Arquivo de 2014

Antes foi: “Não vote em Dilma que ela vai cassar Flávio Dino” e agora é “Votar em Dilma é votar em Sarney”…

Postado por Caio Hostilio em 14/out/2014 - 2 Comentários

marca_jogo_sujo_neg4Isso já de deixou de ser politicalha para se tornar pouca vergonha, atos de pessoas que não merecem o mínimo de respeito…

Utilizar desses métodos baixos, rasteiros e escrotos para alcançar seus intentos é algo que mostra o caráter daqueles que falam em mudar os rumos do Maranhão.

São práticas daqueles que não sabem convencer com argumentos plausíveis e, por isso, partem para o que existe de mais rasteiro para tentar persuadir os que eles acham incultos.

Depois falam em virar a página!!!

Quanta hipocrisia e canalhice…

Neto Evangelista critica discussão antecipada sobre eleições para prefeito de São Luís

Postado por Caio Hostilio em 14/out/2014 - Sem Comentários

netoevangelistaO deputado estadual Neto Evangelista (PSDB) afirmou ontem em entrevista que ainda é muito cedo para se debater as eleições municipais. “A eleição de prefeito de São Luís vai acontecer em 2016, daqui a dois anos. Eu estou focado no meu mandato. Acho que o povo me elegeu para exercer o meu mandato e não para debater as próximas eleições”, disse o deputado. A entrevista foi dada no programa Maranhão Urgente, da Band.

Neto Evangelista ainda afirmou que o foco agora está na campanha para presidente. “Conseguimos mudar uma realidade no Maranhão, devemos agora lutar para fazer o mesmo com o Brasil. No momento estamos focados na eleição do nosso candidato, o senador Aécio Neves”, frisou.

Em relação ao novo governo estadual, Evangelista mostrou-se otimista. “Eu acredito que o governo que foi eleito vai fazer o que é esperado: uma política para as pessoas, para todas elas. E caberá a nós, os deputados da base do governo, levar as reivindicações e anseios do povo ao governador Flávio Dino”.

Neto ainda afirmou que o governo que se inicia deve ter prioridades e não prometer o impossível. “Dois anos atrás a população elegeu um prefeito em São Luís que prometia resolver tudo em um passe de mágica já no primeiro dia de governo. O resultado disso está aí nas altíssimas taxas de rejeição. O novo governo deve priorizar os setores críticos do estado”.

As escolhas de Flávio Dino…

Postado por Caio Hostilio em 14/out/2014 - 1 Comentário

dinoEm minha opinião, os cargos de confiança são de inteira responsabilidade do eleito Flávio Dino, que recebeu do povo essa tarefa para escolha de acordo com suas circunstâncias políticas e outras. Por isso, não me atrevo a mensurar nenhuma escolha e sequer a sugerir nomes ou quiçá prever nomes.

O que espero é que todos exerçam suas funções dentro das exigências que o cargo requer e quando não ocorrer isso, a sim farei meus questionamentos e minhas críticas.

O que se pode verificar, antes de tudo, é ver como se comporta um líder na formação de sua equipe. Caso ele escolha colaboradores fracos, fica evidente que é inseguro e incompetente, com isso não poderá deixar que alguém se sobressaia… O bom líder é aquele que escolhe os melhores colaboradores, mesmo que algum tenha mais conhecimento que ele, pois servirá de estimulo para que ele se aprimore ainda mais e valorize seus colaboradores.

Decidir: foco primordial de um administrador. Faz-se necessário mais do que puramente racionalidade no processo desse exercício. É preciso certa sensibilidade para perceber o momento certo e o modo como atuar. Decidir não pode constituir mero palpite. Exige conhecimento e mensuração. Com essas características, um administrador consegue dirimir suas tarefas.

Escolher o instrumento errado ou decidir no momento inoportuno pode ser fatal, tanto na administração quanto em qualquer outra ciência.

Diversas competências são requeridas aos profissionais da área de administração. Algumas delas refletem bem claramente a necessidade do raciocínio lógico.

A transição é jurídica?

Postado por Caio Hostilio em 14/out/2014 - Sem Comentários

conversaUma transição trata de administração/orçamento/contabilidade ou questões jurídicas? Deixa pra lá!!!

Em minha opinião, uma transição requer conhecimento lógico em gestão pública, logo se espera uma equipe montada com técnicos preparados em orçamento, contabilidade pública, licitações/contratos, tributação e patrimônio.

Na verdade, os gestores públicos brasileiros não gostam muito seguir as orientações dos técnicos, por mais que esses os chamem a atenção, em qualquer transição de governo haverá desconfianças de ambos os lados.

Daí os motivos pelos quais é sempre coerente que sejam feitos inventários patrimoniais, com comissões constituídas de ambos os lados; que seja feita uma auditagem contábil, mesmo que interna, mas com auditores de ambos os lados; assim como uma analise minuciosa no orçamento já aprovado para 2015 e os valores deixados nas contas do governo.

No final de tudo, os relatórios serem apresentados aos maranhenses, pois assim veríamos de fato transparência!!!

Será que ambos os lados topariam fazer isso e assim mostrar que realmente estão fazendo a mudança?

Duvido!!!

Enquanto os jornalões paulistanos e a Rede Globo massacram o caso Petrobrás, jogam pra baixo do tapete as presepadas com o metrô de SP!!!

Postado por Caio Hostilio em 14/out/2014 - Sem Comentários

serra-alckmin-metro-spO Ministério Público já afirmou da existência de uma “organização criminosa”, envolvendo o governo tucano de São Paulo e empresas contratadas, sendo evidenciado o crime de cartel, que é o mais grave da concorrência.

Para o Ministério Público foram milhões envolvidos entre as empresas citadas francesa Alstom, a alemã Siemens, a espanhola CAF e a canadense Bombardier. Elas se juntaram para obter contratos com o governo de São Paulo entre 1998 e 2008, período em que o Estado foi governado por Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra, todos do PSDB.

Ao analisar documentação e depoimentos colhidos, integrantes do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Ministério Público se surpreenderam com a quantidade de irregularidades encontradas nos acordos feitos entre os governos tucanos de São Paulo e as companhias encarregadas da manutenção e aquisição de trens e da construção das linhas. Segundo a investigação, o cartel superfaturou cada obra em 30%. Ou seja, de cada dez reais desembolsados com o dinheiro arrecadado dos impostos, os governantes tucanos jogaram nos trilhos três reais. Foram analisados 16 contratos correspondentes a seis projetos. Segundo o MP e o Cade, somente nesses negócios, os prejuízos aos cofres públicos chegaram a 425,1 milhões de reais.

Por fim, deixo as palavras do Dr. Luiz Flávio Gomes, jurista e coeditor do portal atualidade do direito.com.br:

Pode haver conflitos entre o 4º e 5º poder? Sim. Isso é perfeitamente previsível na democracia digital. De acordo com a “ombudsman” da Folha de S. Paulo, na última semana, ela entrou na mira da “guerrilha cibernética” ao “blindar o PSDB” em suas primeiras matérias relacionadas com a corrupção na construção do metrô de São Paulo, nas gestões de Mário Covas, Alckmin e José Serra. São conflitos típicos da era da democracia digital, entre o 4º poder (mídia tradicional) e o 5º poder (poder emergente das redes sociais), que reivindica participação direta seja nas deliberações (dos atos e contratos públicos), seja na vigilância (de todos os poderes constituídos, jurídicos ou fáticos, o que inclui o 4º poder). A tendência, na democracia digital, é a confluência do 4º com o 5º poder nessa tarefa de vigilância dos poderes. Mas também irão ocorrer muitos conflitos, por razões infinitas. Mas a Folha teve um grande mérito. Qual? A de ser a primeira que denunciou a roubalheira na concorrência do metrô de SP. Já sabíamos que existem muitos roubos dentro do metrô, cometidos por jovens marginalizados pelo nosso apartheid socioeconômico. Agora também se sabe que a roubalheira também envolve gente engravatada e começa antes: já no momento concorrência.

Aécio fala de inovação na saúde e Dilma não mostra essa sacanagem abaixo dos tucanos com recursos da saúde em seu programa!!!

Postado por Caio Hostilio em 14/out/2014 - Sem Comentários

José Serra e a farra das ambulâncias, que ficou conhecida como Sanguessuga

istoé-barjas-negriDe acordo com a PF, a quadrilha (os sanguessugas) negociava com assessores de parlamentares a liberação de emendas individuais ao Orçamento da União para que fossem destinadas a municípios específicos. Com recursos garantidos, o grupo – que também tinha um integrante ocupando cargo no Ministério da Saúde – manipulava a licitação e fraudava a concorrência valendo-se de empresas de fachada. Dessa maneira, os preços da licitação eram superfaturados, chegando a ser até 120% superiores aos valores de mercado. O “lucro” era distribuído entre os participantes do esquema. Dezenas de deputados foram acusados.

Segundo a Polícia Federal, a organização negociou o fornecimento de mais de mil ambulâncias em todo o País. A movimentação financeira total do esquema seria de cerca de R$110 milhões, tendo iniciado em 2001. Na operação foram presos assessores de deputados, os ex-deputados Ronivon Santiago e Carlos Rodrigues, funcionários da Planam (empresa acusada de montar o esquema de superfaturamento e pagamento de propinas) e a ex-assessora do Ministério da Saúde Maria da Penha Lino. O grupo ficou conhecido como a “máfia das ambulâncias” ou também “máfia dos sanguessugas”.

Vídeos e fotos em que Serra aparece junto com vários deputados incriminados no esquema distribuindo pessoalmente as ambulâncias e agradecendo o empenho destes nas emendas, uma reportagem da IstoÉ com depoimento dos Vedoin, fotos diversas e reportagens do Correio Brasiliense, mostrando um ofício do Secretário Executivo do Ministério da Saúde, na gestão Serra, determinando ao Fundo Nacional de Saúde para “providenciar o empenho e elaboração do convênio”, além da ligação de Serra com “Platão Fischer Pühler”, este figura central de outro escândalo, o dos vampiros, podem arranhar sua imagem e arrastá-lo para o centro das polêmicas.

Agora, acompanhe o vídeo abaixo:

Eis os números reais pela corrida à Presidência da República…

Postado por Caio Hostilio em 13/out/2014 - Sem Comentários

imagesPesquisa Vox Populi, divulgada nesta segunda (13) pela TV Record, mostra a presidente Dilma Rousseff (PT) com 45% dos votos totais contra 44% das intenções de voto do tucano Aécio Neves; os votos nulos e brancos são 5%; os indecisos são 5%; no quadro de votos válidos, Dilma tem 51% e Aécio tem 49%; por regiões, no Sul, o tucano tem 55% da preferência, contra 33% de Dilma; no Sudeste, Aécio tem 51%, contra 36% de Dilma; no Nordeste, Dilma tem 67% das intenções de voto, contra 26% do tucano; no Centro-Oeste e Norte, ambos têm 45%; resultado contrasta com pesquisa Istoé/Sensus, que apontou Aécio 17,6 pontos à frente de Dilma

Veja a diferença de tratamento dado ao servidor público nos governos do PSDB e do PT!!!

Postado por Caio Hostilio em 13/out/2014 - Sem Comentários

Por Antonio Augusto de Queiroz

Congresso em Foco

fhc-fuen-site_1_0Para possibilitar uma reflexão sobre as posturas do PT e do PSDB em relação aos servidores públicos, tendo em vista a disputa no segundo turno da eleição presidencial, levantamos alguns dados e informações sobre a postura desses dois partidos no trato com o funcionalismo federal no período em que governaram o País.

O primeiro aspecto a destacar diz respeito à forma de se relacionar com os servidores dos dois partidos.

Nos governos do PSDB no plano federal, a lógica foi “desregulamentar direitos e regulamentar restrições”, e sem qualquer diálogo com as entidades de servidores. Nos governos do PT houve uma mudança no padrão de relação, saindo de uma relação autoritária para um sistema de diálogo, ainda que com os conflitos próprios das negociações coletivas.

O segundo aspecto trata da reposição de pessoal, via concurso público, para manter a máquina pública funcionando e atendendo à população.

Nesse quesito parece evidente que enquanto os governos do PSDB promoveram um verdadeiro desmonte, com extinção de órgãos e substituição do concurso pela terceirização, o governo do PT fez o contrário, ou seja, recompôs alguns órgãos e fez concursos regularmente para praticamente todas as áreas de governo, embora tenha mantido um volume bastante elevado de terceirizações e de cargos comissionados.

O terceiro aspecto se refere à comparação em termos de ganhos salariais nos dois governos.

Nos governos do PSDB, ao longo dos oito anos, não houve política salarial, mas uma lógica de concessão de abonos e reajustes diferenciados, e limitado a determinados grupos de servidores, que resultaram em enorme arrocho salarial, a ponto de que nem mesmo os setores contemplados tiveram reposta a inflação ou o poder de compra dos salários.

Nos governos do PT, embora desde 2004 tenha sido deixada de lado a revisão geral anual prevista no art. 37, X da Constituição, ocorreram de forma sistemática reestruturações remuneratórias com aumento real para todos os servidores, ainda que com disparidades de tratamento bastante expressivas entre servidores em situações análogas. A mesa de negociação permaneceu em funcionamento no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, e mesas setoriais foram estabelecidas para debater questões específicas relativas a ministérios, autarquias e fundações. Mesmo não tendo havido aumento real ou mesmo a reposição da perda inflacionária no período posterior à reestruturação, nenhum servidor recebeu abaixo da inflação ao longo dos 12 anos. O governo Dilma não concedeu reajustes em 2011 e 2012, e os reajustes previstos para 2013, 2014 e 2015 são inferiores à inflação acumulada em seu governo.

O quarto ponto cuida dos cortes de direitos dos servidores, aposentados e pensionistas nos dois governos.

Nos governos do PSDB, houve as reformas administrativa e previdenciária, além da supressão ou redução de 50 direitos e vantagens dos servidores, a desvinculação dos reajustes dos civis dos reajustes dos militares e a burla ou quebra da paridade, com uma política de gratificação salarial que prejudicou enormemente os aposentados e pensionistas do serviço público. Veja no box (abaixo) a lista dos cortes anteriores às reformas.

Especificamente na reforma administrativa, a mudança tucana resultou:

1) no fim do Regime Jurídico Único;

2) na possibilidade de redução salarial, limitando a irredutibilidade ao vencimento básico;

3) na disponibilidade com remuneração proporcional;

4) no fim da estabilidade do servidor;

5) na desvinculação dos reajustes dos militares dos servidores civis;

6) na ampliação de dois para três anos do estágio probatório;

7) no fim da isonomia; e

8) na previsão de regulamentação da greve por lei ordinária.

Continue lendo aqui

PMDB paulista confirma apoio a Dilma

Postado por Caio Hostilio em 13/out/2014 - Sem Comentários

C˙pula do PMDB do Rio promete apoio a Temer, mas faz crÌtica a petistasReunidos com o vice-presidente Michel Temer, nesta segunda-feira, 13, em São Paulo, prefeitos peemedebistas do Estado anunciaram apoio à reeleição de Dilma Roussef (PT), mas defenderam a adesão ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) no primeiro turno da eleição governamental. Eles criticaram o candidato do próprio partido, Paulo Skaf, que não compareceu. “A candidatura do PMDB não estava comprometida com o partido. Ele (Skaf) nem falava com os prefeitos”, criticou o prefeito de Araraquara, Marcelo Barbieri. “Eu estou aqui, veja se ele está”, acrescentou.

O peemedebista foi um dos 66 prefeitos que, na reta final, anunciaram adesão a Alckmin, reeleito no primeiro turno. Em discurso, ele pediu aos colegas o apoio à candidata do PT à Presidência. “Estamos com você e com Dilma, queremos que vocês continuem nos ajudando”, disse, dirigindo-se a Temer. Perguntado sobre a duplicidade de apoio, alegou que é normal apoiar o governador de um partido e o presidente de outro. “No primeiro turno, já estávamos com Dilma e Michel, mas achamos que, até para o Michel ter o Geraldo (Alckmin) como governador seria melhor. Acabamos de eleger o Alckmin e estamos com ele. O que precisa é de uma reforma política”, disse.

O ministro do Aviação Civil, Moreira Franco, também criticou Skaf de forma indireta. Em seu discurso ele se referiu ao “PMDB de algumas semanas atrás, indefinido, em que as coisas não estavam claras, e agora aqui, unido com Temer e Dilma”. Durante toda a campanha no primeiro turno, Skaf evitou manifestar apoio à petista.

O presidente do PMDB estadual, deputado Baleia Rossi, disse que Skaf não compareceu porque já havia agendado um almoço com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, no mesmo horário. O nome do segundo colocado na eleição estadual não foi citado nos discursos nem para justificar a ausência. “O PMDB não é uma pessoa e a grande maioria está aqui”, disse Rossi. A assessoria de Skaf confirmou a agenda com Lewandowski e informou que o empresário não comentaria as críticas dos prefeitos.

O encontro reuniu cerca de 400 militantes numa churrascaria, na zona leste da capital, entre prefeitos, vices, deputados eleitos e suplentes, além de dirigentes regionais do PMDB. A lista dos presentes não estava disponível ao final do evento. O candidato derrotado ao Senado por São Paulo, ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) fez discurso de apoio a Dilma. O coordenador da campanha estadual do PMDB, Luiz Antonio Fleury Filho, compôs a mesa mas não falou no evento.

A presidente Dilma Rousseff gravou um vídeo em que cita os investimentos do governo federal no Estado e pede apoio “para que as conquistas dos brasileiros de São Paulo não sejam interrompidas”. Também presente, o ministro da Agricultura, Neri Geller (PMDB) criticou a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, nova aliada do candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, por ter perseguido os produtores rurais com multas ambientais. (José Maria Tomazela/AE)

Isso foi jogado pra debaixo do tapete!!! Aécio força campanha com Petrobras, mas abafou CPI sobre má gestão tucana em 2001

Postado por Caio Hostilio em 13/out/2014 - 3 Comentários

O debate superficial e com fins eleitorais por setores da imprensa pode favorecer Aécio. Mas terá o candidato moral para falar sobre investigação de corrupção na estatal?

Blog da Helena

Plataforma afunda em 2001: sinais de má gestão e corrupção mas, presidente da Câmara, Aécio Neves abafou CPI

Plataforma afunda em 2001: sinais de má gestão e corrupção mas, presidente da Câmara, Aécio Neves abafou CPI

O candidato do PSDB, Aécio Neves segue mantendo as denúncias de Paulo Roberto Costa, o ex-diretor da estatal que tenta reduzir sua pena – que pode chegar a 50 anos de prisão – como um dos principais temas de sua campanha para este segundo turno das eleições presidenciais.

Mas aqui cabe uma questão: Aécio tem  realmente um perfil adequado para falar sobre corrupção, levando em conta alguns de seus atos no passado em relação à Petrobras?

Lembremos. Em 14 de fevereiro de 2001, Aécio foi empossado presidente da Câmara dos Deputados, época em que seu partido detinha a presidência da República com o governo de Fernando Henrique Cardoso. No mês seguinte, madrugada do dia 15 de março de 2001, ocorreram duas explosões, seguidas do afundamento da plataforma de petróleo P-36 da Petrobras, no campo de Roncador, na Bacia de Campos, estado do Rio. Onze trabalhadores morreram.

Detalhe: a plataforma teve sua construção iniciada na Itália e foi concluída no Canadá, numa época em que o governo brasileiro preferia recorrer a “parcerias” no exterior, em vez de estimular a indústria nacional.

Pois bem. O CREA-RJ (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro), órgão independente e apartidário, periciou o afundamento e produziu um relatório final apontando como causas erros de gestão ao antecipar de forma irresponsável o tempo de montagem no Canadá, da adaptação malfeita de plataforma de perfuração para plataforma de produção, e um erro de projeto “profundo e claro, quando foi colocado um tanque de drenagem de emergência dentro de uma das colunas de toda a plataforma, fazendo Com que, quando ocorreu a explosão, realmente ela ficasse sem sustentação”, nas palavras do então presidente do CREA-RJ, José Chacon.

O relatório do Crea-RJ foi encaminhado ao Ministério Público, ao Ministério do Meio Ambiente, à Agência Nacional de Petróleo (ANP), à Marinha do Brasil, à Assembleia Legislativa do Estado (Alerj) e ao Congresso Nacional, com pedido de instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para responsabilizar os envolvidos no acidente.

Pois Aécio, como presidente da Câmara dos Deputados na época, agiu na direção de abafar CPI que pudesse investigar responsabilidades. Para tanto, entre outra manobras, ele usou o relatório da ANP que, na época tinha como diretor-geral o então genro do então presidente Fernando Henrique Cardoso, David Zylbersztajn. Este, resumidamente, concluiu que “as causas das explosões na P-36 estiveram relacionados a não-conformidades quanto a procedimentos operacionais, de manutenção e de projeto” e, na prática, associava a responsabilidade da tragédia aos próprios trabalhadores.

Aliás no governo de FHC, a  Procuradoria-Geral da República tinha a tristemente famosa postura de “engavetar” tudo que pudesse responsabilizar o governo tucano, a ponto do então procurador, Geraldo Brindeiro, nomeado por FHC,  ganhar o apelido de ‘engavetador-geral’ da República. Na presidência da Câmara, o então deputado Aécio Neves, não ficava para  atrás. Todas as tentativas da oposição de abrir CPIs que pudessem atingir o PSDB eram barradas pela maioria governista da época, com a participação ativa de Aécio nas articulações.

O resultado era a impunidade. Havia crimes, mas criminosos eram sujeitos ocultos. Havia dolo, sem autores. Ninguém foi responsabilizado pelo afundamento da P-36. Prejuízos ao erário não voltavam aos cofres públicos. A lição era de que o crime de alta corrupção recompensava quem não tinha escrúpulos.

Atualmente, há duas CPIs investigando a Petrobras. O ex-diretor Paulo Roberto Costa, entrou na empresa como engenheiro concursado na década de 1970. Subiu na carreira, chegando a diretoria no governo tucano de Fernando Henrique Cardoso. Como funcionário de carreira e com desempenho técnico bem avaliado na época permaneceu na diretoria após 2003, no governo Lula. Em 2012 foi afastado por Dilma e acabou preso por acaso, por manter conexão com o doleiro Alberto Youssef, em outra investigação, que investigava lavagem de dinheiro e nada tinha a ver com a Petrobras.

Mas a conexão abriu nova linha de investigação. Sem saída, diante da eminência de condenação a uma longa pena, negociou uma delação premiada e a devolução de propinas recebidas por empreiteiras. Daí em diante, o vazamento de seus depoimentos passou a montar um outro cenário que prenuncia a montagem de uma nova tentativa de golpe midiático para tentar deformar o juízo do eleitorado. Mas isso é assunto para depois

Importante é frisar, mais uma vez, que hoje ainda há crimes sendo cometidos dentro das estatais sim mas, diferentemente do governo FHC, agora sabe-se buscam-se os criminosos e busca-se também puni-los. Quando há dolo, responsabiliza-se os autores e a recuperação do dinheiro público desviado. É assim que se combate a impunidade. E isso jamais foi feito nos governos tucanos de forma geral –haja vista a quantidade de CPIs barradas pela maioria submissa à vontade do governador Geraldo Alckmin em São Paulo.

O debate superficial, seletivo e parcial, dirigido com fins eleitorais por setores da imprensa que mandam às favas os fatos e destacam o que acham interessante para eleger seu candidato do PSDB, pode favorecer Aécio. Mas o debate aprofundado o desfavorece. Ao deflagrar o debate superficial porém, é inevitável seu aprofundamento.

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