Foram 606 novas mortes registradas neste domingo (24), elevando o número total para 217.081. Este é o quarto dia consecutivo com média de mortes acima de mil, um feito que não se repetia desde 7 de agosto.
Há três dias o país entrou em estabilidade na média de mortes, ainda que uma estabilidade com números acima de mil. A variação hoje ficou em 3% na comparação com 14 dias atrás.
Das regiões, apenas o Sul teve queda (-37%). Centro-Oeste (18%) e Norte (88%) apresentaram aceleração. As demais tiveram estabilidade: Nordeste (-3%) e Sudeste (2%).
Os números dos estados repetiram o comportamento do dia anterior: oito tiveram aceleração, enquanto outros oito e o Distrito Federalapresentaram tendência de queda. Dez se mantiveram estáveis.
Após ser rechaçada por parte de integrantes do PSOL que rejeitaram a candidatura dela para a disputa da presidência da Câmara, no início de fevereiro, a deputada federal, Luiza Erundina (PSOL-SP), “soltou o verbo” contra a sigla; acusando os colegas de bancada de “fisiologismo” e “barganha” com o intuito de obter cargos.
Sem “papas na língua”, a ex-prefeita de São Paulo disse que era “lamentável” o PSOL negociar as convicções do partido “e compromissos políticos históricos”.
“Essa é uma prática dos partidos de direita com a qual eu não compactuo”, escreveu a deputada nas redes sociais.
A declaração da “veterana” acontece logo após um grupo – dentro do PSOL – criticar a posição do partido de não apoiar a candidatura de Baleia Rossi (MDB-SP), o principal adversário de Arthur Lira (PP-AL), cujo nome é apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro.
Ao contrário do que se esperava, inclusive, ignorando o pedido de Marcelo Freixo (PSOL-RJ), feito em dezembro de 2020, o partido de extrema-esquerda optou por uma candidatura própria. Nada viria à tona, se Erundina não viesse a público manifestar repúdio em relação à atitude dos colegas que não a apoiaram.
No Twitter, ela expôs toda a podridão dos correligionários:
“É lamentável que o PSOL negocie suas convicções e compromissos políticos históricos ao aderir ao fisiologismo e à barganha por cargos na Mesa da Câmara. Essa é uma prática dos partidos de direita com a qual eu não compactuo”, disparou, denunciando qual seria o motivo da adesão ao bloco de Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Fernanda Melchionna, deputada federal, pelo PSOL-RS, respondeu à publicação da parlamentar e bradou que ela não fizesse ataques a “quem não acha a tática correta lançar candidato nesse cenário da eleição da Câmara”.
“Mesmo que sua posição tenha vencido e o PSOL tenha lançado seu nome, isso não lhe autoriza a atacar o PSOL”, criticou, para, em seguida, acusar Erundina de ter aceitado cargo de ministra no Governo Itamar Franco, na década de 90, depois de rompimento com o antigo partido, PT.
“Todos nós temos história. O fato da senhora ter rompido com o PT para ser ministra de Itamar nos anos 90, não autoriza ninguém a lhe acusar de fazer política baseada em busca de cargos. Da mesma forma, respeite que o PSOL defendeu, desde o primeiro, um ‘voto tático’, antibolsonaro”, alfinetou a jovem.
A ruptura é tão grande no partido de esquerda que Ivan Valente, integrante do PSOL paulista, resolveu defender Erundina e se posicionar a favor da amiga.
“Estamos juntos, Luiza. Não podemos ser coniventes com notícias falsas, muito menos colocar nossa coerência política em jogo! Seguimos firmes em defesa da democracia e dos direitos do povo brasileiro!”, rebateu.
Colocando “panos quentes” na briga, Marcelo Freixo elogiou Erundina, mas disse continuar discordando dela.
“Respeito muito a história de Luiza Erundina, apesar de discordar do lançamento da sua candidatura à presidência da Câmara. Mas, é inaceitável insinuar que a defesa da entrada do PSOL no bloco democrático para derrotar Bolsonaro, passa pela negociação de cargos. Isso não é verdade”, justificou-se.
Segundo consta a contagem dos partidos, Arthur Lira vence “com folga” a disputa contra Baleia Rossi. Pois, segundo deputados deemistas nem dentro do próprio DEM Baleia tem apoio. Ele é visto por muitos parlamentares como “antipático” e “arrogante”.
O presidente Jair Bolsonaro disse, na manhã deste sábado (23/01), que ele e sua família são perseguidos pela Rede Globo.
“Porque a Rede Globo persegue tanto a mim e minha família. Antonia Fontenelle foi casada com um diretor da Globo, ou seja, fala com propriedade. Tudo o que fiz foi evitar o desperdício de dinheiro público, em respeito ao povo brasileiro”, disse o presidente, pelo Twitter.
Na mesma publicação, Bolsonaro compartilhou o vídeo de uma entrevista da youtuber Antonia Fontenelle, viúva de Marcos Paulo, ex-diretor da TV Globo. Fontenelle fala sobre contenção de gastos na emissora: “A fonte secou. A galera está desesperada e quer tirar o Bolsonaro de qualquer jeito”.
– Porque a Rede Globo persegue tanto a mim e minha família.
– Antonia Fontenelle foi casada com um diretor da Globo, ou seja, fala com propriedade.
– Tudo o que fiz foi evitar o desperdício de dinheiro público, em respeito ao povo brasileiro.
O presidente da Famem, Erlanio Xavier, está solicitando aos prefeitos e prefeitas que iniciaram mandatos em 1º de janeiro, que reforcem os atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde em seus respectivos municípios para fazer frente à elevação de casos da Covid-19 no estado.
Segundo o presidente, as autoridades do Maranhão detectaram um aumento significativo no números de casos da doença.
Neste domingo, o governador Flávio Dino se reuniu com a equipe de saúde para planejar o aumento do número de leitos nos hospitais voltados para o atendimento de casos. “Infelizmente verificamos nos últimos dias crescimento significativo de casos”, afirmou o governador através das redes sociais.
Erlanio Xavier pede aos gestores que se esforcem em informar à população a necessidade de medidas protetivas, evitando aglomerações e seguindo os protocolos de uso de máscara e assepcia das mãos com álcool em gel de modo contínuo. O presidente recomenda ainda que realizem o máximo de testagem e acompanhamento médicos para pessoas que apresentarem sintomas iniciais da Covid-19.
Ontem (21), o Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro caminhou nas ruas de Coribe, na Bahia após a entrega de obras de pavimentação da BR-135. A presença do presidente atraiu a população, que aclamou Bolsonaro.
Na ocasião, o mandatário brasileiro se aproximou e recebeu carinho de apoiadores, além de tirar fotografias com cidadãos que o prestigiavam.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou, na noite desta quinta-feira (21/1), que os dois milhões de doses da vacina de Oxford/Astrazeneca importadas da Índia estarão prontos para distribuição no próximo sábado (23/1), à tarde. Caberá ao Ministério da Saúde realizar a distribuição, o que deve ocorrer entre sábado e domingo, segundo a Fiocruz.
A carga será transportada em voo comercial da companhia Emirates. Após desembarcar em São Paulo, o lote segue em aeronave da Azul para o aeroporto internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro. Em seguida, o carregamento é encaminhado à Fiocruz.
Checagem
Antes de liberar as doses, a fundação, responsável pela qualidade da vacina no país, verificará as condições de segurança para aplicação. Trata-se de procedimento obrigatório antes de liberar a remessa à distribuição aos estados, em obediência às normas regulatórias.
Os imunizantes passarão, ainda, por uma rotulagem, com etiquetagem das caixas com informações em português. “Esse processo acontecerá ao longo da madrugada e na manhã de sábado (23/1) e será realizado por equipes treinadas em boas práticas de produção”, informou a nota da Fiocruz.
A vacina importada da Índia tem características diferentes da CoronaVac, imunizante do laboratório chinês Sinovac, produzido no Brasil em parceria com o Instituto Butantan. Enquanto a CoronaVac exige o armazenamento da metade das doses para a segunda aplicação, a orientação técnica da vacina da Oxford é utilizar a totalidade dos dois milhões de unidades neste momento, pois o intervalo entre uma dose e outra é de três meses.
Na manhã desta quinta-feira (21), os profissionais de saúde da Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Nova Caxias foram imunizados contra a covid-19. Ao todo, 30 doses da vacina CoronaVac foram destinadas à unidade que tem por objetivo a prevenção contra o novo coronavírus. O presidente da Câmara Municipal de Caxias, Teódulo Aragão, representou o prefeito de Caxias, Fábio Gentil, na solenidade que marcou a vacinação dos profissionais.
“Este é só o início da esperança que a gente quer que chegue logo para imunizar a todos. Todos os profissionais de saúde estão recebendo a imunização agora, mas a gente acredita que com a força de todos vamos conseguir imunizar logo toda a nossa sociedade”, frisou Teódulo Aragão.
“Os profissionais de saúde da unidade são contemplados, desde ASD até o médico. Estamos trabalhando em mutirão e estamos vacinando quem está no plantão. A mesma coisa está acontecendo nos hospitais. E, assim, estamos fazendo o que podemos com as poucas unidades que recebemos. A segunda dose deve estar chegando entre 15 e 20 dias”, frisa Verônica Aragão, coordenadora da Vigilância Epidemiológica.
As vacinas foram enviadas pelo governo federal por meio do governo do estado. A Prefeitura de Caxias recebeu 2.466 doses nesta primeira fase, na qual serão priorizados os profissionais de saúde com a vacinação. Posteriormente os demais públicos prioritários serão imunizados. A segunda dose da vacina será administrada nos próximos quinze ou vinte dias, após a primeira dose.
“Essa vacina é acima de tudo uma vitória da ciência, do SUS, e veio para provar que temos uma luz nesse caminho. Esse é o primeiro passo para uma vida normal. Ainda temos um longo processo até o retorno da normalidade, mas já é um grande passo”, frisa Sabrina Medeiros, médica.
“A gente se sente mais protegida. Sente a responsabilidade de cuidar dos pacientes que procuram a nossa unidade. É bastante gratificante a gente estar sendo priorizado”, lembra Deysilane Rocha, enfermeira.
“Nós elaboramos a estratégia, onde uma equipe se desloca até a UBS com a relação nominal de todos os profissionais e eles recebem as doses da vacina. Na zona rural, nós estabelecemos um ponto fixo que é a Secretaria Municipal de Saúde. Então, à medida que os profissionais vão se deslocando para as rotas, eles recebem as doses. O objetivo é contemplar todos os profissionais da Atenção Primária”, lembra Camila Lopes, coordenadora da Atenção Primária.
A Prefeitura de Caxias reforça a necessidade das medidas preventivas já orientadas pelo Ministério da Saúde e pelo Comitê de Prevenção e Enfrentamento ao Novo Coronavírus, a exemplo de lavar as mãos com água e sabão ou álcool em gel, manter o distanciamento social e usar máscara facial.
A diretoria da Anvisa se reúne nesta sexta-feira (22), a partir das 15h, para decidir se libera mais um lote de 4,8 milhões de doses da CoronaVac para uso emergencial no Brasil.
A Anvisa vai avaliar eficácia e segurança, as boas práticas de fabricação e eventuais efeitos adversos em voluntários que testaram a vacina.
No último domingo, a Anvisa autorizou o uso de 6 milhões de doses importadas da Sinovac.
Desta vez, a Anvisa vai avaliar doses feitas no Butantan.