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Caxias vive um novo tempo: Juventude, articulação política e sonho da casa própria ao alcance do povo

Publicado em   12/set/2025
por  Caio Hostilio

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Caxias (MA) vive um momento de renovação e esperança. Sob a liderança jovem e determinada do prefeito Gentil Neto, a cidade avança em importantes políticas públicas que transformam a vida da população, especialmente das famílias mais vulneráveis. Um exemplo dessa nova fase é a retomada do programa Minha Casa Minha Vida, que vai beneficiar 512 famílias com apartamentos novinhos, garantindo moradia digna e mais qualidade de vida.

O edital já está disponível, e as inscrições serão realizadas entre os dias 1º e 17 de outubro. A ação é uma intervenção da Deputada Federal Amanda Gentil, prefeito Gentil Neto junto com apoio da deputada estadual Daniella. Essa união de forças mostra que, com trabalho, parceria e diálogo, é possível trazer resultados concretos para o povo de Caxias.

“Esse é um momento histórico. Trabalhamos muito para garantir que Caxias fosse contemplada com essas unidades. Quero agradecer ao Governo Federal, ao Governo do Estado e às nossas deputadas Amanda Gentil e Daniella, que caminham ao nosso lado em busca do melhor para nossa população. Vamos continuar trabalhando por mais conquistas como essa, que são moradias para quem realmente precisa”, afirmou o prefeito Gentil Neto.

A notícia ecoou os bairros da cidade e reacendeu o sonho da casa própria para milhares de famílias. Em locais como os CRAS e o Centro Comunitário da Volta Redonda, os moradores já se preparam para o período de inscrição, reunindo os documentos exigidos e tirando dúvidas.

“Meu coração tá cheio de esperança. Moro de aluguel há mais de 10 anos e essa pode ser minha chance de sair do aperto. Só de pensar que posso ser sorteado, já fico emocionado”, contou emocionado o pedreiro José Raimundo, morador do bairro Caldeirões.

Além das inscrições online pelo site da Prefeitura de Caxias (www.caxiasma.gov.br), os moradores também poderão contar com polos de atendimento presencial para garantir que ninguém fique de fora. Os documentos exigidos, os critérios de prioridade e as regras do sorteio estão todos detalhados no edital, garantindo transparência, justiça e igualdade durante todo o processo.

A atuação de Gentil Neto à frente da Prefeitura de Caxias tem mostrado que juventude não é sinônimo de inexperiência, mas de energia, inovação e vontade de fazer diferente. Com uma gestão focada em resultado e parcerias estratégicas, o prefeito se consolida como uma das novas lideranças políticas do Maranhão.

Caxias respira progresso e esperança. E com ações como essa, o futuro já começou.

  Publicado em: Política

Não tô nem ai!!! EUA afirmam que Moraes destruiu o Estado de Direito e mergulhou Brasil e EUA em crise histórica

Publicado em   12/set/2025
por  Caio Hostilio

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Moraes

O vice-secretário do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, criticou duramente a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta quinta-feira (11) e acusou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de “usar a lei como arma política”.

Segundo Landau, a decisão de Moraes teria provocado uma crise nas relações entre Brasil e Estados Unidos, levando as “duas grandes nações ao seu ponto mais sombrio em dois séculos”. Em postagem na rede social X, ele afirmou:

“Os Estados Unidos condenam o uso da lei como arma política. Como advogado, diplomata e amigo do Brasil, dói-me ver o juiz Moraes devastando o Estado de Direito naquele país e levando as relações entre as duas grandes nações ao seu ponto mais sombrio em dois séculos. Enquanto o Brasil deixar o destino de nosso relacionamento nas mãos do juiz Moraes, não vejo solução para esta crise.”

A condenação de Bolsonaro foi determinada pela Primeira Turma do STF, que fixou a pena em 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Pouco depois, o presidente dos EUA, Donald Trump, manifestou-se em apoio ao ex-presidente brasileiro durante entrevista na Casa Branca. “Vi o julgamento, o ouvi muito bem. Como líder estrangeiro, considerava que ele era um presidente exemplar. É muito surpreendente que isso pudesse acontecer”, declarou Trump. O republicano comparou o processo de Bolsonaro ao que enfrentou nos Estados Unidos, relacionado ao ataque ao Capitólio em 2021, afirmando que a condenação é “muito ruim para o Brasil”.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, também comentou a situação, classificando a condenação como uma “caça às bruxas” e afirmando que os Estados Unidos responderão adequadamente.

O episódio intensifica o clima de tensão diplomática entre Brasília e Washington, enquanto políticos e analistas internacionais acompanham os desdobramentos da decisão judicial no Brasil.

  Publicado em: Política

Mesmo com todas as manobras do sistema!!! Pesquisa Ipsos-Ipec: 38% avaliam governo Lula como ‘ruim ou péssimo’ e 30% como ‘ótimo ou bom’… Nada, nada e não sai do lugar!!!

Publicado em   12/set/2025
por  Caio Hostilio

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Pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta quinta-feira, 11, mostra que 38% dos brasileiros avaliam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como “ruim ou péssimo” — cinco pontos percentuais a menos do que no último levantamento do instituto, de junho. Já os que consideram a gestão “ótima ou boa” passaram de 25% na rodada anterior para 30%. A percepção regular oscilou de 29% para 31%.A pesquisa foi realizada entre os dias 4 e 8 de setembro e entrevistou, presencialmente, 2.000 eleitores em 132 municípios. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Os dados apontam melhora na avaliação positiva, embora a visão negativa ainda prevaleça.

A avaliação positiva do governo é mais expressiva entre eleitores que votaram no petista na última eleição (61%), moradores da região Nordeste (46%), eleitores menos escolarizados (40%), com renda familiar de até um salário mínimo (37%) e católicos (37%).

Já a avaliação negativa é maior entre quem declara ter votado no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022 (67%); moradores da região Sul (52%); eleitores com renda mensal familiar superior a cinco salário mínimos (48%); que possuem renda mensal familiar de mais de 2 a 5 salário mínimos (45%); evangélicos (46%); e quem se autodeclara branco (44%).

  Publicado em: Política

Os donos do Brasil não aceitarão!!! Defesa de Bolsonaro manifesta “profunda discordância” após condenação

Publicado em   12/set/2025
por  Caio Hostilio

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Defesa de Bolsonaro manifesta “profunda discordância” após condenação

Após a condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista, o advogado Fábio Wajngarten afirmou na quinta-feira, 11, manifestou, em nome da defesa do ex-presidente, “profunda discordância e indignação” com a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal.

Em nota, o ex-ministro da Secom alegou que a ‘falta de tempo hábil impediu a defesa de forma definitiva’ e prometeu ajuizar os recursos cabíveis, “inclusive no âmbito internacional”.

“A defesa do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, recebe a decisão da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal com respeito. Contudo, não pode deixar de manifestar profunda discordância e indignação com os termos da decisão majoritária.

Nesse sentido, continuaremos a sustentar que o ex-presidente não atentou contra o Estado Democrático, jamais participou de qualquer plano e muito menos dos atos ocorridos em 08 de janeiro.

Também continuamos a entender que o ex-Presidente deveria ter sido julgado pela primeira instância ou, se assim não fosse, pelo Pleno do Supremo Tribunal Federal; da mesma forma, não podemos deixar de dizer, com todo o respeito, que a falta de tempo hábil para analisar a prova impediu a defesa de forma definitiva.

A defesa entende que as penas fixadas são absurdamente excessivas e desproporcionais e, após analisar os termos do acórdão, ajuizará os recursos cabíveis, inclusive no âmbito internacional.”
Por o antagonista

  Publicado em: Política

Lei de Neto Evangelista cria Programa de Atenção ao Diagnóstico de Autismo e Intervenção Precoce no Maranhão

Publicado em   11/set/2025
por  Caio Hostilio

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Já está valendo em todo o estado a Lei 12.563/2025, de autoria do deputado estadual Neto Evangelista que institui o Programa de Atenção ao Diagnóstico de Autismo e Intervenção Precoce no Maranhão. A iniciativa tem como foco ampliar as chances de rastreio de atrasos no desenvolvimento infantil, garantindo às crianças acesso a protocolos modernos de avaliação e a intervenções baseadas nas melhores práticas científicas.

O programa será executado a partir da rede de Unidades Básicas de Saúde (UBS), responsáveis por identificar sinais de atraso no desenvolvimento e encaminhar os casos para atendimento especializado, mesmo antes de um diagnóstico fechado por neuropediatra.

Entre as ações previstas estão a Cartilha de Marcos do Desenvolvimento, que ajudará pais, familiares e cuidadores a acompanhar cada fase da criança, com orientações claras sobre quando procurar ajuda; capacitação dos profissionais da atenção primária, oferecendo treinamento em identificação de marcos do desenvolvimento, atrasos e protocolos de intervenção precoce.

Além disso, tem a ampliação da rede de atendimento multidisciplinar, com profissionais de áreas como fonoaudiologia, terapia ocupacional e psicologia, por meio de concursos ou parcerias público-privadas; Parcerias com instituições de ensino e pesquisa, para produção de materiais técnicos e atualização dos protocolos utilizados no Estado.

De acordo com Neto Evangelista, a proposta busca fortalecer a política pública de proteção às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), conforme prevê a Lei Federal nº 12.764/2012, que garante o direito ao diagnóstico precoce e à atenção integral à saúde.

“O início das intervenções ainda nos primeiros sinais de atraso faz toda a diferença para a qualidade de vida da criança e de sua família. Esse programa coloca o Maranhão em sintonia com as melhores práticas clínicas e científicas do mundo”, destacou o parlamentar.

O texto também prevê a destinação de recursos estaduais e a cooperação com as prefeituras para implantação do programa em todo o Maranhão. Com a sanção, a lei passa a reforçar os princípios da dignidade da pessoa humana, garantindo mais oportunidades de inclusão e desenvolvimento para crianças com TEA no estado.

  Publicado em: Política

Gentil Neto levando qualidade de vida aos bairros de Caxias com a iluminação em led…

Publicado em   11/set/2025
por  Caio Hostilio

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Cada vem mais, o prefeito de Caxias, Gentil Neto, mostra seu comprometimento com a qualidade de vida dos caxienses, isso através de calçamento e asfaltamento de ruas e avenidas, a instalação de iluminação em led, o monitoramento e, principalmente, as condições dignas de ir e vir aos bairros e à Zona Rural de Caxias.

Sua gestão supera todas a expectativas, haja vista que é um compromisso dele, do seu vice-prefeito, de sua base na Câmara de Vereadores, das lideranças políticas e, em especial, a sua equipe de governo.

É preciso dar continuidade a essa ação, cujo objetivo é o de alcançar todas as localidade em Caxias, mostrando, com isso, que seu compromisso abrange, ainda, a educação, a saúde pública, a infraestrutura, o fomento ao turismo, ao fomento cultural, ao apoio ao empreendedorismo, à geração de emprego e renda, a atração de investimento, ao compromisso da antecipação dos salários, do respeito aos servidores públicos, do respeito aos caxienses e a garantia de respeito a coisa pública.

Portanto, é salutar essa iluminação em led no bairro Vila Paraíso, pois se trata de um bairro que já merecia essa iluminação em led, que trará condições dignas aos seus moradores.

“A transformação já começou! O bairro Vila Paraíso já está recebendo iluminação em LED, uma tecnologia que reduz o consumo de energia e aumenta a segurança para todos. Mais economia, mais eficiência e mais tranquilidade para a comunidade.”, garantiu Gentil Neto.

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  Publicado em: Política

Com 70, vai morrer na prisão!!! STF fixa pena de 27 anos e 3 meses de prisão para Jair Bolsonaro… Consumado o desejo de Moraes!!!

Publicado em   11/set/2025
por  Caio Hostilio

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STF fixa pena de 27 anos e 3 anos de prisão para Jair Bolsonaro por liderar trama golpista

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de prisão por sua participação na chamada trama golpista. Na dosimetria de pena, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, considerou que o ex-presidente atuou como líder de uma organização criminosa que teve o intuito de se perpetuar no poder.

Dessa pena, são 24 anos e 9 meses de reclusão em regime fechado e mais 124 dias multa. Sendo que o dia multa é fixado em um salário mínimo. Assim, Jair Bolsonaro vai cumprir pena em regime fechado, conforme a determinação do Supremo.

Somente no crime de organização criminosa, Jair Bolsonaro foi condenado a 7 anos e 7 meses de reclusão; para o crime de tentativa de abolição violenta de Estado democrático de direito, o relator sugeriu 6 anos 6 meses; pelo crime de golpe de estado, 8 anos e 2 meses.

Por dano ao patrimônio tombado, Bolsonaro foi condenado a 2 anos e 6 meses mais 75 dias multa; por dano qualificado, 2 anos e 6 meses de reclusão. Três ministros votaram acompanhando Moraes: Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. O ministro Luiz Fux, como votou pela absolvição de Jair Bolsonaro, não se manifestou pela dosimetria da pena.
“As circunstâncias devem levar em consideração a maior reprovabilidade de sua conduta. Ele exerceu a presidência da República e, durante a ação penal, instrumentou o aparato estatal com o intuito de propagar falsas narrativas e se perpetuar no poder”, declarou Alexandre de Moraes.

  Publicado em: Política

Esse um país sério??? O império dos privilegiados que se volta às vezes contra a elite

Publicado em   11/set/2025
por  Caio Hostilio

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55.000 autoridades protegidas por foro especial fazem do Brasil o campeão mundial da desigualdade perante a lei; só que para Bolsonaro ser julgado pelo Supremo virou uma cilada mortal

O Brasil ostenta uma contradição que dura 2 séculos: o país construiu a maior casta judicial do planeta —55.000 pessoas protegidas por foro privilegiado. Mas, ironicamente, para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ser julgado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) virou o pior dos pesadelos. O que historicamente foi refúgio dos poderosos se transformou numa prisão sem recursos nem escapatórias.

Enquanto Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha julgam seus líderes em tribunais comuns como qualquer cidadão, o Brasil criou algo único: uma aristocracia togada que protege do presidente a ministros, passando por deputados, senadores, governadores, prefeitos e, até 2020, vereadores cariocas. Mas a maioria formada pelo STF em 2024 que amarrou Bolsonaro ao próprio Supremo revelou uma reviravolta histórica: privilégio agora é ser julgado na 1ª Instância, longe dos holofotes e da celeridade do Tribunal.

Por que o foro era tão cobiçado? A resposta está na lógica histórica dos tribunais superiores brasileiros. Durante décadas, o STF, o STJ e os tribunais estaduais funcionaram como refúgios benevolentes para a elite política. Ministros e desembargadores, muitas vezes próximos do poder, eram propensos a proferir decisões lenientes ou simplesmente deixavam processos se arrastarem até a prescrição.

A 1ª Instância, imprevisível e sujeita a pressões locais, era vista como perigosa para os poderosos. Melhor ser julgado por um colegiado “experiente” e “compreensivo” do que por um juiz singular potencialmente hostil. O foro privilegiado funcionava como uma apólice de seguro contra condenações.

Era a solução tipicamente brasileira: em vez de consertar a 1ª Instância, criou-se um foro VIP. O foro é uma espécie de primo-irmão do que vigorou muito tempo no caso de prisão para os mais abastados: em vez de melhorar os presídios sub-humanos, o Brasil criou a cela especial para quem cursou ensino superior —privilégio extinto pelo STF só em 2012.

O raciocínio sempre foi o mesmo: não queremos que os poderosos sejam julgados por uma 1ª Instância imprevisível ou fiquem em cadeias degradantes, então criamos um sistema paralelo em vez de elevar o padrão para todos. O resultado: uma República que consagrou uma elite quase intocável, blindada por uma couraça de titânio com tungstênio.

A contradição vem de berço imperial. A Constituição de 1824, a 1ª do Brasil independente, proibia expressamente o “foro privilegiado” no seu artigo 179, inciso 17 —mas criava competência especial para o Senado julgar “delitos cometidos pelos membros da família imperial, ministros e conselheiros de Estado”. D. Pedro 1º conviveu com a esquizofrenia constitucional que acompanha o Brasil há 200 anos.

O ministro Carlos Velloso resumiu com precisão: “O foro por prerrogativa de função é tributo que pagamos pelo fato de termos sido Império”. E é um tributo caro.

Várias constituições republicanas —1891, 1934, 1937 e 1946— mantiveram a pantomima: proibiam solenemente o foro privilegiado enquanto criavam competências originárias para tribunais superiores. A Constituição de 1988 foi a primeira a abandonar a hipocrisia e assumir abertamente a existência do foro por prerrogativa de função. O resultado foi uma explosão: o que se limitava a algumas dezenas de autoridades federais se expandiu para 55.000 cargos nos 3 níveis de governo na Federação.

O Brasil se tornou o país com mais autoridades protegidas por foro especial no planeta Terra. Para efeito de comparação, nos Estados Unidos esse número é zero. No Reino Unido, idem. Em Portugal, apenas 3 autoridades têm foro especial. Na França, algumas dezenas. No Brasil, dezenas de milhares —uma excepcionalidade que faz do país uma república de privilegiados numa escala jamais vista em democracias consolidadas.

Mas algo fundamental mudou no funcionamento do STF, alterando completamente a dinâmica histórica do foro privilegiado. O Supremo de 2025, ao menos nas decisões do plenário, e não as monocráticas (de um único ministro), não é mais o Tribunal benevolente e discreto de décadas passadas.

A seguir, a composição do STF em 2018 e em 2024/2025, e os votos da Corte sobre o foro privilegiado:

Há 3 fatores que revolucionaram a atuação da Corte: 1) as sessões são transmitidas ao vivo, expondo cada voto ao escrutínio público; 2) o plenário virtual acelerou drasticamente os processos, eliminando a morosidade que sempre favoreceu réus poderosos; 3) a impossibilidade de recursos significa que a decisão é final —não há 2ª Instância, apelações ou manobras protelatórias que podem durar décadas quando o caso tem início na 1ª Instância.

A transformação fica evidente na comparação entre os casos já enfrentados por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro —uma inversão completa de cenários que ilustra como o jogo mudou.

Lula perdeu o foro privilegiado quando já estava fora da Presidência da República. Por causa de uma decisão do STF, seu processo desceu em 2018 para a 13ª Vara Federal de Curitiba, sob o comando do então juiz Sergio Moro. Ali, numa 1ª Instância acelerada e focada, sua condenação foi rápida e certeira. Ironicamente, quem o libertou foi o próprio Supremo.

O ex-presidente foi beneficiado por duas decisões distintas do STF. Primeiro, uma decisão monocrática do ministro Edson Fachin anulou as condenações de Curitiba por incompetência de foro. É importante explicar que a expressão “incompetência” nesse caso não é usada no sentido de indicar incapacidade técnica nem intelectual de um juiz, mas sim registrar que o local do julgamento (no caso, a vara federal de Curitiba) não tinha a faculdade concedida por lei (a competência de foro) para atuar no processo.

Em outras palavras, o STF entendeu que os crimes pelos quais Lula foi condenado em Curitiba não tinham conexão com a Operação Lava Jato e, portanto, deveriam ter sido julgados em Brasília, não no Paraná.

Em seguida, o Supremo também anulou outras condenações do ex-presidente sob o argumento de suspeição de Sergio Moro. Aqui, é fundamental esclarecer que “suspeição” não significa que o juiz seja corrupto ou desonesto, mas sim que ele perdeu a imparcialidade necessária para julgar o caso. O STF baseou sua decisão principalmente nas conversas reveladas pela Vaza Jato, que mostraram Moro orientando os procuradores da Lava Jato sobre estratégias de acusação — comportamento incompatível com a neutralidade exigida de um magistrado. Um juiz suspeito é aquele que, por qualquer motivo, não pode mais ser considerado imparcial no julgamento, devendo se afastar do processo.

O petista se beneficiou, portanto, de um Tribunal superior que funcionou como Instância de revisão benevolente, anulando suas condenações por duas razões jurídicas distintas: falta de competência do foro de Curitiba e falta de imparcialidade do juiz responsável.

Bolsonaro enfrenta agora um movimento inverso. Com a mudança jurisprudencial de 2024 no STF, o caso dele foi mantido justamente nesse Tribunal que acabou se tornando uma armadilha para o ex-presidente.

Para Bolsonaro, ser julgado pelo Supremo significa enfrentar um colegiado cuja sede foi destruída por seus apoiadores, cujos ministros sofreram críticas pessoais acerbas dele e de sua família, e que agora funciona com transparência total e celeridade inédita.

Não há possibilidade de recursos protelatórios para Bolsonaro. Nem manobras de defesa ou estratégias de tempo que poderiam funcionar na 1ª Instância.

Isso não significa que o STF tenha deixado de ser um privilégio aos olhos de parte da opinião pública. Afinal, ao anular condenações da Lava Jato e multas impostas a empresas que antes foram condenadas como corruptoras, o Tribunal ainda mantém certo estigma de protetor de castas.

Mas, para Bolsonaro, o “privilégio” certamente virou cilada. A decisão da 1ª Turma será final e chegará em meses (ou semanas), não décadas —o ministro Cristiano Zanin já marcou o julgamento agora para setembro.

Enquanto o STF virou uma armadilha para certos réus de alta visibilidade, o verdadeiro privilégio se mantém em outros tribunais. No STJ e nos tribunais estaduais, a lógica antiga ainda funciona: desembargadores e ministros frequentemente próximos da elite local, morosidade benéfica aos réus, menor exposição pública.

Um prefeito ou deputado estadual processado no tribunal estadual ainda desfruta das vantagens históricas do foro privilegiado: julgamento colegiado complacente, possibilidade de prescrição, menor pressão pública. Para essas milhares de autoridades, o foro continua sendo efetivamente um privilégio.

A conjuntura que levou à criação do foro privilegiado na época de d. Pedro 1º remete a uma pergunta: é válido ter 55.000 cidadãos mais iguais que outros? Para a vasta maioria deles, ainda faz sentido. Para Bolsonaro, o “privilégio” virou sentença sem apelação —uma ironia histórica que revela como o sistema criado para proteger a elite pode, em circunstâncias específicas, se voltar contra seus próprios beneficiários.

Por Poder 360

 

  Publicado em: Política

Toda razão!!! Charlie Kirk chamou julgamento de Bolsonaro de “golpe judicial”

Publicado em   11/set/2025
por  Caio Hostilio

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Aliado de Trump, morto em ataque, disse que Judiciário brasileiro minava a democracia e defendeu tarifas contra o país

O influenciador norte-americano Charlie Kirk, morto nesta 4ª feira (10.set.2025) em um ataque durante palestra na Universidade do Vale de Utah, havia defendido sanções contra o Brasil e classificado a atuação do STF (Supremo Tribunal Federal) como um “golpe judicial”.

Na edição de 27 de março do The Charlie Kirk Show, o aliado do presidente americano Donald Trump (Partido Republicano) afirmou que “há um desenvolvimento chocante e horrível acontecendo” no Brasil, em referência ao processo contra Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado.

“Agora, Bolsonaro será julgado por supostamente planejar um golpe. O presidente Lula disse que é dever de Bolsonaro ‘provar sua inocência’. Não é inocente até que se prove o contrário. É culpado até que se prove o contrário”, disse Kirk.

O comentarista afirmou que o Judiciário exercia poder excessivo: “Juízes no Brasil impuseram controles abrangentes de liberdade de expressão no X [antigo Twitter] e em outras plataformas. Isso é um aviso. É assim que o despotismo judicial se parece.”

Kirk também defendeu que Washington adotasse medidas contra o Brasil: “Se a Rússia fizesse isso, nós sancionaríamos. Se o Brasil faz isso, por que estamos tolerando? (…) O Departamento de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o presidente Trump deveriam impor tarifas e, se necessário, sanções ao Brasil por esse comportamento imprudente e imoral.”

Para ele, o processo contra Bolsonaro seria um prenúncio de perseguições semelhantes nos EUA: “O que estão fazendo com Bolsonaro é exatamente o que gostariam de fazer com Donald Trump. E o Brasil é o canário na mina de carvão. Um aviso do que está por vir.”

Kirk era fundador e líder do movimento juvenil Turning Point USA e mantinha forte ligação com a base trumpista.

Eis o trecho do programa que Kirk fala do Brasil:

Tradução:

“Neste momento, vivemos sob uma tentativa de golpe judicial, uma tentativa de supremacia judicial.  Como já dissemos muitas vezes neste programa, nos últimos 100 anos, o poder na América (Estados Unidos) tem se concentrado em grande parte na burocracia e no judiciário não eleitos.  Podemos olhar para outros países para ver onde isso vai dar.

Neste momento, no Brasil, há um acontecimento chocante e assustador acontecendo. Lembrem-se de que em 2022 Bolsonaro perdeu por uma margem muito estreita.  Como você deve se lembrar, ele venceu em todas as partes do país, exceto nos cantos mais pobres, mais criminosos e mais corruptos do país, o Nordeste, onde o candidato de esquerda Lula da Silva venceu.

Houve muita agitação. Eles tiveram seu próprio momento, semelhante ao de 6 de janeiro, em que se manifestaram em apoio a Bolsonaro, e isso foi longe demais. E desde então, houve uma gigantesca repressão jurídica ao estilo de Joe Biden.

Os juízes no Brasil exerceram muito mais poder do que até mesmo nos Estados Unidos. Juízes e equivalentes a procuradores-gerais de condados impuseram controles abrangentes de discurso sobre o X e outras plataformas de discurso.

Agora, Bolsonaro será levado a julgamento por supostamente planejar um golpe. O presidente Lula disse hoje que é dever de Bolsonaro provar sua inocência. Não é inocente até que se prove o contrário. É culpado até que se prove o contrário.

Isso acontece em um país, o Brasil, que supostamente chamamos de aliado. Se a Rússia fizesse isso, nós os sancionaríamos. Se o Brasil faz isso, por que estamos tolerando? E a resposta é que não deveríamos.

O Departamento de Estado dos EUA, Marco Rubio e o presidente Trump deveriam impor tarifas e, se necessário, sanções ao Brasil por esse tipo de comportamento imprudente e imoral.

Mas, mais do que isso, isso é um sinal de alerta. É assim que se parece o despotismo judicial. Este é o tipo de comportamento que não deveria ter lugar no mundo ocidental moderno.

Eles vão tentar colocar Bolsonaro na prisão para que ele morra na cadeia como um mártir. A esquerda acredita na democracia, supostamente.  Mas, você sabe o que eles querem dizer com democracia? Eles acham que a democracia é juízes se tornando ditadores.

O juiz é um avatar da democracia. Eles não acreditam em votar. Eles não acreditam na vontade do povo. Eles não acreditam no soberano.

Democracia para um esquerdista não são eleições, direitos ou constituições.  É apenas ser um liberal. É uma oligarquia judicial. Tudo isso são avisos para nós.

Como agora temos juiz após juiz impedindo o Presidente Trump de fazer o que ele quer, podemos olhar para o Brasil e Israel, em menor grau, para ver como a vontade do soberano é minada diariamente.

E louvado seja o Senhor, porque quando escapamos daquela bala como civilização em 13 de julho, era para lá que estávamos indo sob a presidência de Kamala Harris. Era para lá que estávamos indo sob o regime de Joe Biden.

Se Donald Trump tivesse sido baleado e morto lá, não há garantia de que teríamos vencido uma eleição presidencial em novembro. Nenhuma garantia. Se o país ainda existisse, teriam trancado todos nós na cadeia. Teriam invadido nossas casas.

E o que estão fazendo com Bolsonaro é exatamente o que eles gostariam de ter feito com o presidente Donald Trump. E o Brasil é um canário na mina de carvão. Um prenúncio do que está por vir.  Um aviso. De que, se não permanecermos vigilantes, se não levarmos as eleições de meio de mandato a sério, correndo atrás de votos e registrando eleitores, podemos perder todas as conquistas que temos, porque o país está em um estado notavelmente frágil, e agora, um homem de bem e um presidente do Brasil que já foi eleito, Bolsonaro precisa provar sua inocência e está destinado a morrer na prisão.”

Por Poder 360

  Publicado em: Política

Ato político!!! Como o Supremo mudou suas regras e afetou Jair Bolsonaro

Publicado em   11/set/2025
por  Caio Hostilio

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Decisão sobre foro privilegiado deixou o ex-presidente sem opção de recorrer a outras Instâncias e críticos enxergaram “casuísmo” do STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro tem sido apontado por parte da comunidade jurídica e política aqui e no exterior como exemplo único, entre as cortes constitucionais de grandes democracias, que teria impedido, sozinho, sem armas e em tempo real, uma tentativa de subversão do Estado de Direito.

Essa vitória institucional e de comunicação, no entanto, não veio sem custos. Ao longo do processo de se impor como guardião da democracia, o Tribunal enfrentou dilemas complexos que produziram controvérsias duradouras. Entre elas, a principal acusação: a de que foi necessário mudar as regras no meio do jogo para garantir que a Justiça fosse feita. Uma delas foi sobre o chamado foro especial por prerrogativa de função, conhecido coloquialmente como foro privilegiado.

É nesse ponto que a crítica ganha densidade, pois a legitimidade das decisões judiciais depende, em grande medida, da coerência e previsibilidade das Cortes superiores.

Mudanças bruscas de entendimento, principalmente em momentos politicamente turbulentos, inevitavelmente alimentam questionamentos e provocam desconfianças duradouras na sociedade.

O relato aqui neste texto procura iluminar o processo em que medidas bruscas foram tomadas pelo Tribunal desde abril de 2024. Foram decisões que justamente agora ganham relevância especial, às vésperas do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), marcado para setembro de 2025.

A MAIORIA DOS 6

Em 12 de abril de 2024, o plenário virtual do Supremo Tribunal Federal —sistema eletrônico em que ministros registram seus votos por escrito, sem debate oral simultâneo— chegou a uma maioria de votos para virar completamente do avesso sua jurisprudência consolidada, estabelecendo que autoridades com foro especial continuariam sendo julgadas diretamente pelo Tribunal mesmo após o término de seus mandatos.

Embora o resultado da decisão não valesse apenas para o ex-presidente, ela atingia Bolsonaro em cheio. À época, ele só era investigado, mas tudo caminhava para seu indiciamento, denúncia e abertura de ação penal.

Com essa mudança estratégica, o destino judicial de Jair Bolsonaro sairia da 1ª Instância —onde teria direito de recorrer a instâncias superiores e tempo para se rearticular politicamente— e ficava definitivamente nas mãos do Supremo. Ironicamente, a mesma Corte cuja sede havia sido destruída nos atos do 8 de Janeiro e cujos ministros já eram alvos de críticas, fundadas e infundadas, além de toda sorte de contestações vindas do ex-presidente e de seus defensores.

Os 6 primeiros ministros que votaram e consolidaram a maioria na Corte para essa guinada jurisprudencial não decidiram no vácuo. O Brasil já pegava fogo após a revelação gradual de um quadro extremamente grave —fatos imediatamente anteriores à decisão que, embora não citados nos votos, dificilmente podem ser considerados meras coincidências temporais:

janeiro de 2023 – o início das investigações: o STF enquadrou oficialmente os atos de 8 de janeiro de 2023 como tentativa de golpe de Estado. O ministro Alexandre de Moraes determinou prisões em massa, bloqueio de bens e quebras sistemáticas de sigilo. Múltiplos inquéritos foram abertos contra executores diretos e pessoas acusadas de financiar os atos;

ao longo de 2023 – prisões, delações e conexões com Bolsonaro: centenas de pessoas foram denunciadas e presas. Os inquéritos foram sendo desmembrados entre pessoas acusadas de serem executoras, financiadoras e articuladoras políticas. Delações premiadas cruciais —como a de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro— revelaram documentos que foram descritos no processo como minutas detalhadas do que viria a ser um golpe e relatos de reuniões conspiratórias no entorno direto do então presidente;

fevereiro de 2024 – operação Tempus Veritatis: deflagrada em 8 de fevereiro de 2024, a operação atingiu diretamente Jair Bolsonaro pela primeira vez. A investigação expôs o que foi chamado pela Polícia Federal de minuta golpista ou minuta do golpe. Na realidade, eram vários arquivos digitais de texto, sem timbre. Em suas várias versões, o texto ora detalhava o que seria a instalação de estado de sítio em 2022 e ora falava de estado de defesa. Nesses arquivos digitais falava-se também em prisão arbitrária e até assassinato de autoridades, como os então eleitos e ainda não empossados presidente…

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