Aos 95 anos, vai relançar, com noite de autógrafos em Brasília e no Maranhão, três de suas principais obras pela editora Ciranda Cultural
Aos 95 anos, o ex-presidente da República José Sarney se prepara para relançar, com noite de autógrafos em Brasília e no Maranhão, três de suas principais obras pela editora Ciranda Cultural.
Além de O dono do mar e a obra Saraminda, será relançado o romance A duquesa vale uma missa, trama que ganhou outro desfecho na nova edição.
O giro começa por São Paulo, no dia 23, na Travessa do Iguatemi, às 18h.
Membro da Academia Brasileira de Letras, Sarney possui uma consolidada carreira literária, como autor de contos, crônicas, ensaios e romances. O dono do mar, traduzido para várias línguas, inclusive virou longa metragem.
O que explica o rombo histórico das estatais no governo Lula
Escolha de investimentos, aumento de gastos e uso político indevido são alguns dos motivos do déficit recorde das estatais federais na terceira passagem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Palácio do Planalto, segundo especialistas ouvidos pelo CNN Money.
Sob o Lula 3, as empresas federais acumularam um déficit primário de R$ 18,5 bilhões — excluindo Petrobras e bancos públicos —, mostram dados do BC (Banco Central). Esse é o maior déficit registrado para o período em toda a série histórica.
O pedido de socorro dos Correios na última semana, incluindo um empréstimo de R$ 20 bilhões e um plano de reestruturação, deu novo fôlego ao debate sobre como as estatais estão sendo geridas, e como esse cenário pode ameaçar as contas públicas.
Para a economista Elena Landau, que atuou como ex-diretora de privatizações do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), os resultados contam com uma raiz mais profunda, que escapa do panorama macroeconômico.
O impacto maior surgiria de uma “filosofia” de que a estatal é um instrumento político, e não uma empresa, pela quantidade de cargos comissionados por indicações internas.
“Os Correios são um caso impressionante. Um estudo de caso, tamanho o descalabro que aconteceu”, opina a economista. “São escolhas da administração, de gastar em propaganda, de gastar em pessoal, de gastar fazendo obras que não lhe dizem respeito.”
Landau descarta questões externas. A opinião, contudo, não é unânime.
Para o economista-chefe da Lev Asset Management, Jason Vieira, há fatores estruturais que auxiliam na queda brusca das contas das empresas públicas, como o aumento de gastos movido pela inflação e custos de insumos e de energia.
Além disso, há a chamada de “inércia regulatória” de algumas estatais, como os Correios, que necessitam constantemente de subsídios do governo.
“São empresas que muitas vezes tem baixa competitividade e depende de uma receita não recorrente. Quando a gente fala agora da questão não estrutural, mais conjuntural, a gente pode falar que tem uma grande gerência política nas suas estatais, que tem uma série de nomeações sem qualificação, especialmente em termos de conselho”, acrescenta.
O que pode explicar uma piora nas estatais no 3º governo Lula?
Resultados financeiros mais fracos (como Correios e Caixa Econômica)
Maior polarização política interna, que também pode dificultar a gestão das empresas
Críticas quanto à nomeação de aliados políticos para cargos de gestão
Pressões fiscais com a mudança da âncora fiscal, do Teto para o Arcabouço
Conjuntura econômica global menos favorável (Conflitos internacionais como na Ucrânia e Oriente Médio afetam os preços de energia e alimentos)
Assim como Landau, Vieira defende que as estatais estão carentes de pessoas com capacidade técnica para o setor, e são usadas como instrumentos para sustentação política.
Com isso, também há o que classifica como investimentos agressivos com retorno a longo prazo, como nas áreas de publicidade, ou a aposta geral do governo Lula no PAC (Programa de Aceleração e Crescimento) — que acabam drenando um caixa já deficitário das empresas.
“Falta obviamente buscar o que funciona nessas empresas em termos de desempenho”, diz. “Boa parte dessas empresas estão em custo elevado, margem apertada, e precisam muitas vezes recorrer a empréstimos. O Tesouro não está conseguindo cobrir muitas das vezes”, afirma.
Vieira acrescenta que parte das estatais operam com custos elevados e margens apertadas, recorrendo muitas vezes a empréstimos, como é o caso dos Correios. Isso sustaria o problema estrutural de financiamento, governança e modelo de negócio, que piora progressivamente na percepção dos especialistas.
Correios não são caso isolado
Os prejuízos dos Correios não são um caso isolado ao exporem uma dificuldade estrutural de algumas estatais em se adaptarem à nova economia digital e IA, diz Alexandre Espirito Santo, economista-Chefe da Way Investimentos.
O especialista acrescenta a existência de problemas de governança, investimentos e gestão para as outras empresas públicas.
“Há fatores macroeconômicos relevantes, mas as decisões administrativas também têm grande peso”, afirma Alexandre.
De acordo com dados do MGI (Ministério da Gestão e Inovação) compilados pelo CNN Money, as cinco estatais campeãs de prejuízo ao longo do governo Lula 3 foram, além dos Correios, a CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos), a Embrapa, a Infraero e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares.
Vieira, da Lev Asset, também chama a atenção para recentes resultados negativos do Banco do Brasil, uma empresa de capital misto. Entre os motivos, segundo ele, enquadram-se os juros altos, com a Selic atualmente em 15% ao ano, além da inadimplência no setor agrícola.
O BB observou o lucro do 2º trimestre despencar 60% em comparação ao ano anterior, reduzindo em 30% o percentual a ser distribuído entre os acionistas, chamado payout.
Já o economista-chefe da Way, contudo, explica que as primeiras gestões de Lula no início dos anos 2000 continham resultados diferentes. As estatais apresentavam crescimento, investimentos e resultados financeiros robustos, muitas vezes impulsados pelo boom das commodities, além da herança de superávit fiscal deixada por Fernando Henrique Cardoso.
Uns dos pontos que chamam à atenção em Caxias, são as suas praças bem cuidadas, que transformam a beleza da cidade. São cantos e recantos que trazem o prazer ao lazer e para aquele bate-papo com amigos.
As gestões de Fábio Gentil e de Gentil Neto fizeram desses espaços cantos e recantos para o turismo, pois exercem um papel fundamental na promoção da qualidade de vida, atuando como espaços públicos de convivência, lazer, saúde e inclusão social.
Com a ajuda do governador Carlos Brandão, das deputadas Amanda Gentil e Daniella, além do ministro André Fufuca, vem ganhando destaque em Caxias.
O certo é que os resultados apontam que praças Caxias contribuem para a saúde física e mental da população, por isso a Praça São Judas Tadeu, no bairro Ponte, se torna mais um espaço para o bem-estar social dos caxienses.
“Mais um espaço totalmente revitalizado entregue à população! A Praça São Judas Tadeu, no bairro Ponte, está de cara nova. Mais bonita, acessível e pronta para receber famílias, crianças e toda a comunidade. Parabéns, prefeito @gentilneeto! Caxias segue avançando, levando lazer, convivência e qualidade de vida para todos os cantos da cidade!”, destacou Fábio Gentil.
Presidente da Argentina, Javier Milei compartilhou reportagem que reproduz relato do ex-chefe da inteligência venezuelana: “Máscaras cairão”
O presidente da Argentina, Javier Milei, compartilhou nesta sexta-feira (17/10) uma reportagem do site UHN Plus que reproduz informações de Hugo “El Pollo” Carvajal, ex-chefe da inteligência venezuelana, sobre suposto financiamento de líderes e partidos de esquerda, inclusive Lula, por meio de recursos da petroleira estatal PDVSA, durante os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro.
Segundo o texto, Carvajal – extraditado para os Estados Unidos em 2023 – detalhou ao Departamento de Justiça norte-americano como o regime chavista teria usado fundos públicos para apoiar campanhas políticas e projetos ideológicos em outros países.
Ao compartilhar o conteúdo na rede social X [antigo Twitter], Milei escreveu: “E muitas máscaras cairão”.
Ex-militar, Carvajal admitiu participação em atividades de narcotráfico e narcoterrorismo e se comprometeu a entregar documentos inéditos sobre a rede internacional de financiamento.
Em seus depoimentos, Carvajal afirmou que “o governo venezuelano financiou ilegalmente movimentos políticos de esquerda no mundo durante ao menos 15 anos”.
Entre os beneficiários citados estariam, além de Lula, Néstor Kirchner (Argentina), Evo Morales (Bolívia), Fernando Lugo (Paraguai), Ollanta Humala (Peru), Manuel Zelaya (Honduras), Gustavo Petro (Colômbia), além de partidos europeus, como Podemos (Espanha) e Movimento Cinco Estrelas (Itália).
A reportagem ainda cita que o ex-general destacou um episódio envolvendo o Movimento Cinco Estrelas italiano, que teria recebido 3,5 milhões de euros em espécie por meio de uma mala diplomática, operação que teria sido aprovada por Nicolás Maduro quando era chanceler.
Segundo o UHN Plus, Carvajal espera que sua cooperação com autoridades norte-americanas leve à redução de sua pena, que pode chegar a 20 anos de prisão, em decorrência de seu envolvimento com o chamado Cartel de los Soles, rede de tráfico ligada às Forças Armadas venezuelanas.
As revelações, segundo o portal, podem ter impacto político em diversos países latino-americanos, enquanto o ex-oficial busca atenuar as consequências de sua condenação nos Estados Unidos.
O Natal Iluminado de Caxias já entrou na rota turística nacional, haja vista que suas ornamentações, os shows, os jogos de luzes e as atrações teatrais, já se tornaram um marco para os amam a passagem natalina que traduz a paz e amor, principalmente acentuando a vinda no menino Jesus.
As milhares de pessoas que já vieram viram uma cidade encanta com o Natal Iluminado de Caxias e aproveitaram a oportunidade para conhecer locais que vislumbram a imaginação dos turista, tais como: O Mirante e o Museu da Balaiada, a Rua das Sobrinhas, as belas praças, as ruas, as igrejas e o casario histórico, além as belas avenidas iluminadas a led e bem arborizada, também o Balneário Veneza, além dos excelentes bistrôs e restaurantes.
Vale à pena desfrutar de tudo isso e se maravilhar com o Natal Iluminado de Caxias.
“No dia 18 de dezembro, vamos viver juntos a abertura do Festival do Natal Iluminado, com a banda que os caxienses tanto desejam. Quero que cada caxiense se sinta parte dessa história, para isso, iremos abrir uma aba no site da Prefeitura para que vocês escolham duas bandas, católicas ou evangélicas, que farão parte da nossa programação nos dia 19 e 20 de dezembro. Que esse Natal nos una ainda mais e ilumine cada coração caxiense.”, comunicou o prefeito Gentil Neto.
Como pode alguém querer defender uma ditadura, um país acusado de narcotráfico, perseguidor e que gera a pobreza de um povo? Será que merece respeito???
Lula defendeu a Venezuela nesta quinta-feira (16) em meio às ações dos USA contra o narcotráfico
Lula disse que nenhum presidente de outro país vai interferir na Venezuela — ele não citou diretamente o presidente Donald Trump.
“Todo mundo diz que a gente vai transformar o Brasil na Venezuela, e o Brasil nunca vai ser a Venezuela, e a Venezuela nunca vai ser o Brasil, cada um será ele [próprio]. O que nós defendemos é que o povo venezuelano é dono do seu destino, e não é nenhum presidente de outro país que tem que dar palpite de como vai ser a Venezuela ou vai ser Cuba”, afirmou Lula durante congresso do Partido Comunista do Brasil (PC do B).
O presidente também saiu em defesa de Cuba, alvo recorrente de críticas do governo norte-americano.
“Cuba não é um país de exportação de terroristas. Cuba é um exemplo de país de dignidade”, declarou.
As falas de Lula ocorreram horas após a confirmação da saída do almirante Alvin Holsey, chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, responsável pelas operações militares do país na América Latina. Holsey decidiu se aposentar em meio à escalada de tensões sobre a Venezuela, segundo o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth.
De acordo com o New York Times, a saída do almirante está ligada a divergências internas sobre a condução das ações militares norte-americanas no Caribe. Holsey teria expressado preocupação com os bombardeios conduzidos pelos EUA contra barcos que supostamente transportavam drogas na região — ataques que, segundo entidades internacionais, violam o direito internacional por configurarem “execuções extrajudiciais ilegais”.
Tensões e operações militares
Desde setembro, os Estados Unidos já atacaram ao menos cinco embarcações em águas internacionais próximas à costa da Venezuela. Ao todo, 27 pessoas morreram.
O governo norte-americano afirma que as ações fazem parte de uma operação antidrogas, mas fontes do Departamento de Defesa disseram à imprensa americana que o objetivo final seria enfraquecer o regime de Nicolás Maduro.
Atualmente, oito navios de guerra e um submarino nuclear dos EUA operam em uma área próxima à costa venezuelana. Além disso, a Casa Branca enviou caças para Porto Rico, território norte-americano também localizado no Caribe.
Na quarta-feira (15), o presidente Donald Trump afirmou ter autorizado operações secretas da CIA em território venezuelano e disse estudar ataques terrestres contra “cartéis de drogas” do país. O New York Times informou que essas operações podem incluir “ações letais” com alvos no governo Maduro.
Trump declarou ainda que “cada barco detonado pelos militares salva 25 mil vidas de americanos”, mas não apresentou evidências para sustentar a afirmação.
Críticas internacionais e reação venezuelana
As ações militares têm sido criticadas por organizações internacionais como a Human Rights Watch, que afirmou que os bombardeios “violam o direito internacional e configuram execuções ilegais”.
A Venezuela anunciou que vai denunciar os Estados Unidos na ONU, após Trump confirmar publicamente a atuação da CIA no país.
Lula, por sua vez, reforçou a posição do governo brasileiro em defesa da soberania e da autodeterminação dos povos latino-americanos.
“O Brasil não aceita que um país interfira no outro. A América do Sul precisa resolver seus próprios problemas, com diálogo e respeito”, afirmou o presidente.
O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação civil pública em caráter de urgência para suspender as intervenções na falésia do Olho d’Água, atingida pelas obras de prolongamento da Avenida Litorânea, em São Luís. A medida foi tomada dias após uma publicação do advogado e comunossocialista Sálvio Dino Júnior, irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que questionou nas redes sociais se havia “autorizações e licenças regulares” para a atividade.
No pedido remetido à Justiça, o MPF afirma que a obra modificou significativamente a estrutura da barreira natural, que é caracterizada como área de preservação permanente e patrimônio da União, o que teria causado dano irreversível à formação geológica e à estabilidade da costa.
A ação pede que as intervenções no trecho da falésia sejam imediatamente paralisadas, sob pena de multa de R$ 50 mil por dia, e que um plano de recuperação ambiental seja apresentado pelo Governo do Maranhão, responsável pela execução da obra.
A iniciativa, que envolve recursos federais de mais de R$ 237 milhões, é tocada localmente pela Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra). Nos bastidores, a ação é vista como uma manobra político-judicial que pode atrasar a inauguração da nova Litorânea por anos, afetando um dos principais projetos viários em execução na capital maranhense.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, solicitou nesta quinta-feira (16) esclarecimentos a órgãos do governo federal e a bancos públicos sobre as dificuldades em garantir a rastreabilidade completa das chamadas “emendas Pix”. O pedido ocorre no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854, apresentada pelo Partido Socialismo e Liberdade (Psol), que questiona a forma como parlamentares destinam recursos públicos a suas bases eleitorais.
Em despacho, Dino apresentou 11 questionamentos que deverão ser respondidos durante audiência marcada para o dia 23 de outubro, quando o tema será debatido na Primeira Turma do STF. O ministro quer entender quais limitações técnicas ainda impedem o rastreamento integral das emendas parlamentares referentes ao Orçamento de 2025.
As chamadas “emendas Pix” são transferências diretas de deputados e senadores para estados e municípios, sem necessidade de convênios ou vinculação a projetos específicos. Embora o modelo agilize a liberação dos recursos, órgãos de controle alertam que ele pode dificultar o acompanhamento dos gastos e abrir espaço para irregularidades.
Entre os questionamentos, Dino pediu que a Advocacia-Geral da União (AGU), a Controladoria-Geral da União (CGU), o Tribunal de Contas da União (TCU) e os ministérios envolvidos informem se ainda existem obstáculos técnicos que impeçam a rastreabilidade de 100% das emendas parlamentares — tanto as individuais, conhecidas como “emendas Pix”, quanto as de comissão e bancada.
O ministro também enviou perguntas ao Banco do Brasil, à Caixa Econômica Federal e ao Banco do Nordeste, pedindo esclarecimentos sobre as medidas já adotadas para assegurar transparência e rastreamento das operações. Além disso, quer saber se as instituições possuem protocolos internos para detectar e comunicar movimentações atípicas, como a concentração de recursos em municípios com baixa execução orçamentária.
Como medida adicional, Dino sugeriu a criação de um painel público unificado com dados abertos sobre as contas específicas de cada emenda parlamentar, de modo a permitir o acesso da sociedade civil às informações sobre o uso dos recursos.
A audiência do dia 23 de outubro deve reunir representantes de todos os órgãos citados para detalhar as ações já implementadas e discutir alternativas para aumentar a transparência no uso das verbas do orçamento público.
O deputado federal Júnior Lourenço (PL-MA) demitiu a sogra, Maria Jackeline Jesus Gonçalves Trovão, do próprio gabinete em 1º de outubro, duas semanas após a coluna revelar o caso de nepotismo. Ao todo, a secretária parlamentar, de 61 anos, recebeu mais de R$ 120,1 mil da Câmara ao longo dos 3 anos e 5 meses em que ficou nomeada.
Exoneração da sogra de Júnior Lourenço do gabinete dele na Câmara
O quadro configura nepotismo, o que pode levar Júnior Lourenço a responder por improbidade administrativa na Justiça. O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu um processo para apurar o caso em 22 de setembro. Ainda não houve julgamento.
O genro nomeou Maria Jackeline Trovão como secretária parlamentar na Câmara em 10 de maio de 2022, com salário de R$ 1.328,41, mais auxílios. Na data, o deputado já estava casado com a enfermeira e nutricionista Carolina Trovão Bonfim, filha dela. O casal celebrou 5 anos de matrimônio em agosto.
Em dezembro de 2023, a sogra foi promovida e passou a receber R$ 1.764,93, mais os benefícios, ultrapassando R$ 3,2 mil por mês. O montante total não considera as verbas rescisórias, uma vez que a folha de pagamento de setembro ainda não está disponível.
À coluna, Júnior Lourenço confirmou, sem demonstrar qualquer constrangimento, ter contratado a própria sogra na Câmara. “Ela trabalha comigo no Maranhão… no gabinete lá.” Sobre as atribuições dela, limitou-se a responder que “ela é secretária”, sem dar detalhes, e encerrou a conversa. Maria Jackeline Trovão, por sua vez, não se pronunciou.
A Constituição Federal de 1988 proíbe o nepotismo por ferir os princípios da moralidade, da impessoalidade, da eficiência e da isonomia. De acordo com especialistas, o deputado bolsonarista pode ter que ressarcir o valor pago pela Câmara à sogra, pagar multa e até mesmo ter os direitos políticos suspensos se condenado por improbidade administrativa.
Já o Supremo Tribunal Federal (STF) publicou uma súmula em 2008 em que barra a nomeação de “cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau da autoridade nomeante” para cargos comissionados – caso de Maria Jackeline Trovão. A sogra é parente por afinidade em primeiro grau, em linha reta.
“Deputados federais são entendidos como representantes do povo e, como tal, devem ser o exemplo máximo de conduta ética e respeito aos princípios constitucionais. A contratação de familiares para cargos públicos, além de ser ilegal, transmite à sociedade uma mensagem de desrespeito aos valores que deveriam nortear a atuação de um parlamentar”, assinalou o subprocurador-geral Lucas Furtado ao pedir a abertura de processo no TCU.
Esposa já acusou deputado do PL de agressão
Nas redes sociais, Júnior Lourenço costuma postar fotos em diversas viagens internacionais com a esposa. Entre os destinos, estão Paris, Maldivas e Dubai.
Mas nem tudo são flores na vida do casal. Carolina Trovão Bonfim chegou a registrar na delegacia, em agosto de 2024, boletim de ocorrência contra o marido por violência doméstica. Júnior Lourenço teria arrastado a esposa pelos cabelos no chão de um hotel em que eles estavam hospedados em Ipojuca, Pernambuco, durante a lua de mel.
Após o caso repercutir na imprensa, contudo, Carolina Trovão Bonfim divulgou nota nas redes sociais do marido em que alega que tudo não passou de um “mal-entendido”, negando qualquer tipo de agressão.
Quem é Júnior Lourenço, que empregou a própria sogra na Câmara
Júnior Lourenço, de 46 anos, foi eleito deputado federal pela primeira vez em 2018 e está na Câmara desde então. Antes disso, foi prefeito de Miranda do Norte (MA) pelo PTB entre 2009 e 2016. É formado em ciências contábeis.
Atualmente filiado ao PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, Júnior Lourenço faz parte de uma ala mais moderada da sigla. Também um dos deputados mais ausentes da Câmara dos Deputados.
Em 2024, tornou-se alvo de críticas de correligionários após ser o único deputado dos cinco do PL presentes na sessão do Conselho de Ética da Câmara a votar pelo arquivamento de processo contra André Janones (Avante) no caso da rachadinha. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) chegou a dizer publicamente que Júnior Lourenço seria expulso do PL, o que não ocorreu até então.
Já nas eleições de 2022, Júnior Lourenço apoiou a campanha do ex-governador do Maranhão Flávio Dino ao Senado. Hoje, Dino é ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) por indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Enfermeira aplicou um anestésico na paciente, prática que não é permitida para profissionais de sua área. Vítima morreu em questão de horas
A Polícia Civil do Rio de Janeiro, por meio da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), realiza, desde quarta-feira (15/10), uma operação para prender a enfermeira Sabrina Rabetin Serri (foto em destaque), de 39 anos.
Ela foi indiciada por homicídio qualificado e exercício ilegal da medicina após a morte da jovem Marilha Menezes Antunes, de 28 anos, durante um procedimento estético realizado no mês passado.
A Justiça do Rio expediu mandado de prisão preventiva contra Sabrina, que é considerada foragida. De acordo com a Polícia Civil, a enfermeira foi indiciada no dia 1º de outubro, durante uma operação que investigava falhas no procedimento que resultou na morte de Marilha.
Na ocasião, Sabrina chegou a ser levada para prestar depoimento na Decon, mas foi liberada em seguida.