Senador diz que investigação tenta intimidá-lo e prometeu manter declarações em que associa Lula a “marginais e terroristas”
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu à abertura de um inquérito pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por suposta calúnia contra o presidente Lula (PT), seu principal adversário na eleição presidencial.
O filho de Jair Bolsonaro será investigado por atribuir ao petista, em publicação no X de 3 de janeiro de 2026, a prática de diversos crimes, como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, fraudes em eleições
Em conversa com jornalistas, Flávio disse se tratar de um “cerco jurídico” para intimidá-lo. O senador disse ainda que pretende, ao ser intimado, solicitar que Moraes peça ao governo dos Estados Unidos documentos sobre o ditador Nicolás Maduro, preso em Nova York.
“Um cerco jurídico para tentar me intimidar e tentar me inibir de falar o que eu penso. Aquilo ali é pura liberdade de expressão, todo mundo sabe a relação do Lula com o Maduro [ditador venezuelano] e nós vamos, assim que formos intimados, pedir para que o ministro Alexandre de Moraes para que ele peça ao governo americano toda a documentação que existe em relação ao Maduro e a sua relação com o Lula. Porque, quem está acusando o Maduro de ser terrorista é o governo americano, não sou eu.“
Flávio também prometeu não se “calar” de associar o presidente Lula a “marginais” e “terroristas”.
“A ligação histórica que existe entre Lula e Maduro é pública, então, sinceramente, eu não entenid qual é a intenção do ministro Alexandre de Moraes em aceitar abrir um inquérito como esse. Vamos aguardar e não vou me calar de dizer que Lula é ligado a marginais, a terroristas. É isso que ele cultivou, é isso que ele pratica com todo o seu posicionamento”, afirmou.
Assinada em 13 de abril de 2026, a decisão de Moraes conta com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A providência pleiteada está amparada em publicação realizada em ambiente virtual público, acessível a milhares de usuários, em que se atribui falsamente, de maneira pública e vexatória, fatos delituosos ao Presidente da República (tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras e fraudes eleitorais)”, diz a Procuradoria.
A publicação de Flávio
Em 3 de janeiro, após a captura do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, Flávio Bolsonaro escreveu:
“Lula será delatado.
É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”
Por o antagonista
Publicado em: Política



