O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (18) a prorrogação do inquérito que investiga fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, por mais 60 dias. A decisão atende a um pedido da Polícia Federal, protocolado na terça-feira (17).
Em sua decisão, Mendonça afirmou que a medida é necessária para a “realização de diligências reputadas imprescindíveis” para o esclarecimento dos fatos em apuração. “Considerando-se as razões apresentadas pela autoridade de polícia judiciária federal, defiro o pedido, prorrogando o inquérito por mais sessenta dias”, escreveu o ministro.
O inquérito apura crimes de corrupção e lavagem de dinheiro e envolve documentos, computadores e celulares apreendidos durante a Operação Compliance Zero, que investigou um esquema bilionário de fraudes financeiras. Inicialmente, a investigação focava na tentativa de compra do Banco Master pelo BRB, mas se expandiu para examinar a estrutura societária da instituição e outros crimes financeiros.
A Polícia Federal destacou que o prazo adicional é essencial para concluir a análise dos materiais apreendidos, incluindo o cruzamento de dados bancários. A investigação também serve de base para a CPMI do INSS, que apura fraudes em empréstimos consignados que afetaram aposentados.
Em fevereiro, Mendonça foi designado relator do caso, após sorteio que sucedeu a saída de Dias Toffoli da função. Apesar da mudança, todos os atos anteriormente determinados por Toffoli permanecem válidos. A alteração ocorreu devido a menções ao nome de Toffoli encontradas no celular de Daniel Vorcaro.
A prorrogação do inquérito ocorre em meio à expectativa de delação premiada de Vorcaro e busca aprofundar a investigação sobre o esquema bilionário envolvendo a instituição financeira.
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