Na sessão da Câmara Municipal desta segunda-feira (22/09/2025), o vereador Daniel Barros tentou justificar o injustificável: o uso de dinheiro público para pagar o salário de seu caseiro particular, que trabalha em seu sítio pessoal. Em um discurso repleto de meias-verdades e tentativas de desviar o foco, Daniel alegou que o funcionário José Vagno seria, na verdade, um “assessor comunitário”. Mas os fatos dizem outra coisa.
Uma simples consulta ao Portal da Transparência da própria Câmara mostra que José Vagno ocupava, na verdade, o cargo de Assessor Parlamentar, com salário de R$ 2.200,00. Diferente do cargo de Assessor Comunitário, que realmente existe, com salário de R$ 1.600,00 — o cargo de Assessor Parlamentar exige presença e atuação direta na Câmara, e não no sítio particular do vereador.
A tentativa de Daniel de enganar o povo cai por terra diante das evidências. Não há registro de atuação de José Vagno nas funções legislativas ou no suporte ao mandato. O que se sabe é que ele cuidava do sítio do vereador, e agora, sabe-se também, pago com dinheiro público.
*Mais um “laranja” no gabinete?*
A suspeira sobre o uso de cargos comissionados como cabides de emprego ou, pior, como forma de desvio de verba pública. Daniel Barros, que sempre posou como fiscal dos gastos públicos, agora se vê no centro de uma denúncia de desvio justamente por manter um funcionário fantasma em seu gabinete, ou melhor, um funcionário muito real, mas que trabalha longe da Câmara, no conforto do seu sítio.
A Câmara vai investigar? O Ministério Público será acionado? Ou mais uma vez o caso será empurrado para debaixo do tapete?
O contribuinte paga, o vereador se beneficia, e a política local segue desacreditada.
Publicado em: Política


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