Uma hora a realidade acabaria se impondo. Depois de tentar resolver a crise do Master atuando nos bastidores, Lula finalmente compreendeu que abafar o caso ou circunscrevê-lo à oposição não é uma possibilidade. As pesquisas de opinião vêm mostrando que o Supremo Tribunal Federal (STF) está com a imagem enlameada e, embora o escândalo não atinja diretamente o Palácio do Planalto, a sujeira pode respingar no governo. Não foi por outra razão que o Lula resolveu falar. Numa longa entrevista ao site de notícias ICL, ontem, ele afirmou que o STF tem de dar “uma explicação convincente para a sociedade”, porque “essas coisas a gente não joga debaixo do tapete achando que o povo vai esquecer”. E ainda completou dizendo que, “se o cara quiser ficar milionário, não pode ser ministro da Suprema Corte”.
Ao comentar sobre o contrato de R$ 130 milhões da mulher de Moraes com o Master, Lula tentou tirar a meia sem tirar o sapato, dizendo que o “companheiro” não poderia permitir que Vorcaro jogasse fora a sua biografia, mas logo emendou que não havia nada de ilegal no contrato:
— Primeiro, porque você não estava advogando no seu escritório há quase 15 anos. Mas, se sua mulher estava advogando, diga que sua mulher estava advogando, que não tem que pedir licença para fazer as coisas. E prometa que na Suprema Corte estará impedido de votar em casos [que envolvam] a sua mulher.
Aliados explicaram que as falas de Lula foram roteirizadas pelo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, com o objetivo de descolar o governo da crise sem jogar Moraes na fogueira. O problema desse plano é que ficou faltando combinar com os russos, ou seja, com a realidade.
Além de ser impossível dissociar o STF de seu ministro mais poderoso, Lula se movimenta como se não fosse possível surgir mais nenhuma novidade sobre Vorcaro e Moraes. Foi o que disseram para ele, mas não é o que se constata diariamente. Só na última semana, a Folha de S.Paulo revelou que o ministro e a mulher fizeram sete viagens nos aviões do dono do Master. Viviane Barci ainda divulgou uma nota dizendo ter ressarcido o Master pelos voos, mas, dois dias depois, documentos da Receita Federal desmontaram essa versão, já que nenhum real foi descontado dos R$ 80 milhões pagos pelo banco ao escritório nos últimos dois anos.
Moraes também não tem ajudado. Enquanto Lula procurava demonstrar que não tem compromisso com os erros alheios, ele decidiu levar ao plenário do STF uma tentativa de restringir o alcance e a validade das delações premiadas. Para isso, tirou da gaveta uma ação de 2021 movida pelo PT. Além de não ter ouvido o conselho de Lula para ficar longe do caso, ainda se socorreu de uma ação do partido do Lula para tentar evitar os danos de uma eventual delação de Daniel Vorcaro.
Quem também parece não estar plenamente engajado na estratégia lulista é o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Em reunião no mês passado com Sidônio e outros ministros, ele apresentou uma linha do tempo que, de acordo com testemunhas, deixava claro que o Master só virou o que virou por causa de medidas tomadas por seu antecessor, Roberto Campos Neto.
No centro do relato estava o fato de, em fevereiro de 2019, na gestão de Ilan Goldfajn, o BC ter negado permissão para Vorcaro assumir o controle do enrolado Máxima e formar o Master. Oito meses depois, já com Campos Neto no comando, a autorização saiu. Com base nessa informação, Lula afirmou ao ICL que o “Master é obra, é ovo da serpente do Bolsonaro e do Roberto Campos, ex-presidente do Banco Central”. E concluiu:
— Se a gente não tomar cuidado, vão tentar dizer que somos nós.
Contudo, na mesma hora em que o chefe acusava Campos Neto no Palácio do Planalto, do outro lado da Praça dos Três Poderes, Galípolo rasgava o script. Ao depor na CPI do Crime Organizado sobre o caso, ele afirmou que “não há, em nenhum processo de auditoria ou de sindicância, nada que encontre qualquer culpa por parte do ex-presidente Roberto Campos”. Negou, ainda, que o antecessor tivesse atuado para impedir uma intervenção ou liquidação do Master ao longo de 2024.
Tudo somado, está claro que Lula foi convencido de que fingir não ter nada a ver com o rolo de Vorcaro não é uma opção e decidiu brigar pelo controle da narrativa. Diante das circunstâncias, era o que lhe restava fazer, mas esse tipo de estratégia exige cuidado dobrado. Sem informações precisas, um script azeitado e atores bem ensaiados, o que deveria ser um roteiro de final feliz pode acabar virando uma tragédia.
A quarta-feira (8) foi de comemoração em Coroatá, já que o município chegou aos seus 106 anos. Para marcar a data, o Governo do Maranhão fez entregas de obras para beneficiar a população do município. O governador Carlos Brandão inaugurou o Centro Educa+ Clodomir Milet, a reforma do Mercado Municipal, obras de pavimentação, abastecimento d’água e de novos espaços de lazer e prática esportiva. Na ocasião, o governador Carlos Brandão falou da satisfação em poder trabalhar em parceria com o município, fortalecendo as ações e melhorias para a vida dos coroataenses.
“Eu fico muito feliz de ver as obras saindo do papel, onde prometemos no aniversário do ano passado e, hoje, estamos aqui, entregando. Vendo aqui uma ambulância chegando hoje para a UPA, vendo as entregas dos equipamentos que fizemos aos agentes comunitários de saúde, que vão de casa em casa; entrega de uma praça, entrega de mais uma escola, inauguração de vias urbanas, entrega de sistema de abastecimento de água, entre tantas outras obras que estamos aqui, entregando para a população. E ainda temos diversas outras em andamento, que serão inauguradas em breve”, comemorou Brandão.
O prefeito de Coroatá, Edimar Vaqueiro, destacou que a presença do Governo do Maranhão no município tem levado ações efetivas, com o cumprimento dos compromissos firmados. “Coroatá está passando por uma transformação, em pleno desenvolvimento, e o governador Brandão faz parte desse processo, entregando obras que muitos prometeram, mas não cumpriram, como o estádio, o mercado e tantas outras. Nós só temos a agradecer ao Governo pela presença, o povo de Coroatá agradece, por tantas obras importantes que foram entregues hoje”, disse o prefeito.
A primeira entrega do dia foi o Centro Educa+ Clodomir Milet, reforçando a educação no município. A unidade está localizada na Rua Gonçalves Dias, nas proximidades do Fórum, e tem capacidade para 246 estudantes e estrutura com 5 salas de aula, salas de secretaria, diretoria e dos professores, biblioteca, sala de informática, laboratório, cozinha e refeitório. A unidade também tem quadra coberta para prática de atividades físicas. A escola foi adaptada para garantir a acessibilidade de alunos e profissionais com deficiência.
Raimundo Josias Silva, gestor geral da escola, afirmou que a obra representa um marco significativo para a educação do município. “Esta escola oferecerá educação em tempo integral para os nossos alunos. Por isso, é com grande satisfação que celebramos hoje a entrega da segunda maior escola de tempo integral em nossa cidade com uma estrutura sem precedentes em nosso município. Como educadores e na minha função de gestor, expresso nossa grande alegria, pois esta escola proporcionará aos nossos alunos amplas oportunidades de estudo e aprendizado, impulsionando seu desenvolvimento intelectual e sua busca pelo conhecimento”, enfatizou.
O governador Carlos Brandão também fez a entrega de 163 tablets e fardamentos destinados aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Os kits entregues aos ACSs incluem bolsa, camisa e colete, além do tablet utilizado nas atividades em campo. O equipamento permite o registro em tempo real das visitas domiciliares, atualização de cadastros das famílias acompanhadas e monitoramento das condições de saúde da população atendida, o que contribui para maior integração das informações e agilidade na tomada de decisões pelas equipes da rede pública.
A distribuição dos equipamentos faz parte das ações de fortalecimento da Atenção Primária em Saúde (APS) desenvolvidas pelo Programa Cuidar de Todos, iniciativa que amplia a cooperação entre o Governo do Maranhão e os municípios, para qualificar o trabalho. Ainda no âmbito da saúde, também foram entregues 200 óculos de grau, por meio do programa Cuidar dos Olhos – Cirurgias e Óculos, da Secretaria de Estado da Saúde (SES). A ação integra o cronograma permanente do programa, que segue em execução em diferentes municípios e mantém o atendimento oftalmológico como prioridade da gestão estadual.
Para garantir espaços de lazer, convivência comunitária e prática esportiva, no município foi entregue também a Praça da Família Pastor Raimundo Bené da Silva, no Bairro Novo Areal. A praça conta com 1.376 metros quadrados de área urbanizada, playground, academia ao ar livre, projeto paisagístico e iluminação artística.
O morador José Raimundo afirmou que a nova praça vai proporcionar uma nova perspectiva para a comunidade. “Com essa praça vamos renovar a visão sobre a nossa rua, que se tornou mais valorizada, pois antes não era tão notada pela administração pública. Hoje, graças a Deus, temos em nossa rua, em nosso bairro, uma praça de grande porte”, comemorou.
Em seguida, foi entregue a obra do Mercado Municipal, executada pelo Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra). O mercado passou por serviços de revitalização da cobertura e piso, reformulação dos boxes e arquibancadas, além da construção de banheiros para uso pelos comerciantes e consumidores.
Melhorando a mobilidade urbana, o Governo do Estado entregou 2 quilômetros de pavimentação asfáltica, no trecho que liga a Avenida Magalhães de Almeida até a Areninha Esportiva no povoado Marajá, localizada às margens da MA-332.
A Areninha Esportiva representa um incentivo para que os jovens desenvolvam suas potencialidades no mundo do esporte. O espaço conta com quadra, arquibancada, aparelhos de exercícios físicos, iluminação, bancos, passeio e caramanchão.
No encerramento da programação, foram entregues dois sistemas simplificados de abastecimento de água, beneficiando as comunidades dos bairros União e Centro, ampliando o acesso à água encanada e tratada.
Na oportunidade, o governador Carlos Brandão também visitou as instalações da Fazenda da Esperança de Coroatá, acompanhado do prefeito Edimar Vaqueiro, dos deputados Estaduais Arnaldo Melo e Helena Duailibe; e demais autoridades. A instituição é uma comunidade terapêutica católica de destaque na recuperação de dependentes químicos.
Relatórios da Receita enviados à CPI do Crime Organizado mostram pagamentos para escritórios de advocacia e consultorias de políticos
O Banco Master, de Daniel Vorcaro, fez repasses milionários a escritórios e empresas ligadas ao ex-presidente Michel Temer (MDB), ao presidente do União Brasil, Antonio Rueda, à família do governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), ao ex-prefeito de Salvador (BA) ACM Neto (União Brasil), bem como aos ex-ministros Guido Mantega, Fabio Wajngarten, Henrique Meirelles e Ricardo Lewandowski.
Os dados obtidos pelo Metrópoles constam nos relatórios da Receita Federal, enviados para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. O escritório de advocacia de Temer, por exemplo, recebeu do Master R$ 10 milhões em 2025. Já escritórios de Rueda receberam R$ 6,4 milhões em 2023.
ACM Neto e Lewandowski
A empresa de consultoria de ACM Neto recebeu um total de R$ 5,4 milhões, de acordo com os documentos do Master, entre 2023 e 2025.
O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e ex-ministro da Justiça do governo Lula Ricardo Lewandowski também está na lista. O seu escritório recebeu R$ 5,93 milhões entre 2023 e 2025.
Duas empresas do grupo da família Massa, do apresentador Ratinho, pai o govenador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), receberam R$ 24 milhões de 2022 a 2025. Do total, R$ 21 milhões foram para a Massa Intermediação, de Ratinho, entre 2022 e 2025. O apresentador de TV era garoto-propaganda do cartão consignado do banco, o CredCesta. A Gralha Azul Empreendimentos e Participações, que é do grupo familiar, recebeu R$ 3 milhões em 2022.
O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que esteve nos governos Lula e Dilma, recebeu R$ 14 milhões por uma empresa de consultoria. Os repasses foram feitos entre 2024 e 2025. Henrique Meirelles, que foi ministro da Fazenda de Temer e presidente do Banco Central no governo Lula, recebeu R$ 8,6 milhões em 2025.
A empresa do ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom) do governo Bolsonaro, Fabio Wajngarten, recebeu R$ 3,8 milhões do Master em 2025.
Já o ex-ministro da Cidadania no governo de Jair Bolsonaro (PL) Ronaldo Bento, é sócio de uma empresa que recebeu R$ 6,2 milhões do banco.
Relembre o caso Master
A liquidação do banco Master foi declarada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025 por “grave crise de liquidez”.
A primeira fase da Operação Compliance Zero, que investiga o caso das fraudes financeiras envolvendo o Master e o BRB, foi realizada no mesmo dia.
Antes disso, em 3 de setembro, o BC havia barrado a compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB) pelas suspeitas de irregularidades.
Na primeira fase da operação da PF, em novembro, Daniel Vorcaro foi preso e liberado com tornozeleira eletrônica. Em março deste ano, o banqueiro foi preso novamente na terceira fase da operação.
Preso em Brasília, Vorcaro agora tenta um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF).
Outro lado
Ao Metrópoles, Wajngarten declarou que foi convidado para integrar a defesa do caso no ano passado.
“Conheci o Daniel Vorcaro no primeiro semestre de 2025, ano passado, apresentado por um dos advogados dele, ocasião em que me juntei ao time da defesa. Até o presente momento, continuo prestando serviço para ele”, declarou.
O ex-presidente Michel Temer declarou que prestou serviços jurídicos, mas divergiu do valor apontado na declaração do Master e disse que recebeu R$ 7,2 milhões.
“Desde que deixei a vida pública reassumi meu escritório de advocacia. Entre os clientes que atendi estava o Banco Master. Como já declarei publicamente, não é segredo pra ninguém, meu escritório foi contratado nesse caso para uma atividade jurídica de mediação. O valor recebido pelo contrato foi de R$ 7,5 milhões”, argumentou.
Em nota, o presidente do União Brasil disse ao Metrópoles que não confirma informações baseadas em dados fiscais supostamente vazados de forma ilícita e que os serviços de advocacia prestados são “legítimos”.
“Os serviços jurídicos prestados ao conglomerado Master tiveram caráter estritamente técnico, com atuação relevante e devidamente documentada: dezenas de pareceres, centenas de reuniões, mais de 1.000 audiências, cerca de 20 mil manifestações nos autos e aproximadamente 400 acordos realizados ao longo do período”, completa.
Ao Metrópoles, Lewandowski afirmou em nota que já é “amplamente conhecido” que ele voltou para as atividades de advocacia depois de deixar o STF. E que, durante o período que esteve no governo Lula, parou de atuar como advogado.
“Além de vários outros clientes, prestava serviços de consultoria jurídica ao Banco Master”, diz um trecho da nota do ex-ministro.
A defesa do ex-prefeito de Salvador ACM Neto disse ao Metrópoles que os serviços foram contratados de maneira lícita, transparente, e devidamente prestados. Além disso, argumenta que a relação comercial foi firmada sem que qualquer dos sócios da A&M ocupasse cargo público.
“A empresa informa que não pode validar os valores mencionados pela imprensa, supostamente declarados à Receita Federal, por não ter tido acesso a esses dados”, diz a nota de Neto.
Em nota, o Grupo Massa disse que o governador Ratinho Jr não faz parte do quadro societário das empresas Massa Intermediação e Gralha Azul.
O grupo alega ainda que, ao longo dos anos, construiu uma trajetória pautada por “práticas amplamente reconhecidas” e que sua atuação “não se confunde com a conduta de terceiros” com os quais manteve relações contratuais.
O ex-ministro Meirelles disse que teve contratos com o Master de consultoria sobre macroeconomia e mercado financeiro.
“Mantive um contrato de serviços de consultoria sobre macroeconomia e mercado financeiro com o Banco Master, em caráter opinativo, entre março de 2024 e julho de 2025”, declarou.
Mantega declarou que quando assumiu contratos com o banco, não sabia de qualquer irregularidade e que sua consultoria era econômico financeira.
“Prestei consultoria econômica financeira para o Banco Master em 2024 e parte de 2025, mediante contrato formal , e emissão de notas fiscais, encerrado em agosto de 2025. Quando firmei o contrato não tinha conhecimento de nenhuma irregularidade eventualmente cometida por essa instituição financeira”, argumentou.
De início, o ex-prefeito Eduardo Braide deixou um abacaxi – não de Turiaçu -, bem azedo para a atual gestora da Capital. Trata-se do transporte coletivo, que fora arrastado pela ex-gestão por anos.
Os alagamentos em ruas e avenidas por falta de escoamento de água pluvial é outros transtornos que não fora resolvidos, principalmente nos bairros.
Os esgotos a céu aberto e os valões de esgotos em bairros centenários continuam, mostrando que o saneamento básico passou longe da ex-gestão.
Os Socorrões continuam abarrotados, isso há décadas e as desculpas esfarrapadas continuaram na ex-gestão.
Na educação, as mesmices das ex-gestões continuaram na gestão de Braide.
Afinal, tudo isso é de responsabilidade da atual gestora de São Luís?
O alerta teria sido dado por Lula a Moraes durante encontro fora da agenda oficial. A conversa, revelada pelo Metrópoles, na coluna do Igor Gadelha, aconteceu no início de março deste ano.
“Eu disse ao companheiro Alexandre de Moraes: você construiu uma biografia histórica nesse país com o julgamento do 8 de janeiro. Não permita que esse caso do [Daniel] Vorcaro [dono do Master] jogue fora sua biografia”., alertou Lula.
Ele ainda defendeu que o ministro se declare impedido de votar ações relacionadas ao Master no STF, em razão do vínculo do escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, com a instituição financeira.
É certo afirmar que a gestão de Gentil Neto fez em 1 ano o que se leva mais de 8 anos para fazer.
Comprometida com o desenvolvimento social, econômico e sustentável, o prefeito Gentil Neto projetou, organizou e concluiu obras que trouxeram o bem-estar social e a qualidade de vida.
Suas ações viabilizaram a atração de investimentos, a geração de emprego e renda, além da garantia de desenvolvimento ao empreendedorismo local.
Vale ressaltar que tudo isso veio de um projeto de governabilidade que soube atrair parcerias viáveis, tais como: a do governo federal, a do governo estadual, das deputadas Amanda Gentil e Daniella e do ministro dos esportes, André Fufuca.
O resultado não poderia ser outro, mostrado no vídeo abaixo.
“Aperta o play e vem conferir o que a gestão municipal tem feito pela nossa cidade!
+ de 500 moradias
+ Mais de 70 escolas construídas, reformadas, ampliadas e climatizadas
+ Ruas pavimentadas
+ UBSs reformadas e construídas
E muito mais! É trabalho de verdade, levando mais dignidade, desenvolvimento e qualidade de vida para a nossa população.”, destacou Gentil Neto.
Ação do PT de 2021 questiona uso do instrumento e pede que Corte fixe regras mais claras para investigações e processos criminais. Por que não fez antes quando da delação do coronel Cid? Ah!!! Agora, chegou a eleição e o PT e até ele tem medo da delação do Banco Master!!! É brincar com a inteligência do brasileiro…
Moraes liberou, depois de 5 anos, para julgamento uma ação do PT que discute os limites da delação premiada no país.
Relator da ADPF 919, Moraes apresentou o caso para julgamento na segunda-feira (6/4). A ação, apresentada pelo PT em dezembro de 2021, questiona como a delação premiada tem sido usada e pede que o STF imponha limites mais claros ao instrumento em investigações e processos criminais.
O caso estava sem movimentação desde julho do ano passado e não tinha decisões do relator desde dezembro de 2021, quando foi proposto pelo jurista Lenio Streck. À época, Moraes determinou que fossem ouvidos o então presidente Jair Bolsonaro (PL), o Congresso Nacional, além da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o tema.
A medida ocorre em meio à citação do nome da esposa do ministro sobre o recebimento de R$ 80 milhões do Banco Master entre 2024 e 2025. Dono da instituição, o banqueiro Daniel Vorcaro negocia um acordo de delação premiada em inquérito sob relatoria do ministro André Mendonça, no caso considerado o maior rombo da história do setor financeiro do país.
Em parecer encaminhado ao STF em junho de 2022, a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que a ação do PT não deveria ser conhecida, sob o argumento de que já existem outros meios jurídicos adequados para tratar da questão.
“Não há dúvida de que a ‘delação venal’, ou seja, quando o delator colabora com a persecução criminal sob promessa de recompensa de terceiro, afeta a voluntariedade do agente, mas essa circunstância carece de prova. Apenas as circunstâncias do caso concreto, portanto, é que podem demonstrar se a conduta do agente tratou ou não de delação venal”, escreveu o então procurador-geral da República Augusto Aras. A DELAÇÃO DO MAURO CID FOI TUDO DENTRO DAS EXIGÊNCIAS???
Aras prosseguiu: “Embora legítimo o interesse em apaziguar, desde logo, todas as questões acerca de recente instituto jurídico, não cabe ao Supremo Tribunal Federal antecipar, na via do controle abstrato de constitucionalidade, juízo sobre todas as hipóteses de aplicação da lei, substituindo-se em prognose legislativa não realizada pelo legislador, nos termos trazidos pelo Requerente”.
Cabe ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, marcar o julgamento.
Esse blog recebeu por email do Instituto Meio/Ideia sua pesquisa para analise e publicação, porém irei me ater a rejeição dos candidatos e suas consequências.
A pesquisa apontou que Lula segue como o candidato com maior rejeição, segundo a pesquisa: 44,2% dos respondentes afirmaram que não votariam no petista. Em seguida, aparecem Flávio Bolsonaro, com 37,5% de rejeição, e Ronaldo Caiado, com 20,4%. Entre os três presidenciáveis mais notáveis, Romeu Zema registra a menor taxa de rejeição, com 17,5%.
Se for observar as pesquisas anteriores, principalmente as primeiras quanto o Flávio Bolsonaro se lançou pré-candidato, ele aparecia com uma rejeição bem maior que a de Lula, pois ficava no percentual de 50% a 51%, agora quem lidera é o atual presidente, que já dar uma margem de diferença de 7%, mostrando, com isso, que a rejeição é o fator que poderá fazer a diferença nessas eleições.
E importante observar, ainda, que os outros dois candidatos da direita têm rejeições bem baixas, coisa que causará um impacto gigantesco no segundo turno, já que apoiarão Flávio Bolsonaro.
O levantamento também indica que 51,4% dos entrevistados afirmam que ainda podem mudar de voto, enquanto 48,6% dizem já estar decididos sobre o candidato que pretendem escolher para a Presidência da República.
Mais da metade dos entrevistados (51,5%) avalia que Lula não merece um novo mandato. Na mesma linha, 51% desaprovam o governo atual. O governo Lula como ruim ou péssimo vem crescendo desde janeiro, quando 41,4% dos respondentes tinham essa percepção.
Verifica-se que a metade dos eleitores brasileiros não mudarão seus votos e 51% desaprovam o atual governo. Observem que em janeiro a reprovação do governo Lula era de apenas 41,4%. Se analisarmos a rejeição e a desaprovação, o governo terá que torcer muito para que os casos de corrupção: INSS e Master sejam esquecidos pelo eleitor; que a inflação diminua, que suas dividas sejam sanadas e que a criminalidade diminua e que a segurança chegue aos cidadão.
O documento apresenta os principais achados da pesquisa de opinião Meio/Ideia, realizada de 03 a 07 de abril de 2026, registrada sob o número BR-00605/2026-BRASIL. A amostra é representativa, com 1.500 entrevistas por telefone e margem de erro de 2,5 pontos percentuais, sobre a corrida eleitoral de 2026.
O cenário político brasileiro na atualidade mostra uma consciência dos eleitores diante das eleições passadas. É preciso observar que o eleitor de esquerda vai definir seus votos em candidatos esquerdistas e que o eleitor de direita seguirá a mesma linha, ou seja, vai votar somente em candidatos de direita.
Os políticos continuam subestimando a inteligência do povo, achando que são apenas massa de manobra, quando a verdade é outra.
Observa-se políticos esbravejar que vai com àquele ou com o outro. Com certeza terá uma votação limitada, já que a polarização nacional avançou de uma forma tremenda e contundente. O certo seria que os candidatos nos estados se mantivessem na busca de suas eleições.
Fazer política para A ou para B é um fiasco gigantesco, haja vista que o eleitor está determinado a seguir com suas escolhas. Isso serve principalmente para àqueles que disputarão os cargos majoritários.
Inocente o político em achar que o eleitor fará de sua cédula de votação uma salada mista.
Ficará muito difícil se eleger os candidatos que optarem por apenas um lado, pois terá que dividir os votos com os que comungam com a mesma estratégia de um lado só.
Muitos políticos acham que a esquerda domina o cenário eleitoral na Região Nordeste. Não é isso que vem apontando as pesquisas. Elas mostram uma polarização nunca vista antes.
Tanto é verdade, que o Lula vem tentando diminuir a diferença existente nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, através dos avanços em políticos de direita.
Engam-se àqueles que imaginam que os eleitores não estão de olho das movimentações.
Acertarão os que souberem observar o cenário político atual brasileiro e, ainda, das mudanças que esperam no Poder Judiciário…
Postado por Caio Hostilio em 08/abr/2026 - 1 Comentário
Documentos da Receita Federal enviados à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Senado que investiga o crime organizado indicam que o escritório da mulher do ministro Alexandre de Moraes, o Barci de Moraes Sociedade de Advogados, recebeu R$ 40,11 milhões do Banco Master, de Daniel Vorcaro, em 2024.
Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), é uma das sócias do escritório, que tinha um contrato com o Master.
Procurado, o Barci de Moraes disse que “não confirma essas informações incorretas e vazadas ilicitamente, lembrando que todos os dados fiscais são sigilosos”. O escritório não quis informar qual seria o valor correto dos pagamentos. Moraes foi procurado, mas não se manifestou até a publicação deste texto.
Os pagamentos aparecem em uma declaração de Imposto de Renda do banco, que teve seu sigilo fiscal quebrado pela CPI do Crime Organizado.
O contrato do Master com o escritório Barci de Moraes foi assinado em 2024. Previa o pagamento mensal de R$ 3,5 milhões, num total de R$ 129 milhões em três anos, segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo.
Os dados da Receita obtidos pela Folha mostram que o banco declarou 11 pagamentos mensais de R$ 3.646.529,72 ao escritório em 2024, totalizando R$ 40.111.826,92.
Nesta terça-feira (7), durante a sessão plenária do Senado, o relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), anunciou que os dados haviam sido entregues à comissão. Ele afirmou que a Receita Federal teria enviado dados incompletos sobre o banco e que a complementação das informações chegou apenas na segunda (6).
“Mesmo com a quebra de sigilo aprovada pela Comissão Parlamentar de Inquérito e não suspensa pela Justiça, a Receita Federal do Brasil mandou os dados incompletos. Foi preciso solicitar a reiteração, a complementação, para que chegasse o dado bancário que comprova o recebimento e a dedução de impostos pelo escritório da doutora Viviane Barci. Só em um ano, R$ 40 milhões recebidos.
Contraprestação de serviço? A própria doutora Viviane já publicizou: nada que justifique esse valor”, disse o senador.
O contrato do Master com o escritório previa 36 pagamentos, mas foi interrompido em novembro de 2025, quando a instituição de Daniel Vorcaro foi liquidada pelo BC (Banco Central) e o ex-banqueiro foi preso.
A defesa de Vorcaro também foi procurada pela reportagem, mas não se manifestou.
No mês passado, o Barci de Moraes confirmou que prestou serviços de consultoria e atuação jurídica ao banco entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, período em que realizou 94 reuniões de trabalho. De acordo com o escritório, 79 delas foram presenciais, na sede do Master.
O Barci de Moraes diz ainda que produziu 36 pareceres e opiniões legais sobre compliance, regulação, questões trabalhistas e previdenciárias, entre outros temas
Também nesta terça-feira, Vieira teve uma reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para pedir a prorrogação da CPI do Crime Organizado, mas a resposta foi negativa. Com isso, a comissão será encerrada na próxima terça-feira (14), com a votação do relatório final.
Segundo Vieira afirmou à imprensa, Alcolumbre preferiu não estender a CPI em meio ao período eleitoral, o que o senador classificou como um “desserviço para o Brasil”.