Cadê o dinheiro que era para está aqui? Inquérito sobre respiradores na pandemia, que tem ex-ministro de Lula como suspeito, volta ao STF
Postado por Caio Hostilio em 22/jun/2026 - Sem Comentários
Há seis anos, a Polícia Federal tenta descobrir o destino de 48 milhões de reais que foram desviados dos cofres públicos durante a fase mais aguda da pandemia de covid-19. Em 2020, ainda não havia a vacina contra a doença e pacientes agonizavam nos hospitais por falta de remédios e equipamentos.
Nessa época, o Consórcio Nordeste, que reúne os nove estados da região, foi cenário de um golpe. Alegando urgência, o órgão assinou um contrato sem licitação com uma empresa para a compra de 300 respiradores. O pagamento foi integralmente realizado, mas as máquinas nunca foram entregues.
Desde então, um inquérito investiga os responsáveis pelo negócio e tenta, sem sucesso, recuperar o dinheiro perdido. Os bloqueios judiciais alcançaram menos de 4% do total dos recursos. O restante continua desaparecido.
A suspeita é de que tudo, do início ao fim, fazia parte de uma grande tramoia. Nunca houve a intenção de comprar respirador algum. O que existiu foi um conluio entre políticos, empresas de fachada, estelionatários e lobistas, que negociavam lucros ainda maiores em transações futuras e tinham a garantia de que nada lhes aconteceria.
De fato, ninguém está preso, a investigação está paralisada e resgatar o dinheiro depois de tanto tempo é uma tarefa com chances mínimas de sucesso. VEJA teve acesso ao inquérito que tem o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT) como integrante do núcleo político que materializou a trama. Esse escândalo não é o único que atinge hoje os petistas da Bahia.
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