Segundo Camarão, acusações contra ele “são infundadas e irresponsáveis, baseadas em ilações, sem nexo causal entre os fatos”
O vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT), criticou nesta segunda-feira, 23, o pedido do Ministério Público do Maranhão (MPMA) à Justiça para que seja concedida medida cautelar de suspensão do exercício da função pública do petista, determinando-se o imediato afastamento dele do cargo. Em nota, Camarão chama a solicitação de “esdrúxula“, afirma que as acusações são “infundadas e irresponsáveis” e diz que acionará o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
“Como vice-governador e pré-candidato ao Governo, tenho sido alvo de uma campanha jurídico-midiática, utilizando a estrutura institucional do Estado do Maranhão, desde o momento em que o governador Carlos Brandão decidiu dar andamento a seu projeto de poder familiar”, inicia o petista, que rompeu com o governador maranhense no final do ano passado.
“São inúmeras acusações infundadas, monitoramento ilegal da minha vida particular, da minha família e calúnias de toda sorte”.
Camarão afirma que tomou conhecimento apenas pela mídia sobre as acusações movidas pelo chefe do Ministério Público do Estado do Maranhão contra ele. “Trata-se de uma peça criada para beneficiar as intenções eleitorais do senhor governador Carlos Brandão que, de forma irresponsável, manipula as instituições do Estado do Maranhão para atingir seus adversários”.
Por esses motivos, acrescenta, ainda nesta segunda ingressou no Tribunal de Justiça do Maranhão com um pedido de apuração de responsabilidade sobre o vazamento de processo sigiloso. Nesta semana, ele também levará o caso ao CNMP para averiguar as responsabilidades da Procuradoria-Geral de Justiça do Maranhão no caso.
O MPMA ingressou com o pedido de afastamento do vice-governador na semana passada. Na peça, o órgão pede o afastamento cautelar também dos policiais militares Thiago Brasil Arruda e Alexandre Guimarães Nascimento, ambos lotados no Gabinete Militar do Governo do Estado.
A solicitação tem como base um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) e aponta indícios de crimes de lavagem de capitais e infrações penais conexas contra a administração pública.
O Ministério Público argumenta que a permanência dos investigados em seus cargos representa um risco concreto à instrução processual, à proteção das provas e à garantia da utilidade do provimento jurisdicional.
A posição institucional do vice-governador dá a ele ascendência e capacidade de influência sobre agentes públicos e estruturas administrativas, o que poderia embaraçar o aprofundamento da apuração.
O afastamento cautelar é considerado pelo MPMA a única providência efetivamente idônea para neutralizar o risco funcional identificado e assegurar a higidez da persecução penal. O órgão busca, com a medida, impedir a continuidade das condutas ilícitas e preservar a integridade da investigação em curso.
Por o antagonista
Publicado em: Política



