Para reflexão nesse fim de domingo, Dias das Mães

Publicado em   08/maio/2011
por  Caio Hostilio

Fonte: internet  

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele ou por sua origem, ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender. E se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta.”
(Nelson Mandela)

Num Zoológico na Califórnia essa Tigresa deu cria a 3 tigrinhos que infelizmente não resistiram as complicações da gravidez e morreram logo após o nascimento.

A Mãe-Tigresa depois de se recuperar do parto, começou a piorar seu estado de saúde, mesmo que fisicamente ela estivesse bem.

Os veterinários sentiram que a perda da cria causou uma profunda depressão na tigresa.

Os médicos decidiram que se a tigresa adotasse a cria de outra mãe, talvez melhoraria.

Após checar com vários zoológicos pelo país, tiveram a triste notícia de que não havia nenhuma cria de órfãos tigrinhos na mesma idade para levar para a mãe tigresa.

Os veterinários então decidiram tentar algo que nunca teria sido tentado antes em um zoológico.

Às vezes a mãe de uma espécie cuida dos filhotes de uma diferente espécie.
Os únicos órfãos que puderam ser encontrados rapidamente foram as crias de uma porquinha.

Os funcionários do Zoológico e os veterinários revestiram os porquinhos em pele de tigre e colocaram os bichinhos ao redor da mãe tigre.

Eles virariam a cria da tigresa ou lombinho???

Dê uma olhada… Você não vai acreditar!

AGORA POR FAVOR, ME DIGA MAIS UMA VEZ:
POR QUE O RESTO DO MUNDO NÃO PODE SE DAR BEM???

 

 

 

  Publicado em: Governo

Saúde Pública: Regular ou gerenciar? Eis a questão!!!

Publicado em   08/maio/2011
por  Caio Hostilio

O sistema de saúde do país vem passando por grandes transformações nos últimos 20 anos. A implantação do Sistema Único de Saúde (SUS) e a expansão dos convênios modificam, gradualmente, o perfil da assistência prestada.

Poucas são as pessoas que sabem que eu vim parar em São Luís, no ano de 1993, como um dos seis funcionários da Associação das Pioneiras Sociais incumbidos para receber o Hospital Sarah de São Luís. Entrei no corpo de funcionários do Sarah, em 1983, quando o hospital ainda era vinculado a Fundação das Pioneiras Sociais (Ministério da Saúde), fundação essa criada por D. Sarah Kubitschek e D. Hilda Sayão, nos idos de 1959. Ainda tive a honra de trabalhar com D. Sarah no prédio das Pioneiras Sociais.

O Sarah foi para mim uma escola de aprendizagem fenomenal, em vários aspectos, principalmente pela valorização e o empenho de todos na busca de um só objetivo. Dr. Campos da Paz sempre fez questão de reunir todos os funcionários, no auditório do Sarah de Brasília, para expor a necessidade da união de todos para que o projeto desse certo.

Não me esqueço dele dizendo que não se faz hospital de qualidade sem um corpo de enfermagem de qualidade, visto que são esses profissionais que levam uma unidade nas costas. Aí vem a minha memoria enfermeiras como Diana (hoje na UNB), Waldeney (hoje na UFMA), Rebeca (consultória no Maranhão), Solange, Domingas (já aponsetada) e tantas outras. Dizendo ainda que saúde de qualidade só se faz com profissionais com dedicação exclusiva.

Recordo-me dele fazendo um triangulo de cabeça para cima e outro de cabeça para baixo. O de cabeça para cima, ele fez um pequeno corte na parte de cima do triângulo e disse: “Esse aqui é o exemplo do Sarah, que tem somente 40 médicos e atende 500 pessoas por dia no ambulatório (Brasília), cuida de 600 leitos e realiza em média 20 cirurgias por dia. O triangulo de cabeça para baixo, Campos da Paz fez um corte na parte de cima e disse: “Esse é o exemplo do Hospital de Base (Brasília), onde têm 600 médicos, que não conseguem atender 500 pacientes no ambulatório, os 450 leitos e não fazem a quantidade suficiente de cirurgia que a população necessita”. “A diferença é que somos exclusivos e lá os médicos atendem já preocupados em partirem para seus consultórios particulares”. Ele disse isso no ano de 1989.

Não me esqueço de Campos da Paz chegar, em seu Puma verde convencível, logo cedo, e ir visitar todas as dependências do hospital, principalmente áreas fundamentais no suporte eficiente a atividade fim, como o setor de higienização, lavanderia e nutrição, além de nunca deixar de passar pelo 1º estágio (UTI).

 Lembro-me, ainda, de sua preocupação quando viu a atividade fim está na frente da atividade meio vários anos de evolução. Campos da Paz deu de imediato o apoio necessário que para nós ficássemos ao nível da atividade fim, que sempre teve o apoio a pesquisa e a extensão. Os mais antigos devem relembrar de Diolino dando aula para todo o corpo de médicos da instituição, pois conhecia o corpo humano como ninguém.

 Quantas vezes eu vi Lucinha, hoje a substituta de Campos da Paz, pesquisando horas e horas na escolinha (prédio anexo ao Sarah de Brasília) no Ginásio de Fisioterapia e no laboratório do aparelho locomotor. Muitos não sabem porque os hospitais Sarah não tem paredes e as aberturas grandes de um lado e do outro. Essa curiosidade, Campos da Paz e Lelé, arquiteto, disseram que a ideia partiu dos hospitais portugueses, que apresentam o menor índice de infecção hospitalar exatamente pela ventilação constante, coisa diferente dos hospitais tradicionais americanos e ingleses, em forma de caixote, ou seja, um prédio vertical dividido com muitas paredes, que servem de casa para as formigas, grandes transportadoras de infecção, além da falta de ventilação natural.

 Tive o privilegio de trabalhar com pessoas como Cláudio Duarte (irmão da atriz Regina Duarte). Ele foi o idealizador da Cama-maca usada pelo Sarah e adquirida por vários países. A Fabricação era toda feita no Equihpos, um centro de estudo criado por Campos da Paz para projetar e fabricar cadeiras de rodas, as Camas-macas, bengalas canadenses, materiais ortopédicos e até próteses e outros materiais de implante, como a protese de colo do femo, que na época, antes de eu vir embora era adiquirida na Baumer. Campos da Paz diminuiu muito os custos da rede através do Equihpos.   

Sair do Sarah em 1996, já aqui em São Luís. Toda vez que volto a Brasília, muitos amigos e parentes perguntam se eu não teria me arrependido de ter deixado o serviço público federal, onde tinha estabilidade e um cargo excelente, para optar em ficar no Sarah regido pela CLT. A minha resposta é sempre não. Pois fui várias vezes ao Congresso Nacional, quando da votação do contrato de gestão para brigar por ele, pois se o Sarah continuasse regido pelos ditames das leis que regulamentam o serviço público, a rede não teria expandido e não seria o que é hoje, além da sua insistente busca pela perfeição através das pesquisas científicas.   

Já fiz vários artigos sobre o Sarah e hoje tive a felicidade de encontrar uma recente entrevista dada por Campos da Paz ao jornal Correio Braziliense, no dia 26/03/2011, cujo teor vem confirmar as coisas por mim ditas, como a participação de Sarney, como presidente da República, na elaboração da rede de hospitais Sarah.

Abaixo alguns trechos dessa entrevista, que serve como base para o que falei, também, recentemente a respeito do distanciamento das universidades públicas no que tange a indissociabilidade em ensino, pesquisa e extensão, de sua autonomia, além da modificação no currículo do curso de medicina, que precisa resgatar sua verdadeira vocação.     

Memórias de um homem diferente

O médico que escreveu seu nome na história ao criar a Rede Sarah. Ele conversou sobre saúde pública, medicina, política e muito mais

Aloysio para os íntimos, a família. Os pacientes, colegas médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, familiares de doentes e políticos preferem doutor Campos da Paz ou simplesmente Campos da Paz. Independentemente de como o chamam, o certo é que o nome Aloysio Campos da Paz Júnior está escrito na história da medicina. É o nome do criador da Rede Sarah de Hospitais do aparelho Locomotor, o Sarah.

O fato de o senhor ser definido como “diferente” tem a ver com a sua formação familiar: metade comunista, metade militar?

Sim, mas não maniqueísta. É preciso dizer que o Sarah foi construído durante o regime militar. O projeto militar foi aprovado pelo Geisel (Ernesto Geisel, ex-presidente brasileiro entre 1974 a 1979) e consolidado no regime civil. A criação dessa instituição transcendeu aos acontecimentos políticos que marcaram a época, onde ela foi planejada e implantada. Qualquer governo quer ser bem-sucedido. Quer construir alguma coisa e passar para a história. Se você tem um bom projeto, tem um conceito, se você é definido como um sujeito que briga pelas suas idéias, há a possibilidade de ser bem-sucedido. Não há mágica nenhuma nisso.

O governo militar, então, ajudou na implantação do Sarah?

Nessa época, eu fui recolhido mais de uma vez para dar explicações (risos). Você tinha vários planos. Um era o vil, da opressão… Coincidiu que o projeto do Sarah foi apresentado a uma pessoa extremamente lúcida, o Reis Velloso (João Paulo), que tinha criado a Seplan (atual Ministério do Planejamento), um centro de planejamento muito avançado. De lá saiu a idéia de criação da Embrapa, as transformações da Petrobrás e a criação do Sarah, entre outras coisas. Era um centro que reunia pensadores, economistas, engenheiros, educadores, pessoas responsáveis pela elaboração de projetos que mudaram a face do país. Acho que o melhor exemplo foi a criação da Embrapa: o país jamais seria uma potência agrícola hoje se não existisse essa instituição e a pesquisa desenvolvida nela. Esses exemplos nada têm a ver com ditadura ou democracia: tem a ver com competência.

O que Sarah representava para contrariar interesses tão importantes?

Um hospital (e agora uma rede de hospital) desse porte, que atende gregos e troianos, do cidadão mais pobre ao com maior renda per capita do país. Todos são atendidos igualmente, de graça. Quando você atende uma pessoa com uma grande poder econômico, e atende bem, a instituição contraria interesses econômicos. A indústria médica e os planos de saúde, que deturparam a assistência médica, não só no Brasil, mas no mundo todo, não gosta deste tipo de atendimento. Você está sempre sob pressão desses setores que vêem na medicina uma fonte de lucro.

O senhor fala em “trambiclínicas” e “trambifaculdades”. Nós estamos vivendo em um período de “trambimedicina”?

Estamos em um período de exacerbação, em que há uma proliferação de faculdades de medicina, que jogam no mercado profissionais desqualificados; sem programas de pós-graduação bem estruturados e com o único objetivo de lucrar. Ocorre uma confusão deliberada entre setor produtivo e setor de serviços. Ao praticar medicina, não estou fabricando automóveis; estou tratando de seres humanos. Então, eu não posso usar na prática médica a lógica do setor produtivo: se eu opero mais, ganho mais. A grande distorção que ocorre na medicina, não só aqui, mas também nos Estados Unidos e agora na Inglaterra, é a confusão entre o setor produtivo e o de serviço: você ganha pela quantidade, não pela qualidade ou pelo envolvimento. Isso é o que eu chamo de “trambimedicina”. O país militarmente mais poderoso do mundo, os Estados Unidos, não conseguiu resolver o problema. Os projetos de mudança na área de saúde, primeiro com o (Jimmy) Carter, depois com o (Bill) Clinton e agora com o (Barack) Obama foram engavetados porque contrariam os interesses das grandes corporações: da indústria farmacêutica e da de equipamentos médicos. O que ocorreu foi uma industrialização da assistência médica. Se você participa de um congresso médico, você vê uma exposição de aparelhos e de remédios maior do que a apresentação e a discussão de temas científicos. O Brasil está seguindo o mesmo caminho. O nosso país está muito vulnerável, pois temos o problema da colonização cultural, Qual a aspiração de uma pessoa que ascendeu socialmente? É entrar em um avião e passear em Miami. Só que ele não sabe que Miami não faz parte dos Estados Unidos. Nenhum americano, de bom neurônio, considera Miami como Estados Unidos (risos).

Por que o governo brasileiro não o adota o modelo do Sarah na gestão de grandes hospitais, como o Hospital de Base?

Você teria que mandar para casa a minha geração. Você só constrói, muda, se convencer os jovens. E você só convence os jovens se praticar o discurso que você faz… Um professor faria todo um discurso sobre dedicação exclusiva e às 5 horas da tarde pede licença para ir para o consultório particular. A transformação da assistência médica depende de uma conciliação do discurso com a prática. Não é complicado, mas demanda coragem. Uma luta política que vai conflitar com grandes corporações, com interesses pessoais bastante arraigados. O objetivo da rede Sarah hoje não é o de resolver o problema de assistência médica no país. Jamais foi! É o de criar um modelo que seja contraditório, para que a população entenda que pode existir um modelo diferente do que está por aí. Um pensador disse certa vez que o Sarah é um belo modelo de contradição. É preciso dizer que Brasília começou com um modelo de assistência médica semelhante ao Sarah. Ele foi deturpado pelo tempo.

Esta deturpação ocorreu em que momento?

O plano médico-hospitalar elaborado por Henrique Bandeira de Mello era semelhante ao que se faz hoje no Sarah. A deturpação não dependeu de nenhum governo. Ela foi de dentro para fora, decorrente de ambições pessoais. O sujeito que inaugurou a primeira clínica de saúde particular de Brasília trouxe o Christian Barnard para por a mão em um carimbo de tinta e em seguida fazer a cópia em uma parede. Ele era um símbolo de competência. Barnard tinha acabado de fazer o primeiro transplante de coração do mundo (1967). Esta tendência pela iniciativa privada foi aumentando e hoje domina.

Então o sistema público será engolido pelo privado?

Não é o que prevê a Constituição. Fui assessor da comissão de Saúde da Constituinte (entre 1986 a 1988) e criei a frase “Medicina é um dever do Estado e um direito do cidadão”. Só que nos capítulos seguintes determinam que quando o estado não puder prover, ele contrata a iniciativa privada. O que ocorre: o médico trabalha para o Estado e para a iniciativa privada. O médico e todo mundo. Aí implode o hospital público para transferir para o hospital privado, para obter lucros. Isso é o que está acontecendo. Essa decadência do serviço público no Brasil, que agora está sendo transferindo para a educação, decorre dessa coisa esquizofrênica. Quem paga essa conta somos nós, com o Imposto de Renda. O mesmo recurso que financia a Rede Sarah, vem da mesma fonte que financia o serviço privado no país. Na Constituinte, nós propomos o seguinte: você quer fazer medicina privada, ótimo; corra o risco do capital; o governo não pode bancar isso. No entanto, essa tese foi deturpada na elaboração da Lei Orgânica da Saúde.

O senhor também critica o isolamento de pessoas doentes em UTIs. Para o senhor, com mais de 50 anos de prática médica, como deve ser o tratamento de um paciente grave?

Eu venho de uma época em que as famílias, incluindo as crianças, estavam ao lado das pessoas queridas antes delas morrerem. Isso aconteceu no falecimento da minha avó e do meu avô, como conto no livro. Eu acho, no mínimo, cruel isolar uma pessoa dos seus entes queridos quando ela vai morrer.

Como deve ser o tratamento de uma pessoa em estágio terminal?

No Sarah, não temos UTI. Todos os equipamentos de cuidados intensivos podem ser levados de um lado para outro. Temos uma unidade que chamamos de primeiro estágio, onde há uma concentração maior de pessoas, que sabem lidar com esses aparelhos, mas a família entra. Não entram multidões, mas poucas pessoas, tomando cuidados contra infecções hospitalares. O importante é que a família esteja junto.

Essa experiência pode ser adotada por outros hospitais?

Tudo é possível. Basta querer. O problema não é de possibilidade, mas de vontade.

Quais foram pessoas importantes na criação do Sarah?

João Paulo de Reis Velloso. Foi uma pessoa que fez um trabalho muito importante no Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica aplicada) e na Seplan na década de 1970. Sem ele, dificilmente o projeto seria aprovado. Na elaboração do projeto, Eduardo Kertesz, que já morreu de câncer de pâncreas. Na transformação do Sarah como embrião de um projeto que veio a se tornar nacional, o ex-presidente José Sarney. Depois, alianças com pessoas como Lucio Costa, Pompeu de Souza, Darcy Ribeiro… Muitas pessoas de ontem e de hoje, várias delas que fazem parte do conselho. A ideia de criar o conselho, para respaldar os princípios e o cotidiano do Sarah, foi do Magalhães Pinto (José de Magalhães Pinto, político mineiro e criador do Banco Nacional). Quando eu lutei para que o Congresso aprovasse a lei que dei origem a rede Sarah (no início dos anos 1990), várias pessoas ajudaram nessa missão. Até então, o Sarah era uma fundação, vinculada ao Ministério da Saúde. Com a lei (aprovada em 1991), passou a ser uma associação (das Pioneiras Sociais) com contrato de gestão com o Ministério da Saúde. Portanto, uma instituição pública, não estatal. É difícil mencionar nomes sem fazer injustiça. São tantas pessoas…

A Rede Sarah precisa ser ampliada?

Não! Não. Você não faz assistência médica com tijolo, com estrutura metálica. Você faz com gente. E hoje no Brasil gente com G é muito difícil, devido ao grande número de faculdades de medicina que preparam pessoas sem qualificação e não há cursos de pós-graduação. Eu te dou um exemplo: Em 1917, a situação nos Estados Unidos era semelhante a que vivemos hoje aqui. O governo americano pediu um relatório, denominado Flexner. Era uma época em que médicos puxavam carochinha, vendendo xaropes de longa vida. Flexner fez o levantamento e propôs o fechamento da maioria das faculdades de medicina. A medida foi adotada em 1921/22 e implantou-se a residência médica. Além disso, o médico para praticar a profissão tinha de fazer uma pós-graduação em um serviço médico. A medicina americana deu um grande salto. Agora, está em crise devido a problemas econômicos, às grandes corporações e aos planos de saúde.

O governo brasileiro deve tomar a mesma atitude agora para melhorar a qualidade do ensino médico?

A qualidade do ensino médico começa pela qualidade da educação fundamental. Esse negócio de ficar abrindo faculdades, achando que vai melhorar a qualidade e o acesso é besteira. O Brasil tem que investir pesado na educação fundamental, para criar novas gerações qualificadas, que vão abrir os seus caminhos e ingressar no ensino superior – ser médico, engenheiro, advogado, fotógrafo… Esse problema não se resolve em um governo; resolve-se em três décadas, no mínimo, se começar hoje. Tem que se aplicar todos os recursos para educação no ensino fundamental. Todos. Manter as universidades federais. E as universidades particulares que se virem; elas cobram. Não podem receber subsídios do estado, como bolsa-educação. Um absurdo!

A medicina evoluiu, temos equipamentos modernos para tratar doenças. O homem também evoluiu, aprendeu a se cuidar?

Não! A evolução tecnológica não implica necessariamente em uma evolução do padrão de assistência. Ela pode implicar em um prolongamento de vida em situações que antes não tinham solução. Eu te dou um exemplo: Charles Darwin, que mudou o mundo com a Teoria da Evolução, tinha doença de Chagas. Ele a contraiu provavelmente nas viagens que fez pela América do Sul. Ninguém sabia o que era essa doença, que só foi descrita no final do século 19, início do 20. Hoje você sabe, o diagnóstico feito, a pessoa tratada e a vida mantida. Outro ponto importante: avanço tecnológico não significa necessariamente melhor qualidade de serviço. Meu avô quando usava o estetoscópio (no início do século 20) sabia a lógica da transmissão da onda sonora. Portanto, entendia o princípio que regia o funcionamento do estetoscópio quando ouvia as batidas do coração. Se você perguntar hoje para 10 radiologistas quais são as fórmulas de física que regulam ou determinam o funcionamento de uma ressonância magnética, a maioria não sabe. E há uma contradição: o equipamento gera uma imagem a partir de uma informação digital, mas ela é analisada quando é convertida analogicamente. Você possui uma tremenda tecnologia, uma evolução fantástica e a leitura dela é semelhante à leitura de um raios-X. Há contradições do bom uso e do mau uso da tecnologia.

Qual é o ponto mais importante da criação da rede Sarah?

Desde a origem do projeto a missão principal é formar gente. Centenas e centenas de profissionais se formaram na rede Sarah. Muitas ficaram, muitas saíram. O sucesso da instituição se deve a um projeto constante, cotidiano e coerente de formação. E é uma formação que não implica somente no conhecimento da técnica; implica também em opções ideológicas. Não é fácil atrair um jovem para dedicar a sua vida a uma causa. O Sarah é uma causa. A pessoa larga tudo para ficar em tempo integral, com dedicação exclusiva. É bem paga, pois vivemos em uma sociedade de consumo. Precisa se dedicar e nem todas as pessoas querem correr o risco de cortar as amarras. Muitas vêem, trabalham, se qualificam e vão para os que eles chamam “a selva”. Alguns voltam da “selva” em outras seleções, porque aqui só é admitido com concurso público, bastante rigoroso.

A procura é grande por esses cargos?

Sim. Porém, um retrato do que ocorrendo na formação universitária brasileira ficou claro em um dos últimos concursos. As vagas eram para profissionais de nível superior, de uma área específica. Na primeira fase, apresentaram-se 1,5 mil candidatos. Oito foram aprovados. Desses oito, ficaram apenas seis na última etapa da seleção, que é o treinamento em serviço.

O Sarah também revolucionou o serviço de fisioterapia, com o atendimento personalizado de pacientes?

Sim. Sempre foi assim. Eu trouxe esses métodos da minha experiência quando fiz cursos de formação na Inglaterra e depois nos Estados Unidos. Desse aprendizado trouxe a relação de um paciente para um fisioterapeuta. E também a relação coletiva, quando você tem que discutir problemas comuns com famílias em que adultos e crianças têm o mesmo problema. Outro ponto é contextualizar uma explicação para o paciente. É preciso falar várias línguas em uma língua só. É preciso explicar para uma pessoa humilde, com pouca instrução, o que deve ser feito em uma linguagem que ela compreenda, usando exemplos que ela possa entender. Tudo baseado em um paradigma que está afixado na parede do hospital: “Você não simplifica aquilo que você não conhece”.

Como o senhor vislumbra a reabilitação física no futuro?

A contradição entre reabilitação e medicina está escrita nas paredes do hospital Sarah. A medicina convencional parte do não e a reabilitação do sim. O paciente não tem uma boa pressão (arterial), não estou ouvindo o coração, não está urinando, não isso, não aquilo. E a reabilitação se baseia, e vai cada vez mais se basear, no potencial que restou da pessoa.

Há compreensão médica sobre a importância desses temas?

É um tema muito novo, que a medicina convencional não compreende. Porque a medicina é, como muitas coisas na vida, um exercício de poder: o poder que o médico tem sobre um determinado doente é uma coisa inimaginável. A grande questão ética ou moral consiste no seguinte ponto: que esse poder seja usado em benefício do paciente e não em benefício próprio, para aferição de lucro. Essa é a questão central da assistência médica. Não quero dizer que vá se formar um bando de sacerdotes desvairados. A sociedade tem que compreender que o médico precisa ser remunerado condignamente e o médico tem que compreender que não sabe tudo e precisa se dedicar mais à pesquisa e ao estudo. O que sabemos? A estrutura do DNA. E aí? E o que está além? Há um mundo para ser descoberto, que vai beneficiar as pessoas. Você não vê a aplicação direta dos grandes avanços científicos na área da bioquímica molecular e da nanotecnologia com a prática médica. Há um descompasso entre os pesquisadores e os avanços que eles proporcionam com a prática. O interesse é ganhar dinheiro.

  Publicado em: Governo

O que é ser mãe? Só elas sabem!!!

Publicado em   08/maio/2011
por  Caio Hostilio

Hoje, Domingo (08), é o Dia das Mães. Digo isto porque as mães deveriam ser homenageadas todos os dias, por toda a vida. Só elas sabem o que é gerar um filho, carregá-lo em seu ventre por nove meses, aceitar as mudanças drásticas que ocorrem em seu corpo e em todo o seu organismo. Ao dar a luz, só uma mulher para saber a dor, a emoção e a alegria do momento. Depois, vem toda a sua abnegação e dedicação para criar, educar e ensinar seu filho a enfrentar a vida. Tudo, deixando de lado a si própria pelo bem de seu filho.

O tempo gosta de nos ensinar algumas coisas quando já estamos ficando velhos. Triste de quem não aprende com a trilha da própria existência. Pois o tempo é o dono da razão, faz as coisas se esclarecerem, faz o “Sim virar um NÃO”, faz de mim passado no presente. Só sei que o Tempo passa mesmo que não queira, mesmo que o relógio atrase que a bateria acabe, pois o Tempo é quem dita as regras da vida, sem ele nunca poderíamos ter vivido aqueles momentos que são eternizados em nossas memórias, sem o Tempo jamais poderia haver o Futuro, pois o Tempo tem que passar para chegarmos lá…Tempo!

Por isso, sei o que é ser filho até os meus 50 anos, mas já passei por seis fases e você está em qual?

Aos 3 anos: “Mamãe, te amo.”

Aos 11 anos: “Mãe, não enche.”

Aos 16 anos: “Minha mãe é tão irritante.”

Aos 18 anos: “Eu quero sair de casa.”

Aos 25 anos: “Mãe, você tinha razão.”

Aos 30 anos: “Eu quero voltar pra casa da minha mãe.”

Aos 50 anos: “Eu não quero perder a minha mãe.”

Aos 70 anos: “Eu abriria mão de TUDO pra ter minha mãe aqui comigo.”…

Portanto, que saibamos valorizar o nosso principal tesouro… As nossas mães!!!

Feliz Dia das Mães!!!

  Publicado em: Governo

Seres humanos e suas atitudes

Publicado em   07/maio/2011
por  Caio Hostilio

Bandido reclama dos buracos em São Luís
Rapaz, eu nos meus 50 anos de vida já vi e ouvi muita coisa, mas essa foi de lascar!!! Imaginem que os bandidos que tentaram assaltar uma Farmácia do Cohatrac, na semana passada, cujo êxito não se concretizou e foram presos em fragrante delito pela Polícia, chamou a atenção quando um dos bandidos resmungou: “P… também essa cidade é só buraco, não ia adiantar nada… lá na frente os “homi” pegava agente… Agente deveria era assaltar o prefeito”. Diante disso, devo agradecer o prefeito João Castelo pelos buracos, pois foram eles que livrou o comerciante e seus fregueses desse assalto. Com isso, sugiro ao prefeito João Castelo – desculpem os ludovicenses -, deixe os buracos do jeito que estão e se possível abra mais!!!

Celebração pela maconha
Centenas de manifestantes participaram neste sábado no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória do movimento internacional Marcha da Maconha para reivindicar a legalização da droga, evento que neste ano mobilizou 40 países, segundo os organizadores. A passeata mais numerosa foi realizada na praia de Ipanema, na Zona Sul do Rio, onde cerca de 500 pessoas protestavam com cartazes em favor da legalização do consumo e da produção da maconha. “Queremos que seja regulamentado e legalizado todo o ciclo da maconha, que inclui o cultivo, o comércio e o consumo”, declarou à imprensa Marco Magri, um dos organizadores do evento no Brasil.

Para investidores, o Brasil hoje é mais seguro do que os países ricos
Segundo maior mercado mundial para a Whirlpool – fabricante de eletrodomésticos proprietária das marcas Brastemp e Cônsul -, o Brasil é visto pela empresa como um ‘porto seguro’ de crescimento. Segundo o presidente mundial da companhia, Jeff Fettig, a velocidade de crescimento da operação brasileira é três vezes maior do que a mundial – e o País divide com a Índia o posto de mercado mais aquecido no mundo. Por isso, o ritmo de investimentos local seguirá forte: o valor aportado na operação brasileira, que ficou em US$ 180 milhões em 2010, deve crescer até 30% este ano. O número de produtos lançados dobrou de 100, em 2007, para 200, no ano passado. Tudo isso para atender à demanda da nova classe média. ‘O crescimento no Brasil é sustentável porque se baseia no surgimento de uma nova classe de consumidores’, diz o presidente da Whirlpool.

Após se tornarem mães, as mulheres mudam os seus hábitos de consumo
Quando se torna mãe, a mulher muda sua rotina e muitos aspectos do seu comportamento, inclusive o de consumo. E essa mudança, na avaliação dos especialistas, influencia, em maior ou menor grau, a formação do perfil dos filhos, futuros consumidores. Como mães, as mulheres direcionam mais os seus gastos. “O instinto de responsabilidade é mais forte e o consumo é mais direcionado aos filhos”, explica o especialista em educação financeira, Álvaro Modernell.

Quer se acalmar? Aprenda acalmando primeiramente sua mente
Nadar rio acima é muito difícil, mas cada braçada o faz chegar mais perto da meta e não mais distante. Para superar a exaustão, deve-se ter a jangada chamada meditação (Dyana). Pela meditação, a fraqueza do corpo físico pode ser superada, a instabilidade de mente pode ser controlada e o progresso em direção à morada da Graça é facilitado. Pode-se, então alcançar a Divindade. (SATHYA SAI BABA). Se comprometa a fazer isso durante um mês, todos os dias, por no mínimo vinte minutos. Exercite-se e quando menos esperar se tornará um hábito. Faça esse exercício a qualquer momento. Não importa onde esteja. Não é fácil?

NOTA – TEATRO ARTHUR AZEVEDO
A direção do Teatro Arthur Azevedo lamenta o episódio ocorrido na noite desta sexta-feira (6), quando uma pessoa que ocupava cadeira na galeria jogou um saco com fezes na área da platéia, sujando uma pessoa. O culpado, apesar das buscas da direção, não foi encontrado porque as luzes são apagadas no momento da apresentação. A direção do TAA repudia o ato de vandalismo contra o público e a casa de espetáculo, um dos patrimônios arquitetônicos e artísticos de São Luís. O teatro passa por processo de limpeza e desinfecção na manhã deste sábado (7). Foi registrado boletim de ocorrência e a polícia está investigando o caso. Em respeito ao público, os ingressos foram devolvidos.

  Publicado em: Governo

Músicas para relaxar nesse final de Sábado

Publicado em   07/maio/2011
por  Caio Hostilio

Aqui um breve relato do meu sentimento em relação à literatura através da música. A relação entre música e poesia vem desde a antigüidade. Na cultura da Grécia Antiga, por exemplo, poesia e música eram praticamente inseparáveis

A música popular é, reconhecidamente, uma das expressões mais altas da cultura brasileira. As condições históricas e sociais em que temos existido não permitiram à nossa literatura se expressar de forma devida a toda, ou pelo menos grande parte, da população de nosso país. As letras das canções são mais diretamente comparáveis com a lírica através dos recursos retóricos da poesia e dos seus usos das figuras de linguagem – podendo empregar qualquer recurso poético ou figura de linguagem. Como por exemplo, a decomposição de palavras, justaposições de morfemas e concatenação de fonemas, como foi comumente feita pela Poesia Concreta.

Os julgamentos básicos devem ser calcados na audição para incluir a dimensão sonora no âmbito de análise. Mas se, independente da música, o texto de uma canção é literalmente rico, não há nenhuma razão para não se considerar seus méritos literários.

  Publicado em: Governo

Notícias

Publicado em   07/maio/2011
por  Caio Hostilio

ANEEL obriga Cemar a melhorar serviços em Santa Luzia do Paruá‏

A ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica – exigiu esclarecimentos junto à Cemar sobre a oscilação de energia no município de Santa Luzia do Paruá. O péssimo serviço na região foi comunicado à ANEEL pela Corregedoria Geral da Justiça. O Ofício encaminhado pela CGJ no dia 4 de novembro de 2010 relatava a constante variação de tensão na comarca. Para solucionar o caso, a ANEEL solicitou à Cemar o envio de alguns documentos, como o laudo de inspeção técnica e a medição instantânea no ponto de entrega da energia elétrica da unidade consumidora do fórum de Santa Luzia do Paruá. Foi solicitado também, que a Cemar esclarecesse sobre a informação de que, diariamente depois das 5 da tarde ocorriam variações de tensão no município. A Aneel exigiu ainda, que a Cemar informasse sobre as providências adotadas para que o serviço de fornecimento de energia elétrica na região fosse melhorado. Em resposta, a Cemar afirmou à ANEEL que as obras de melhorias no sistema elétrico naquela região devem ocorrer durante o ano de 2011.

 Hospital Presidente Vargas será reformado em caráter de urgência ‏

O secretário de Estado da Saúde (SES), Ricardo Murad, determinou nesta sexta-feira (6) a execução de obras de reforma e ampliação do Hospital Presidente Vargas (Jordoa), em caráter emergencial, para que o prédio ofereça condições físicas adequadas ao funcionamento de uma unidade de referência para doenças infecto-contagiosas (DIP). Detalhes do projeto foram discutidos pelo gestor com técnicos da Secretaria Adjunta de Obras, Saneamento e Engenharia Clínica da Secretaria de Estado da Saúde (SES), na sede do órgão. O Hospital Presidente Vargas é atualmente referência para os pacientes portadores de tuberculose e HIV/Aids no estado. Além do serviço ambulatorial, a unidade oferece internação e exames laboratoriais, raio-X e ultrassonografia. As obras serão iniciadas nesta segunda-feira (09). O secretário fez os repasses de contrapartida estadual para o Samu de todo o Maranhão. Esta semana foram repassados aos municípios que participam do programa, os valores referentes ao primeiro trimestre deste ano e o do exercício de 2010, no total de R$ 3.939.750,00.

 OAB define regras para II Campeonato de Futebol dos Advogados 

O Congresso Técnico, ocorrido ontem à noite, no auditório da OAB/MA, aprovou os pontos ainda em discussão sobre a disputa e definiu a tabela dos jogos do II Campeonato de Futebol dos Advogados do Maranhão. Foi definida a Tabela dos Jogos em que os dez times inscritos participarão e foram colocadas em votação as sugestões da mesa e dos representantes dos times.

JEMs 2011 tem abertura hoje (7)

Tudo pronto para o início dos Jogos Escolares Maranhenses (JEMs) de 2011. A maior competição esportiva estudantil do Maranhão começa neste sábado (7) com a realização de partidas de três modalidades: handebol, vôlei e futsal. Os confrontos correspondem à fase Metropolitana, que reúne escolas de São Luís, Paço do Lumiar, São José de Ribamar e Raposa. De acordo com a expectativa da Secretaria de Esporte e Lazer (Sedel), mais de 30 mil alunos/atletas participarão da edição deste ano, que será disputada em quatro fases: Metropolitana/Municipal, Regional, Inter-regional e Estadual.

Frente a Frente: Roberto Fernandes e Roberto Costa

O deputado Roberto Costa (PMDB) concedeu entrevista ao programa Ponto Final da Rádio Mirante AM, nesta sexta-feira (06), para dá continuidade as denuncias da fraude da Ata de Validação Técnica da Planta Genérica do IPTU. O parlamentar explicou ao jornalista Roberto Fernandes, a discussão em torno do papel da Assembléia nas questões que tange o município de São Luís. “Sou deputado do Maranhão, mais obtive uma excelente votação em São Luís e por essa razão, devo satisfação aos anseios da população de São Luis, que clama por conta de tantos problemas. A cidade na verdade, está sem comando”, declarou Roberto Costa. O deputado defendeu que seja suspensa a cobrança do IPTU de 2011, para que a população não seja prejudicada. “A população não tem como pagar esse valores absurdos com aumento de mais 8.000% e nosso papel e defender a população”, disse. Em relação ao Projovem Urbano, Roberto Costa explicou que por conta das irregularidades na gestão de Weverton Rocha, o recurso foi suspenso há seis meses devido à conclusão da auditória feita pela Secretaria Nacional, que ele mesmo, quando foi secretário de Esporte e Juventude solicitou quando assumiu o cargo. “A primeira etapa do programa que foi constatada o desvio do recurso foi concluída e a segunda etapa que passou por todos os tramites legais foi penalizada, porque só agora a Secretaria Nacional concluiu a auditória e por isso suspendeu o recurso. Mas já conseguimos solucionar o problema”, declarou Roberto. Roberto Costa afirmou, ainda, que assumirá a Secretaria da Juventude.  

Edivaldo Holanda e o seu desempenho na Câmara

Na última quarta-feira, o parlamentar Maranhense, Edivaldo Holanda Júnior, presidiu a Comissão de Legislação Participativa no plenário 3 da câmara dos deputados. Durante a sessão da comissão, foram aprovados 3 requerimentos, entre os assuntos, a realização de seminários e audiências públicas, ampliação dos debates com a sociedade via Conferencia WEB e as atividades comemorativas dos 10 anos de criação da comissão legislativa participativa – CLP. O presidente interino da comissão Edivaldo Holanda Júnior agradeceu a oportunidade e ressaltou “Através de audiências públicas e seminários, vamos fortalecer a aproximação da sociedade no processo político, ampliando os mecanismos de transparência”, avaliou o parlamentar.

  Publicado em: Governo

Vitória do Mearim: Povo suplica ao ex-deputado Roberto Rocha que não despeje Joaquinzinho

Publicado em   06/maio/2011
por  Caio Hostilio

Recebi um pedido da população do município de Vitória do Mearim, para que o ex-deputado Roberto Rocha não deixe sua mãe, Dona Teresinha Rocha, despeje Joaquim Gomes de Oliveira Filho, o Joaquinzinho, da casa onde ele nasceu pelas mãos da parteira D. Juca, que era tia legítima de D. Teresinha Rocha e avó de Joaquinzinho. Portanto, Joaquinzinho é primo legítimo do ex-deputado Roberto Rocha.

Toda a cidade sabe que Joaquinzinho nasceu, foi batizado, criado e vive até hoje nessa casa. Já se vão 39 anos!!! Seus vizinhos, que lhe conhece desde criança, afirmam que Joaquinzinho vem cuidando e zelando do imóvel, pois se não fosse ele a moradia já tinha caído ou invadida por terceiros.

Os mais próximos de Joaquinzinho dizem que ele desde pequeno trabalhou em serviços domésticos para a família de sua prima Teresinha Rocha. Só para o ex-deputado Roberto Rocha, ele trabalhou durante 10 anos, em Brasília e em São Luís, além da fazenda localizada no município de Igarapé do Meio. Joaquinzinho, segundo contam seus conterrâneos, trabalhou muito tempo para sua prima, D. Teresinha Rocha, em São Luís, em Vitória do Mearim e até no Rio Janeiro. “Ele nunca recebeu nada em troca, a não ser hospedagem nas dependências de sua casa, roupas e alimentação. Sequer seus estudos se manifestaram a custear”, afirma uma vizinha que o conhece desde criança.

O que está mais revoltando a população de Vitória do Mearim é saber que D. Teresinha Rocha é uma ex-primeira dama do Estado e que tem diversos imóveis, por isso não precisaria fazer isso com seu primo Joaquinzinho.

De acordo com os vizinhos, a casa é um imóvel localizado no centro comercial da cidade, que vem crescendo a cada ano. Joaquinzinho, precisando de recursos para se sustentar fez umas poucas adaptações na frente do imóvel, ou seja, transformou em ponto comercial, que ele aluga para custear suas necessidades. “Isso abriu os olhos de D. Teresinha Rocha. Ela nunca morou nesta casa, nunca pisou os pés aqui, mas a cobiça falou mais auto e agora entrou com pedido de despejo do seu próprio primo, que sempre trabalhou para a família sem receber nada”, disse uma conterrânea de Joaquinzinho.

O certo é que Joaquinzinho foi notificado extra-judicialmente para que desocupasse o imóvel, sem que dessem nada em troca. O despejo teria que ser de imediato. O Juiz, agindo de bom senso, não concedeu a liminar, delegando a Joaquinzinho o prazo para se defender.

Joaquinzinho se vendo de mãos atadas foi em busca de rever a situação amigavelmente e não titubeou em procurar seu primo, o ex-deputado Roberto Rocha, em São Luís. Segundo seu relato, ele foi por diversas vezes no escritório de Roberto, no Marcus Center, para que ele pudesse pedir a sua mãe, D. Teresinha Rocha, que não fizesse aquilo com um parente que sempre esteve a disposição da família. Joaquinzinho disse, ainda, ao primo Roberto Rocha, que ele tinha um prazo para se defender. Roberto Rocha garantiu que ia intervir e que não deixaria isso acontecer. “Ele me disse isso diversas vezes depois por telefone e que se fosse preciso viria pessoalmente a Vitória do Mearim resolver esse problema”, disse Joaquinzinho.   

“Nós todos de Vitória do Mearim conhecemos o Joaquinzinho, que é homossexual assumido, mas muito comportado e de bom relacionamento com todos nós. Nós conhecemos sua história de vida e de luta. Ele trabalha de diarista em casa de família para se sustentar. Nós vitorienses somos testemunha dos fatos e estamos solidários com a situação dele”, disse um líder comunitário.

Como o seu primo Roberto Rocha não se manifestou nem tampouco a D. Teresinha Rocha, e na eminência de perder o prazo de defensa na Justiça, Joaquinzinho buscou um advogado custeado pelo povo de Vitória do Mearim, que fez sua defesa tempestiva. Agora, seu destino está nas mãos da Justiça.

Contudo, os vitorienses ainda têm esperanças no ex-deputado Roberto Rocha em solucionar esse caso.

“Gostaria muito que meus parentes se sensibilizassem com a minha situação e desistissem dessa Ação. Esta casa é a única moradia que tenho, ela é velha, humilde, mas é digna pra mim, pois foi onde nasci e me criei”, desabafou Joaquinzinho.

A população, por sua vez, não entende porque D. Teresinha Rocha quer tanto essa casa, pois sua família é rica. “Eles têm muitas riquezas, casas, mansões, apartamentos, fazendas, carros, avião, tratores. Mas querem tomar a única coisa de usufruto do seu parente Joaquinzinho”, lamenta os vitorienses.

Fica aqui registrado o pedido do povo de Vitória do Mearim, assim como fica o espaço para que o ex-deputado Roberto Rocha e sua mãe, D. Teresinha Rocha, possam dar as suas versões do fato.

  Publicado em: Governo

Se as atas para o aumento do IPTU foram fraudadas, a Prefeitura de São Luís praticou dois crimes: Falsidade Material e Falsidade Ideológica

Publicado em   06/maio/2011
por  Caio Hostilio

Pelo jeito, agora vai. A Câmara de Vereadores de São Luís aprovou o aumento do IPTU, baseado no projeto encaminhado pelo Executivo, que pode ser enquadrado em dois crimes, o de Falsidade Material – quando o conteúdo do Material (nesse caso a ata) não for verdadeiro e o de Falsidade Ideológica – Quando alguém assinou por outra pessoa. Uma pergunta: A Câmara de Vereadores não tem um setor jurídico e nem tampouco comissões temáticas para discutir e ver se existem inconstitucionalidades nas matérias enviadas pelo Executivo? As aprovações são de afogadilho ao bel prazer do Prefeito João Castelo?

Após ler a nota onde os presidentes  José Arteiro (Fecomércio), Edilson Baldez (Fiema), Haroldo Cavalcanti (Associação Comercial) e João Batista Mota (Sinduscon) divulgaram, a título de esclarecimento, nesta quinta-feira, negando que tenham aprovado a Planta Genérica de Valores e os percentuais de aumento do IPTU colocados em prática pela Prefeitura de São Luís. Fica claro que houve os dois crimes citados acima.

Para completar, o promotor José Osmar Alves (Ordem Tributária e Econômica) foi quem fez a denúncia de que as atas das reuniões que discutiu a questão foram fraudadas.

Ora bolas!!! Se foi fácil para o promotor chegar a conclusão de que houve fraude nas atas, por que seria difícil para Câmara de Vereadores não chegar a mesma conclusão? É de conhecimentos de todos, que os vereadores ludovicenses são homens que possuem conhecimento, são “sabidos”, além daqueles que possuem conhecimentos jurídicos. Ninguém enxergou que havia fraude? Tem caroço debaixo desse angu!!!

Já que o promotor José Osmar Alves (Ordem Tributária e Econômica) tem certeza que as atas foram fraudadas, cabe ao MPE requerer a instauração de Inquérito Policial para apurar o fato e se confirmada a fraude, o MPE denunciar de imediato a Justiça.

Estamos de olho!!!

  Publicado em: Governo

Hidrelétrica de Estreito: Alexandre Almeida reúne com deputados do Tocantis

Publicado em   06/maio/2011
por  Caio Hostilio

O deputado Alexandre Almeida (PT do B) cumpriu, na última quinta-feira (5), uma intensa agenda de reuniões no Estado do Tocantins. Acompanhado do deputado Léo Cunha (PSC), presidente da Comissão de Meio-Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa, Almeida, que é relator da Comissão, reuniu-se com parlamentares do Tocantins para captar informações sobre a Hidrelétrica de Estreito.

Durante o encontro com os deputados Raimundo Pereira (PSDB), Josi Nunes (PMDB) e Marcelo Lelis (PV), Alexandre Almeida discutiu os impactos ambientais ocorridos com a construção da hidrelétrica. Denúncias revelam que pelo menos 20 toneladas de peixes já morreram, afetando a população dos municípios localizados na Região Tocantina.

Segundo Almeida, é necessário promover um grande debate político e chamar atenção para o assunto, uma vez que o problema está afetando principalmente os municípios maranhenses. “Entendemos que precisamos investigar amplamente essas denúncias, pois percebemos que a situação é muito mais grave do que se imagina, daí a urgência de se fazer uma integração com o Tocantins para tentarmos buscar soluções para os problemas que, por ventura, estejam ocorrendo”, destacou.

Durante a reunião, os parlamentares do Maranhão e Tocantins acordaram uma união de forças para solicitar ao Governo do Tocantins e ao Instituto Natureza do Tocantins uma fiscalização mais detalhada na região da usina. “É hora de trabalharmos em parceria, pois não podemos ficar inertes diante dessa mortandade de peixes que já ocorreu e continua ocorrendo, prejudicando várias famílias, principalmente aquelas que têm a pesca como meio de sobrevivência”, enfatizou Alexandre Almeida.

O parlamentar ainda destacou que todas as informações colhidas durante a visita ao Tocantins, servirão de subsídios para a Audiência Pública que será realizada no dia 29 de maio, na cidade de Estreito. Com a audiência, a Comissão de Meio Ambiente do Legislativo maranhense pretende ouvir as populações que estão sendo diretamente prejudicadas com os problemas causados pela hidrelétrica de Estreito. “Entendemos a importância da hidrelétrica como fonte geradora de energia, mas a preservação do ecossistema também é fundamental, logo temos que encontrar um equilíbrio entre essas duas necessidades”, finalizou Alexandre Almeida.

  Publicado em: Governo

A UFMA está fora da realidade, principalmente no que tange a extensão.

Publicado em   06/maio/2011
por  Caio Hostilio

O reitor Natalino Salgado é médico e sabe das necessidades que a comunidade tem pela falta de hospitais e, principalmente, na falta de formação de médicos comprometidos com a saúde pública. Depois que as universidades deixaram de ser dirigidas pelas ciências sociais e humanas, perdeu a essência da educação superior voltada à pesquisa e a extensão.

As atividades de extensão, na área de saúde, têm forte correlação com as Políticas Públicas, nos três níveis da federação. O Plano Nacional de Extensão Universitária é pouco conhecido, apesar de ter aqui no Maranhão o maior especialista na área e respeito e lido mundialmente sobre o assunto, trata-se do Professor Roberto Mauro.

A extensão se resumiu apenas em estudos internos nas universidades nos cursos de pós-graduação.

É preciso que a UFMA evolua o seu curso de medicina e tenha o objetivo inicial de formar bons médicos para suprir a demanda do Maranhão, que precisa de médicos, principalmente em especializações rentáveis, como é o caso do anestesista, que hoje o estado só dispõe de aproximadamente 50, quantidade que não supri as necessidades do Estado.

Deve haver o compromisso político-social de formar médicos comprometidos com o bem-estar da comunidade, com a preservação do meio ambiente, a implementação de saneamento básico e de um estilo de vida saudável, além da preservação da saúde através de ações de prevenção, bem como com a assistência primária, secundária e terciária da população.

Para acompanhar o desenvolvimento das necessidades da população, a universidade tem que está inserida, isso através da reformulação do currículo do curso de medicina, cujas disciplinas sociais sejam inseridas com maior ênfase. É preciso uma reformulação no projeto pedagógico!!!

Além das novas necessidades da população, o conhecimento médico cresceu em progressão geométrica nesse meio século, exigindo do curso formas cada vez mais eficientes de oferecer, ao estudante, um volume crescente de informações num período de treinamento que não foi proporcionalmente elastecido.

As políticas atuais de saúde procuram reformular este panorama: abandonando a atitude passiva de esperar que o indivíduo adoeça e tomando a iniciativa de vigilância à saúde, estudando e combatendo, na comunidade, todas as causas que levam ao adoecer, quer sejam as condições de trabalho, de habitação, de alimentação, de transporte, de educação, de higiene, de lazer ou de orientação sanitária. O ensino médico deve acompanhar esta realidade, responder às necessidades da comunidade onde está inserido e para a qual prepara seus profissionais. Isso só acontecerá com a prática em sua essência da extensão.

É preciso que os gestores públicos e, principalmente, a população, que os hospitais universitários são unidades acadêmicas tendo por princípios a indissociabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extensão, por meio da assistência à população.

As atividades de extensão na grande maioria das unidades acadêmicas não deixam que a penetração da sociedade aconteça em diversos níveis e que tenha êxito na integração Universidade-comunidade.

É de urgência, que a Comissão de Extensão da UFMA tenha a consciência do uso da autonomia da universidade, aparado no artigo 207 da Constituição, e passe a usar o hospital Dutra dentro de sua denominação de alta complexidade, e não usá-lo como se fosse uma sala de aula ou um laboratório no campus.

Um grande exemplo do uso da autonomia e da indissociabilidade em ensino, pesquisa e extensão, e o Hospital Infantil Joana de Gusmão (HIJG), que é pólo de referência no estado de Santa Catarina, no atendimento à saúde de crianças e adolescentes. Atende todas as regiões do estado, nas patologias de maior complexidade, com unidades especializadas em cardiologia, cirurgia (pediátrica geral, plástica, oftalmologia, ortopedia, otorrinolaringologia, urologia), desnutrição, gastroenterologia, nefrologia, neurocirurgia, neurologia, oncologia, queimadura, pneumologia e terapia intensiva.

Não poderia falar em universidade sem deixar mensagens dos grandes mestres em educação:

Anísio proclama:

“Somente quando as instituições do saber estão com a sua independência salvaguardada e a livre circulação desse saber assegura a conduta deliberada e refletida dos homens e a crítica e revisão constante de suas leis e instituições, é que teremos um regime de liberdade, como a concebeu a inteligência humana naquele minuto de esplendor em que teve, na Grécia, a revelação do seu poder não só de contemplar o mundo, mas de transformá-lo…” (p.263)

“E que as universidades não serão o que devem ser se não cultivarem a consciência da independência do saber e se não souberem que a supremacia do saber, graças a essa independência, é levar a um novo saber. E para isto precisam de viver em uma atmosfera de autonomia e estímulos vigorosos de experimentação, ensaio e renovação. Não é por simples acidente que as universidades se constituem em comunidades de mestres e discípulos, casando a experiência de uns com o ardor e a mocidade dos outros.” (p.271)

Citação de Darcy Ribeiro:

“Quando, amanhã, o Brasil – e dentro dele a Universidade de Brasília – conquistar a alforria para retomar o comando de seus próprios destinos, precisaremos recordar estes dias trágicos da travessia do túnel da iniqüidade. Entre eles, principalmente, o da invasão de 1964, em que, depois de assaltada por tropas motorizadas, a UnB teve diversos professores presos levados a um pátio militar para serem ali desnudados e assim humilhados por toda uma tarde. Este quadro de um magote de professores gordos e magros, velhuscos, uns secos de carnes, outros barrigudos, esquálidos, dois deles enfermos, todos nus num pátio policial não deve ser esquecido jamais: é o dia da vergonha.” (RIBEIRO, Darcy. A Invenção da Universidade de Brasília 1961-1995. op. cit., p.148)

Que a universidade pública brasileira resgate o seu respeito e a supremacia…

  Publicado em: Governo

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