Governador do Maranhão questiona diferença de critérios entre exploração do pré-sal, no Sul, e no Norte; diz que royalties vão para melhorar indicadores sociais enquanto a transição avança
O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), defende que a exploração de petróleo na Margem Equatorial pode impulsionar o desenvolvimento do Norte e financiar a transição energética no país. Os combustíveis fósseis que serão explorados, diz, trarão royalties que podem impulsionar a economia e indicadores sociais.
Brandão afirma que a mesma Petrobras, que atua com segurança no pré-sal do Sudeste, será a operadora da nova fronteira. E tem histórico de atuar de forma ambientalmente responsável. Por isso, critica o que chama de exageros na obtenção de licença para pesquisa e exploração.
“Perguntamos: por que no Sul é possível explorar petróleo sem poluir e, aqui no Norte, haveria risco de contaminação? A Petrobras, a mesma empresa, fará a exploração. Sugerimos que parte dos royalties seja destinada ao Ibama, para custear suas operações”, disse em entrevista ao Poder360.
Assista à íntegra da entrevista ao Poder360 (22min6s):
Brandão avalia que a produção na Margem Equatorial representa uma oportunidade de melhorar indicadores sociais e atrair investimentos em energia, infraestrutura e qualificação de mão de obra. Segundo ele, o Estado está discutindo as questões ambientais com rigor: “No Maranhão, temos perspectiva de melhorar os indicadores econômicos, atrair empresas e preparar a população para o mercado de trabalho. Ao mesmo tempo, a questão ambiental está sendo cuidadosamente discutida”.
O governador reconhece que o petróleo não é uma fonte limpa, mas argumenta que os recursos gerados pela exploração podem acelerar a transição energética. Defende que os royalties sejam direcionados a áreas estratégicas, como educação, saúde e inovação verde. E invocou o argumento da soberania nacional.
“A transição não acontecerá do dia para a noite; é um processo lento. Se não explorarmos, dependeremos de importações”, declarou.
Na entrevista, Brandão também falou sobre o papel do gás natural na economia maranhense, os planos de expansão da Eneva, que opera usinas no Estado, e os novos investimentos em biocombustíveis e as perspectivas de industrialização. Ele defende que o Maranhão seja protagonista na nova matriz energética do país –unindo desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental.
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Publicado em: Política



