As instituições constituídas do Maranhão estão simplesmente desmoralizadas…

Publicado em   09/nov/2011
por  Caio Hostilio

Com a foto ao lado, fica caracterizado que todas as instituições constituídas desse estado foram desrespeitadas perante da Constituição Federal. O Executivo, o Legislativo, o Judiciário, o Ministério Público e até a OAB, sem as ações constitucionais e democráticas que requer o caso, o Maranhão simplesmente a partir desse ato de desrespeito ao sistema republicano tornar-se-á em uma anarquia sem precedentes.

Com essa foto fica caracterizado, ainda, que a Polícia Militar perdeu o comando, pois ao adentrar no Comando Geral dessa forma, o coronel desmoralizou a própria instituição da qual ele faz parte, mostrando que a insubordinação será uma rotina daqui pra frente.

O certo é que nesse caso, o comando foi omisso, pois o comandante deixou de exercer sua autoridade, agindo de forma incompatível com seu posto e graduação.

Portanto, o comandante também transgrediu a lei militar, visto que deixou de punir subordinado que cometeu transgressão não passível de justificação.

Aqui pode ocorrer o crime de Condescendência criminosa previsto no art. 322 do CPM.

Art. 322. Deixar de responsabilizar subordinado que comete infração no exercício do cargo, ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente:

Pena – se o fato foi praticado por indulgência, detenção até seis meses; se por negligência, detenção até três meses.

O Direito Militar é um ilustre desconhecido da maioria dos doutrinadores e operadores da Ciência Jurídica. Como se sabe, poucas são as Instituições de Ensino Superior que possuem em sua grade curricular a referida disciplina e, mesmo assim, em muitas delas, apenas e tão somente como disciplina optativa. Esse esquecimento vem relegando, propositadamente, a segundo plano, o engrandecimento desse ramo especializado do Direito, chegando ao ponto da completa discrepância entre muitos de seus preceitos com aqueles estabelecidos pelo Direito Penal e Processual Penal Comum, uma vez que estes têm sido, continuamente, objeto de reforma de seus institutos e procedimentos, ao passo que o Direito Militar é proscrito deliberadamente dessa necessária atualização.

É necessário que os poderes constituídos: Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público, OAB etc., que o Direito Penal Militar “consiste no conjunto de normas que definem os crimes contra a ordem jurídica militar, cominando-lhes penas, impondo medidas de segurança e estabelecendo as causas condicionantes, excludentes e modificativas da punibilidade.

Aqui mostra claramente o desrespeito e o enfrentamento ao regimento militar do Coronel Ivaldo ao adentrar no Quartel Geral da Polícia Militar do Maranhão, depois de transgredir o regime militar e ao de improbidade administrativa, ao autorizar o uso irregular das viaturas num ato ilícito: Essa assertiva encontra correlação lógica quando contraposta aos preceitos contidos no inciso LXI do artigo 5º (“ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei), artigo 124 (“Á Justiça Militar compete processar e julgar os crimes militares definidos em lei) e § 4º do artigo 125 (“Compete à Justiça Militar estadual processar e julgar os militares dos Estados, nos crimes militares definidos em lei…”).

A Justiça Militar Estadual, de acordo com o § 4º do artigo 125 da CF/88, compete-lhe processar e julgar os militares dos Estados nos crimes militares definidos em lei. Nota-se, assim, que sua competência é ratione materiae e ratione personae, ou seja, sua área de atuação é mais restrita que a Justiça Militar Federal, uma vez que se lhe atribui competência para julgar, apenas, os crimes militares praticados pelos militares estaduais, os quais, por força do artigo 42, abrangem os membros das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares.

  Publicado em: Governo

Você ainda quer uma Câmara lesiva para São Luís?

Publicado em   09/nov/2011
por  Caio Hostilio

Onze demorados meses que nos distanciam de conhecermos a nova composição da Câmara sanluisense, autorizada para funcionar em 2013 com trinta e um vereadores, acende uma procedente discussão popular que sem muita dificuldade permite a uma significativa parcela da soberana opinião pública ludovicense, concluir que a atual legislatura, exceto alguns raros vereadores, foi a mais indigna composição legislativa de uma das poucas atrasadas capitais brasileiras, que continua a crescer de maneira desordenada, apesar de estar prestes a completar 400 anos de historia.

Legislativamente lesiva, porque ao invés de discutir questões estruturais, infraestruturais e estruturantes, se ateve nos últimos três anos a preencher o expediente legislativo com a entrega de diplomas, títulos e medalhas, fazendo com que essas inapropriadas, politiqueiras e famigeradas “discussõezinhas”, deixassem para um segundo plano o soberano interesse público, a exemplo de Projetos, Programas, Concessões, e se procede ou não a Prestação de Contas inclusive de ex-prefeitos e de ex-presidentes da própria Câmara, estas ultimas há décadas na Câmara sem qualquer providencia.

Legislativamente indigna, quando suspeitamente suas Comissõezinhas Técnicas, especialmente a de Saúde, Meio Ambiente e Transporte, não têm condições de funcionar satisfatoriamente, de certo porque implicaria em procedentes Comissões Parlamentar de Inquérito-CPI, capazes de justificar procedimentos que supririam as atuais consequências socioambientais geradas pelos resíduos tóxicos e altamente tóxicos produzidos por vários tipos de empreendimentos públicos e privados, licenciados do modo como continuam sendo licenciados pela prefeitura e governo do estado, todos sem qualquer fiscalização por parte desses edis, a maioria dos quais totalmente ignorantes em relação à solução do grave problema.

Legislativamente desacreditada, por se omitir de forma insensata em discutir o descumprimento das clausulas de caráter socioambiental constante dos decretos federais que tratam das terras das glebas Tibiri-Pedrinhas, Itaqui-Bacanga e Rio Anil, embora pertencentes à União federal, e sob o domínio útil do governo do Maranhão, estejam essas terras dentro do território ludovicense, onde seus residentes só têm sido usados e abusados para eleger vereadores e prefeitos, deputados, governadores e senadores. Nada mais que isso. 

Prestes a completar 400 anos de fundação, a cidade de São Luís, ainda não possui uma legislação ambiental, muito menos um Plano Diretor Econômico Estratégico, sem falar numa Politica Pública para tratar dos mais variados tipos de resíduos produzidos por empreendedores públicos e privados. Uma suspeita omissão que se vista pelo ângulo da ajuda de campanha eleitoral, demonstra que tal comportamento apenas tem beneficiado a ação lucrativa de grileiros e especuladores imobiliários, de construtores, de industriais e empresários, se observado a luz do Estudo de Impacto Ambiental-EIA, Relatório de Impacto ao Meio Ambiente-RIMA, e Estudo de Impacto de Vizinhança-EIV. Este ultimo comumente nunca exigido apesar de sua macro importância, integrando um dos pré-requisitos necessários para a expedição dos respectivos licenciamentos ambientais.

Essa é a Câmara de uma cidade com 400 anos de historia, capital de um estado brasileiro espoliado politicamente, que continua a crescer de forma desordenada, dependendo dos verdadeiros ludovicenses, para seus futuros vereadores na pratica demonstrem estar mais acrisolados com o interesse da coletividade sanluisense, ao contrario do que demonstram na pratica a maioria dos seus atuais edis. frecom.tp@hotmail.com)

  Publicado em: Governo

Notícias

Publicado em   09/nov/2011
por  Caio Hostilio

Interdição de cadeia pública em Vitória do Mearim

O Ministério Público do Maranhão, por meio da Promotoria de Justiça da Comarca de Vitória do Mearim, ingressou na Justiça, no último dia 1º, contra o Estado do Maranhão, com uma Ação Civil Pública, solicitando a imediata interdição das celas de delegacia do município. Assina a representação ministerial, a promotora de Justiça Letícia Teresa Tales. Na ação, a promotora relata que atualmente a cadeia pública de Vitória do Mearim abriga 30 presos entre provisórios e sentenciados, homens e mulheres, de várias comarcas diferentes, acarretando superlotação. A irregularidade foi constatada em inspeção realizada em 25 de outubro. Há também infiltrações nas paredes, portas e basculantes de madeiras, o que compromete a salubridade e a segurança do local de trabalho dos servidores e do público a ser atendido. “O ambiente das celas é úmido, sujo e insalubre, oferecendo grande risco a aquisição e disseminação de doenças como gripes, meningites, micoses, tuberculose e outras relacionadas ao sistema respiratório”, ressaltou a promotora. Na inspeção, também foi constatado que o esgoto da delegacia encontra-se a céu aberto. E, segundo depoimentos de policiais e servidores, quando ocorrem grandes chuvas, resíduos do esgoto adentram nas salas do estabelecimento.

Nota de esclarecimento

A prefeitura de Paço do Lumiar informa que o secretario de infraestrutura esteve pessoalmente em contato com a populaçao explicando que as Av. 07 e 08 do maiobao assim como outras vias do mesmo bairro e dos bairros do Paranã, Cafeteira, São Jose e estrada do sitio grande entres outros ja tem projetos de pavimentação e que serão executados com verbas de emendas parlamentares e que devera se iniciar ate o fim do semestre.

Alexandre Almeida rebate oposição

O Deputado Alexandre Almeida (PSD), foi a tribuna, hoje, para fazer um pronunciamento rebatendo as críticas feitas pelo deputado Marcelo Tavares (PSB), sobre uma suposta falta de organização no Governo do Estado. Segundo Almeida, o movimento realizando durante a manhã de ontem pelos policiais militares e bombeiros, de forma alguma reflete uma “desorganização” do governo estadual. “A governadora Roseana Sarney está cumprindo uma agenda em Brasília, onde, inclusive, tem reuniões agendadas com a presidente Dilma; o governo vem se colocando à disposição de todas as categorias de servidores para negociar, tanto que estuda a implantação de um plano de cargos, carreiras e salários”, disse o deputado. Ainda segundo o parlamentar, o governo já destinou recursos no orçamento prevendo o impacto financeiro que a implantação desse plano vai gerar aos cofres públicos estaduais. “A previsão desses custos na Lei Orçamentária reflete a intenção da governadora em, de fato, melhorar a condição salarial dos servidores estaduais”, ressaltou Almeida. Em outro momento da sessão, Alexandre Almeida voltou à tribuna para falar sobre a colocação do líder oposicionista sobre o processo de credenciamento de hospitais para o atendimento aos servidores públicos estaduais. “Não há irregularidade nenhuma nesse processo, o governo abriu o credenciamento para todos os hospitais, mas simplesmente não houve interesse”.

Comentário do blog: Simplesmente, o deputado Marcelo Tavares não respeita a Constituição, e a favor da improbidade administrativa. Ora bolas!!! Leis são para ser cumpridas. Os líderes (coronéis) sabem que é proibido militar fazer greve. Por outro lado, usam bens patrimoniais do Estado para fazer uma manifestação, caracterizando improbidade administrativa. Na verdade, o governo do Estado tem por obrigação mandar prender os líderes (coronéis) desse movimento inconstitucional, além de responderem por crime de improbidade administrativa. O deputado Marcelo Tavares quer apenas levar proveito politiqueiro, coisa que seu tio José Reinaldo o ensinou bem, ou seja, passa o óleo de peroba na cara e vai em frente…

 Vereadores querem disciplinar propaganda visual

O vereador-presidente Hamilton Miranda de Andrade (PSD), em pronunciamento feito ontem na tribuna “Freitas Filho”, denunciou o excesso de propaganda visual –fato verificado in loco nas principais ruas e avenidas— no centro comercial de Imperatriz. “Temos reivindicado providências ao Poder Executivo, mas já começamos a estudar uma medida para alterar o Código de Postura para disciplinar a instalação dessas faixas de propagandas”, avisa. Miranda, que estava acompanhado dos vereadores Francisco das Chagas Alves de Brito, o Chagão do PSD, e Joel Gomes Costa, líder do Governo na Câmara Municipal, informou ainda que semanalmente têm recebido reclamações da comunidade, principalmente de condutores de veículos que classificam o problema como poluição visual. Ele classificou a situação como uma verdadeira afronta ao povo e denunciou a “venda e o aluguel irregular de logradouros públicos”. “Nós não aceitaremos que a cidade seja maltratada dessa forma com essa grande quantidade de faixas de propagandas nas ruas e avenidas de Imperatriz”, disse.

  Publicado em: Governo

Veja a importância da logística da Norte/Sul… Brasil supera EUA como maior exportador global de soja

Publicado em   09/nov/2011
por  Caio Hostilio

O Brasil superará na temporada 2011/12 os Estados Unidos como maior exportador de soja do mundo, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

Segundo o departamento do governo norte-americano, o Brasil exportará na temporada 38 milhões de toneladas, contra 36,06 milhões de toneladas dos EUA, que historicamente tem sido o principal exportador mundial.

Até o mês passado, o USDA projetava exportações do Brasil na temporada de 36,5 milhões de toneladas, contra 37,42 milhões dos EUA.

Mas nesta quarta-feira o órgão elevou a estimativa de safra de soja do Brasil para 75 milhões de toneladas , enquanto reduziu a previsão para os EUA, afetado por problemas climáticos.

‘Isso ocorre porque eles tiveram problemas, a produção de soja deles (EUA) está comprometida em relação à estimativa inicial’, explicou a gerente de Agroenergia da consultoria Informa Economics FNP, Jacqueline Bierhals.

Os Estados Unidos são os maiores produtores de soja do mundo, com safra estimada em 11/12 em 82,9 milhões de toneladas, contra 90,6 milhões de toneladas na temporada anterior, segundo o USDA.

‘Para não afetar o consumo interno (dos EUA), o abastecimento para a indústria de rações, eles cortam as exportações’, acrescentou Jacqueline.

Na safra passada, o Brasil exportou 29,9 milhões de toneladas, segundo o USDA, enquanto os norte-americanos exportaram 40,8 milhões de toneladas de soja.

O Brasil superou os Estados Unidos como maior exportador de soja do mundo somente uma vez, na temporada 2005/06, quando as exportações dos EUA foram em torno de 25 milhões de toneladas, enquanto os brasileiros exportaram 26 milhões de toneladas.

Com a conclusão da ferrovia Norte/Sul o Brasil oferecerá a soja com preços mais competitivos, visto que os custos logísticos diminuirão bastante. Os maiores produtores de soja, Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Minas Gerais e o Sul do Maranhão aguardam com grande expectativa a conclusão dessa ferrovia.

  Publicado em: Governo

Notícias

Publicado em   09/nov/2011
por  Caio Hostilio

Depois de muita bravata… Ministério do Trabalho deu R$ 3,7 milhões a associação fantasma

 Selecionada pelo Ministério do Trabalho para oferecer cursos de qualificação para o ‘arranjo produtivo da indústria do carnaval’, a Associação dos Artesãos e Produtores Rudimentares do Rio (Aart) não funciona em nenhum dos dois endereços apresentados a órgãos públicos. O convênio foi firmado com a entidade no dia 31 de dezembro de 2009 e totaliza R$ 3,75 milhões. No contrato com o ministério, a Aart apresenta como endereço de sua sede um apartamento em um prédio residencial na Rua Santa Clara, em Copacabana, zona sul do Rio. A moradora do imóvel, que pediu para não ter a identidade revelada, disse que mora no local há 11 anos e nunca ouviu falar sobre a associação. Já o endereço cadastrado pela a Aart na Receita Federal, um casarão na Rua Real Grandeza, em Botafogo, abriga atualmente o Programa de Artesanato do Governo do Estado, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços (Sedeis). O convênio terminou no dia 30 de junho e a última liberação de recursos, no valor de R$ 1,68 milhão, ocorreu em 7 de dezembro do ano passado. Ainda segundo o portal, a Aart mantém um outro convênio com a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, no valor R$ 554,8 mil. Dá para acreditar que o Lupi desconhecia esse convênio, uma vez que foi firmado em sua terra, além de milionário?

Prefeitura assina Tac para licitação de linhas de ônibus

A Prefeitura de São Luís convida a imprensa e os meios de comunicação em geral para a solenidade de assinatura do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) que será assinado entre o Ministério Público, através da Promotoria Especializada de Defesa do Consumidor,  Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes e Procuradoria Geral do Município para a Licitação das linhas do Sistema de Transportes Coletivo de São Luís.  A assinatura do documento acontece nesta quinta-feira, dia 10, às 10h, na sede da Promotoria de Defesa do Consumidor, no Garden Shopping da Cohama, próximo ao elevado.

TCU traz ao Senado relatório de fiscalização 2011

O presidente do Senado, José Sarney, recebeu ontem, o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que consolida a fiscalização de obras governamentais realizadas em 2011. O documento foi entregue pessoalmente pelo presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Benjamin Zymler e o ministro relator da matéria Raimundo Carreiro. Também representando o Senado estavam os senadores Epitácio Cafeteira (PTB/MA), Flexa Ribeiro (PSDB/PA), João Durval (PDT/BA) e Ana Amélia (PP/RS). A partir de agora o trâmite na Casa é o encaminhamento do relatório para a Comissão Mista de Orçamento que “tem a obrigação não somente de tomar conhecimento como de executar as providências que são necessárias”, orientou o presidente Sarney. Elaborado anualmente pelo TCU para informar ao Congresso Nacional sobre a situação das obras fiscalizadas, o parecer do tribunal cita os casos em que a corte classifica como irregulares.

  Publicado em: Governo

Que se aja com rigor da lei… Se cair na impunidade por questões politicas vai acabar virando costume!!!

Publicado em   09/nov/2011
por  Caio Hostilio

Já ouvi do deputado Bira do Pindaré que não aconteça nenhum tipo de constragimento contra os policiais militares grevistas. Então, devo concordar que o deputado petista é favorável a todo tipo de impunidade, principalmente quando se trata as praticadas por eleitores? Ora bolas!!! É exatamente a impunidade o principal combustível para a corrupção.

Em minha opinião, os comandados até podem ficar fora das práticas ilicitas e de improbidade administrativa efetuada, ontem (08), em frente a Assembleia Legislativa, mas os organizadores militares e os comandantes das ações devem responder por suas condutas irresponsáveis com a coisa pública, ainda mais se tratando de oficiais superiores.  

É sabido que os militares abrangem as pessoas físicas que prestam serviços às Forças Armadas – Marinha, Exército e Aeronáutica e às Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares dos Estados, Distrito Federal e dos Territórios. Vale ressaltar que a partir da EC 18/1998, passaram a constituir uma categoria a parte, sendo que os servidores públicos hoje são apenas civis. Das disposições pertinentes aos servidores públicos aplicam-se aos militares:

1. Teto remuneratório; 2. Vedação de vinculação e equiparação de espécies remuneratórias; 3. Proibição de acumulação de acréscimos pecuniários para fins de concessão de acréscimos posteriores; 4. Irredutibilidade dos subsídios; 5. Pensão por morte igual ao valor dos proventos do servidor falecido ou ao valor dos proventos a que teria direito o servidor em atividade na data de seu falecimento; e 6. Revisão dos proventos e pensões na mesma data e mesma proporção dos servidores da ativa.

Seu regime é estatutário, porque estabelecido em lei a que se submetem independentemente de contrato. Esse regime jurídico é definido por legislação própria dos militares, que estabelece normas sobre ingresso, limites de idade, estabilidade, transferência para a inatividade, direitos, deveres, remuneração, prerrogativas.

Ao militar é proibida a greve e a sindicalização. PARALISAÇÃO pode ser chamada de Greve de fato. Isso caracteriza penalidade por indisciplina, chegando a detenção disciplinar. Não cabe Habeas Corpus por punição disciplinar militar.

Por outro lado, os comandantes desse movimento podem ser enquadrados em improbidade administrativa, visto que usaram bens públicos (viaturas) para servir de equipamento para um movimento grevista irregular, além do gasto com combustível sem que estivem em ações de segurança pública.

Caso o governo deixe essa atitude ilícita passar pela impunidade, abrirá um precedente que custará muito caro ao Estado, além de descumprir com a legislação em vigor.

Assembleia é a favor da improbidade e defensora da impunidade…

Primeiramente, Leis são para serem cumpridas e ver uma Casa Legislativa ser favorável a improbidade e defender a impunidade, observa-se que o Maranhão virará de vez casa da mãe Joana.

Os deputados Manoel Ribeiro, líder do governo, e o deputado Marcelo Tavares, líder da oposição, saíram em defesa do mentor intelectual da grave da PM, o tal coronel Ivaldo. Não interessa quem foi e quem é coronel Ivaldo. O que está em discussão é que os lideres grevistas descumpriram leis que regulamentam o serviço público, principalmente o militar.

A irresponsabilidade foi tamanha, que esses policiais grevistas  praticaram ainda a improbidade administrativa, pois usaram bens públicos para servir de chamamento de atenção da população (as viaturas policiais).

E agora vem a Assembléia Legislativa defender o descumprimento das leis? Que diabos de Legislativo é esse?

Caso o governo do Estado não faça cumprir as leis, entrará completamente no descrédito.

Por outro lado, o comandante da PM mostrou que não tem condições de comandar a tropa, visto que o tal coronel Ivaldo depois de praticar sua patacoada, entrou no Quartel Geral da PM sem farda e com uma arma na mão, cuja obrigação do comandante era de lhe dar ordem de prisão. Seu ato foi uma afronta aos ditames do serviço militar.

Na verdade, o tal coronel Ivaldo não fez esse ato irresponsável visando salário coisa nenhuma, seu ato foi pessoal contra o atual comandante, coronel Francklin. Pois quis mostrar que é ele que detém o comando da tropa.

O atual comandante mostrou que é incapaz de comandar e o tal Ivaldo mostrou que é irresponsável, pois acha que pode descumprir as leis para atingir seu alvo.

  Publicado em: Governo

Lupi… Cuidado com as bravatas!!!

Publicado em   09/nov/2011
por  Caio Hostilio

Bravata é aquele “caô”, “cascata”, “agá”, “bocão”, “esparro”, que as pessoas usam para tirar vantagem de alguma situação. Tem 3 bravatas no mundo político que gera incomodo em quem escuta: “Sou ético e moralista”, “Não tem nada contra mim”, “Sou o melhor

Existe ética e moralidade na política? Só doido para acreditar nisso, visto que a política é movida exatamente pelas artimanhas que vão de encontro a esses valores. Mas existem aqueles que ainda se pautam nesses valores, quando todos sabem que político mente, subestima a inteligência alheia, promete e não cumpre, faz todo tipo de jogada para alcançar o poder. Se você for a fundo nesses políticos que usam desse discurso falacioso, vai comprovar que das duas, uma: ou o político é um mentiroso descarado ou então ele é um mentiroso compulsivo, pois acredita em suas próprias bravatas.

A outra bravata é até mais comum. Como está na moda fazer concursos, de convocar a imprensa e os órgãos fiscalizadores para apurar tudo, pensando que com isso se livrará fácil das denúncias constantes contra ele… Acreditando que todos pensam que ele é um perseguido. Sai algumas pessoas em sua defesa e isso faz com que o bravateiro ache que aquilo foi muito bom, muito maravilhoso, afinal de contas “acreditam nele”. Isso é outra conversa pra boi dormir. Não significa que o político está bem na fita…

A terceira bravata é aquela que o político se sente tão seguro que parte para desafiar a tudo e a todos… Apostando que está acima de tudo e que é intocável. Esse é o tipo do bravateiro que não passa de um fanfarrão, pois tem vida curta, bastando mais uma ou duas denuncias para que ele mesmo peça para sair, antes mesmo que o dono do cargo o peça para sair.

Já escutei bravatas absurdas como as ditas pelo “camarada” Orlando Silva, mas as bravatas proferidas pelo excêntrico Carlos Lupi, extrapolou todas as expectativas possíveis.

O bravateiro Lupi – confiando em um apoio de parte do PDT e, principalmente, da fala do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, de que “ainda” não existe indícios de envolvimento do ministro – avisou que para tirá-lo do cargo, ‘só abatido a bala e tem que ser bala forte, porque eu sou pesadão’.

Confiante em suas bravatas disse ainda que ‘duvida’ que a presidenta o tire do cargo.

Bravatas são como mentiras…. Tem pernas curtas!!! Essa história de o PDT deixar a base aliada ao governo Dilma caso Lupi seja demitido não se sustenta, pois os deputados que disseram isso, falaram apenas da boca pra fora e quiçá por terem sidos beneficiados com as falcatruas no Trabalho.

Bastam mais alguns capítulos e tudo estará resolvido… O bravateiro Lupi fora do Ministério, Gurgel afirmando sua participação, visto que ninguém acredita de um gestor não saiba das grandes falcatruas de sua pasta… Isso não foi um roubo de lápis, canetas, papel etc. e, principalmente, a bancada buscando o líder do governo para dizer que estão juntos em defesa do governo Dilma.

  Publicado em: Governo

Informativo

Publicado em   08/nov/2011
por  Caio Hostilio

Diante dos fatos, observa-se que tudo não passa de uma manobra politiqueira armada dentro da própria caserna!!!

O governador em exercício, Washington Luiz Oliveira (PT), e o secretário de Estado de Segurança Pública, Aluísio Mendes, em coletiva à imprensa no Palácio dos Leões, esclareceram o posicionamento do Governo do Estado frente à paralisação dos policiais militares, nesta terça-feira (8). Ao lado dos comandantes da PM, coronel Franklin Pacheco, e do Corpo de Bombeiros, coronel Marcos Paiva; procurador-geral de Justiça em exercício, Eduardo Jorge Heluy Nicolau; e procurador-geral adjunto do Estado, Ricardo Gama Pestana; foi ratificado que o Governo do Estado manteve seu compromisso de apresentar, o mais rápido possível, o Plano de Cargos, Carreiras e Salários do servidor público estadual, que contempla, também, a categoria dos policiais militares, ativos e inativos. Aqui nesse espaço já mostrei que o salário dos professores superam os pagos por outros estados e agora essa tabela abaixo mostra o patamar em que se encontra o salário dos PMs do Maranhão. Na verdade, a evidência é a de sempre: “Nós gostamos de alardear que o Maranhão é uma terra arrasada”!!! Quanta canalhice…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Parceria pela educação…

O Governo do Estado e a Prefeitura de São José de Ribamar firmaram, nesta terça-feira (08), convênio na área da educação que permitirá a reforma e ampliação da Escola Municipal Dário Santos da Silva, assim como o aumento de vagas na referida unidade pública de ensino. A cerimônia de assinatura do convênio aconteceu no Palácio dos Leões e foi coordenada pelo secretário-chefe da Casa Civil, Luis Fernando Silva, que representou a governadora Roseana Sarney no evento. O secretário municipal Rodrigo Valente (Planejamento, Administração e Finanças) representou o prefeito Gil Cutrim (PMDB) na solenidade, que também contou com a participação do presidente da Câmara Municipal de São José de Ribamar, vereador Beto das Vilas (PMDB). Além de São José de Ribamar, Luis Fernando, acompanhado dos secretários Hildo Rocha (Articulação Política) e João Bernardo Bringel (Educação), assinou convênio, no valor de R$ 2,6 milhões, para construção, reforma e ampliação de Escolas Municipais nas cidades de Carutapera, Maranhãozinho, Imperatriz, Anapurus, Araguanã e Mata Roma. Luis Fernando explicou que a celebração dos convênios é resultado dos Seminários Regionais de Lideranças, promovido pelo Governo do Estado com o objetivo de identificar as principais demandas dos municípios maranhenses. “A assinatura destes convênios é apenas uma etapa do trabalho. Ainda este mês, assinaremos outros 69 convênios com Prefeituras no setor do transporte escolar e construção e reforma de mais escolas”, explicou o secretário-chefe da Casa Civil.

Ex-Presidente da Câmara de Vereadores de Lago da Pedra, Maria Leêne Dias, terá que pagar R$ 16 mil à Fazenda Estadual

Valor corresponde à multa imposta pelo TCE por irregularidades nas contas de 2004. A 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Lago da Pedra ajuizou, em 7 de novembro, Ação Civil Pública de execução forçada contra a ex-presidente da Câmara de Vereadores do município, Maria Leêne Dias de Souza. O MPMA solicita que a ex-gestora pague, no prazo de 24 horas, a quantia de R$ 16.729, 32 à Fazenda Estadual. O valor corresponde à multa imposta à ex-gestora pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), conforme Acórdão (decisão) nº 881/2009. A penalidade foi imposta devido a diversas irregularidades constatadas no exercício financeiro de 2004. Em caso de descumprimento, está prevista a penhora de bens da ex-gestora para a satisfação do débito.

Antonio Pereira anuncia apoio a Nelson Horácio em Porto Franco

O deputado Antonio Pereira anunciou nesta terça-feira (8), durante reunião com lideranças políticas de Porto Franco na Assembleia, que apóia a pré-candidatura do médico Nelson Horácio (PRB) à prefeitura do município em 2012. Segundo Pereira, Nelson Horácio recebe, também, o apoio da governadora Roseana Sarney (PMDB), do secretário de Estado da saúde, Ricardo Murad, do deputado Tatá Milhomem (PSD) e do ex-prefeito Raimundinho Milhomem.   

Dr. Pádua destaca obra de asfaltamento da MA-280

Em visita aos moradores, lideranças políticas e sindicais dos municípios de Sítio Novo, Grajaú e Barra do Corda, neste último final de semana, o deputado estadual Dr. Pádua (PSD) destacou a importância da obra de asfaltamento da MA-280, rodovia estadual que interliga as cidades de Montes Altos a Sítio Novo – 48 km de extensão. “Essa obra é de extrema importância à comunidade tocantina, bem como para a do eixo central maranhense reduzindo em mais de cem quilômetros a distância para quem deseja se deslocar para Imperatriz, a metrópole do sul do Maranhão”, disse ele. O parlamentar enalteceu o governo estadual que busca consolidar grandes investimentos rodoviários para melhorar o desenvolvimento da região Tocantina. “Nós iremos propôs também o asfaltamento da MA-275 que liga Sítio Novo a Amarante do Maranhão, via considerada essencial para interligar o anel viário na região Tocantina”, reitera.

  Publicado em: Governo

Em entrevista e discurso, Sarney analisa a crise da democracia representativa

Publicado em   08/nov/2011
por  Caio Hostilio

“Estamos marchando para um tipo de democracia direta”, diz o presidente José Sarney em entrevista ao primeiro número da revista do site Congressoem Foco. Convicçãoque reafirmou também em discurso na abertura da entrega do Prêmio Congresso Em Foco, 2011, na noite de ontem, em Brasília.

Sarney observa que a evolução das mídias eletrônicas amplia e muda exercício da democracia que, abrindo espaço para as manifestações de todos e a comunicação on line entre a população e seus governantes, enfraquece o modelo da democracia representativa para fortalecer o da “democracia direta”.

Entrevista ao Congresso em Foco

Aos 81 anos, o ex-presidente da República e atual presidente do Senado e do Congresso Nacional, José Sarney (PMDB-AP), não é homem de passar recibo. Destratado por um coro de 100 mil vozes no Rock in Rio, saiu-se com esta: “A contestação está no DNA do rock”.

Sarney sobreviveu a tudo. À crise dos atos secretos, a denúncias de problemas administrativos no Senado e à repercussão causada pelo envolvimento do seu filho Fernando em uma investigação da Polícia Federal. Alheio à pressão popular, o Senado, que na legislatura anterior havia arquivado as denúncias feitas contra ele, no início deste ano o reconduziu à presidência.

Nada mais parece abalar Sarney. Ele diz estar acostumado a apanhar. “É bom bater no Sarney”, ironiza. Fala em aguardar o julgamento da história. Mas o homem que cultiva a fama de conciliador também sabe atirar.

Ao receber em seu gabinete a Revista Congresso em Foco, para a qual esta entrevista foi feita originalmente, disparou contra a oposição, os partidos políticos e o próprio Legislativo. Leia aqui a íntegra da entrevista.

Congresso em Foco – Nesses seus quase 60 anos de vida política, qual foi o setor, na sua opinião, em que o Brasil mais avançou e qual aquele em que ainda há maiores dificuldades a serem superadas?

José Sarney – Se fizermos uma análise na história do Brasil, chegaremos à conclusão de que o Brasil é um país que sempre deu certo. Saímos da independência sem nenhuma luta, ao contrário do que ocorreu na América Espanhola. A república – um golpe militar a que o povo assistiu bestificado, como disse Aristides Lobo – também se instaura sob o poder civil. Ruy Barbosa, o grande civilista, estabelece a nova Constituição, moldada na americana. Os próprios militares estavam submetidos e querendo instaurar um regime democrático e de liberdades públicas. Por isso o Brasil deu certo. Dentro do Congresso se fez o país. Não foiem batalhas. Saímos dos barões do café, entramos nos bacharéis. A partir de então, tivemos quase todas as classes representadas no poder. Chegamos ao fim do primeiro século da República tendo um operário no poder e depois uma mulher na presidência, uma mudança de gênero, o que é extraordinário. Hoje somos a quinta economia do mundo. Como tivemos tempos dourados dos Estados Unidos, da Europa e dos tigres asiáticos, hoje a África e a América do Sul estão despertando. Não temos motivos para pessimismo. Estamos no caminho de crescimento constante. Até censuramos nosso excesso de leis. Estive na França uns cinco anos atrás, criticava-se o fato de terem votado durante a Assembleia Nacional 23 leis. No Brasil temos mais de 350 mil leis.

Essa espécie de fúria legiferante é o maior defeito do Congresso?

Criou-se a mentalidade de que tudo se resolve com uma lei. Ela vem para assegurar direitos e quase que costumes. Mas há um fato mais importante. Como a Constituição de 1988, colocaram funções do Congresso no Executivo, e do Executivo no Congresso. O Executivo passou a ser o maior legislador do Brasil. Essa deformação vem da Constituição de 1988.

O senhor mantém a opinião de que o Brasil é um país ingovernável?

Logo que assumi a Presidência da República, poucos meses depois, convoquei a Constituinte. Minha visão era de abrir imediatamente todos os espaços para que as forças vindas da clandestinidade tivessem espaço para exercer, dentro da democracia, seu desejo de participação. Precisávamos atualizar o Brasil em matéria de direitos sociais porque nossas constituições tinham sempre predominância da visão econômica. O Brasil precisava se modernizar também em relação a direitos sociais e civis, porque vínhamos de um regime autoritário. Esses dois capítulos são excepcionais, tanto que devemos a eles o mais longo período de tranquilidade institucional. Como a Constituição é híbrida, ela transformou o paísem ingovernável. Temse mantido a governabilidade à custa do sentimento de unidade e conciliação que o Brasil sempre teve.

Ingovernável por quê?

O Congresso está, de certo modo, com suas funções deformadas pelas medidas provisórias. A iniciativa legislativa passou a ser do Executivo, que comanda o processo legislativo. O Congresso perdeu o poder de criatividade, em que se aprofunda a democracia. Quem toma conta da pauta do Legislativo é o Executivo. Por outro lado, o Legislativo chega e assimila ações que eram do Executivo. Culpo muito esse sistema ao fato de o Congresso ter se desviado de suas funções e, ao mesmo tempo, perdido força, substância e prestígio perante o poder público. Votamos coisas que não deveríamos votar. Organização e criação de cargos, remanejamento de créditos, coisas da administração diária que passam a ser obrigatoriamente vindas do Executivo. Até a fixação do salário mínimo. Durante toda a vida, o presidente fazia um decreto com o novo salário mínimo. Agora temos de fazer uma lei todo ano. Passamos um mês ou dois aqui no Congresso discutindo o assunto.

Por isso o Congresso tem uma imagem tão desgastada?

Isso é um fenômeno mundial. É a crise da democracia representativa. Ela está no mundo inteiro. No Brasil, o Congresso tem 38% de aprovação. O Congresso do Chile está com 23% de aprovação e o dos Estados Unidos, com 27%. Isso é um fenômeno que enfrenta a democracia representativa. Ela foi instituída para que os eleitos representassem o povo, num prazo certo, em eleições periódicas. Mas as novas tecnologias fizeram com que a vontade do povo se expressasse em tempo real. A substituição que houve é saber quem representa o povo. É um Congresso eleito de quatro em quatro anos e que envelhece rapidamente diante da velocidade dos fatos ou aqueles que falam diariamente em nome da opinião pública? Esse é o grande choque da crise da democracia representativa. É um outro mundo, que não corresponde àquele em que se criou a democracia representativa, ainda no tempo da carta do rei João na Inglaterra. Outro dia até fui mal interpretado. Analisando isso, eu disse que, quando os Congressos foram feitos, deram aos parlamentares ainda na Inglaterra prerrogativas para que eles não fossem objeto de dependência do rei. Para isso, havia algumas garantias chamadas de prerrogativas. Quando a gente analisa isso, interpretam como se estivéssemos falando das vantagens que os parlamentares têm. Falo isso do ponto de vista teórico, de quem estudou a história da construção da democracia representativa.

Como superar essa crise?

Estamos marchando para um tipo de democracia direta. Hoje, 30 dias depois da eleição, o eleitor já não sabe por que votou em determinada pessoa, nem o eleito sabe por que foi votado. Desapareceram os programas e as ideologias. Ficou uma atividade pragmática do dia da eleição. O Congresso foi ficando um poder – que hoje já se pensa que ele é anacrônico – que não representa nada. Mas é muito melhor você viver com um Congresso dessa natureza do que viver sem nenhum Congresso.

Muitos brasileiros canalizam contra o Congresso o incômodo causado hoje no Brasil por temas como corrupção e falta de serviços públicos de qualidade. É visão errada dessas pessoas ou há falhas graves no Congresso e nos políticos?

É muito compreensível que as pessoas tenham visão crítica e insatisfação, embora as pesquisas apontem grau de satisfação do povo brasileiro bastante alto em relação ao país. Acreditava-se, até a queda do mundo de Berlim, que através da utopia você podia mudar o mundo. E isso criou sociedades muito questionadoras no mundo inteiro. Não é um fenômeno brasileiro, até aqui é menor, por exemplo, se compararmos com o movimento dos indignados na Europa e nos Estados Unidos. Eles têm uma insatisfação pessoal muito grande e isso também se reflete sobre o Congresso. Por quê? Por que o Congresso é o coração da democracia. É onde o povo tem a oportunidade de falar, protestar e opinar. O que moveu a política do mundo inteiro foi a utopia. E, de repente, percebemos que a ciência e a tecnologia foram capazes de fazer muito mais que do que fizemos todos nós com as ideias políticas ao longo do século. Por exemplo, o Alexander Fleming, que descobriu a penicilina, fez de bom para o povo e para o mundo muito mais que qualquer ideologia política. Agora, a vontade do homem de cometer desvios vem desde o princípio do mundo. A corrupção está no âmago das ideias políticas do mundo ocidental, até como desqualificadora dos adversários. Acredito que o Brasil hoje seja menos corrupto do que foi no passado. E é mais corrupto do que será no futuro, porque no futuro ele será bem melhor.

Por que o PT se tornou tão forte no Brasil? Até que ponto vai essa força?

O Lula desencadeou um processo da ascensão dos operários ao poder. A partir daí ele representa uma ideia-força que é extraordinária, porque ele levou a classe operária ao poder. Com ele, a sociedade brasileira passou a ser menos injusta. A liderança de Lula não é horizontal como as outras, que com um vento caem. Sua liderança é vertical, não é qualquer ventania que pode destruí-la.

O senhor quer dizer que a força não é do PT, mas do Lula?

A história sempre se conduz de um homem, de um grande líder, algumas ideias básicas. E o Lula é justamente a síntese dessas ideias, que ele representa pessoalmente. Ele passou de um homem a símbolo desse processo.

E há algo que as oposições pudessem ter feito na história recente do país, ou que possam fazer hoje pra contrapor a essa enorme força?

Em princípio, acho que a oposição perdeu ideias. Ela não tem propostas. Qual é a proposta da oposição pra isso? Ela adotou o discurso “nós somos responsáveis por tudo isso”. Ora, isso não cabe na cabeça de ninguém, porque a legitimidade do Lula é de ser operário. Como é que uma área nascida da elite paulista pode dizer que ela é que representa essas idéias? É uma coisa que não pega. A mudança de gênero, com Dilma, também é um avanço. Dilma é uma continuidade sem continuísmo, embora ela também represente essas ideias.

Esse discurso da oposição de que o PT se apropriou de seu programa não pega por que a ideia é falsa, ou não pega por que a população não acredita?

Isso é falso, não existe. O Lula é resultado de um processo histórico, que vem da República até aqui. Não há a mesma coisa em relação à oposição. A oposição existe e deve existir, porque a pior coisa seria uma sociedade unânime. Nós temos uma oposição com nomes brilhantes, ativos, mas falta proposta, uma ideia-chave que seja a motriz desse processo.

A oposição tem condições de reverter esse processo até as próximas eleições presidenciais daqui a três anos?

Acho que não. Num horizonte médio, enquanto não se esgotar esse processo de participação do social como principal na nossa forma de governo, o Lula, com esse conjunto de forças que se agregaram a ele, ainda tem tempo. Não vejo um horizonte de perda de substância disso. Essa aliança em torno de Lula vai ter futuro ainda durante muito tempo. Ela pode ter defecções, mas a linha básica será mantida.

Não há espaço nem mesmo para outros partidos hoje aliados ao PT?

Todo partido tem forças de direita, de centro e de esquerda. Lula é um grande político, não só representou uma ideia. Se fosse só uma ideia, ele seria combatido. Como grande político, reuniu toda a sociedade, um segmento que estava em torno também desse mesmo processo.

O senhor acha que o PSD pode virar um novo PMDB, ou seja, um partido com muitas lideranças regionais fortes, mas sem uma uniformidade ideológica, programática?
Enquanto tivermos o voto proporcional uninominal, não teremos partidos políticos. No caso do Brasil, não existe partido, porque o inimigo está dentro da legenda. O candidato tem de vencer não é o adversário, mas o seu companheiro de partido para se eleger. Não tendo partidos, as pessoas passaram a ficar desconfortáveis nessas agremiações, que não são partidos. São cartórios que reúnem políticos e registram candidatos nas vésperas das eleições. Muita gente estava insatisfeita e agora apareceu uma janela e todo mundo pulou fora.

O senhor acredita que a reforma política sairá?

A reforma política é muito difícil. Luto por ela há mais de 40 anos. Apresentei, em 1971, o primeiro projeto instituindo o voto distrital. Mas a verdade é que o Congresso, por viver tantos anos sob determinadas regras, tem receio de mudá-las. Os parlamentares receiam perder as eleições.

O senhor diria que a solução pra esse problema da falta de identidade dos partidos seria o voto distrital, seria lista fechada?

Não podemos inventar a roda. O sistema político no mundo inteiro é feito à base do voto distrital, puro ou misto. Só existe no Brasil o voto proporcional ou uninominal. Na Finlândia também existe, mas é uma coisa diferente, porque é um voto proporcional dentro do próprio partido. Não podemos inventar que vamos ser o único país do mundo a descobrir um sistema de governo baseado no voto proporcional. Temos de fazer o voto distrital, o distrital misto.

O senhor concorda com o financiamento público?

É um grande avanço, embora eu não acredite que o financiamento público evite a participação do poder econômico, que sempre vai influir em todas as eleições em todos os lugares do mundo. Essa bagunça que existe aí, da empresa privada contribuir para as eleições, não é uma forma que tenha dado certo, porque obriga os políticos a serem pedintes, que vão com uma sacola na mão. São 500 mil candidatos atrás de recurso para fazer eleição.

Qual o legado que o senhor acredita que deixará nas suas gestões à frente do Senado?
Minha participação dentro do Senado sempre foi procurando buscar a modernidade. Levantei a ideia da informatização em 1972. Forcei naquela época para que fosse criada uma comissão da qual saiu o Prodasen. Depois, quando fui presidente da Casa, a minha primeira providência foi justamente a de dar transparência para ajudar o povo brasileiro a acompanhar mais. Montei todo um sistema de informatização do Congresso, com televisão, rádio e agências de notícias. Fiz naquela vez a primeira reforma administrativa. Na segunda também procurei fazer a reforma administrativa. Acho que o Senado é muito mais enxuto, melhorou bastante. Agora estamos trabalhando numa outra etapa de futuro, que é justamente de gestão de programas estratégicos. Não devemos esquecer que, pela própria singularidade da máquina administrativa do Congresso, temos 81 repartições periféricas da administração central, que são os gabinetes dos senadores. Eles têm independência para nomear, admitir e administrar.

Na área legislativa, o que o senhor acha que deixa de mais importante?

Primeiro, a reformulação dos nossos códigos, que também é uma ideia de modernidade. Nós estabelecemos comissões com juristas. Já saímos com o Código Civil e  o Código de Processo Penal. Estamos trabalhando no Código de Defesa do Consumidor, que está terminando agora. Vamos partir para a Lei das Execuções Penais, que é uma coisa que o Brasil está devendo. Nosso sistema penitenciário é uma coisa trágica. Minha ideia é constituir uma comissão de grandes experts para analisar a federação. Hoje a federação é uma ficção e uma palavra dentro da Constituição, mas na realidade ela não está estruturada em termos modernos.

Há temas que estão sendo debatidos há muito tempo, mas sempre com dificuldade para se chegar a um desfecho. O senhor acredita que se avance, por exemplo, na reforma tributária este ano?

A reforma tributária é uma necessidade, porque realmente temos um verdadeiro pandemônio na legislação fiscal, com a superposição de atribuições. E, para fazer uma reforma fiscal, temos de mexer com grandes interesses. É uma reforma de difícil formulação.

O senhor não acredita que se consiga avançar nessa área?

Acredito que se possa avançar pouco a pouco em partes tópicas. Por exemplo, estamos com uma lei que mexe no ICMS sendo votada. Também estamos discutindo certa redistribuição de renda entre os estados, aproveitando o problema dos royalties do petróleo. São alguns avanços.

Muitos críticos do senhor fazem referência ao fato de seu grupo político exercer um longo domínio no estado do Maranhão, e aquele estado não ter se desenvolvido nesse período tanto quanto outros. Como o senhor enfrenta essa crítica?

De certo modo, essa crítica é nova.  Passou a existir depois que perdemos a eleição no Maranhão. Uma maneira de desqualificar a minha participação na vida pública nacional era desqualificar o estado. Então venderam ao Brasil essa ideia de que o Maranhão é um estado miserável, quando na realidade o IBGE tem 3 mil índices. Nós temos alguns índices que são péssimos, também os outros estados têm índices péssimos. Mas quero dizer que o Maranhão é o 16º estado do Brasil em PIB [Produto Interno Bruto], está na frente do Mato Grosso. Fala-se que o IDH [Índice de Desenvolvimento Humano] do Maranhão é baixo. É realmente baixo, muito baixo. Agora, o Brasil é a 7º economia do mundo. E qual a posição dele no IDH? Está na 81ª posição. Nem por isso se vai dizer que o Brasil é um país miserável. O Maranhão, pelo contrário, é um estado que hoje tem as maiores possibilidades naquela região. A infraestrutura que nós criamos no Maranhão é a melhor dos estados do Nordeste. Tiramos ele do século XIX. Esse foi um processo político que foi assimilado pela grande mídia porque é bom bater no Sarney, dá visibilidade isso, pela minha longa vida política, em que sempre atuei como um conciliador nos momentos mais difíceis da história do Brasil. Fui um homem que procurou ajudar o país na transição democrática, o colar social dentro da Constituição foi feito por mim. Sempre procurei influenciar essa visão social e solucionar crises. Minhas escolhas aqui dentro da Casa também têm sido neste sentido, do homem  tranquilo, do homem prudente, do homem paciente.

Que imagem o senhor acredita que o brasileiro, de maneira geral, tem do senhor?

Não sou a pessoa certa pra julgar. A história é que vai me julgar. No contingente, cada um de nós sofre os problemas diários. Como não se pode falar mal do Lula, porque o Lula já não está presente, não se pode falar mal da Dilma, porque é a nossa presidente, restou Sarney para ser o ponto de crítica nacional.

Teve algum momento em que o senhor ficou particularmente indignado ou particularmente atingido por críticas ao longo desses quase 60 anos de vida pública?
Na Presidência da República, sofri um combate muito grande. No meu discurso de saída, fiz uma avaliação em que digo que o tempo corrige até as críticas mais violentas feitas. Todos os excessos são corrigidos. Quando leio a história do Brasil, vejo a proporção que ela vai construindo e a possibilidade que a pessoa tem dentro da sua vida política. Também me vejo assim. Um dia o Chico Caruso me perguntou como eu via as charges dele. Respondi: como se eu fosse uma terceira pessoa.

O senhor acredita que sua imagem como homem público será revista no futuro?

Não tenho dúvida de que serei julgado pelo que fiz e não pelo que não fiz. Eu gosto de um verso do Miguel Torga, sobre o Afonso de Albuquerque, que foi vice-rei das Índias. “Do que fiz e do que não fiz, não cuido agora; as Índias todas falarão por mim.”

  Publicado em: Governo

Afinal, o Natalino Salgado é político ou reitor da UFMA?

Publicado em   08/nov/2011
por  Caio Hostilio

É sabido que Natalino Salgado desconhece por completo a importância real de uma universidade para vida científica e, principalmente, sua necessidade para vida da coletividade, através de extensão e não com atitudes politiqueiras, usando alunos de medicina.

Para se ter uma idéia de agente político, na convenção do PCdoB (propinoduto comunista do Brasil), causou admiração um dos braços direitos do senhor João Castelo, Afonso Salgado, do PSDB, ex-vereador, declarar: “Vamos mudar este Estado. É sepultar a oligarquia e o sarneysismo”. Que oligarquia, se seu patrão faz parte como Governador Biônico do Maranhão de 1979 a 1983? Ou será a de seu irmão, Natalino Salgado, que passou indevidamente 10 anos como diretor do hospital Universitário da UFMA, quando o correto era apenas dois anos? Uma década para usar como trampolim para se tornar reitor da UFMA, onde dizem que pretende ficarem outros 10 anos!!! Pobre educação universitária!!! Quanto ao irmão do reitor… Sugiro que ele se coce para continuar como empreiteiro da Prefeitura de São Luís.

Para mostrar a cara de pau do reitor com a saúde pública, hoje (08), alunos do Curso de Medicina da UFMA, chefiados por um professor do curso, e pasmem acompanhados de um mestre da Maçonaria, promoveu o “abraço” do Socorrão I da rede municipal e dos Hospitais Juvêncio Matos e Maternidade Benedito Leite, a guisa de protestarem contra o que denominam Caos da Saúde. Ora bolas!!! Melhor seria e até mais perto para eles que usassem os alunos para abraçar o Hospital Universitário, que apesar de receber milhões do SUS, e mais verbas extras do Ministério da Educação e da Saúde, mantém uma fila de espera por cirurgias e outras internações de 3.500 pessoas. Como é nesse hospital que eles aprendem medicina ou pelo menos devia aprender, esse gesto seria melhor, mas interessante para o aprendizado.

Na verdade, Natalino Salgado deve está louco com as novas proposições da presidenta Dilma com referência aos alunos de medicina ganhar pontos quando estiverem prestando serviços em hospitais e postos de saúde em municípios e bairros pobres.

Como desconhece por completo a autonomia universitária e a indissociabilidade em ensino, pesquisa e extensão, Natalino Salgado deve ficar louco, pois como comprovará as despensas com cirurgias de alta complexidade praticadas no Hospital Universitário, se os alunos estarão exercendo de fato a extensão e, assim, os oportunistas não poderão mais utilizar a estrutura do Dutra?

Ficarei esperando a saída dele!!! Até hoje ninguém se manifestou sobre onde estão sendo jogados os resíduos sanitários do campus da UFMA!!!

  Publicado em: Governo

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