Os politiqueiros vão mudar o discurso? MPMA esclarece sobre atuação relacionada à falta de estrutura e merenda em escolas de Bom Jardim

Publicado em   31/out/2014
por  Caio Hostilio

canalhaCom certeza os politiqueiros safados e canalhas irão mudar o discurso a partir de 2015 e não mais será culpa do governo do Estado as irresponsabilidades com a educação no tange o ciclo escolar infantil e fundamental, assim como saúde pública, visto que isso é constitucionalmente de responsabilidade da esfera governamental municipal, que recebe recursos do Ministério da Educação, através do FUNDEB e do FNDE, assim como do SUS para cumprir ao menos com o Atendimento Básico. Com certeza terão a concepção que no Maranhão são 218 gestores públicos que precisam ser fiscalizados. Saber que os 217 municípios maranhenses recebem sete vezes mais que todo o orçamento do governo do Estado. Vão procurar saber onde foram investidos esses bilhões e bilhões recebidos pelas prefeituras maranhenses, assim como se esses bilhões e bilhões estivem sidos aplicados corretamente o Estado estaria com seus índices péssimos. O tempo dirá. O certo é que foram ajuizadas três Ações Civis Públicas em razão de irregularidades na educação municipal de Bom Jardim

O Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio da Promotoria de Justiça de Bom Jardim, manifestou-se a respeito da notícia sobre a falta de estrutura e merenda nas escolas do município veiculada, na manhã desta sexta-feira, 31, no Jornal Bom Dia Brasil da Rede Globo de televisão.

De acordo com a promotora de justiça da comarca, Karina Freitas Chaves, a atuação do MPMA relacionada à situação da educação pública em Bom Jardim têm sido constante. “Temos acompanhado de perto a situação e já ajuizamos três Ações Civis Públicas contra o município”, afirmou.

No último dia 23 de outubro, a promotora ajuizou Ação Civil Pública contra a prefeita Lidiane Leite da Silva, por ato de improbidade administrativa devido ao descumprimento de decisão judicial. A sentença descumprida refere-se à ACP movida pelo MPMA em 8 de abril de 2014. Naquela ação, a promotora requereu, em pedido liminar, a urgência na regularização do fornecimento de merenda escolar, o qual tem prejudicado o calendário de aulas no município.

No entanto, apesar da justiça ter concedido decisão favorável ao Ministério Público, a prefeitura descumpriu a ordem judicial para que fossem adotadas todas as medidas necessárias para a entrega, nas escolas da rede municipal, da totalidade de alimentos referente a um mês de aula (20 dias), durante todo o período letivo.

A promotora de justiça explica que ao descumprir decisão judicial, a prefeita incorre na conduta tipificada no artigo 11, inciso II da Lei 8.429/92, o qual estabelece que “constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições…”

Além das ações citadas, a Promotoria de Justiça de Bom Jardim já tinha ajuizado, em julho 2013, Ação Civil Pública questionando a oferta irregular de ensino e o não cumprimento do calendário escolar devido à falta de professores, de transporte e de merenda escolar.

Além das ações movidas contra a administração municipal, a Promotoria de Justiça tem articulado, desde o mês de agosto, audiências públicas mensais na cidade, nas quais são debatidos os problemas relacionados à educação. No mês de novembro, a audiência pública ocorrerá na próxima sexta-feira, dia 7.

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  Publicado em: Governo

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