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A família de Mariana Costa será ouvida pela Polícia hoje (16)…

Postado por Caio Hostilio em 16/nov/2016 - Sem Comentários

criminosoSegundo o secretário de segurança pública do Maranhão, Jefferson Portela, a partir de hoje (16), os investigadores irá escutar familiares de Mariana Costa. “Não foi possível ouvir ainda os familiares por conta do velório e sepultamento da vítima e vamos reinquirir novamente o suspeito”, declarou o secretário de Segurança, Jefferson Portela.

As filmagens já confirmaram que somente Lucas Porto esteve no apartamento de Mariana Costa, exatamente no momento de seu estrangulamento. Isso está confirmado.

A Polícia sabe que precisa intensificar as investigações e, assim, chegar ao motivo que levou Lucas Porto a assassinar sua cunhada de forma covarde e cruel.

Vale ressaltar que foi o marido de Mariana Costa que verificou no hospital São Domingos as marcas do estrangulamento no pescoço de sua esposa, coisa que estava passando despercebido pela equipe médica.

Então, de psicopatia, Lucas Porto tentou esconder sua homossexualidade?

Postado por Caio Hostilio em 16/nov/2016 - 9 Comentários

lucas-portoAssim sugeriu o Programa Brasil Urgente, da Band, que disse ter ouvido de fontes policiais que o suspeito estaria mantendo caso homossexual, que foi descoberto pela cunhada, que prometera contar a sua irmã e família, fato esse que culminou no estrangulamento de Mariana Costa.

Por caso existe algo nesse sentido no telefone celular de Mariana Costa, que levasse a essa vertente? Cadê o telefone dela? Só a Polícia poderia dizer como se chegou a esse ponto da investigação.

A Perícia técnica luta para recuperar os dados apagados do telefone celular de Lucas Porto, o suspeito pelo assassinato de Mariana Costa.

É louvável que a Polícia siga em várias linhas de investigação e essa é uma hipótese, pois os indícios somente a polícia pode concretizar.

Mas esse seria um fato para um crime tão cruel? Será que para o suposto assassino não poderia ajudá-lo a assumir o seu homossexualismo?

Já existe algum depoimento, seja de amigos ou familiares, que levam a essa linha investigativa?

Por outro lado, se ele, Lucas Porto, já sabia que sua cunhada, Mariana Costa, contaria para membros da família sua opção sexual, será que ela não sabia que ele desconfiava que sua opção sexual viria à tona? Estanho!!! Por que ela, que esteve na Igreja ao lado de todos e fizeram até um self, e foram almoçar juntos, não contou? Por fim aceitou que ele a levasse em casa?

E se ele, o Lucas Porto, tivesse uma atração fatal retraída por Mariana Costa, que não aceitou sua investida?

Ela não aceitando e prometendo contar aos familiares, não poderia ter levado o suspeito a cometer o crime, por medo da reação do marido dela e até da própria esposa dele, que é irmã da vítima?

Existem diversos casos em que um homem mata a mulher amada por ser rejeitado. Ele não aceita a recusa e sua psicopatia fala mais alto, pois o seu amor doentio não é correspondido e a única forma é matá-la, pois se a mulher não fica com ele, também não ficará com ninguém.

Mas isso é outra história, que deverá esperar por uma confissão espontânea de Lucas Porto ou quiçá as provas, principalmente as constantes em seu telefone celular que esperam pela recuperação dos arquivos deletados.

Notícias

Postado por Caio Hostilio em 15/nov/2016 - Sem Comentários

Wellington representa o Brasil em visita oficial a Taiwan

15027903_1019303238178414_6000456392674096458_nCumprindo agenda de atividades da Missão Internacional China/Taiwan/EUA, o deputado estadual Wellington do Curso (PP) desembarcou na noite de domingo em Taipei, capital de Taiwan, e já deu início a uma extensa agenda de atividades em continuidade ao intercâmbio parlamentar com aquele país, na manhã desta segunda-feira (14).  A delegação da União Brasileira dos Legisladores (UNALE) foi recebida pela Câmara Municipal de Taipei, que tem a equivalência das Assembleias Legislativas ou Câmaras Distritais no Brasil. “Conhecer as atividades parlamentares aqui desempenhadas é de uma relevância tamanha. Enquanto deputado estadual, no Brasil, exerço as atribuições de um parlamentar, entre elas a de legislar e fiscalizar. Ter esse contato com outros parlamentares nos propicia ideias que podem sim ser aplicadas em nosso estado, contribuindo para uma melhor atuação local. Conhecer, in loco, a história de luta e superação desse povo, do outro lado do mundo, através das conquistas democráticas e parlamentares, fortalece as ações e relações internacionais da UNALE. A troca de experiência e o aprimoramento de novos conhecimentos com certeza contribuirão para engrandecimento do legislativo no Brasil”, afirmou Wellington. Além de Wellington, a delegação de deputados na Missão Internacional na China/Taiwan/EUA conta com a Presidente da UNALE, Ana Cunha (PSDB/PA),  Sandro Locutor (PROS/ES) Ricardo Barbosa (PSB/PB), Ivana Bastos (PSD/BA), Fabiola Mansur (PSB/BA), Kennedy Nunes (PSD/SC), Alencar Silveira (PDT/MG),  Luis Gonzaga (PSDB/AC) e Any Ortiz (PPS/RS). Os parlamentares foram recebidos pelo Sr.º Lin Chin Chang, presidente do Fórum do Conselho de Taipei (TCF); por Madam Wu Bchu, presidente da Câmara de Taipei; por Herbert W. M. Hsu, diretor do Departamento de Assuntos Internacionais de Taiwan e pelo Diretor do Consulado no Brasil em Taiwan, diplomata Fabio Guimarães Franco.

FAMEM ingressa com ação contra União cobrando R$ 215 milhões para os municípios maranhenses

dsc_0050A Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM) ingressou na Justiça Federal com uma ação ordinária de cobrança (processo n° 40787-05.2016.4.01.3700) contra a União solicitando que sejam repassados aos municípios filiados à entidade mais de R$ 215 milhões, quantia esta referente ao percentual da multa prevista no artigo 8º da lei federal nº 13.254/16, que instituiu a repatriação de recursos de brasileiros residentes no exterior que não os declararam à Receita Federal. A ação foi preparada pela assessoria jurídica da entidade municipalista na sexta-feira (11) e protocolada nesta segunda-feira (14), seguindo determinação do presidente Gil Cutrim. Ela se baseia em entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) que, liminarmente, concedeu ao Distrito Federal e a 23 estados brasileiros valor superior à cota da repatriação que os mesmos tinham direito. Além de solicitar o pagamento da multa, a Federação pediu, alternativamente, que a Justiça proceda com o depósito judicial com o objetivo de não mais penalizar as cidades do Maranhão. A entidade municipalista maranhense, de acordo com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), foi uma das primeiras do Brasil a ingressar com o pedido solicitando o pagamento da multa e consequente restituição aos municípios do estado. Na semana passada, de acordo com informações da Receita Federal, os municípios maranhenses perderam mais de R$ 50 milhões em recursos da repatriação que deveriam ter sido repassados pelo Governo Federal. O dinheiro foi depositado nas contas das prefeituras juntamente com o primeiro decêndio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A previsão da própria Receita Federal, divulgada no início do mês, era de que o país arrecadaria aproximadamente R$ 50,9 bilhões da repatriação de dinheiro não declarado mantido por brasileiros no exterior. Deste total, R$ 285 milhões seriam repassados aos 217 municípios maranhenses. No entanto, com a queda de repasses estimada em R$ 50 milhões, as prefeituras do Maranhão tiveram um déficit de 18% em relação ao que deveria ter sido arrecadado.

Prefeitos irão discutir sobre Transição Municipal e Início de Governo

Postado por Caio Hostilio em 14/nov/2016 - Sem Comentários

Seminário promovido pela FAMEM acontece nos dias 17 e 18 deste mês, em São Luís, e reunirá gestores eleitos e reeleitos de todo o Maranhão. Programação no www.famem.org.br

famem-instaPrefeitos e prefeitas maranhenses estarão reunidos esta semana, em São Luís, discutindo e recebendo informações importantes sobre o processo de transição municipal e medidas a serem adotadas nos primeiros meses de governo.

Trata-se do seminário “Novos Gestores – Transição Municipal e Início de Governo”, inciativa promovida pela Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM) e que acontece na quinta-feira (17) e sexta-feira (18) no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA).

A programação do seminário, cuja abertura solene acontece às 18h de quinta-feira e contará com as participações de várias autoridades, está disponível no www.famem.org.br

As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas no local do evento. Além de prefeitas e prefeitos, irão participar técnicos municipais que estarão trabalhando nas administrações municipais a partir de janeiro de 2017.

De acordo com o presidente da FAMEM, prefeito Gil Cutrim (São José de Ribamar), o seminário funcionará como um amplo fórum de debates e também servirá para dirimir qualquer tipo de dúvida que o gestor e sua equipe tenham sobre a transição municipal.

“Durante todo o mês de outubro, muitos prefeitos e prefeitas, entre eleitos e reeleitos, nos procuraram, na sede da entidade municipalista, solicitando informações e apoio para realizar a transição municipal, processo que é determinado pela Constituição Estadual. Percebemos que muitos destes gestores, neste momento, ainda, sequer, iniciaram este trabalho. Por conta disso, resolvemos realizar o seminário, que terá uma programação muito técnica, com palestrantes renomados, abordando a transição, início de governo e outros temas, tais como prestação de contas e Lei de Responsabilidade Fiscal”, explicou.

Além das palestras técnicas, os gestores receberão da Federação uma cartilha elaborada pelo setor jurídico da entidade e que aponta o passo à passo na transição municipal.

São parceiros da Federação na realização do evento o Governo do Estado, Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE/Ma), Assembleia Legislativa, Confederação Nacional dos Municípios (CNM), UNDIME, COSEMS, FIEMA e Ministério Público Estadual.

 Programação – Seminário Novos Gestores

 Dia 17 – Quinta – Feira

17h – Inscrição e credenciamento

18h – Abertura Solene

20h – Coquetel

 Dia 18 – Sexta – Feira

 

08h – Palestra com o Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE/MA)

Painel 1 – A prestação de contas do Município à Luz da decisão do Supremo Tribunal Federal

Palestrante: José de Ribamar Caldas Furtado

Painel 2 – A Transição Municipal e a Lei de Responsabilidade Fiscal

Palestrante: Jairo Cavalcante Vieira

Painel 3 – Os instrumentos de Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão – TCE-MA.

Palestrantes: Bruno Ferreira Barros de Almeida / Carmem Lucia Bentes Bastos

10h – Palestra com o Ministério Público Estadual

Painel 1: O Republicano Processo de Transição Municipal – Apresentação da Campanha: A CIDADE NÃO PODE PARAR.

Palestrante: Márcio Thadeu Silva Marques.

Painel 2: Condutas Vedadas pelos Gestores Municipais e a Lei de Improbidade Administrativa.

Palestrante: Cláudio Rebelo Correa Alencar

Painel 3: Defesa da Probidade: Projeto e Iniciativas do MP para o Horizonte: 2016-2021.

Palestrante: Márcio Thadeu Silva Marques.

14h – Palestra sobre Gestão em Educação e Plenária com representantes da UNDIME.

Tema                                                                         Palestrantes

Gestão Administrativa                                            Thamara Caroline Strelec

Gestão Financeira                                                     Paulo Roberto Roma Buzar

Gestão de Programas e Projetos                             Rossiele Soares da Silva

16h – Palestra sobre Gestão em Saúde e Plenária com representantes da COSEMS/MA

Tema                                                                         Palestrante

Politica de Saúde no Brasil                                       Aíla Maria dos Santos Freitas Silva

Planificação da Atenção Básica e

Regionalização da Saúde nas 19 Regiões do          Domingos Vinicius de Araújo Santos

Estado do Maranhão.

Controle Social do SUS e os Consórcios

Intermunicipais do Sistema Único de Saúde – SUS Magda Aparecida Gonçalves

 A Gestão do SUS e a importância dos seus

 Instrumentos: Lei Orcamentária (LOA); Plano Cristina Oeira Modesto Plurianual (PPA); Plano Municipal de Saúde (PMS)  e Relatório de Gestão.

18h – Encerramento.

Hildo Rocha vistoria Italuis e constata que Caema não cumpriu cronograma pactuado com a CFFC

Postado por Caio Hostilio em 14/nov/2016 - Sem Comentários

DCIM100MEDIADJI_0028.JPGCinco meses após participar de visita técnica, juntamente com integrantes da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC), o deputado Hildo Rocha (PMDB) voltou ao canteiro de obras de implantação da nova adutora do Sistema Italuis para verificar o cumprimento do acordo firmado diante da comissão, e constatou que obra não avançou.

Rocha lembrou que durante a inspeção da CFFC, realizada no dia 06 de junho deste ano, o diretor da Caema afirmou que entregaria a obra no mês de outubro. “Já estamos em novembro a obra continua praticamente da mesma forma que foi deixada pela governadora Roseana Sarney. Flávio Dino está no governo há dois anos e não conseguiu concluir o empreendimento”, declarou Rocha.

População penalizada

O deputado disse que a incapacidade do governo Flávio Dino tem penalizado a população que sofre em consequência da precariedade do abastecimento de água. “A população continua sofrendo com o racionamento. Inclusive, existem áreas, de São Luís, que não tem água de forma nenhuma. Se o governo tivesse cumprido o cronograma o problema da falta de água já teria sido solucionado”, destacou o parlamentar.

Providências

Rocha informou que irá discutir o assunto com membros da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC), e com o Ministro das Cidades. “A governadora Roseana Sarney executou 90% do empreendimento e deixou recursos em caixa para a conclusão da adutora. A população precisa saber as causas do descumprimento do cronograma da obra que, em dois anos, foi refeito diversas vezes. O governo do estado deve explicações à população maranhense”, destacou o deputado.

Lucas Porto até aqui se mostrou frio e calculista, tal como agem os psicopatas

Postado por Caio Hostilio em 14/nov/2016 - 1 Comentário

psicopataAs evidencias são tão contundentes, que fica complicado o Lucas Porto continuar negando o assassinato covarde e cruel de sua cunhada Mariana Costa.

O que mais chama a atenção em Lucas Porto são a sua frieza e sua premeditação calculista ao agir.

Horas antes de deixar Mariana Costa com suas filhas em casa e logo depois retornar e, assim, descer as escadas afobado, trocar de roupa e, ficar visivelmente nervoso no rol do prédio, Lucas Porto postou em seu instagram uma foto em que estava ele, sua esposa, irmã de Mariana Costa, suas filhas, a cunhada Mariana com as filhas, na Igreja Batista do Olho D’Água.

Sua premeditação fica mais evidente ao ir ao hospital São Domingos consolar os familiares de Mariana com camisa de mangas compridas para esconder os arranhões em seus braços.

E a forma fria de consolar os familiares mostra que a polícia pode está diante de psicopata.

Mesmo com todas as evidências, Lucas Porto nega ter assassinado Mariana Costa

Postado por Caio Hostilio em 14/nov/2016 - Sem Comentários

img-20161114-wa0019Todas as evidências levam a crer que o assassino de Mariana Costa, por estrangulamento, em seu apartamento, teria sido de fato o seu cunhado Lucas Porto.

Ele foi autuado em flagrante!!! As imagens do circuito interno do condomínio mostra o momento que o suspeito entra no elevador, passa aproximadamente 40minutos no prédio e em seguida sai correndo pela escada de incêndio, se perceber que havia câmera… Daí sai, troca de camisa e retornou como se estivesse querendo prestar ajuda à família.

Não assume autoria do crime,mas não tem sustentação suas afirmações sobre sua presença e permanência no local.

O corpo de Mariana Costa, de 33 anos, foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) por volta das 4 horas desta segunda-feira.

Enquanto isso, Lucas Leite Ribeiro Porto, cunhado da vítima, foi conduzido pela Polícia Civil e está sendo investigado pela Superintendência de Homicídio e Proteção a Pessoa (SHPP). A polícia teve acesso a imagens de circuito interno do condomínio da família e confirmou a presença do suspeito no local. O delegado Leonardo Diniz é quem comanda as investigações.

Decretada a prisão de Lucas Leite Ribeiro Porto, ele seguiu para o Presídio de Pedrinhas.

O suspeito pelo assassinato de Mariana Sarney agora é o seu cunhado…

Postado por Caio Hostilio em 14/nov/2016 - Sem Comentários

marianaApós verificação das imagens das câmaras do condomínio onde morava Mariana com o marido e as filhas, apareceu a imagem de seu cunhado Lucas Porto por duas vezes na data de ontem (13).

As primeiras imagens mostram o suspeito chegando com a vítima e suas filhas. Segundo informações, ele teria levado para casa Mariana e as filhas.

Quanto às outras imagens, ele aparece chegando sozinho ao condomínio, logo após ter deixado a cunhada e as filhas.

Lucas Porto encontra-se preso e a Polícia continua com as investigações.

Sobrinha neta de Sarney e assassinada por asfixia…

Postado por Caio Hostilio em 13/nov/2016 - 7 Comentários

img-20161113-wa0069A polícia ainda está investigando o caso, enquanto que o corpo de Mariana Sarney foi removido para o hospital São Domingos.

O corpo de Mariana Sarney foi encontrado hoje (13), em sua residência. Mariana Costa e filha de Sarney Neto, sobrinho do ex-presidente José Sarney (PMDB).

Mariana é casada com Marcos Renato, que é filho do empresário José Renato, dos Laticínios São José. Eles residiam no Turu, com os filhos.

De acordo com as primeiras investigações, Maria teria sido vítima de estrangulamento. A polícia continua investigando.

O marido de Mariana está sendo apontado como o praticante do crime.

Mariana foi encontrada despida e sem vida em sua cama, com marcas de que teria sofrido uma asfixia.

O corpo da jovem encontra-se no Hospital São Domingos.

Quando veremos isso aqui!!! Holanda enfrenta ‘crise penitenciária’: sobram celas, faltam condenados

Postado por Caio Hostilio em 13/nov/2016 - Sem Comentários

Enquanto a maior parte dos países, incluindo o Brasil, enfrenta problemas de lotação, cadeias holandesas estão esvaziando; e há quem não esteja satisfeito com isso.

Da BBC

População carcerária holandesa foi reduzida em 43% nos últimos 10 anos (Foto: BBC)

População carcerária holandesa foi reduzida em 43% nos últimos 10 anos (Foto: BBC)

Enquanto a maioria dos países do mundo enfrenta problemas de superlotação no sistema carcerário, a Holanda vive a situação oposta: gente de menos para trancafiar. Nos últimos anos, 19 prisões foram fechadas e mais deverão ser desativadas em 2017, obedecendo a um decréscimo agudo da população carcerária. Mas há quem veja nisso um problema.

O cheiro de cebolas fritas deixa a cozinha e se espalha pelo pavilhão. Detentos estão preparando o jantar. Um deles, usando uma longa faca, corta legumes.

“Tive seis anos de treino, então só posso melhorar”, brinca ele.

O prisioneiro fala alto, porque a faca está presa a uma longa corrente presa à bancada em que trabalha.

“Eles não podem carregar a faca por aí”, explica Jan Roelof van der Spoel, vice-diretor da prisão de segurança máxima de Norgerhaven, no norte da Holanda, que tem capacidade para 243 detentos.

“Mas os detentos podem pegar emprestadas pequenas facas de cozinha. Para isso, precisam deixar conosco sua identificação para que possamos saber quem está com o que”.

Alguns dos homens em Norgerhaven cumprem sentenças por crimes violentos, então pode parecer algo perigoso deixá-los andar com facas pela prisão. Mas as aulas de culinária fazem parte das iniciativas de reabilitação dos detentos.

Na cozinha da prisão, a faca é presa a uma corrente (Foto: BBC)

Na cozinha da prisão, a faca é presa a uma corrente (Foto: BBC)

“Aqui na Holanda, nós olhamos para o indivíduo. Se alguém tem um problema com drogas, tratamos o vício. Se é agressivo, providenciamos gestão da raiva. Se tem dívidas, oferecemos consultoria de finanças. Tentamos remover o que realmente causou seu crime. É claro que o detento ou a detenta precisam querer mudar, mas nosso método tem sido bastante eficaz”, explica Van der Spoel.

O diretor acrescenta que alguns reincidentes normalmente recebem sentenças de dois anos e programas personalizados de reabilitação. Menos de 10% voltam à prisão. Em países como Reino Unido e EUA, por exemplo, cerca de 50% dos detentos cumprindo pequenas penas voltam a ser presos nos primeiros dois anos após a libertação (no Brasil, diversos estudos estimam que a taxa geral de reincidência é de 70%).

Norgerhaven fica na cidade de Veenhuizen, onde também está situada outra prisão de segurança máxima – Esserheem. Ambas contam com bastante espaço. O pátio é do tamanho de quatro campos de futebol e têm carvalhos, mesas de piquenique e redes vôlei.

Van der Spoel conta que o ar fresco reduz o estresse tanto para detentos quanto guardas. Detentos podem andar “a vontade por áreas comuns como biblioteca, departamento médico e cantina, e essa autonomia os ajuda na readaptação à vida em liberdade.

Norgerhaven tem espaço de sobra para evitar o confinamento excessivo de prisioneiros e guardas (Foto: BBC)

Norgerhaven tem espaço de sobra para evitar o confinamento excessivo de prisioneiros e guardas (Foto: BBC)

Não poderia ser uma situação mais diferente de 10 anos atrás, quando a Holanda tinha uma das maiores populações carcerárias da Europa. Hoje, a proporção é de 57 pessoas por cada 100 mil habitantes, comparada a 148 por 100 mil no Reino Unido e 193 no Brasil.

Mas os programas de reabilitação não são a única razão para o declínio de 43% no número de pessoas atrás das grades na Holanda – que era de 14.468 em 2005 e caiu para 8.245 em 2015.

O ano de 2005, por sinal, foi o auge da população carcerária e especialistas acreditam que o salto se deu ao aumento na segurança do principal aeroporto de Amsterdã e a consequente explosão na prisão de “mulas” carregando cocaína. Mas, como explica Pauline Schuyt, professora de direito criminal, a polícia mudou suas prioridades.

“Eles mudaram o foco das drogas para concentrar esforços no combate ao tráfico humano e ao terrorismo”, explica.

Juízes holandeses também vêm aplicando cada vez mais penas alternativas à prisão, como trabalhos comunitários, multas e monitoramento eletrônico.

A diretora do serviço penitenciário da Holanda, Angeline van Dijk, diz que o encarceramento tem se tornado algo mais aplicado para casos de criminosos de alta periculosidade ou para detentos em situação vulnerável, que podem se beneficiar dos programas disponíveis.

“Às vezes é melhor que pessoas fiquem em seus empregos e suas famílias, e que cumpram a pena de outra forma”, explica Van Dijk.

“Como temos penas mais curtas e uma taxa de criminalidade em queda, isso está levando a celas vazias”.

Oficialmente, crimes caíram 25% na Holanda desde 2008, mas há quem alegue que isso é resultado de maiores problemas em registrar queixas – um efeito colateral do fechamento de delegacias, como parte de pacotes de cortes de gastos públicos.

Ex-diretora de prisão e hoje porta-voz para assuntos de Justiça do partido de oposição Apelo Democrático Cristão, Madeleine Van Toorenburg diz que a escassez de prisioneiros está ligada a uma espécie de impunidade.

“A polícia está sobrecarregada e não consegue lidar com seu trabalho. A resposta do governo é fechar prisões”, critica.

E agentes penitenciários tampouco se dizem satisfeitos com o que chamam de instabilidade profissional. Frans Carbo, líder sindical, diz que agentes estão frustrados e que a presente situação desestimula a renovação da força de trabalho.

“Os jovens não querem trabalhar no sistema penitenciário porque não há mais futuro na profissão. Você nunca sabe quando sua prisão será fechada”.

As prisões desativadas são normalmente convertidas em centros de triagem para refugiados e oferecem uma oportunidade de trabalho para guardas que perderam o emprego. Mas uma unidade nas imediações de Amsterdã foi convertida em um hotel de luxo.

Outra solução encontrada pelo governo para lidar com celas ociosas foi alugar espaço para prisioneiros de países com problemas de lotação, como a vizinha Bélgica e a Noruega.

Norgerhaven, por exemplo, recebe prisioneiros noruegueses, a mesma nacionalidade do novo diretor da unidade Karl Hillesland. Mas os guardas são todos holandeses. O curioso é que o sistema penal norueguês é mais liberal que o holandês. Prisioneiros podem dar entrevistas e assistir aos DVDs que quiserem, porque o princípio básico é do da normalização – a vida na prisão deve ser o máximo possível parecida com a do mundo lá fora para ajudar a reintegração.

Prisões começaram a receber detentos "importados" (Foto: BBC)

Prisões começaram a receber detentos “importados” (Foto: BBC)

“Fazemos as coisas de maneiras diferentes. Aqui [na Holanda], tomamos ações disciplinares assim que um prisioneiro quebra as regras, ao passo que os noruegueses primeiro abrem inquérito e depois tomam providências. Esse estilo confundiu os guardas no começo”, diz Van der Spoel.

“Mas, no geral, compartilhamos os mesmos valores básicos sobre como administrar uma prisão”, diz Hillesland.

O diretor diz que alguns prisioneiros do sistema norueguês foram transferidos unilateralmente para a Holanda, mas que a maioria se voluntariou porque artigos como tabaco, por exemplo, são mais baratos na Holanda.

Mas a transferência criou problemas para parentes, que precisam custear do próprio bolso visitas à prisão – o que pode custar mais de R$ 2 mil em passagem aérea e acomodação. Por isso, Norgerhaven hoje contra com uma “sala de Skype”. Mas a maioria dos prisioneiros “importados” é composta de estrangeiros que já não viam suas famílias em pessoas quando estavam atrás das grades na Noruega.

O operário polonês Michael é um exemplo. Ele usa a internet para ver a esposa e os quatro filhos, algo que não tinha na Noruega – os parentes estão na Polônia.

“Minha mulher está ocupada com a tarefa de cuidar das crianças e o trabalho. Então optei por vir para esta prisão para que não apenas ouvisse a voz da minha família. É difícil [controlar a emoção] depois de falar com eles, mas é melhor que nada”, explica Michael.

Veenhuizen também esconde um passado sombrio e bem menos progressista que o do atual sistema penitenciário: um reformatório que ficou conhecido como a “Sibéria Holandesa” e que foi usado para a internação forçada de mendigos, órfãos e outros marginalizados no século 19. E que funcionou até os anos 70.

De acordo com demógrafos, pelo menos um milhão dos 17 milhões de holandeses hoje vivos descende de alguém “exilado” em Veenhuizen.

Contatos

hostiliocaio@hotmail.com

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