Alguém tem dúvida? É claro que o problema de Moraes é pessoal comigo, diz Bolsonaro

Publicado em   16/ago/2024
por  Caio Hostilio

Gabinete do ministro é acusado de cometer irregularidades nos inquéritos que miram o ex-presidente e aliados no Supremo

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta 5ª feira (15.ago.2024) que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes tem algum problema “pessoal” com ele. As falas se deram depois da série de reportagens sobre supostos pedidos irregulares do gabinete do magistrado nas investigações na Corte que tem o ex-chefe do Executivo e aliados entre os principais investigados.

“O que é claro é que é algo pessoal do Alexandre de Moraes comigo. É claro. Só não vê quem não quer”, disse o ex-chefe do Executivo em entrevista à rádio 96 FM em Natal (RN).

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, trocas de mensagens entre assessores de Moraes sugerem quebra de ritos e obtenção de informações sigilosas de forma irregular nos inquéritos das fake news e das milícias digitais, ambos relatados pelo ministro.

Questionado, Bolsonaro disse evitar se manifestar para não ser alvo de novas investigações. Também disse que suas desavenças com o Judiciário começaram por não indicar escolhidos pelas “elites políticas” ao Supremo.

“Qual é o problema com o Judiciário que pode ter acontecido: a indicação de ministro. Ou você acha que chega uma vaga quando alguém morreu ou acabou o tempo dele e vou indicar para uma vaga no Supremo a elite política que compõe os Três Poderes que quer ele e não quer esse lá”, disse.

Por Poder 360

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De Quem os ministros do STF suspeitam que vazou as mensagens de Alexandre

Publicado em   16/ago/2024
por  Caio Hostilio

 

Ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral teve celular apreendido depois de ser preso por violência doméstica

Alexandre de Moraes

Ministros do STF suspeitam que o ex-assessor Eduardo Tagliaferro foi quem vazou as mensagens do gabinete de Alexandre de Moraes.

Tagliaferro é peça-chave na troca de mensagens que revelariam o uso do órgão de combate à desinformação do Tribunal Superior Eleitoral fora do rito para investigações contra bolsonaristas no STF. Ele foi preso por violência doméstica e disparo de arma de fogo em maio de 2023, em Caieiras, na região metropolitana de São Paulo, quando ele teve o celular apreendido.

Tagliaferro trabalhava desde 16 de agosto de 2022 como chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação, da Secretaria-Geral da Presidência do TSE.

Segundo a Folha, o material obtido pelo jornal abrange mensagens trocadas de agosto de 2022, no período eleitoral, a maio de 2023.

A coluna não conseguiu contato com Tagliaferro.

 

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E daí? Ele pode tudo!!! Vaza Toga: Corregedoria da Polícia de SP abre apuração sobre vazamento de dados para assessor de Alexandre de Moraes

Publicado em   16/ago/2024
por  Caio Hostilio

Alexandre de Moraes

A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo abriu uma investigação para apurar o possível vazamento de informações da corporação para um policial militar que teria ajudado o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a obter dados sigilosos a pedido da equipe do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

De acordo com a reportagem da Folha de S. Paulo, o policial militar Wellington Macedo, que trabalha no STF na equipe do ministro Moraes, solicitou informalmente a produção de relatórios ao setor de combate à desinformação da Justiça Eleitoral.

A solicitação foi recebida por Eduardo Tagliaferro, que até 2022 chefiava a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do TSE.

Tagliaferro informou que obteve os dados sigilosos com o auxílio de um policial civil de São Paulo, descrito como “de sua extrema confiança”, cuja identidade deveria permanecer em segredo.

Tagliaferro foi demitido do cargo após ser preso por acusação de violência doméstica. A Secretaria de Segurança Pública do Estado divulgou uma nota informando que Macedo está regularmente afastado para exercer um cargo em comissão junto ao STF.

Em uma mensagem, Tagliaferro disse a Wellington Macedo que tem acesso ao sistema da Segurança Pública de São Paulo graças a uma “relação de confiança” com o policial, e pediu que a identidade do policial fosse mantida em sigilo, afirmando que “o nome dele fica somente entre nós”.

O TSE não possui atribuições investigativas ou criminais, cabendo à Secretaria de Segurança do STF encaminhar as ameaças recebidas para as polícias federal ou estadual. O gabinete do ministro também pode acionar diretamente a polícia para investigações em casos de suspeita de crime.

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A Câmara Municipal de São Luís precisa de uma mulher que luta com empenho pelos ludovicenses… Thay Evangelista é o nome dela!!!

Publicado em   16/ago/2024
por  Caio Hostilio

Uma mulher a frente de sua geração, com postura, comportamento e compromisso com as necessidades do povo, com um trabalho social vibrante e determinado, cujos resultados trouxeram bem-estar à coletividade.

Portanto, vamos de Thay Evangelista.

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Adesivaço de Gentil Neto foi abraçado pelos caxienses voluntariamente… Assistam ao vídeo!!!

Publicado em   16/ago/2024
por  Caio Hostilio

Com o “11” na frente e ser Gentil é bom +, o Adesivaço foi show e varou a madrugada, onde centenas de carros com seus proprietários compareceram e voluntariamente adesivaam seus veículos.

E a procura continua em busca de adesivar seus carros e sair cantando “o 11 na frente e ser Gentil é bom de+.

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NOTA DE ESCLARECIMENTO – Sobre fake news em Urbano Santos

Publicado em   16/ago/2024
por  Caio Hostilio

Em respeito ao povo do Maranhão, informo que não tenho qualquer envolvimento com produção de show e que um áudio, que circulou na manhã de hoje, é completamente falso. O show é falso! O assessor é falso! A compra de ingressos é falsa! Foi tudo criminosamente inventado!

Mais uma vez, estou sendo vítima das centenas de mentiras criadas pelos nossos adversários, que não possuem trabalho pela população para divulgar e preferem inventar mentiras e macular a imagem das pessoas como forma de fazer a política covarde, se aproveitando do anonimato da internet.

Diante do ocorrido, ressalto que os que cometeram o crime de disseminação da mensagem falsa com meu nome serão devidamente investigados e responsabilizados.

Conto com as orações dos que nos acompanham e sabem do trabalho que realizamos, continuarei depositando minha fé em Deus e no povo que reconhece o meu trabalho, a lisura de toda a minha vida pública e dedicação à população.

*IRACEMA VALE*
Deputada Estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão

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A ordem seria do Lula? Barroso nega pedido do Congresso para retomar emendas impositivas

Publicado em   16/ago/2024
por  Caio Hostilio

Em sua manifestação, o presidente do STF afirmou que não atuaria no caso pelo fato de que a controvérsia já é alvo de uma discussão no plenário

Barroso nega pedido do Congresso para retomar emendas impositivas
Luís Roberto Barroso, negou na madrugada desta sexta-feira, 16, um pedido feito pelo Congresso para suspender a decisão do ministro Flávio Dino sobre as emendas impositivas.

Como mostramos mais cedo, as mesas diretoras da Câmara e do Senado, além das executivas nacionais de onze partidos políticos, apresentaram um pedido de suspensão de liminar para tentar sustar a decisão de Dino que suspendeu o pagamento das emendas parlamentares. O caso, inclusive, é alvo de julgamento no plenário virtual da Corte. O julgamento já tem dois votos pela manutenção da liminar concedida por Dino.

Em sua manifestação, o presidente do STF afirmou que não atuaria no caso justamente pelo fato de que a controvérsia já é alvo de uma discussão no plenário da Corte.

“No voto apresentado por ocasião do julgamento do referendo das decisões impugnadas, o relator sinaliza a possibilidade de construir solução consensual para a questão, em reunião institucional com representantes dos três Poderes. Nesse contexto, admitida a revisão das medidas cautelares a partir do necessário diálogo institucional, torna-se ainda menos recomendável uma resolução unilateral por parte desta Presidência”, afirmou Barroso em sua decisão.

O que argumentam senadores, deputados e partidos sobre as emendas impositivas?

No recurso apresentado ao STF, os partidos políticos – PL, PT, MDB, União Brasil, PP, PSD, PSB, Republicanos, PSDB, PDT e Solidariedade – e as duas Casas Legislativas argumentam que “as decisões monocráticas, proferidas fora de qualquer contexto de urgência que justificasse uma análise isolada, e não colegiada, transcenderam em muito o debate em torno de alegada falta de transparência”.

“Numa única decisão monocrática, o STF desconstituiu 4 Emendas Constitucionais, em vigor há quase 10 anos, e aprovadas por 3 legislaturas distintas”, argumentaram as duas casas por meio de uma nota oficial divulgada nesta quinta.

No entendimento das advocacias da Câmara, do Senado e dos partidos, as decisões “causam danos irreparáveis à economia pública, à saúde, à segurança e à própria ordem jurídica, além de violar patentemente a separação de poderes”.

Crise das emendas

A crise entre STF e Congresso aumentou após Flávio Dino ter suspendido, liminarmente, o pagamento de todas as emendas impositivas – aquelas em que o governo federal é obrigado a pagar até o final do ano – apresentadas por deputados federais e senadores ao orçamento da União, até que o Congresso edite novos procedimentos para que a liberação dos recursos observe os requisitos de transparência, rastreabilidade e eficiência.

Em outra decisão, Dino determinou que o Controladoria-Geral da União (CGU) faça uma auditoria nas transferências especiais (as chamadas emendas Pix) em até 90 dias. Apesar disso, parlamentares do Centrão consideram a medida como uma “interferência” do STF sobre o Legislativo.

Após as decisões de Dino, o Congresso declarou guerra ao Judiciário ao tentar barrar uma medida provisória com um crédito extraordinário de 1,3 bilhão de reais que seria utilizado para a recomposição de salários no Poder Judiciário. Lira tenta atuar como bombeiro nesta situação.

Por o antagonista

  Publicado em: Política

Campanha eleitoral começa nesta 6ª. Saiba o que pode e o que não pode

Publicado em   16/ago/2024
por  Caio Hostilio

Nesta sexta, os inscritos na Justiça Eleitoral para as eleições podem expor suas propostas com uma série de regras a seguir

imagem colorida de campanha eleitoral

Começa oficialmente, nesta sexta-feira (16/8), a campanha eleitoral para as Eleições Municipais 2024. A partir de agora, os inscritos na Justiça Eleitoral para disputar uma vaga de prefeito, vice-prefeito ou vereador vão expor suas propostas aos 155,912 milhões eleitores aptos a votar em outubro.

As regras, o que pode e o que não pode, multas e punições estão na Resolução do TSE nº 23.610/2019. No documento constam informações sobre a propaganda em geral. Aquela no horário gratuito de rádio e TV, feita nas ruas ou na internet.

Neste ano, há ainda a novidade da inteligência artificial (IA). Em março, 0 Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou diretrizes aprovadas pela Corte sobre o tema.

Entre as medidas previstas para o uso de IA, está a proibição de manipulação de rostos e vozes de figuras públicas, os chamados deep fakes. Há ainda a obrigação de aviso sobre o uso dessa tecnologia na propaganda; restrição ao uso de robôs para simular diálogos com candidatos; e responsabilização das big techs caso não removam imediatamente conteúdos de desinformação, discurso de ódio, ideologia nazista e fascista, além de conteúdos antidemocráticos, racistas e homofóbicos.

Quem não obedecer a norma poderá ter o registro de candidatura cassado ou perder o mandato, caso seja eleito.

Outra regra aprovada pelo TSE permite a divulgação de posição política por parte de artistas e influenciadores digitais em shows, performances e perfis, desde que seja voluntária e gratuita.

O TSE também determinou que o diretório nacional de cada partido deverá abrir uma conta específica para o financiamento de candidaturas de mulheres e pessoas negras. Os recursos deverão ser repassados pelas siglas até 30 de agosto.

Veja as principais regras da campanha eleitoral:

  • Dia 16 começa a ser permitida a propaganda eleitoral, inclusive na internet;
  • A partir de 16 de agosto até 5 de outubro de 2024, os candidatos, os partidos, as federações e as coligações poderão usar, entre 8h e 22h, alto-falantes ou amplificadores de som;
  • A partir dessa data até 3 de outubro, poderão ser realizados comícios e usada aparelhagem de sonorização fixa, entre 8h e 24h, com exceção do comício de encerramento da campanha;
  • Pode haver ainda distribuição de material gráfico, caminhada, carreata ou passeata. É autorizada a distribuição de folhetos e bandeiras ao longo das vias;
  • São permitidas a divulgação paga, na imprensa escrita, e a reprodução na internet do jornal impresso, de até 10 anúncios de propaganda eleitoral, por veículo, em datas diversas, para cada candidata ou candidato, no espaço máximo, por edição, de 1/8 de página de jornal padrão e de 1/4 de página de revista ou tabloide.
  • É proibida a propaganda paga por candidatos no rádio e na televisão. É vetado às emissoras de rádio e de televisão, em sua programação normal e noticiário transmitir, ainda que sob a forma de entrevista jornalística, imagens de realização de pesquisa ou qualquer outro tipo de consulta popular de natureza eleitoral em que seja possível identificar quem for entrevistado ou em que haja manipulação de dados;
  • Os candidatos participam do horário eleitoral gratuito e das inserções durante a programação. O horário eleitoral gratuito começa dia 30 de agosto;
  • O tempo de cada partido é calculado pelo tamanho da bancada na Câmara dos Deputados;
  • Não é permitida a fixação de propaganda eleitoral em muros, árvores, jardins públicos;
  • É proibida a realização de showmício e de evento assemelhado, presencial ou transmitido pela internet, para promoção de candidatas e candidatos e a apresentação, remunerada ou não, de artistas com a finalidade de animar comício e reunião eleitoral;
  • A divulgação de fake news é crime. A Justiça Eleitoral pode retirar publicações que contenham agressões ou ataques a candidatos na internet ou redes sociais;
  • A legislação eleitoral proíbe, desde 2006, a distribuição de camisetas, chaveiros, bonés, canetas, brindes, cestas básicas ou quaisquer outros bens ou materiais que possam proporcionar vantagem ao eleitor;
  • Sobre inteligência artificial: fica proibido o uso de deep fakes, que é a alteração de vídeo ou foto com ajuda de IA e o uso de robôs para simular diálogos com candidatos. É obrigatório o aviso sobre o uso de IA na propaganda.

Data de votação

As Eleições Municipais 2024 ocorrerão em todo o país, excluindo-se o Distrito Federal e o arquipélago de Fernando de Noronha (PE).

O 1º turno do pleito está marcado para 6 de outubro; já o 2º turno será no dia 27 de outubro, caso necessário, em municípios com mais de 200 mil eleitoras e eleitores. A votação será aberta a partir das 8h, considerando-se o horário de Brasília, com encerramento às 17h. Dia 19 de dezembro é o último para a diplomação dos eleitos.

  Publicado em: Política

O ensino continuado ao superior com o ProUni municipal de Caxias…

Publicado em   15/ago/2024
por  Caio Hostilio

Caxias se destaca por ter uma gestão revolucionária, em que deu avanços surpreendentes em todas as áreas de atuação da administração pública.

A gestão Fábio Gentil trouxe uma nova roupagem nas ações que transformou Caxias num modelo de administração pública para o Brasil afora.

Por isso, é importante dar aos caxienses condições técnicas e ensinamento superior para que o município possa seguir no trilho do desenvolvimento com a sua gente, seja na iniciativa pública, seja na iniciativa privada.

O ProUni Municipal de Caxias é um marco para o engrandecimento de sua gente.

  Publicado em: Política

Tudo é permissivo segundo seus pares!!! Vaza Toga: TSE acessou dados da polícia de São Paulo após pedido informal de segurança de Alexandre de Moraes

Publicado em   15/ago/2024
por  Caio Hostilio

Líderes Senado suspeição Alexandre de Moraes

Um policial militar (PM) que integra a equipe do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF) fez solicitações fora do procedimento formal para a produção de relatórios direcionados ao setor de combate à desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Conforme diálogos de WhatsApp obtidos pelo jornal Folha de S. Paulo, não foi apenas o juiz auxiliar Airton Vieira, principal assessor de Moraes no STF, que solicitou, por vias informais, o levantamento de dados a Eduardo Tagliaferro, então chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do TSE.

O policial Wellington Macedo, lotado no gabinete de Moraes no STF, também fez pedidos a Tagliaferro para investigar questões relacionadas à segurança do ministro e de seus familiares, incluindo vazamento de dados pessoais e ameaças enviadas para números associados ao magistrado ou publicadas nas redes sociais, além de informações sobre prestadores de serviço na residência do ministro.

Em um dos casos, Tagliaferro mencionou que obteve informações sigilosas com a ajuda de um policial civil de São Paulo, cuja identidade ele recomendou que fosse mantida em segredo.

O uso da assessoria especial do TSE para questões de segurança relacionadas a Moraes ultrapassa as atribuições do órgão, que é de natureza administrativa e voltado à Justiça Eleitoral, sem competência para conduzir investigações criminais.

A proteção dos ministros do STF é responsabilidade da Secretaria de Segurança do STF, composta por policiais judiciais e, quando necessário, reforçada por agentes de outras corporações, como a Polícia Federal.

Quando há ameaças aos ministros, a praxe é que a Secretaria de Segurança do STF receba as informações e as repasse para as autoridades competentes, como a Polícia Federal ou a polícia estadual.

O gabinete do ministro também pode acionar a polícia diretamente para solicitar uma investigação, em caso de suspeita de crime.

As mensagens que expõem os pedidos de investigação feitos por Macedo ao setor de combate à desinformação do TSE estão entre os mais de 6 gigabytes de mensagens e arquivos trocados via WhatsApp por assessores de Moraes, incluindo Airton Vieira e Eduardo Tagliaferro.

Esses diálogos revelam um fluxo de informações fora do protocolo entre o STF e o TSE, com o setor de combate à desinformação da Corte Eleitoral sendo utilizado como uma espécie de núcleo alternativo de investigação para subsidiar um inquérito no STF, relacionado ou não às eleições de 2022. Em muitos casos, os alvos das investigações eram escolhidos pelo ministro ou por seu juiz assessor.

Os diálogos também indicam que os relatórios eram ajustados quando não satisfaziam o gabinete do STF e, em alguns episódios, eram elaborados sob medida para embasar ações específicas, como multas ou bloqueios de contas e redes sociais.

Em áudios, o juiz auxiliar de Moraes expressou preocupação com o modo de operação dos gabinetes do ministro, observando que, se questionada formalmente, a situação pareceria “muito descarada”, referindo-se ao fato de um juiz instrutor do Supremo solicitar informações diretamente a um funcionário do TSE e este, sem hesitação, enviar um relatório.

Em 21 de agosto de 2022, apenas cinco dias após a nomeação de Tagliaferro no TSE, as mensagens mostram que ele já estava trabalhando em uma investigação solicitada pelo segurança de Moraes.

O PM enviou mensagens para Tagliaferro por volta das 14h30, perguntando se ele ainda estava trabalhando no “dossiê” e esclarecendo que a consulta era apenas para “atualizar o ministro”. Tagliaferro respondeu que estava preparando o levantamento dos dados e prometeu entregar o relatório no mesmo dia.

Às 21h58, Tagliaferro encaminhou ao policial um relatório intitulado “Ameaça ministro”, no qual analisava mensagens de WhatsApp enviadas a familiares de Alexandre de Moraes. O objetivo era identificar a fonte de um vazamento de dados pessoais de Alexandre de Moraes e de seus familiares.

Em uma das mensagens, Tagliaferro informou ao PM que usava senhas de acesso ao sistema da Segurança Pública de São Paulo, graças à confiança que mantinha com um amigo policial, sugerindo ainda que os dados de Alexandre de Moraes e de seus familiares fossem tratados como os de policiais, de forma a garantir anonimato.

Ele também recomendou que os números de telefone utilizados por Alexandre de Moraes e seus familiares fossem registrados em nome de outras pessoas ou anonimizados nas operadoras de telefonia.

Dois dias depois, após a filha de Alexandre de Moraes receber mensagens de ameaça, o segurança do ministro acionou novamente Tagliaferro para identificar o responsável.

Tagliaferro enviou informações sobre o registro do telefone que enviou as mensagens e, a pedido do PM, elaborou um relatório para que o ministro pudesse instaurar um inquérito, como havia feito anteriormente.

Em 31 de agosto, o setor de combate à desinformação do TSE foi mais uma vez acionado para investigar uma pessoa que fez ameaças a Alexandre de Moraes em um vídeo replicado em grupos no Telegram.

No dia seguinte, o segurança de Alexandre de Moraes enviou o nome de uma pessoa e solicitou que Tagliaferro levantasse informações sobre ela, o que foi atendido prontamente.

Ao longo do mês de setembro, novos pedidos foram feitos, incluindo a solicitação de informações sobre um número de telefone e sobre a origem de encomendas recebidas pela esposa de Moraes.

Durante o período eleitoral, o segurança de Moraes continuou a pedir investigações a Tagliaferro, relacionadas a ameaças ao ministro e sua família, o que resultou em relatórios que foram encaminhados ao ministro para posterior ação.

A eficiência de Tagliaferro em atender às solicitações rendeu-lhe elogios por parte do segurança de Moraes, que destacou a excelência do trabalho realizado.

Em 16 de novembro, após Alexandre de Moraes receber novas ameaças via WhatsApp, Tagliaferro enviou um relatório sobre o vazamento do número de telefone do ministro, identificando duas pessoas responsáveis pelas consultas que resultaram na divulgação dos dados de Moraes.

No final de novembro e início de dezembro, o segurança de Moraes continuou a acionar Tagliaferro para levantar informações sobre manifestações e visitas ao prédio de Moraes em São Paulo.

Em um dos casos, o assessor do TSE enviou um documento, aparentemente um boletim de ocorrência, com informações sobre a pessoa investigada.

Em nota, o gabinete de Moraes afirmou que todos os procedimentos foram realizados de forma oficial, regular e devidamente documentados nos inquéritos e investigações em curso no STF, com a integral participação da Procuradoria-Geral da República.

Por Gazeta do Brasil

  Publicado em: Política

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