideranças dos principais grupos políticos do município, neste domingo (16). Em encontros com o prefeito Raimundo Zuca, com o líder político Aroldo Garimpeiro e com o ex-prefeito Biné, o emedebista reforçou a aliança e o apoio em torno de seu projeto de governo.

Na cidade, Orleans reafirmou o compromisso com a conclusão das obras da estrada que liga Joselândia a Esperantinópolis, considerada estratégica para melhorar a mobilidade e fortalecer o desenvolvimento da região.

“As obras que já começaram, pode ter certeza que eu vou continuar. Quero seguir avançando, trabalhando pelos mais humildes e, principalmente, gerando emprego e renda para o nosso estado. E quero muito contar com a querida cidade de Joselândia”, afirmou Orleans, que estava acompanhado de aliados, como o senador Weverton Rocha e os deputados federais Aluísio Mendes e Júnior Lourenço.

O prefeito Raimundo Zuca, que celebrou seu aniversário também no domingo, agradeceu a presença e confirmou seu apoio a Orleans e suas propostas para o governo, reforçando que está ao lado de quem trabalha pelo desenvolvimento de Joselândia.

*Confiança*
Ao recepcionar o candidato, a liderança Aroldo Garimpeiro declarou seu apoio e confiança no projeto político de Orleans. “Eu acredito em você, eu acredito que você vai ser um grande governador”, afirmou. Aroldo também ressaltou investimentos em infraestrutura realizados no município, como pavimentação asfáltica e em bloquetes, além da estrada de Nova Vila Aldeia. “Nós vamos tirar o povo do isolamento. Então, esse é o fruto do trabalho desse time”, afirmou.

Ao finalizar a agenda política em Joselândia, neste domingo (16), Orleans Brandão encontrou-se com o ex-prefeito Biné, confirmando a aliança política no município. O candidato também assinalou a presença e o apoio do senador Weverton Rocha, do deputado federal Júnior Lourenço, do ex-prefeito Biné e de Gleydson Resende.

Ao relacionar o desenvolvimento econômico à criação de novas perspectivas para a população, Orleans Brandão sintetizou uma das prioridades que pretende levar ao Governo do Estado: “Eu quero ser o governador das oportunidades”.

  Publicado em: Política

Jornalista do Estadão, em vídeo, coloca os pingos nos “is” das investidas de Dino contra o governador Carlos Brandão…

Publicado em   17/ago/2026
por  Caio Hostilio

‘Investigações de Dino no Maranhão são de adversários políticos de agora, pois eram aliados do ministro na época em que era governador’, diz Carlos Andreazza.⁣

Só não enxerga àqueles que querem de toda forma, aliados do ministro Flávio Dino no Maranhão, o afastamento imediato do governador Carlos Brandão, para que possam se elegerem e tomar conta do Palácio dos Leões, no tapetão, durante a campanha eleitoral.

Seria providencial ao menos, o ministro Flávio Dino se declarar impedido de julgar esses inquéritos, mas isso já se tornou normal no STF, principalmente com o ministro Alexandre de Moraes, que é vítima, política, acusador, juiz e, principalmente, o que decide tudo.

Tanto, que agora é o relator de uma ação que envolve sua esposa.

Esse país está na bancarrota da degradação da democracia, dos princípios republicanos e do respeito a Constituição.

Se tornou um pais dominado por um sistema em que o povo se tornou vítima das maiores arbitrariedades!!!

  Publicado em: Política

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