Ato deste domingo foca na anistia aos condenados pelo 8/1, prisão domiciliar a Bolsonaro, ataques a Lula, e impeachment de ministros do STF
O ato deste domingo é o primeiro desde a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, em Brasília, e da escolha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato à Presidência da República pelo campo bolsonarista.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) desfalca o ato deste domingo porque viajou para a Alemanha para participar do evento Intercontinental Dialogues, que terá a participação do ministro do STF André Mendonça, além de outras autoridades do mundo jurídico, político e empresarial.
“A gente sabe que nada do que está acontecendo é legal. Tudo é uma perseguição política, foi julgado por um tribunal de inimigos. Então, a gente precisa mostrar para o sistema que a gente está mais vivo do que nunca”, disse o deputado federal Mário Frias (PL-SP).
Já a deputada estadual Rosana Valle (PL-SP), presidente do PL Mulher em São Paulo e nome defendido pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), fez elogios à madrinha política. “Eu quero registrar aqui e fazer uma referência especial à nossa primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que tantas e tantas vezes esteve aqui na Paulista e o seu discurso, as suas lágrimas nos emocionaram. Michelle, o povo paulista, o povo brasileiro te ama”, disse.
Divisão sobre ataques ao STF
A avaliação desse grupo é que, com a cadeira de Toffoli vaga, Lula poderia nomear para o lugar o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD), o que seria um atrativo de novos aliados do Centrão para a campanha petista, principalmente em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país.
Outra ala acredita que o impeachment de Toffoli abriria um precedente para o impedimento de outros magistrados da Suprema Corte, como o ministro Alexandre de Moraes. Esse pensamento é vocalizado, por exemplo, pelo pastor Silas Malafaia.
“Para o Lula trabalhar para o impeachment de Toffoli, tem que trabalhar para o impeachment de Moraes. Então, ele não tem saída”, afirma Malafaia ao Metrópoles.
Organizadores do ato cogitaram pedir a assinatura de um termo de responsabilidade para quem discursar no trio elétrico que estará estacionado na esquina da Paulista com a rua Peixoto Gomide.
O documento redigido por advogados foi pensado para que as falas não tenham ataques pessoais a instituições ou descumpram a legislação eleitoral, como a que veda propaganda eleitoral antecipada.
Publicado em: Política




