A esquerda não aceita o fato de que a maioria da população aprova a megaoperação policial no Rio de Janeiro. Não seria esquerda se aceitasse
esquerda não aceita o fato de que a maioria dos brasileiros aprova a megaoperação policial nos Complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. Que a maioria dos brasileiros gosta de polícia que age como polícia.
Há também a preocupação mais comezinha e vergonhosa: a eleitoral. O governo petista vem plantando notas na imprensa para dizer que a popularidade de Cláudio Castro é momentânea, que a popularidade de Lula não diminuiu ainda mais e que a aprovação à megaoperação será revertida com o tempo.
Se visse o óbvio, porém, a esquerda não seria esquerda. Negar aspectos da realidade que contradizem a sua ideologia, e eles são muitos, talvez quase todos, é inerente ao seu pensamento autoritário. Já no pensamento autoritário de direita, a inerência é amplificar ao máximo os aspectos da realidade que reforçam o seu ideário. Entre as duas visões de mundo, vamos combinar: bandido bom não resiste a voz de prisão, bandido bom é bandido preso.
Por Metrópoles
Publicado em: Política



