Não é só o irmão do presidente Lula, Frei Chico, blindado pelo grupo governista, que é maioria na CPMI da Roubalheira do INSS. Agora, Fábio Lulinha, o filho do chefe da Nação, também está sendo acusado de envolvimento no pior caso de corrupção de toda a história do país. Aquele que tirou dos nossos velhinhos algo em torno de 6 bilhões de reais. Fábio está morando na Espanha, enquanto uma testemunha ouvida pela Polícia Federal denunciou que ele recebia uma mesada de 300 mil reais do Careca do INSS, aquele personagem que é considerado um dos líderes da maior quadrilha já formada no Brasil para roubar idosos. A repercussão em parte da mídia e na oposição foi imediata e intensa.
Imagine-se uma CPMI, hipotética, no governo Bolsonaro, quando se acusasse que um dos filhos dele recebesse 10 reais de propina mensal. Ou cinco reais. Toda a mídia iria viver do sangue que jorraria. O Judiciário determinaria a prisão até do cachorro do presidente. Se não renunciasse, ele seria tratado como bandido. Mas, quando envolve o nome de Lula e seus familiares, tudo não passa apenas de tentativa política de atingir o presidente. Quem vai ter coragem de tomar uma atitude que seria tomada em qualquer país sério?
Estamos vivendo o mesmo do mesmo. O risco é de que os que acusam hoje, como os que comandaram a Operação Lava Jato, sejam tratados como bandidos, naquela inversão de valores a que a sociedade brasileira está sendo submetida pelo governo e seus aliados. Hoje, os criminosos que usufruíram do dinheiro público e enriqueceram ilicitamente (alguns devolveram milhões de reais depois de confessarem seus crimes) são tratados como vítimas, enquanto seus algozes estão sendo punidos.
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