A reação foi desencadeada por declarações feitas por Edinho durante reunião da Executiva Nacional. Na ocasião, o presidente do PT defendeu que filiados que se omitiram ao longo da disputa deixassem a legenda voluntariamente. Edinho criticou abertamente quem se afastou da mobilização no segundo turno, momento em que o partido buscava reverter a vantagem de Flávio Bolsonaro. As falas aprofundaram a divergência com o grupo denominado internamente como “centrão petista”, liderado por Quaquá.
Em resposta, o prefeito de Maricá elevou o tom das críticas e rebateu a legitimidade das cobranças feitas pelo comando da sigla:
“Eu tenho tanto ou mais tempo de PT que ele. Com a diferença de que sou de favela”, declarou Quaquá.
O dirigente fluminense afirmou ter sido o principal articulador da campanha de Lula no estado do Rio de Janeiro e saiu em defesa de seu filho, Diego Zeidan, presidente estadual do PT, cujo afastamento das atividades partidárias após o primeiro turno foi questionado pela cúpula. Segundo Quaquá, a ausência de Zeidan durou quatro dias e ocorreu por recomendação médica estrita devido a um pico de pressão arterial.
Além dos ataques diretos, Quaquá acusou Edinho Silva de ser intolerante a críticas e de evitar um eventual confronto interno pelo controle da sigla.
O bate-boca ocorre em um contexto de debate sobre eventuais sanções formais a integrantes acusados de descumprir as diretrizes eleitorais do partido na reta final da disputa. Até o momento, o comando do PT não se manifestou oficialmente sobre os ataques de Quaquá.




