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Postado por Caio Hostilio em 26/abr/2011 - 5 Comentários

Ex-governador gay não pode assumir o sacerdócio 

Nova York, 25 abr (EFE).- O ex-governador de Nova Jersey James McGreevey, que renunciou ao cargo após se declarar “um americano gay” e revelar um caso extraconjugal com um homem, foi impedido de se tornar padre pela Igreja Episcopal, informa nesta segunda-feira a edição digital do diário “The New York Post”. Segundo fontes anônimas da diocese de Newark (Nova Jersey) mencionadas pelo jornal, a Igreja Episcopal barrou a ordenação de McGreevey como padre. “Não por ele ser gay”, justificavam, mas pela “má situação que afetou sua imagem após seu divórcio”. Alguns líderes religiosos ainda expressaram dúvidas sobre a fé do ex-político, que se converteu rapidamente a esse culto depois do escândalo sexual em que se viu envolvido sete anos atrás.

Suspensa produção da Toyota

A Toyota anunciou na tarde desta segunda-feira, 25, que irá paralisar por três dias sua produção no Brasil e na Argentina para ajustar temporariamente sua produção nas fábricas de Indaiatuba, no Brasil, e de Zárate, na Argentina, por causa do gerenciamento de peças disponíveis fornecidas pelo Japão, como consequência do terremoto e do tsunami que afetaram o país em 11 de março. Na unidade de Indaiatuba (SP), onde a empresa produz o sedã médio Corolla, a produção foi paralisada hoje e será suspensa por outros dois dias em maio, nos dias 6 e 20. Já em Zárate, onde produz a picape Hilux e o utilitário esportivo SW4, o segundo turno será suspenso em 13, 20 e 27 de maio. Em comunicado, a Toyota informou que ‘nenhuma decisão ainda foi tomada a respeito do cronograma de produção para após 31 de maio de 2011’.

Olha aí a hipocrisia política!!!

 O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Duarte Nogueira (SP), criticou nesta segunda, 25, os tucanos de São Paulo que anunciaram nos últimos dias o desligamento da sigla. Na avaliação dele, os egressos ‘já não militavam no PSDB’. ‘São aqueles que tinham a filiação, mas não tinham a convicção’. Conversa fiada, todo político quer fazer parte das benesses, caso contrário, um dos fundadores do PSDB, Walter Feldman não estaria deixando o partido também. Esse tipo de papo de ideologia não cola mais, o negócio no mundo capitalista é se dar bem!!! Alguém tem dúvida?

Deputado Luciano Leitoa, a coisa não é bem assim!!!

Ontem (25), o deputado Luciano Leitoa (PSB), uso da tribuna da Assembléia Legislativa, para dizer que a Saúde de Pernambuco é um modelo de eficiência para todo o Brasil. Agora veja o que aconteceu no sábado (23) no Estado modelo: “HOSPITAL DE SANHARÓ SEM MEDICO NO SÁBADO” UM MORADOR DA CIDADE DE SANHARÓ ME MANDOU UM E-MAIL, RELATANDO UM DESCASO POR PARTE DO PODER PUBLICO EM RELAÇÃO A FALTA DE MÉDICOS NO HOSPITAL DAQUELA CIDADE. NO SÁBADO PASSADO (23.04) QUANDO NÃO TINHA MÉDICOS PARA ATENDER OS PACIENTES QUE PROCURAVAM OS ATENDIMENTOS NAQUELA UNIDADE HOSPITALAR (O MEDICO PLANTONISTA QUE DEVERIA TER VINDO TRABALHAR, FALTOU O SERVIÇO)  E OS PACIENTES QUE CHEGAVAM AO HOSPITAL ERAM ENCAMINHADOS PARA OUTRAS UNIDADES DE SAÚDE DA REGIÃO. FOI UM DEUS NOS ACUDA… Menos deputado!!!

Enquanto isso…

O deputado Roberto Costa foi a tribuna, para apresentar a Monção de Aplausos ao Grupo Grita (Grupo Independente de Teatro Amador), pela encenação do espetáculo da Paixão de Cristo, realizado nos dias 21 e 22 de Abril nas ruas do Bairro Anjo da Guarda, que este ano reuniu mais de 100 mil pessoas. Roberto Costa ressaltou a fundação do Grupo Grita em 14 de julho de 1975, por um grupo de estudantes do Colégio Cema e mencionou o primeiro presidente Elson Gomes. “Esse trabalho iniciou com o objetivo de fazer apresentações teatrais, em escolas, igrejas, trazendo sempre os temas de reivindicação da comunidade”, disse o deputado. O parlamentar ainda ofereceu a monção a todos os artistas do Grita e mencionou todos os nomes da coordenação do Grupo.

Eu vou querer o meu de volta!!! Defesa do consumidor quer devolução de valor cobrado a mais na conta de luz

Postado por Caio Hostilio em 26/abr/2011 - Sem Comentários

Entidades de defesa do consumidor enviaram uma carta à Casa Civil para que ela interfira no caso de devolução de R$ 7 bilhões por parte das empresas de energia elétrica, que foram cobrados indevidamente na conta de luz.

Um “erro metodológico” – constatado pelo TCU (Tribunal de Contas da União) e reconhecido pela Câmara dos Deputados – fez com que a cifra fosse cobrada indevidamente dos consumidores brasileiros. Houve alteração na metodologia em 2009, mas a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) não viabilizou a devolução dos valores.

“Ao contrário, a agência manifestou-se no sentido de negar o flagrante direito dos consumidores em serem ressarcidos por este ‘erro de metodologia’ que perdurou por anos”, dizem as entidades em nota.

Carta à Casa Civil

No documento enviado à Casa Civil da Presidência da República, as entidades pedem interferência para efetivar o ressarcimento aos consumidores dos valores cobrados.

Uma cópia da carta foi enviada ao Ministério de Minas e Energia e ao da Fazenda, já que eles se manifestaram sobre a necessidade de correção das distorções geradas pelo erro de cálculo, bem como ao diretor-geral da Aneel.

Um conselho ao grupo de Roseana: “Quem é de todo mundo, não é de ninguém”.

Postado por Caio Hostilio em 25/abr/2011 - 55 Comentários

O grupo de Roseana tem políticos de projeção nacional, mas alguns de seus membros não perdem o cacoete de sinhozinhos, ou seja, cada um quer ter um grupinho dentro do grupão, coisa que nessas eleições de 2010 saiu tudo errado. Agora, chegou o momento de agüentar os erros, isso sem chorar e fazer biquinho.

Sucesso do grupo Tribalistas (Marisa Monte, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes), a música “Já sei Namorar” ensina muita coisa para quem vive no ambiente da política. Diz a letra: “eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também…”. Essa lição, porém, não parece ter sido apreendida pelos políticos articuladores do grupo da governadora Roseana.

Hoje (25), não foi a primeira vez que a “base” aliada vota contra o governo e dizem que não entenderam a votação. Só balela que não convence mais ninguém… Nem os caboclos que votam nessa gente. Na verdade o governo não é amigo de todo mundo ali na Assembléia, ou ao menos contar com os 30 que dizem ser governistas. Quem continuar pensando assim vai quebrar a cara, mesmo atendendo todas as exigências contrariadas. O certo é que vários são inimigos figadais de Roseana, mas na frente faz de conta que é amiginho. Hipocrisia da política.

Os que acham que mantém o controle e que pode atrair votos de todos os parlamentares votados nas chapas proporcionais que apoiaram a reeleição de Roseana estão completamente enganados.

O governo tem que aprender a trabalhar com a desconfiança, assim como faz o prefeito João Castelo, que mesmo não fazendo nada, continua com a maioria esmagadora na Câmara de Vereadores. Ninguém gosta de vira-casacas e traidor, mas na política isso é uma prática tão corriqueira!!! Ninguém gosta de quem vive mudando de lado, mas os políticos mudam de lado conforme seus interesses. O eleitor gosta de político que tem brio, coisa difícil. Gosta de quem se lasca, mas permanece firme com a banda que escolheu. É o que se costuma chamar de coerência. Quanta diferença!!!

Alguns defendem que o governo mantém a maioria na Assembléia Legislativa. Que maioria? Essa estratégia de enganar a si mesmo é um jogo burro.

Na verdade, a política tem umas coisas meio que estranhas… Os lideres sabem que o camarada está mentindo, mas fazem de conta que ele está falando a verdade somente para mantê-lo do seu lado. Mas como? O ser humano, independente de político, quando mente a primeira vez, vai mentir outras vezes.

Reconheço que no grupo de Roseana tem muita gente inteligente. “Uma inteligência à procura de conselhos”, pois as vezes parece está ultrapassada na forma de fazer política.

A eleição de 2014 não está seguindo o caminho correto e não será fácil para ninguém, visto que a oposição se mostra apenas hipócrita e politiqueira. É como já disse numa outra oportunidade, quem conseguir formar o grupo mais homogêneo vencerá as eleições.

O resto é conversa fiada.

Assembleia aprova convocação da secretária de Educação Olga Simão. E aí?

Postado por Caio Hostilio em 25/abr/2011 - 25 Comentários

Hoje (25), o plenário da Assembleia Legislativa aprovou a convocação da secretária de Educação do Estado, Olga Simão, feita pelo deputado Marcelo Tavares. Muitos estranharam a aprovação, visto que diversos parlamentares da base governista ajudaram a aprová-la.

Vi que muitos parlamentares ficaram incomodados. Ora bolas!!! Quem não sabe que em política sempre tem manobras estranhas para cobrar seus interesses principalmente junto ao Executivo?

Em minha opinião, falar em crise em bancada governista é coisa “velha”, principalmente quem tem interesses contrariados. O certo é que a política se renova e os mais antigos devem se adaptar e dirigir o “novo”. É bem ressaltada a idéia de que as crises não significam a morte de algumas coisas, como no caso de convocações de secretários, nem leva necessariamente ao fim do comando, que deve estar ciente das mudanças políticas e se fazer sempre presentes, pois assim propiciará um momento de aglutinação, como algo novo.

Espera-se que essas convocações, que acho normal e de direito do Legislativo, não se transforme em crise política, além de acreditarem que isso enfraquecerá a base e as relações com os sentimentos com as instituições. Esse é propósito da oposição, enfraquecer o governo e tentar desqualificar seus secretários. O requerente, por exemplo, deputado Marcelo Tavares quer garantir o discurso dos conservadores oposicionistas, como o do seu tio José Reinaldo Tavares. No mundo político “homem é lobo do próprio homem.”

Em suma, há crises e crises, que afetam diretamente a política, que em muitos casos querem conspirar contra ela, pautadas em interesses figurados e esteriotipados num extremismo radical.  Na verdade, pode se afirmar que a crise vem alimentar o ímpeto de abalar o sistema democrático de direito, causando um processo de desgaste neste.

Então, que a secretária de Educação, Olga Simão, venha é mostre com argumentos científicos e plausíveis a verdadeira situação de sua pasta, cuja importância é mensurar o que não é de interesse do povo, mas apenas de interesse da hipocrisia, da safadeza e da politicalha, principalmente daqueles que tentarão discutir educação dentro do senso comum com argumentos idiotas.

Que venha Olga Simão, Ricardo Murad e tantos outros que forem convocados, pois o governo tem que mostrar sua cara e, principalmente, apresentar resultados voltados para o bem-estar do povo maranhense, seguindo todos os ditames das leis que regulamentam os serviços públicos.

E que a base governista passe a agir mais como grupo, deixando para discutir em reuniões seus interesses contrariados. Também, que exista mais sintonia entre os lideres e seus liderados.

Saúde brasileira pode piorar com o fim dos planos de saúde.

Postado por Caio Hostilio em 25/abr/2011 - 1 Comentário

Nos últimos tempos são inúmeras as notícias envolvendo os planos de saúde. São reclamações de usuários, médicos, redes credenciadas e operadoras. Alguns põem a culpa nas operadoras, outros nas redes ou ainda no governo. Mas, até o momento, não há nenhuma solução apresentada que possa favorecer a todas as partes envolvidas. Enquanto isso, os beneficiários e os médicos são os principais lesados em meio a este conflito.

Essa realidade está fazendo surgir um movimento voluntário de descredenciamento de médicos nas operadoras de planos de saúde, fazendo-os migrar para o atendimento particular, motivado pelo valor muito baixo repassado pelas operadoras aos médicos, relativos às consultas e aos tratamentos. Se esse fato persistir, o acesso aos serviços de saúde de qualidade se tornará algo ainda mais restrito para a maioria da população, ou seja, apenas para aqueles que possuem condições financeiras de arcar com uma consulta no valor médio de R$ 200.

O que fazer então? Antes de compreender a crise que está ocorrendo com os planos de saúde, é preciso fazer uma análise do sistema de saúde público, o SUS. Segundo a última pesquisa do IBGE, realizada em 2010, a população total do Brasil é 190.732.694, deste valor apenas 45.570.031 (dado da ANS 2010) pessoas possuem planos de saúde. Portanto, o SUS precisa fornecer assistência médica satisfatória a 145.162.663 pessoas.

A parte da população brasileira que precisa de assistência pública sofre com a falta de leitos, recursos e médicos, para o atendimento e tratamento adequado. Enquanto o governo não investir e criar formas de atender toda população brasileira, oferecendo serviço de saúde com dignidade e qualidade, o problema só irá persistir, seja ele na rede privada e na pública.

Se o Brasil fizesse uma análise do sistema público de saúde da Inglaterra poderia aprender bastante. A NHS (Nacional Health Service) é considerada a maior estrutura de saúde pública no mundo, pois oferece atendimentos e tratamentos de qualidade a população. Os planos de saúde são caros como no Brasil, mas por confiar no sistema público, as pessoas recorrem sempre ao NHS. Algo que poderia acontecer por aqui, se não houvesse conflitos de interesses. 

Em toda troca de governo temos a esperança de que essa realidade irá mudar, mas até agora, os avanços são muito tímidos. Portanto, antes de se posicionar contra a saúde privada e pública em nosso país, vale ressaltar que elas são o reflexo de inúmeros fatores que precisam ser revistos, principalmente com uma saúde que consiga suprir as necessidades da população. Não adianta colocar culpa em “a”, “b” ou “c”, através das inúmeras denúncias que saem do “saco da maldade” daqueles que apenas reclamam, porém não dizem quais seria as soluções para dar qualidade a Saúde brasileira, seja ela privada ou pública. .

PF apura desvios em convênios do Trabalho. São Luís está no bolo!!!

Postado por Caio Hostilio em 25/abr/2011 - 6 Comentários

A Polícia Federal investiga o desvio de dinheiro público e o paradeiro dos diretores de duas entidades que firmaram convênios de R$ 11,27 milhões com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os presidentes da Associação para Organização e Administração de Eventos, Educação e Capacitação (Capacitar) e da União Multidisciplinar de Capacitação e Pesquisa (Unicapes), ambas sediadas em Aracaju, já receberam R$ 8,35 milhões em repasses do MTE, o equivalente a 76% do dinheiro previsto para a oferta de cursos de capacitação em três estados diferentes. Parte do dinheiro foi desviada, como constatou a Controladoria-Geral da União (CGU), que acionou a PF para investigar a suposta fraude e localizar os suspeitos. “O objetivo é prender os responsáveis. São várias pessoas envolvidas”, disse ao Correio o superintendente da PF em Sergipe, José Grivaldo de Andrade.

Fazem parte das investigações da Polícia Federal, a pedido da CGU, a aplicação de R$ 1,9 milhões de um convênio firmado para qualificar trabalhadores de São Luís e Belo Horizonte. Descobriu que todo o dinheiro foi usado indevidamente, inclusive com um saque da conta bancária do convênio de quase R$ 500 mil cujo destino nunca foi explicado.

O MTE, ao selecionar a Capacitar, não levou em conta critérios básicos, como o tempo de funcionamento e a experiência na oferta de cursos, segundo a CGU. Todo o dinheiro repassado foi utilizado por “meios não previstos” no convênio. Irregularidades foram detectadas da contratação de serviços de mão de obra à elaboração do material didático. Mesmo com o sumiço do dinheiro, o MTE voltou a firmar mais três convênios com a Capacitar, no valor de R$ 4,83 milhões. O ministério chegou a liberar R$ 2,6 milhões.

A investigação da PF se estende à atuação da Unicapes, que também está sediada em Aracaju e foi contratada para oferecer cursos de qualificação em São Luís e Belo Horizonte. Um convênio foi assinado no último dia de 2008 e o outro em janeiro de 2010, no mesmo dia em que a Capacitar ganhou quase R$ 1,5 milhão. A suspeita é de que as duas entidades pertençam a um mesmo grupo — por isso a investigação da PF envolve as duas organizações. Os dois convênios do MTE com a Unicapes somam R$ 4,54 milhões, dos quais R$ 3,84 milhões chegaram a ser efetivamente depositados.

No endereço da Unicapes, não há qualquer referência à organização, como faixas ou letreiros. Conforme o cadastro na Receita Federal, a sala da Unicapes fica num pequeno prédio no Bairro Farolândia. Na parte de baixo funciona uma papelaria. Em cima, há salas comerciais. Por causa do feriado da semana santa, o prédio estava fechado.

Vizinhos dizem não saber o que funciona no local.

O endereço da Capacitar é o mesmo citado numa ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF) do DF, em setembro de 2010. O MPF apontou favorecimento na seleção de seis entidades pelo MTE, entre elas a Capacitar. Na ação, o órgão pede a interrupção imediata dos repasses, o que não ocorreu.

Nenhuma entidade de Sergipe que se declara sem fins lucrativos recebeu tanto dinheiro do MTE quanto a Capacitar e a Unicapes. Dos seis convênios firmados, apenas dois foram integralmente pagos. Os últimos repasses foram feitos em abril do ano passado.

As universidades e o afastamento das ciências sociais e humanas: As causas para a educação brasileira

Postado por Caio Hostilio em 25/abr/2011 - 87 Comentários

Como professor e aluno que fui por muito tempo, divertem-me e ao mesmo tempo me chocam certas opiniões de supostas autoridades educacionais, quando chamadas a analisar os fatores responsáveis pela indigência não só da área das Ciências, como também do ensino como um todo.

O primeiro erro é o de pedir, em excesso, opiniões de figuras da área acadêmica. Supõe-se, pelos seus títulos, que conheçam a realidade do ensino fora do “melhor dos mundos” que é o ambiente acadêmico.

Já escrevi diversos artigos sobre educação, cujo principal foi sobre a decadência das ciências sociais e humanas nas Universidades Brasileiras, cujo resultado foi o afastamento por completo da indissociabilidade em ensino, pesquisa e extensão.

Na época fui muito questionado por professores, que diziam que o afastamento da autonomia das universidades e o afastamento da indissociabilidade em ensino, pesquisa e extensão, estavam sem condições por falta de verbas para seus prosseguimentos. Como sempre, questionem: Falta de verbas? Essa mesma chorumela é usada desde que a Constituição de 1988, em seu artigo 207, disse: As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.

Na verdade, a universidade brasileira precisa de um telescópio para enxergar a sociedade que a sustenta e de um espelho para olhar para si.  Hoje, as universidades graduam sem que seus graduados saibam diferenciar o pensamento do positivismo do da dialética, da hermenêutica e da fenomenologia.

O certo é afirmar que o Brasil é fértil em supostos experts em Educação, que deitam regras para um ambiente que não conhecem. Quando alçados a postos de comando, geralmente as máscaras caem.

Quem são os culpados? As ciências sociais e humanas, que deixaram a gestão universitária nas mãos das ciências que seguiam apenas as orientações daqueles que não queriam sua evolução no Brasil.

Farei um breve relato, para que você leitor entenda melhor o que estou dizendo. Com a criação do INEP – Instituto Nacional de Estudos e pesquisas Educacionais, criado pelo Decreto-Lei 580, de 30/07/1938, tendo como mentor Anísio Teixeira, o Instituto foi criado num momento de grande entusiasmo, trazendo consigo uma proposta de inovação, pretendendo ser uma ruptura com os padrões antigos, passa por um curto período de intensa produtividade na educação, tendo a frente às ciências sociais e humanas.

Anísio Teixeira

Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro, profundamente envolvidos com uma educação superior de qualidade, tentaram colocar em prática na Universidade de Brasília, a convite do presidente JK. Com o fim do governo Kubitschek e a crise provocada pela renúncia de Jânio, a situação tornou-se ainda mais indefinida. Oracy Nogueira, que ficara chefiando a Deps, voltou para a Universidade de São Paulo. Roberto Cardoso de Oliveira também se desligou do centro e foi organizar o Curso de Pós-Graduação em Antropologia Social no Museu Nacional, Durante o governo João Goulart o INEP/CBPE esteve primordialmente envolvido com o delineamento da política educacional do país, e a implantação do sistema escolar de Brasília, da escola pré-primária à universidade.

Darcy Ribeiro

 Esse nível de comprometimento tornou o INEP um órgão extremamente visado depois de 1964. Se seu primeiro diretor, Carlos Pasquale, conseguiu um relacionamento satisfatório com a equipe. Anísio Teixeira foi processado criminalmente pela União por peculato-furto, no exercício do cargo de reitor da Universidade de Brasília. Era uma espécie de avaliação pública pelos novos detentores do poder do homem com quem o INEP estava profundamente identificado. No regime militar, o INEP perdeu sua influência no sistema educacional brasileiro, virando apenas um órgão burocrático. Uma frase inesquecível que Anísio Teixeira: “no Brasil, as instituições duram tanto quanto seus fundadores”.  

Diante do afastamento das ciências sociais e humanas das universidades, os problemas educacionais brasileiro, em todas as etapas se agravaram, principalmente com a Lei 5692/71, diversas vezes divulgada aqui nesse blog.

Com o fim do regime militar, as ciências sociais e humanas continuaram afastadas das universidades e do comando da Educação no Brasil, com isso os cursos de magistério perderam o seu quarto ano, qual seja o de estágio. Tal compactação resultou no empobrecimento de conteúdos (inclusive os metodológicos) e perda de dignidade de tais. As professoras de hoje não são, tornaram-se primárias mesmo, no sentido pejorativo, com honrosas e raras exceções.

No ensino médio, o quadro se agrava. O principal problema passa a ser a carência de números adequados de aulas. Por exemplo, é difícil encontrar professores de Química, Física, Biologia, Matemática, cursos que perderam o fascínio anterior. Com isso, as aulas dessas disciplinas são ministradas, quando tem um professor, com um número mínimo de aulas semanais para que se tenha de fato o ensino/aprendizagem. Ora, todo professor de Matemática, Física e Química é obrigado a trabalhar com duas aulas semanais, na maioria das escolas públicas e escolas particulares do tipo “pagou passou”. Nas escolas particulares de melhor nível, o número de três aulas por semana é considerado um luxo.

Ora, aulas de laboratório, consomem tempo. Experiências de bom nível exigem muito tempo, para serem feitas ou discutidas. Porque experiências do tipo “mágicas”, instantâneas, podem transformar o professor realmente num ilusionista. O aluno precisa se preparar para o fato de que na Ciência, como de resto na vida, nem tudo é festa nem tudo é mágica. Precisa saber conviver com a necessidade de esforços continuados, se quiser vencer e mesmo sobreviver nas competições da sociedade humana.

Portanto, as universidades são as responsáveis pela indigência didática em todos os seus cursos, principalmente os mais concorridos, como medicina, direito, engenharia, odontologia, cujos professores, em sua maioria, são conhecedores das disciplinas que aplicam, porém não sabem transmitir aos alunos, visto que desconhecem por completo a didática adequada para transmitir seus conhecimentos. Por outro lado, as universidades sucatearam os cursos em licenciaturas.  

No crescendo dos problemas apontados, as universidades públicas, tidas como “centros de excelência” esquivam-se de admitir que venham sucateando seus cursos de licenciatura, em favor das áreas de bacharelado e das “altas pesquisas” nas áreas de pós-graduação. Com isso, o atual professor de universidade, com todos os seus títulos, é dispensado de preparação didática. Prova disto é a indigência da famosa “Metodologia do Ensino Superior” – geralmente muito ruim de conteúdo – e que vale em geral coisa de um crédito. Quase ninguém a faz, o que dá origem a professores-espantalhos, causadores de desgosto e evasão de alunos.

O certo é que esta enxurrada de sub-profissionais ocupa vagas de professores que deveriam estar saindo das licenciaturas de boas universidades públicas, idealizada por Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro e outros.

Será que o Ministério da Educação ainda não se tocou que a raízes dos problemas educacionais são outras, mas não ousa assumir e dizer o que se deve fazer?

STF deve julgar na quarta quem deve ocupar cadeira de deputado licenciado

Postado por Caio Hostilio em 25/abr/2011 - 5 Comentários

Pelo menos 24 suplentes que exercem mandato na Câmara dos Deputados voltarão suas atenções nesta semana ao Supremo Tribunal Federal (STF). Depois de a atual legislatura chegar quase a três meses, finalmente os ministros da Suprema Corte definirão se as cadeiras de parlamentares que se licenciaram devem ser ocupadas por suplentes da coligação ou do partido. O julgamento está marcado para próxima quarta-feira, dia 27. Caso a maioria decida que o direito é do partido, haverá mudança em 24 das 49 cadeiras de deputados licenciados para o exercício de cargos no Poder Executivo.

O levantamento do número de suplentes que são do mesmo partido que o deputado licenciado foi realizado pelo deputado João Bittar (DEM-MG), um dos interessados no julgamento. Ele é o terceiro suplente de uma coligação da qual quatro titulares estão licenciados. Se dependesse da vaga do partido, Bittar ficaria de fora, já que é apenas o segundo mais votado da legenda dentre os não titulares. O único parlamentar do DEM mineiro que se afastou da Câmara é Carlos Melles, atual secretário de Transportes e Obras Públicas de Minas Gerais.“Tenho a confiança de que o Supremo vai se posicionar a favor da segurança jurídica. Como as eleições transcorreram antes de qualquer decisão judicial, creio que prevalecerá a regra que define o suplente como o mais votado da coligação”, disse Bittar ao Correio. Para o deputado, se o STF decidir que os suplentes devem ser do mesmo partido dos titulares, a Justiça Eleitoral teria de decidir pela realização de novas eleições. A razão disso é o fato de 29 dos 513 deputados federais não terem substitutos nos próprios partidos.

Dentre os deputados que não têm substitutos na legenda, dois estão licenciados: Betinho Rosado (DEM-RN) e Armando Vergílio (PMN-GO), cujas cadeiras estão ocupadas por Rogério Marinho (PSDB-RN) e Delegado Waldir (PSDB-GO), respectivamente. Se o STF decidir que a vaga é dos partidos, os dois últimos deixarão os mandatos e, assim, a Câmara ficará com duas cadeiras vazias.

A Câmara dos Deputados tem dado posse aos suplentes das coligações. No entanto, em dezembro do ano passado, o STF abriu uma brecha favorável aos partidos. Ao julgar uma ação do PMDB que pedia a vaga do deputado Natan Donadon (PMDB-RO), em seguida à renúncia dele, cinco ministros do manifestaram-se favoráveis ao PMDB por entenderam que a vaga é da legenda. Na ocasião, três magistrados posicionaram-se pela coligação e outros três não participaram da análise do processo.

Desde então, pelo menos cinco liminares de ministros do STF contemplaram suplentes dos partidos. A Câmara, porém, tem ignorado as decisões judiciais, alegando que aguardará a decisão definitiva do STF. O primeiro caso a ser julgado será o de Carlos Victor Rocha Mendes, suplente do PSB do Rio de Janeiro. Em ação, ele reivindica a cadeira do deputado Alexandre Cardoso, de seu partido, que se licenciou para ser secretário de Ciência e Tecnologia do Rio. Suplente da coligação, Carlos Alberto Lopes (PMN-RJ) é quem ocupa a vaga atualmente.

Qualquer que seja a decisão do STF nesta quarta-feira, servirá de parâmetro para todos os casos de deputados afastados. Se a decisão for contrária às coligações, haverá uma verdadeira dança das cadeiras não só na Câmara dos Deputados como nas Assembleias Legislativas.

Petrobrás: já falta gasolina nas distribuidoras. Vem aumento por aí?

Postado por Caio Hostilio em 24/abr/2011 - 7 Comentários

A Petrobrás não está conseguindo atender a totalidade das cotas de gasolina acertadas com as distribuidoras. Fontes do setor relatam que estão recebendo 80% a 90% dos volumes do combustível que encomendam à estatal. O problema é maior entre as distribuidoras independentes, que atuavam mais no mercado de etanol. Procurada desde segunda-feira, a Petrobrás não deu entrevista.

As cotas não estão sendo 100% atendidas dependendo da região do País. O problema é que a demanda por gasolina cresceu demais, por causa da alta do etanol, mas no geral a Petrobrás tem se esforçado para não faltar combustível. Até agora os problemas têm sido pontuais e localizados.

A Petrobrás importou emergencialmente 1,5 milhão de barris de gasolina para atender a demanda extra. Cosan e Coopersucar também trouxeram 138 milhões de litros de etanol anidro, que é misturado à gasolina.

A demanda por gasolina bateu recorde no País, enquanto o consumo de etanol hidratado caiu vertiginosamente. Conforme o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), que representa 75% do mercado, foram consumidos 2,3 bilhões de litros de gasolina em março.

O preço do litro do etanol hidratado subiu 30,8% este ano e 37% em 12 meses, atingindo R$ 2,359 nas bombas. O consumidor fez as contas e viu que não vale mais a pena abastecer com álcool, que rende 70% da gasolina. Por conta da mistura de 25% de etanol anidro, a gasolina também subiu 7,5% deste o início do ano, para R$ 2,789 – mesmo com a Petrobrás mantendo os preços estáveis para as distribuidoras.

O etanol anidro, que é misturado à gasolina, teve a alta mais expressiva. Desde o início do ano, esse combustível subiu 98,7%, para R$ 2,4727, conforme cálculo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

O governo discute reduzir a Cide, imposto que incide sobre os combustíveis, para aliviar o caixa da Petrobrás, mas manter o subsídio ao consumidor. Em anos anteriores, outro remédio utilizado foi reduzir a mistura de etanol na gasolina de 25% para 20%. ‘Neste ano o governo não adotou essa estratégia porque falta gasolina’, disse Adriano Pires, diretor do CBIE.

Dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP) mostram que o crescimento da produção de gasolina não tem acompanhado o consumo. Em 2010, a produção de gasolina cresceu 8,8%, enquanto o consumo aumentou 17,4%, graças às vendas recordes de veículos. O crescimento da produção de etanol também não ocorreu no ritmo da demanda.

Alguns fatores prejudicaram a produção de etanol, o que provocou forte alta de preços nos últimos meses. Com a recuperação das cotações do açúcar no mercado externo, os usineiros optaram por reduzir a produção de etanol e transformar a cana em açúcar. Problemas climáticos também reduziram as duas últimas safras de cana.

Pode vir aumento de combustível por aí… São muitas as desculpas!!!!

“Fla x Flu” mostrou porque é o clássico mais charmoso!!!

Postado por Caio Hostilio em 24/abr/2011 - 47 Comentários

Foi um jogão. O melhor jogo do futebol carioca desse ano de 2011. As torcidas vibraram até o último instante, pois assistiram a um clássico que não deixou nada a desejar em relação às partidas famosas nos contos do jornalista Nélson Rodrigues. Um clássico que demonstrou a força e a magia do Fla x Flu. Um clássico que, como na maioria dos confrontos entre as equipes, mostrou muita disputa e indefinição até o fim. Não poderia ser diferente!!! Suada, emocionante, na raça. Tudo como manda o figurino.

O primeiro tempo foi dominado pelo Fluminense, que estava mais bem postado em campo, mesmo as duas equipes se revezando no ataque. Mas quem abriu o placar foi o Fluminense, ainda no primeiro tempo. Não deixando por menos, o Flamengo voltou no segundo tempo melhor e conseguiu o empate.

O jogo terminou, no tempo regulamentar, em 1×1, indo à disputa pela vaga para final nos pênaltis. Muitos pensavam que esta disputa não seria emocionante, mas uma vez o clássico mais charmoso do Brasil, mostrando que a vaga ficaria com aquele que não errasse o último pênalti, isso depois que a disputada passou a ser disputada por pênaltis alternados, uma vez que o FlaxFlu terminou empatado no número pênaltis estabelecido.

Mais uma vez meu Fluzão não perdeu muita coisa, pois não alteram em nada as estatísticas do futebol carioca postado abaixo.

Valeu Fluzão!!!!

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hostiliocaio@hotmail.com

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