Em reunião realizada nesta segunda-feira, 17, a Comissão Eleitoral da Consulta Pública aos cargos de reitor(a) e vice-reitor(a), em cumprimento de decisão judicial, estabeleceu nova data da votação que definirá a composição da lista tríplice com os nomes indicados pela comunidade acadêmica para ocupar os cargos de Reitor(a) e Vice-Reitor(a) da Universidade.
Comissão Eleitoral retifica edital, e Consulta Pública da UFMA será realizada na sexta-feira, 21.
Em reunião realizada nesta segunda-feira, 17, a Comissão Eleitoral da Consulta Pública aos cargos de reitor(a) e vice-reitor(a), em cumprimento de decisão judicial, estabeleceu nova data da votação que definirá a composição da lista tríplice com os nomes indicados pela comunidade acadêmica para ocupar os cargos de Reitor(a) e Vice-Reitor(a) da Universidade.
A Comissão Eleitoral esclarece que a Consulta Pública regida pela Resolução nº 454/2023-CONSUN segue todas as normativas internas da Universidade e permanecerá na modalidade remota, por meio do sistema Helios Voting, visando a um processo democrático e eficiente, que garanta a participação de toda a comunidade acadêmica.
Ficou definido que a votação ocorrerá na próxima sexta-feira, 21 de julho.
A passagem do casal Lula e Janja por Bruxelas, na Bélgica, seguiu o “padrão Lula” de gastança e estadias de luxo no exterior. Os dois dias de compromissos de Lula na Europa custaram ao pagador de impostos R$ 427.870,22 só com a hospedagem, revela o portal da transparência. O Steigenberger Wiltcher’s oferece uma belíssima suíte real, degrau acima da suíte presidencial, com ampla área de 235m², sala de reuniões que confortavelmente acomoda 12 pessoas, além de lareira e ducha a vapor.
Na chegada, a primeira-dama Janja, chamada de “esbanja” por causa dos gostos nada modestos, ostentava luxuosa bolsa de R$ 21,4 mil.
O trabalhador que recebe um salário-mínimo e quiser a hospedagem “padrão Lula” terá que economizar 27 anos para desfrutar da boa vida.
O hotel de Lula tem cinco restaurantes, um deles com estrela no Guia Michelin, referência em gastronomia, com menu internacional e regional.
O hotel que acomoda Lula e Janja conta ainda com excelente academia e até um SPA, classificado como ‘verdadeiro oásis de bem-estar’.
Ao retornar de sua viagem à Europa, perfazendo 37 dias fora do País desde a posse, Lula já terá compromisso na agenda, na quinta (20), com o presidente da Câmara, Arthur Lira, a quem pretende oferecer mundos e sobretudo fundos, na forma de cargos, para tentar atrair o deputado à sua base. A estratégia do presidente da República seria “estimular” Lira a promover o isolamento no PP do presidente nacional do partido, senador Ciro Nogueira, que veta qualquer chance de acordo com o Planalto.
A pesquisa do instituto Completa Pesquisa de Opinião, contratado pela TV Band Maranhão, aponta um cenário embolado e indefinido, haja vista que nenhum dos pré-candidatos em disputa ultrapassa a casa dos 30% da intenção de votos, com isso, fica claro que tudo está completamente em aberto.
Observa-se, ainda, o crescimento dos que estavam num percentual menor de 2%. Isso vem apontar que o ludovicense está avaliando os candidatos.
No cenário estimulado, o prefeito Eduardo Braide aparece com 31,1%, Duarte Junior 18,5%, Edivaldo Júnior com 13,8%, Neto Evangelista com 9,1%, Wellington do Curso com 5,4%, Paulo Victor com 5,2%, Dr. Yglésio 4,7%, Carlos Lula com 4,3% e Branco/nulo 4,0%. confira abaixo:
Na espontânea, verifica-se a embolada e a indefinação, haja vista 58,9%, ou seja, praticamente 60% dos eleitores NS/NR, além do Branco/nulo 7,8% e Outros 2,2%, chegando a soma desses percentuais em 70%. Com certeza o ludovicense não anda nada, nadica de nada, satisfeito com a gestão atual. Veja abaixo:
A pesquisa entrevistou 975 eleitores, tendo o levantamento nível de confiança de 95% e margem de erro é de 3%.
O prefeito de Araucária (PR), Hissam Hussein Dehaini, declarou patrimônio de R$ 1,4 milhão em 2012. Oito anos depois, bens valem R$ 14 mi
O patrimônio declarado pelo prefeito de Araucária (PR),Hissam Hussein Dehaini, cresceu 902% em 8 anos, entre 2012 e 2020.
Em 2012, Hissam declarou à Justiça Eleitoral que tinha R$ 1,4 milhão em bens. Ele concorreu à Prefeitura de Araucária, mas não foi eleito. Quatro anos depois, em 2016, candidatou-se novamente e saiu vitorioso. À época, o patrimônio havia aumentado para R$ 6,3 milhões.
Em 2020, quando foi reeleito prefeito da cidade da região metropolitana de Curitiba, Hissam afirmou ser dono de bens que somam R$ 14,2 milhões.
Hissam ganhou projeção nacional após vir à tona o casamento dele, que tem 65 anos, com uma adolescente de 16. A união do casal, no entanto, não infringe a lei brasileira. Mesmo sendo menor de idade, a jovem teve o consentimento dos pais para formalizar a união em cartório.
O político é dono de cinco carros Audis, dos modelos A4, R53, Q3 e A-3. Ele também declarou possuir um helicóptero avaliado em R$ 3,4 milhões, disse ter R$ 2,9 milhões em espécie, dois terrenos, três apartamentos, um trator, entre outros bens.
Hissam chegou a ser preso duas vezes a pedido da CPI do Narcotráfico, que o apontou como responsável por manter laboratório de refino de cocaína, proteger traficantes e pagar à polícia por proteção. Ele foi inocentado em 2010.
Investigação
O prefeito de Araucária foi alvo de operação do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR), em 1º de junho de 2023, por suspeita de nepotismo.
Hissam e a adolescente oficializaram o matrimônio em 12 de abril. Um dia antes, a mãe dela, Marilene Rode, foi nomeada como secretária de Cultura e Turismo. A tia da jovem, Elizângela Rode, também recebeu um cargo como secretária municipal de Planejamento.
Conforme o documento, foram designados os deputados Wellington do Curso, Ricardo Rios, Neto Evangelista, Solange Almeida e Ana do Gás
A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Maranhão divulgou, por meio da Resolução Administrativa 976/2023, os nomes dos deputados que integrarão a Comissão de Representação Interna, designada para atuar durante o recesso parlamentar. O período de recesso vai até o dia 31 de julho de 2023.
Conforme o documento, foram designados os deputados Wellington do Curso (PSC), Ricardo Rios (PCdoB), Neto Evangelista (UNIÃO), Solange Almeida (PL) e Ana do Gás (PCdoB).
A Comissão de Representação Interna ficará responsável pelas questões inadiáveis surgidas durante o recesso, atendendo ao disposto na Constituição Estadual.
Os parlamentares terão o papel de realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil, receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos das autoridades públicas.
Em entrevista para ‘O Globo’, senadora disse que não há possibilidade de o partido integrar a base governista
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) disse em entrevista para o jornal O Globo que, apesar da aproximação, não há possibilidade do PP se aliar à base do governo de Lula.
Tereza ainda ressaltou que, caso algum filiado seja indicado pelo presidente petista para assumir um ministério, será decisão de Lua, e não do partido.
Mesmo sendo aliada a Jair Bolsonaro, a líder do PP no Senado se diz a favor da reforma tributária e demonstra a importância do PP, PL e Republicanos continuarem unidos para escolherem a melhor opção para concorrer às eleições presidenciais.
Questionada sobre uma possível candidatura em 2026, Tereza disse ao O Globo que “tem muito tempo ainda, muita água para correr debaixo dessa ponte”.
“Se a gente estiver unido, vamos achar o melhor candidato para presidente e vice, pragmaticamente, para ganhar as eleições“, disse.
O desenvolvimento progressivo em Caxias está pautado na busca do trabalho de excelência do grupo político do prefeito Fábio Gentil, cujas deputadas Amanda Gentil e Daniella, como protagonistas assim como o prefeito, buscam em suas posições para garantir bem-estar social e econômico dos caxienses, além das ações em infraestrutura, que transforma a cidade em um pólo turístico, cultural e de empreendedorismo.
Uma gestão deve ser pautada sempre no desenvolvimento do seu povo, coisa que se ver em Caxias nesses últimos seis anos.
O ex-presidente José Sarney, de 93 anos, recebeu alta hospitalar na manhã desta segunda-feira (17), menos de um dia após ter sido internado. Neste domingo (16), ele deu entrada no UDI Hospital, unidade vinculada à Rede D’Or em São Luiz, depois de ter sofrido uma queda em casa durante o fim de semana. Segundo a assessoria da família, ele já se encontra em casa.
José Sarney é diagnosticado com isquemia cerebral
Em nota, o UDI Hospital aponta que, durante a identificação, Sarney foi diagnosticado com uma pequena área de isquemia cerebral — uma espécie de acidente vascular cerebral (AVC) causado por um bloqueio na circulação sanguínea cerebral.
A informação sobre a queda foi divulgada pela filha do político, a ex-governadora maranhense Roseana Sarney, através de um post no Instagram. Na publicação, ela informava que o pai passa bem: “Levamos um susto muito grande. Meu pai tropeçou e caiu. Nós o levamos para um hospital, mas graças a Deus, os exames já concluíram e ele tá muito bem. Se deus quiser, vai ficar bom logo, logo” afirmou Roseana.
Em uma das últimas aparições públicas, em abril, ao fazer aniversário, Sarney foi homenageado por políticos e autoridades em Brasília. Entre os convidados, estavam o vice-presidente, Geraldo Alckmin, o ex-presidente Michel Temer, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Augusto Aras. Além de parentes, muitos inclusive que seguiram carreira política, também estavam ex-ministros, senadores e deputados federais.
Veja a nota completa:
“O ex-presidente José Sarney encontra-se internado no UDI Hospital RDSL desde a manhã de 16.07.2023, após episódio de queda em seu domicílio. Durante a investigação foi diagnosticada uma pequena área de isquemia cerebral.
No momento segue em boas condições clínicas, com programação de alta hospitalar nas próximas 24h.”
O deputado federal Arthur Lira (PP-AL), atual presidente da Câmara dos Deputados, e Jullyene Lins viveram um relacionamento por dez anos, desde 1996. No dia 5 de novembro de 2006, seis meses após terem se separado, Jullyene diz ter sido agredida e estuprada pelo parlamentar depois de ele saber que ela estaria se encontrando com um homem. “Ele dizia: ‘Sua puta, sua rapariga, você quer me desmoralizar?’, enquanto puxava meu cabelo e me batia. Quando me deu uma rasteira, eu caí, e ele começou a me chutar”, contou Jullyene, 48, a Universa, repetindo o depoimento dado à polícia de Alagoas há 17 anos e que consta no boletim de ocorrência, registrado no dia da agressão relatada e ao qual a reportagem teve acesso.
Universa também teve acesso ao processo que ela moveu na Justiça alagoana contra Lira por violência doméstica, aos depoimentos de quatro testemunhas e ao laudo médico que atestou hematomas nas pernas e nos braços. O caso se estendeu até 2015, quando Lira já era deputado federal e deveria ser julgado pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Foi absolvido após Jullyenne mudar seu depoimento. Hoje, ela diz que foi ameaçada por ele: se não retirasse a queixa, perderia a guarda dos dois filhos, atualmente com 17 e 23 anos. As informações são do portal UOL/Universa.
A reportagem procurou o deputado Arthur Lira e pediu uma entrevista, assim como a que foi feita com Julyenne. Por meio de sua assessoria de imprensa, informou que “não está respondendo a qualquer veículo sobre esse assunto de ordem familiar”. Mesmo após insistência e envio de perguntas e das declarações de Jullyene que seriam publicadas, a resposta foi de que, por decisão dele e de seus advogados, não haveria manifestação.
No boletim de ocorrência, Jullyene disse que foi ameaçada de morte. Consta no documento que ele batia nela “dizendo que ia matá-la para ficar com os filhos”. O caso ocorreu após ele ter tido “ciúme por a mesma estar almoçando com outra pessoa”, ainda segundo o B.O.
Em janeiro de 2021, quando Lira era candidato à presidência da Câmara, Julyenne revelou as agressões ao jornal “Folha de S.Paulo”. Em junho deste ano, em uma entrevista para a Agência Pública, Jullyene falou pela primeira vez sobre a violência sexual que diz ter sofrido naquele mesmo dia. O relato foi confirmado a Universa e complementado com a informação de que ela demorou para entender que havia sofrido um estupro.
“Tive o entendimento há uns três ou quatro anos, vendo reportagens e divulgações na internet sobre o assunto. Me senti enojada, suja, horrível”, diz.
“Abri a porta e ele já me deu um soco”
Segundo Julyenne, o presidente da Câmara telefonou para ela e questionou o fato de ela estar em um barzinho, falando que ia até sua casa para que eles conversassem pessoalmente. “Quando abri a porta, ele já me deu um soco. Começou a me chutar. Foi muito humilhante”, conta. A violência, segundo ela, escalonou.
Arthur Lira teria empurrado ela contra a parede, a esganado e dito: “Você está procurando homem? Não quer homem? Tá, vadia? Tá atrás de homem pra fu***?”. Nesse momento, diz, foi violentada.
“Ele ficou por cima de mim. Eu esperneava, gritava, pedia socorro, enfim. Ele fez o ato e eu não consegui me desvencilhar. Só escapei no momento em que ele foi se arrumar. Mas já estava muito machucada. Corri para a cozinha. Vi a babá do meu filho e pedi para ligar para minha mãe. Mas ele me puxou pelo braço e continuou as agressões”, relata. Ela afirma que era agredida com tapas também na hora da violência sexual.
A mãe e o irmão de Jullyene foram até sua casa. “Minha mãe o tirou de cima de mim”, conta.
O relato da babá à polícia confirma a versão de Jullyene, assim como os do irmão e da mãe dela, que dizem tê-la encontrado caída no chão.
Medo de denunciar estupro
Ao chegar à delegacia, em Maceió, Jullyene diz ter “travado”. “Era um lugar cheio de homens, eu ia falar de uma pessoa conhecida, que era deputado estadual”, diz, referindo-se ao cargo que Lira ocupava na Assembleia Legislativa de Alagoas. “Eu ia falar que tinha sido violentada sexualmente e me responderiam: ‘Mas ele é seu marido. Qual o problema?'”, conta. No depoimento dado à Justiça, Jullyene diz que ouviu de Arthur Lira outra ameaça: “Onde não há corpo, não há crime.”
No laudo do exame de corpo de delito realizado em Jullyene, ao qual Universa teve acesso, os peritos atestaram que houve “ofensa à integridade corporal e à saúde da paciente”. Ela apresentava hematomas nas seguintes regiões: lombar, glúteo, rosto, coxas, antebraços e parte posterior das pernas.
“Tornou-se evidente personalidade violenta do réu”
Arthur Lira foi intimado duas vezes a prestar depoimento sobre a denúncia, mas não compareceu à 1ª Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos das Mulheres, de acordo com documento assinado pela titular, Fabiana Leão Ferreira.
O desembargador Orlando Monteiro Cavalcanti Manso relatou no processo o desprezo de Lira pela justiça de Alagoas. Em declaração, disse que um oficial de Justiça ouviu do político: “Eu recebo já essa merda”, ao tentar lhe entregar uma intimação. Arthur Lira chegou a ser afastado de suas funções como deputado após esse comportamento e, apesar de Manso ter dado voz de prisão por coação do curso do processo, não houve punição.
O magistrado disse, ainda, que no curso do processo, “tornou-se clarividente a personalidade violenta do réu, não só com sua ex-esposa”.
Manso não julgou o caso. Em 2011, quando Lira assumiu seu primeiro mandato como deputado federal, o processo foi transferido para o STF.
Julgado e absolvido em 2015
Arthur Lira foi julgado e absolvido em 2015, nove anos após a denúncia, quando já estava exercendo seu segundo mandato na Câmara dos Deputados. A decisão coube ao STF —o placar da votação foi de 5 a 3. Tanto Jullyene quanto seus familiares e a babá mudaram seus depoimentos no processo. Ela detalha o motivo:
“Ele foi à minha casa, me ameaçou. Não sei nem como conseguiu entrar no condomínio. Bateu na mesa e eu até assustei. Perguntei o que estava fazendo ali, e ele falou que eu ia mudar meu depoimento, falar que me enganei, que estava medicada, alguma coisa, ou iria tirar meus filhos de mim”, conta Jullyene.
A reportagem questionou a equipe do deputado sobre essa acusação especificamente, mas não houve resposta.
“Ele dizia: ‘Vou tirar os meninos de você e vou acabar com a sua vida. E você vai me pagar se não fizer isso. Acabo com a sua vida. Dentro de Alagoas, do Brasil, você não vai ser ninguém’. Jullyene conta que ficou com medo e pediu à mãe, ao irmão e à babá que também mudassem o depoimento.
“Sou responsável por isso e não me isento da minha culpa.” Hoje, ela não tem mais contato com os filhos e chora ao falar deles.
Novo processo
Jullyene não sabe se vai abrir outro processo contra Arthur Lira por violência sexual. “Tenho que falar com meus advogados. Eles estão vendo como podemos proceder, porque ele já foi inocentado. Então não sei se ainda dá ou se vai valer a pena”, disse a Universa.
Questionada sobre por que voltar a falar sobre o que viveu, ela diz que tomou a decisão “para encorajar outras mulheres” a denunciarem.
Como denunciar violência doméstica
Se você está sofrendo violência doméstica, seja ela física ou psicológica, ou conhece alguém que esteja passando por isso, pode ligar para o número 180, a Central de Atendimento à Mulher. Funciona em todo o país e no exterior, 24 horas por dia. A ligação é gratuita. O serviço recebe denúncias, dá orientação de especialistas e faz encaminhamento para serviços de proteção e auxílio psicológico. O contato também pode ser feito pelo Whatsapp no número (61) 9610-0180.
Para denunciar formalmente, procure a delegacia próxima de sua casa ou então faça o boletim de ocorrência eletrônico, pela internet.
Outra sugestão, caso tenha receio em procurar as autoridades policiais, é ir até um Cras (Centro de Referência de Assistência Social) ou Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) da sua cidade. Em alguns deles, há núcleos específicos para identificar que tipo de ajuda a mulher agredida pelo marido precisa, se é psicológica ou financeira, por exemplo, e dar o encaminhamento necessário.
A arrastada negociação entre o presidente Lula e o comandante da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para a entrada do grupo político do deputado, o Centrão, na base governista leva em consideração as tradicionais moedas de troca nesse tipo de transação: distribuição de cargos e liberação de recursos orçamentários. Longe dos holofotes, outro ponto pode ter peso decisivo no resultado final das conversas em curso: a investigação que apura se houve crimes de fraude em licitação e lavagem de dinheiro na compra de equipamentos de robótica por municípios alagoanos, inclusive com emendas indicadas por Lira.
Um dos assessores mais próximos do deputado foi alvo de uma ação da Polícia Federal, o que levou os advogados de Lira a pedirem a suspensão da investigação, sob a alegação de que o alvo verdadeiro, mesmo que oculto, era o próprio parlamentar. Por isso, o caso deveria tramitar não na primeira instância, como ocorria, mas no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Gilmar Mendes concordou com a tese e suspendeu a investigação. A vitória judicial momentânea não foi suficiente para acalmar totalmente o presidente da Câmara. As informações são da Revista VEJA.
Em conversas reservadas, ele culpa o ministro da Justiça, Flávio Dino, pela ofensiva da PF sobre seu assessor e alega que o objetivo é mesmo atingi-lo. Por enquanto, restringe as críticas a Dino e poupa Lula, dando ao presidente o benefício da dúvida. Hoje, Dino está no topo dos alvos da ira, das reclamações e das frituras do deputado, uma lista recheada de políticos de primeiro escalão.
Lira já se estranhou com o chefe da Casa Civil, Rui Costa, e com o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Os dois seriam responsáveis pela desarticulação da base governista na Câmara e não conseguiriam honrar os acordos políticos fechados, frustrando, assim, os deputados. Nas conversas com o Planalto, Lira também já deixou claro o interesse do Centrão de assumir o Ministério da Saúde, comandado por Nísia Trindade. Mais recentemente, seus aliados passaram a divulgar o sonho de comandar o Ministério do Desenvolvimento Social, que toca o Bolsa Família.
O Centrão quer a Saúde para controlar uma pasta bilionária, com atuação direta nos municípios e, por isso, com potencial de render dividendos eleitorais. No caso de Flávio Dino, o pano de fundo é outro, meramente pessoal: a raiva de Lira.