Pego de surpresa, durante viagem no exterior, com a missão de ser relator da indicação de Jorge Messias ao STF na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Weverton Rocha (PDT-MA) avisou a colegas da Casa que vai fazer “o melhor possível” pela aprovação do escolhido de Lula – uma batalha que já começou na retaguarda.
O pedetista vai ter que se equilibrar entre a função de vice-líder do governo e aliado próximo de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), preterido pelo presidente da República na decisão sobre a vaga no Supremo.
Por outro lado, em sua ofensiva contra a escolha do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), já avisou a lideranças do Congresso que avalia acelerar o andamento da indicação, encaminhando o caso para análise do plenário da Casa antes do recesso de dezembro, que começa em 23 de dezembro.
A estratégia, segundo aliados, teria o objetivo de não dar tempo suficiente para Messias mobilizar lideranças evangélicas, integrantes do governo e até mesmo ministros do Supremo para contornar a resistência ao seu nome. Para ser confirmado, o advogado-geral da União precisa de pelo menos 41 votos dos 81 em disputa. A última vez que a Casa barrou um indicado para o STF foi em 1894, no governo Floriano Peixoto.
Agora, é saber se Weverton irá contra os anseios de Alcolumbre, seu aliado de todos os momentos.
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